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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

“COMUNIDADE: Desafio e Oportunidade”

 

Jesus subiu depois a um monte, chamou os que Ele queria e foram ter com Ele. Estabeleceu doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar, com o poder de expulsar demónios. Estabeleceu estes doze: Simão, ao qual pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais deu o nome de Boanerges, isto é, filhos do trovão; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que o entregou.

Mc 3, 13-19

 

    Foi sob o tema “Comunidade: desafio e oportunidade” que nos reunimos no 6º Encontro Formativo deste ano que decorreu no fim-de-semana 17-19 de fevereiro na Casa dos MCCJ de Viseu, onde sempre nos acolhem de portas e coração abertos. Deixo aqui um pequeno e subjetivo resumo, com as minhas impressões pessoais.

    O Encontro foi orientado pelos LMC da Comunidade De Vida do Porto - Carlos Barros, Susana Vilas Boas, Sandra Fagundes e Franquelim Lopes. Ainda não tínhamos tido um Encontro que tanto2.jpg nos aproximasse da realidade da comunidade em missão, quer na sua dimensão espiritual missionária e de relação com Cristo, quer nos aspetos mais práticos do dia-a-dia. Foi, por isso, um encontro muito importante na nossa caminhada e discernimento missionário.

    A reflexão sobre a Palavra de Deus, a partir de alguns trechos dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos, conduz-nos à escolha que Jesus fez dos Doze: os que Ele quis (não necessariamente perfeitos), para estar com Ele, para dar testemunho. Cada um pelo seu nome.

 

E nós, aqui e agora?

 

Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações (…). Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um. Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo (…)

 Act 2, 42-47

 

   Da comunidade dos primeiros discípulos para a comunidade dos leigos missionários hoje, somos levados a refletir, cada um a sós, depois a partilhar em grupo:

- Qual a minha definição de comunidade?

- Que significa viver em comunidade?

   O nosso Diretório, referencial importante em que quase tudo está previsto, é também passado em revista. Em particular, refletimos sobre todos os aspetos que dizem respeito à vida em comunidade, em especial o título IV “Os LMC Além-Fronteiras” e o título III “Comunidades de Vida”. Para não citar aqui os seus conteúdos (que qualquer um de nós tem disponível para consultar sempre que queira), refiro apenas algumas frases que foram ditas e que retive:

- o projeto não é pessoal, é de Deus

- comunidade como lugar do perdão, da alegria e da festa

- passagem do “eu” ao “nós”

- rezar o problema em grupo e depois resolvê-lo

- comunidade é viver para servir

- a comunidade na missão é uma referência para o resto da nossa vida

- não existe a Comunidade perfeita

- Diálogo constante!

    A Comunidade é também fonte de problemas e conflitos, não o podemos omitir nem descurar. Através de vários exercícios e dinâmicas de grupo (como o “Bunker”) refletimos sobre as dificuldades da vida em comunidade e da tomada de decisão em comunidade, as quais são sempre superadas se usarmos o diálogo aberto e fraterno, mediado pela presença do amor de Cristo em cada um de nós.

    Foi também desenvolvido o tema “A Missão”, na perspetiva da organização da comunidade de leigos que partilha o mesmo espaço, em especial: a oração, a casa, as tarefas domésticas, a Carta da Comunidade, a economia. Parecem coisas demasiado básicas mas são essenciais para que a missão corra bem e possamos dar verdadeiro testemunho cristão. 

    Houve ainda tempo para, no serão de sábado, fazermos um primeiro levantamento de ideias e temas a propor à Assembleia Internacional dos LMC a realizar em 2018.

E para assistirmos ao filme “Dos Deuses e dos Homens”.

    Realço por fim, e por ser o mais importante, aquilo que constitui a seiva que alimenta a Comunidade e a Missão, ou o fermento que as faz crescer: os momentos de oração e de celebração eucarística que partilhámos em comunidade, em mais este Encontro de aprofundamento da espiritualidade missionária sob o carisma de S. Daniel Comboni.

 

Demos Graças a Deus!

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Por: Mário Breda

Viva os Noivos

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo  suporta.

1 Coríntios 13:4-7

 

 

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É com muita alegria que desejamos as maiores felicidades aos LMC's Liliana e Flávio! Que a vossa união seja abençoada por Deus e se torne fecunda no testemunho cristão e missionário.

