Leigos Missionários Combonianos Portugal
Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni
17
Jan 12

 

“De facto, todos os esforços e dificuldades são relativos quando se ama.”

 

“Aqui estou!” (1 Sam 3, 3b), eis a resposta de Samuel ao chamamento. Uma resposta que congregou mais de meia centena de voluntários que têm em vista partir para além-fronteiras ainda este ano.

 A casa de Coimbra, qual anfitriã deste encontro de formação organizado pela Fundação, Evangelização e Cooperação (FEC), procurou deixar uma marca comboniana nos participantes. Desde o acolhimento à liturgia, tudo foi amorosamente pensado pelos nossos colaboradores que procuraram, sempre com um sorriso, dar o melhor de si para o bem de toda a formação. A eles agradecemos o empenho e a alegria com que vivem estes momentos que são, sem dúvida, ricos e determinantes para a Missão.

Neste encontro, em que o P. Paulo procurava, como é habitual, que tudo corresse da melhor maneira, todos pareciam sentir-se em família (apesar do frio dos corredores).

 

Da minha parte, com a Augusta, participei na reunião da Comissão da Família Comboniana na Maia. Nesta reunião, que contou com a presença dos C.O.M. (Cenáculos de Oração Missionária) e da Associação dos ex-alunos dos MCCJ, foram organizados os habituais encontros anuais da Família Comboniana: a Peregrinação a Fátima e o fim de semana de Espiritualidade Comboniana.

 

Ao fim do dia, mais uma vez com a Augusta, seguimos para Coimbra onde encontramos estes jovens voluntários e onde, com eles, partilhei as alegrias da vida missionária passadas na República Centro Africana nos últimos 5 anos.

Estes jovens, entusiasmados e vibrando com a vida missionária, pareciam dispostos a seguir, noite dentro, neste diálogo e partilha de experiências e pontos de vista.

 

“…se o entusiasmo com que vivemos a nossa vocação é testemunho d’Aquele que nos chama, ousemos, então, dizer alegremente, como Samuel: - Aqui estou!” 

 

 

No Domingo, logo de manhã, era tempo de regressar à Maia para a reunião da equipa da Pastoral Vocacional Jovem (PVJ).

No autocarro, pensava: “dizem que quem corre por gosto não cansa. Eu estou (fisicaente) de rastos mas não podia estar a passar um fim de semana mais feliz.” De facto, todos os esforços e dificuldades são relativos quando se ama.

Entretanto, na casa da Maia, recebida tão calorosamente como é hábito desta comunidade, ouço alguém que, vindo saudar-me, me diz: “ Tu deves ser a Susana Vilas Boas. Obrigada pelo testemunho que sempre nos dás!”

Não sei bem ao que se referia mas, se o entusiasmo com que vivemos a nossa vocação é testemunho d’Aquele que nos chama, ousemos, então, dizer alegremente, como Samuel: “Aqui estou!”

 

Susana Vilas Boas, LMC

 
publicado por LMC às 13:15
09
Jan 12

"O Senhor da Vida nunca se esquece da data e faz-Se sempre convidado nestas ocasiões!"

 

Tinham passado cinco anos desde o último aniversário celebrado em Portugal. A data era importante assim como a muita vontade de a celebrar com a família e amigos aqui deste lado. Tal como noutros anos, o Senhor da Vida tinha-me reservado um presente muito especial (é que Ele nunca se esquece da data e faz-Se sempre convidado nestas ocasiões!).

 

Assim, a minha prenda encontrava-se na Paróquia de Santiago de Antas – Famalicão – e tinha a forma de um grupo de jovens em preparação para o Crisma. Estes, como grande parte dos jovens desta idade, achavam que o Espírito viria sob a forma de pomba: vinha… e ia embora sem deixar rasto. O desafio para este dia de retiro e formação era mostrar-lhes as traças do Espírito: de nada servem os sacramentos se não há uma resposta concreta ao sopro de Deus.

Aproveitando a época litúrgica, quis mostrar-lhes uma Estrela: a Estrela que guia os Reis magos, a Estrela que guia os que acreditam e se põem, sem medo, em marcha.

 

"Não se vive de um SIM dado há 25 anos atrás, mas do SIM que se aceita dar em cada dia ao chamamento de Deus." 

 

Sempre em celebração, o dia seguinte continuou a ser passado em família. Desta vez, o bolo da festa tinha outros números e o homenageado era outro: O P. Arlindo Pinto, coordenador geral dos Leigos Missionários Combonianos. Celebrava na sua paróquia 25 anos de ordenação sacerdotal.