Dia de Comboni, dia de quem vive hoje, a essência do "Salvar África com África"

  «Eu morro, mas a minha obra não morrerá»

 

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    A 25 de janeiro de 1998, na Maia, iniciou-se o caminho de discernimento e formação para leigos que, imbuídos e movidos pelo espírito de S. Daniel Comboni, se sentiam chamados à Missão.

    Hoje, com uma dezena de formandos, continuamos a acreditar que a missão se faz por quantos se entregam e ousam dizer sim ao chamamento de Deus, seguindo os passos de Comboni, os passos deste “pai da África” que acreditou e lutou pela missão africana numa época em que todos desacreditavam deste projeto.

   Continuamos a acreditar no Plano de Comboni, continuamos firmes e conscientes no plano que Deus criou para cada um de nós. Assim sendo, e para celebrar este dia tão especial para toda a família Comboniana, nada melhor que um testemunho acerca da última unidade formativa que decorreu no passado fim de semana. O testemunho de alguém que tal como Comboni, ousa nos dias de hoje ouvir o chamamento de Deus à Missão. De quem ousa viver por amor.

 

“Comboni: Deus, a Cruz e a Missão”

 

     Tenho que vos confessar uma coisa: regressei de coração cheio. Sem dúvida que o carisma de Comboni me toca profundamente e me faz apaixonar cada vez mais pela missão, uma missão que não parte da minha vontade nem de desejos egoístas mas que vem de Deus, Aquele que tanto me ama mas que também ama tantos e tantos irmãos e irmãs esquecidos e abandonados pelos homens, mas nunca por Deus.

    Senti que todos nós vibrámos com o tema, simplesmente porque o tema nos levou a meditar muito, a reflectir sobre a nossa fé, sobre a nossa fidelidade ao sonho que Deus tem para nós e sobre a forma como desistimos facilmente dos projectos de Deus e da nossa vida!

     Foi nos dias 20 a 22 de Janeiro de 2017, em Viseu que se realizou a 5.ª unidade formativa dos LMC, com o tema “Comboni: Deus, a Cruz e a Missão”, o qual teve como formadora a Irmã Missionária Comboniana Carmo Ribeiro.  

     O encontro começou na sexta-feira à noite com a chegada dos membros do grupo de formação, vindos dos vários pontos do país. Como é bom o calor da chegada, os abraços e os beijinhos que nos aquecem o coração, os reencontros, a alegria de nos encontrarmos juntos uma vez mais. Este é, de facto, um dos grandes dons da fé e da missão: no nosso caminho, Deus coloca-nos pessoas maravilhosas, que são um grande dom de Deus para as nossas vidas.

   O collagefr.jpgtema, que foi abordado durante todo o dia de sábado e a manhã de domingo, deu-nos a conhecer um Comboni ainda muito desconhecido para nós e, partindo da experiência de Deus que Comboni fez na sua vida desafiou-nos e desafia-nos a reflectir sobre a nossa própria experiência de Deus. Com Comboni, fomos desafiados a viver uma missão que nem é tua nem é minha, mas de Deus. Sim, é Deus quem envia. Durante este fim-de-semana abordámos os pilares da vivência de Deus e da missão em Comboni, os quais serão também os nossos pilares enquanto Leigos com carisma comboniano. São eles: profundo sentido de Deus; momento carismático de Comboni; amor à cruz; a missão actuada em comunidade, qual Cenáculo de Apóstolos; “zelo” pelas coisas de Deus e pela missão; Maria, mãe da Igreja e mãe da África; São José; e, sentido de Igreja, pertença.

     Temos mesmo muito a aprender com São Daniel Comboni… Desde logo, com a sua confiança em Deus. Como o próprio referiu, “a nossa vida está nas mãos de Deus e que Ele faça o que quiser; nós, como dom irrevogável já Lha entregámos” (Escrito 434). Depois, foi muito importante conhecer o momento carismático de Comboni, isto é, o amor do Coração Trespassado de Cristo Bom Pastor. Com efeito, foi no dia 15 de Setembro

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de 1864, durante o tríduo de preparação à beatificação de Santa Margarida Alacoque que Comboni, na Basílica de São Pedro, perante o coração trespassado de Cristo, teve a sua visão que lhe permitiu elaborar o Plano de Regeneração de Nigrícia: O carisma comboniano brota da experiência que Comboni fez desse coração. Por outro lado, Comboni sempre teve um grande amor à cruz e nunca desistiu dela. Como ele disse, “as obras de Deus, nascem e crescem aos pés da cruz” (Escrito 3833). Aprendemos, ainda, sobre a importância da comunidade para Comboni, como verdadeiro Cenáculo de Apóstolos. Neste ano do centenário de Fátima, foi importante compreender a grande devoção que São Daniel Comboni tinha em Maria, recorrendo constantemente à Sua intercessão. Comboni tinha, também, devoção por São José, homem de “bom coração e intenção recta” (Escrito 7183). Por fim, ainda abordámos a importância da oração na vida de Comboni, o qual não passava mais de três horas sem levantar o seu pensamento a Deus (Escrito 4320) e o sentido de pertença à Igreja. A sua fidelidade à Santa Igreja nunca esteve em discussão e nós, membros da família comboniana devemos recordar-nos sempre disso.

     Queridos amigos e amigas, estou grato a Deus pelo dom da fé e pela chama da Missão. Também lhE agradeço imenso a oportunidade de ter conhecido Comboni e o seu extraordinário carisma que a toda a hora me convida a deixar o meu conforto para seguir a inquietação do amor e da entrega ao outro.

 

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 Por: Pedro Nascimento

 

 

 

“Só se é Missionário se formos eternamente apaixonados pela vida.”

     Findo o 1º encontro da FEC (Fundação Fé e Cooperação) que decorreu este fim de semana na Casa da Saúde do Telhal, regresso a casa e paro um pouco para arrumar as ideias e os sentimentos que brotaram neste fim de semana, dias 14 e 15 de Janeiro.

 

“Sou Cristão não para ser salvo mas para ter a consciência da graça que tenho por ser amado por Deus. E aí sou salvo: quando tenho a consciência, quando sei e sinto que Deus me ama imensamente, quando deixa de ser místico-gasoso dizer que “Deus é amor” e quando isso passa a ser pleno, concreto na minha vida quando, por exemplo, quero e faço por querer o bem do e para o outro.”

 

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     Em primeiro lugar, partilhar que o local do encontro é um lugar privilegiado, especial. A Casa da Saúde do Telhal, uma das unidades de saúde pertencentes à Ordem Hospitaleira de São João de Deus e, desta forma, ao Instituto São João de Deus, é um Centro Assistencial na área da Psiquiatria, Saúde Mental e Reabilitação Psicossocial que presta os mais variados serviços (médicos, enfermagem, psicologia, serviço social, terapia ocupacional, reabilitação, inserção social, formação, etc.) aos seus cerca de 470 utentes internados sempre com o olhar e carisma de São João de Deus. E neste sentido, o início do nosso encontro foi marcado pelo tomar conhecimento do local onde nos encontrávamos e toda a realidade subjacente ao mesmo, através do irmão Paulo Irineu, Superior da Comunidade dos Irmãos. A sua partilha foi uma dádiva e o seu rosto transparecia a paixão com que se dedicava a esta causa, a estas pessoas que, atropeladas por uma demência vivem a vida de uma forma digna. Estando nós ali, naquele meio, éramos com frequência interpelados pelos utentes da casa… e que proximidade se alcançava ali com eles. Fácil era o abraço que cada um pedia e que, de forma espontânea era trocado. Difícil era perceber o que lhes ia na mente.

 

O encontro f15977317_1582965415052579_5502143879171189918_n.jpormativo decorreu, tendo como tema central “Voluntariado Missionário e Espiritualidade”. Fomos brindados com um formador brilhante, Juan Ambrósio, Teólogo e Professor na Universidade Católica Portuguesa. Do que nos falou? Muito sucintamente sobre as “coordenadas para um caminho a partir da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium”, transmitindo-nos alguns “apontamentos para uma reflexão a partir” desta mesma Exortação e a partir da Bula Misericordiae Vultus e da Carta Apostólica Misericordia et Misera. Procurou expor o projeto do Papa Francisco para a Igreja atual, fazendo alusão aos textos por ele produzidos, enquadrando a importância do “ser missionário/cristão”, identidades indissociáveis.

 

     As ideias transmitidas e fundamentadas pelo Prof. Juan Ambrósio não foram, de certo modo, novas… no meu íntimo, já residiam e já tinha a consciência delas. Porém, ouvi-lo com todo o seu fulgor e perceber a intensidade de cada palavra do papa Francisco, deixa-me tremendamente apaixonada pelo “estilo de vida” que me foi proposto desde que nasci e que aceitei, acolhi e adotei – o ser cristã.