A Eucaristia, presidida pelo bispo D. António Taipa, natural dessa mesma paróquia, foi cheia de simbologia e vivida em profundidade por todos os que, com o P. Arlindo, quiseram dizer Obrigado ao Senhor pelo dom da sua vocação, e pelas maravilhas que Ele operou, e continua a operar, na sua vida.

Após a Eucaristia, a festa continuou e, porque a Estrela que nos guiou todos ali era a mesma, num clima fraterno e de alegria, continuamos a celebrar o SIM deste missionário que visivelmente, no seu sorriso, nos continuava a demonstrar que não vive do SIM dado há 25 anos atrás, mas do SIM que aceita dar em cada dia ao chamamento de Deus. A ele agradecemos o carinho e a dedicação que nos tem dado como nosso amigo e coordenador.

 

A Estrela conduziu-me lá onde a celebração da vida tem o rosto da Missão e do compromisso missionário. A todos os que, comigo, cantaram parabéns, agradeço e acompanho na oração e neste caminho onde, juntos, seguimos. O caminho que fazemos, sempre como família, e na direcção a que a Estrela nos conduz.

 

 

 

Por Susana Vilas Boas, LMC

publicado por LMC às 23:25
22
Dez 11

Os Leigos Missionários Combonianos desejam a todos um Santo Natal,

na esperança que o Milagre da Encarnação do Menino Jesus

toque profundamente no coração de cada um.

 

 

O Natal chama-nos…

 

O Natal está a chegar

E, com ele, uma nova Esperança:

O Senhor Jesus vem até nós

Na simplicidade de uma criança.

 

No nascimento de Jesus,

Descobrimos, com verdade,

Que Aquele que é a Luz,

Devolveu-nos a liberdade!

 

Nesta arte de ser livre,

Somos convidados a responder

Aos apelos sucessivos

Que Jesus nos está a fazer!

 

Neste ano do voluntariado,

Será bom se questionar

Se não é para além-fronteiras

Que Deus nos está a chamar.

 

Neste Natal que se aproxima,

Peçamos no nosso coração

Que Jesus-menino nos mostre

A nossa verdadeira vocação.

 

Que este Menino nos guie

Na resposta que LHE aceitarmos dar

E que sigamos, sem medo,

No caminho a que nos está a chamar!..

 

 

Susana Vilas Boas, LMC

publicado por LMC às 19:56
20
Dez 11

Os coordenadores dos Leigos Missionários Combonianos (LMC) de 12 províncias combonianas da África francófona e anglófona e Moçambique reuniram-se pela primeira vez de 10 a 16 de Dezembro, em Layibi (Uganda). Participaram-no no evento treze Sacerdotes, uma Irmã Comboniana e nove Leigos Missionários Combonianos. O objectivo principal do encontro era reflectir sobre a realidade dos LMC em África, de modo a contribuir para o seu crescimento a partir da especificidade africana, tendo presente os desafios actuais dos LMC no continente. 

 

“Considerou-se que os objectivos do encontro foram atingidos, embora tivesse ficado no ar a sensação de que a vocação dos LMC tenha ainda muito caminho a percorrer, de modo particular em África.”

 

Na casa de retiros dos missionários combonianos de Layibi-Gulu, Uganda, os 23 coordenadores combonianos e os leigos responsáveis dos LMC de África iniciaram o encontro com um momento de reflexão sobre a vocação laical, a maturidade cristã e a espiritualidade missionária do Bom Pastor, partindo de Jesus Cristo e do exemplo de São Daniel Comboni. Seguiu-se uma apresentação histórica dos LMC realçando os principais encontros internacionais já realizados e as suas respectivas conclusões.

Um dia e meio foi dedicado à escuta dos relatórios das 12 províncias combonianas africanas. Faltaram apenas representantes da Eritreia e da África do Sul. Esta enviou um relatório escrito. De seguida, fez-se um trabalho de grupo para confrontar a realidade dos LMC em África com os documentos internacionais dos LMC e, entre outros, os documentos capitulares dos Missionários Combonianos (MCCJ) que fazem referência explícita aos LMC. A apresentação histórica dos LMC e dos documentos dos MCCJ esteve a cargo dos membros da Comissão Central dos LMC que organizaram o encontro: o leigo espanhol Alberto de la Portilla; o P. Günther Hofmann, da DSP (Alemanha); e o P. Arlindo Pinto, coordenador geral dos LMC, nomeado pelo Conselho Geral dos MCCJ.