 

Diversos temas foram abordados, tendo como pano de fundo textos do Papa Francisco:

 

  • As propostas da Exortação Evangelli Gaudium;
  • A missão como razão de ser e estrutura da Igreja;
  • A ecologia e a preservação da Casa comum;
  • A necessidade da renovação da Igreja;
  • O olhar misericordioso (de ternura e paixão) da Igreja que acolhe todos (“onde não há descartados nem soberanos”);
  • O diagnóstico do papa Francisco da problemática dos crentes na atualidade (o individualismo egoísta e a autorreferencialidade), a terapia por ele proposta (ser DOM para o outro), respetiva metodologia (“A igreja em saída é a comunidade de discípulos missionários que primeireiam, se envolvem, acompanham, frutificam e festejam”) e MISSÃO (“anunciar a alegria do Evangelho”);
  • O anúncio da Boa Nova que tantas vezes hoje é feito com a destruição do outro (que não acredita, não tem fé) e que é errado. O anúncio da Boa Nova deve ser feito com ternura pelo outro que tem vida porque “é possível ter vida, ser feliz sem fé mas não é possível ter fé sem vida”. O anúncio da Boa Nova deve ser feito com uma profunda atração e paixão na mesma;
  • A Espiritualidade Missionária: a minha “marca d’água” (e não um simples rótulo), o meu distintivo, aquilo que me caracteriza, me dá sentido.

   “Ser cristão é ser missionário e ser missionário é ser cristão.”

 

    Ouvir o Prof. Juan Ambrósio foi um prazer, um acreditar de que o seu sonho pode ser concretizado. Pois bem… ele sonha com “uma Igreja profundamente apaixonada por Deus e pelo ser humano, à maneira de Jesus Cristo e, por isso, uma Igreja totalmente comprometida com a construção do reino de Deus e da história humana. Uma Igreja feliz por isso”.

   

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     Por fim, partilhar convosco que o contacto com outros carismase realidades de outros que se preparam para partir para a missão ad gentes (na sua maioria, de curta duração) foi um gosto, uma riqueza pela partilha de vida que se gerou. E, sem diminuir os seus projetos que tanto valor têm, confirmo a minha certeza de que sou e quero ser vida à luz da vida de São Daniel Comboni, salvando “África com África”.

 

“A Igreja não é somente um farol (que serve para ser visto e está no “centro”, imóvel, fixa) mas sim lanternas que serve para iluminar o caminho e que está nas periferias, que vai ao encontro do outro.”

 

Por: Carolina Fiúza

Mantinham o coração fixo no horizonte!

Pela da Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Francisco convidamos a ser como os Magos, seres humanos dispostos e atentos à mudança, seres humanos em ação, a viver na esperança da existência de um Deus que levanta, perdoa e cura. De um Deus que é o caminho a verdade e a vida, na plenitude do Amor.

 

 

«Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo» (Mt 2, 2)

 

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Com estas palavras, os Magos, que vieram de terras distantes, dão-nos a conhecer o motivo da sua longa caminhada: adorar o Rei recém-nascido. Ver e adorar são duas ações que sobressaem na narração evangélica: vimos uma estrela e queremos adorar.

 

Estes homens viram uma estrela, que os pôs em movimento. A descoberta de algo inusual, que aconteceu no céu, desencadeou uma série inumerável de acontecimentos. Não era uma estrela que brilhou exclusivamente para eles, nem possuíam um DNA especial para a descobrir. Como justamente reconheceu um Padre da Igreja, os Magos não se puseram a caminho porque tinham visto a estrela, mas viram a estrela porque se tinham posto a caminho (cf. João Crisóstomo). Mantinham o coração fixo no horizonte, podendo assim ver aquilo que lhes mostrava o céu, porque havia neles um desejo que a tal os impelia: estavam abertos a uma novidade.

 

Os Magos dão-nos, assim, o retrato da pessoa crente, da pessoa que tem nostalgia de Deus; o retrato de quem sente a falta da sua casa: a pátria celeste. Refletem a imagem de todos os seres humanos que não deixaram, na sua vida, anestesiar o próprio coração.