 

“Deveria-se aprofundar alguns conceitos como, por exemplo: a missão, a vocação e a identidade dos LMC; a distinção dos diversos tipos de laicado comboniano e o percurso formativo dos LMC” 

 

Como resultado deste confronto, viu-se que se deveria aprofundar alguns conceitos como, por exemplo: a missão, a vocação e a identidade dos LMC; a distinção dos diversos tipos de laicado comboniano e o percurso formativo dos LMC; e outros assuntos relacionados com a comunicação, a organização e a economia dos LMC. Insistiu-se muito na vocação por toda a vida dos LMC e na obrigatoriedade de os mesmos estarem disponíveis para partirem para fora da sua realidade geográfica e cultural. Sublinhou-se também que deveria existir uma maior comunicação entre os leigos africanos locais e os leigos vindos de outros países ou continentes e que os LMC deveriam viver, quanto possível, em comunidades de leigos internacionais, visando uma autonomia económica.

 

Criou-se a Comissão Continental Africana dos LMC, constituída por cinco membros que se devem encontrar pelo menos cada três anos: dois provinciais combonianos, um da África francófona (P. Giovanni Zaffanelli) e outro da anglófona e Moçambique (P. José Luis Rodríguez López); dois leigos africanos, um do Congo (Dido Likambo) e outro do Uganda (Otto Bartholomeo); um leigo não africano (Carlos Barros).

O próximo encontro dos LMC mais significativo é a realização da Va Assembleia Intercontinental que acontece cada seis anos. Foi já apresentado um esboço do programa desta Va Assembleia que, desta vez, terá lugar na Maia, em Portugal, de 2 a 9 de Dezembro de 2012.

 

Os participantes consideraram o encontro muito positivo, tendo dado nota positiva à organização, ao acolhimento, e à participação activa de todos os combonianos e leigos. Considerou-se que os objectivos do encontro foram atingidos, embora tivesse ficado no ar a sensação de que a vocação dos LMC tenha ainda muito caminho a percorrer, de modo particular em África. No parecer de um ou outro missionário comboniano as condições requeridas para ser membro LMC são muito ideais pelo que se deveria optar por exigências mais moderadas, pelo menos neste início da sua implantação ou consolidação no continente africano.

 

 

 

Por Pe. Arlindo Pinto, MCCJ

 
publicado por LMC às 23:48
20
Dez 11

Por vezes não nos aproximamos dos outros por pressupor uma série de coisas que, não poucas  vezes, apenas existem na nossa cabeça. Sem descurar todo cuidado e respeito que o outro nos merece, só partindo ao seu encontro poderemos verdadeiramente partilhar a Vida...

 

 

"Hoje, dou graças a Deus de ter ido visitar aquele lar pois foi das experiências que mais me marcaram ao longo dos 62 anos que já levo nesta vida."

 

 

 

No fim de semana de 17-18 de Dezembro de 2011, em Coimbra, tive o meu terceiro encontro de formação para Leigos Missionários Combonianos.O tema foi sobre a 3ª idade.

 

No final da formação da manhã de sábado, 17/12/11, a Susana avisou-nos que a seguir ao almoço iríamos visitar um lar de 3ª idade que está ali muito perto da Casa Comboniana de Coimbra.

Como durante toda a minha vida nunca tinha feito nada de semelhante, a primeira ideia que me passou pela cabeça foi a de que iríamos incomodar todos aqueles idosos. Pensava eu que o que eles deveriam querer era que os deixassem sossegados e, como não nos conheciam de parte nenhuma, não percebia muito bem que contacto o nosso grupo conseguiria estabelecer com eles.

É triste, mas a verdade é que ainda cheguei a pensar dar uma desculpa qualquer e não ir. Só não o fiz porque têm sido tão simpáticos para comigo que senti, que ao tomar tal atitude, estava como que a traí-los.

 

Hoje, dou graças a Deus de ter ido visitar aquele lar pois foi das experiências que mais me marcaram ao longo dos 62 anos que já levo nesta vida.

Nunca me poderei esquecer da alegria daquelas senhoras (e dos homens também), algumas delas já muito velhinhas, mas todas tão contentes ao ouvirem nosso grupo cantar acompanhado pelo padre Paulo com a sua viola.

E acompanhavam-nos, batendo as palmas e cantando, pois sabiam de cor a maior parte daquelas músicas.

 

Por José Cruz

Formando LMC

publicado por LMC às 22:57
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