 

Esta nostalgia santa de Deus brota no coração crente, porque sabe que o Evangelho não é um acontecimento do passado, mas do presente. A nostalgia santa de Deus permite-nos manter os olhos abertos contra todas as tentativas de restringir e empobrecer a vida. A nostalgia santa de Deus é a memória crente que se rebela contra tantos profetas de desgraça. É esta nostalgia que mantém viva a esperança da comunidade crente que implora, semana após semana, com estas palavras: «Vinde, Senhor Jesus!»

 

Era precisamente esta nostalgia que impelia o velho Simeão a ir ao Templo todos os dias, tendo a certeza de que a sua vida não acabaria sem ter nos braços o Salvador. Foi esta nostalgia que impeliu o filho pródigo a sair duma conduta autodestrutiva e procurar os braços de seu pai. Era esta nostalgia que sentia no seu coração o pastor, quando deixou as noventa e nove ovelhas para ir à procura da que se extraviara. E foi também o que sentiu Maria Madalena na madrugada do Domingo de Páscoa, fazendo-a correr até ao sepulcro e encontrar o seu Mestre ressuscitado. A nostalgia de Deus tira-nos para fora dos nossos recintos deterministas, que nos induzem a pensar que nada pode mudar. A nostalgia de Deus é a disposição que rompe com inertes conformismos, impelindo a empenhar-nos na mudança que anelamos e precisamos. A nostalgia de Deus tem as suas raízes no passado, mas não se detém lá: vai à procura do futuro. Impelido pela sua fé, o crente «nostálgico» vai à procura de Deus, como os Magos, nos lugares mais recônditos da história, pois está seguro, em seu coração, de que lá o espera o Senhor. Vai à periferia, à fronteira, aos lugares não evangelizados, para poder encontrar-se com o seu Senhor; e não o faz, seguramente, numa atitude de superioridade, mas como um mendigo que se dirige a alguém aos olhos de quem a Boa Nova é um terreno ainda a explorar.

 

Entretanto no palácio de Herodes que distava poucos quilómetros de Belém, animados de procedimento oposto, não se tinham apercebido do que estava a acontecer. Enquanto os Magos caminhavam, Jerusalém dormia; dormia em conluio com Herodes que, em vez de andar à procura, dormia também. Dormia sob a anestesia duma consciência cauterizada. E ficou perturbado; teve medo. É aquela perturbação que leva a pessoa, à vista da novidade que revoluciona a história, a fechar-se em si mesma, nos seus resultados, nos seus conhecimentos, nos seus sucessos. A perturbação de quem repousa na riqueza, incapaz de ver mais além. É a perturbação que nasce no coração de quem quer controlar tudo e todos; uma perturbação própria de quem vive imerso na cultura que impõe vencer a todo o custo, na cultura onde só há espaço para os «vencedores» e a qualquer preço. Uma perturbação que nasce do medo e do temor face àquilo que nos interpela, pondo em risco as nossas seguranças e verdades, o nosso modo de nos apegarmos ao mundo e à vida. E assim Herodes teve medo, e aquele medo levou-o a procurar segurança no crime: «Necas parvulos corpore, quia te necat timor in corde – matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração» (São Quodvultdeus, Sermo 2 de Symbolo: PL 40, 655).

 

Queremos adorar. Aqueles homens vieram do Oriente para adorar, decididos a fazê-lo no lugar próprio de um rei: no Palácio. E isto é importante: aqui chegaram eles com a sua busca; era o lugar idóneo, porque é próprio de um rei nascer num palácio, ter a sua corte e os seus súditos. É sinal de poder, de êxito, de vida bem-sucedida. E pode-se esperar que o rei seja reverenciado, temido e lisonjeado; mas não necessariamente amado. Estes são os esquemas mundanos, os pequenos ídolos a quem prestamos culto: o culto do poder, da aparência e da superioridade. Ídolos que prometem apenas tristeza, escravidão, medo.

 

E foi lá precisamente onde começou o caminho mais longo que tiveram de fazer aqueles homens vindos de longe. Lá teve início a ousadia mais difícil e complicada: descobrir que não se encontrava no Palácio aquilo que procuravam, mas estava noutro lugar: e não só geográfico, mas também existencial. Lá não veem a estrela que os levava a descobrir um Deus que quer ser amado, e isto só é possível sob o signo da liberdade e não da tirania; descobrir que o olhar deste Rei desconhecido – mas desejado – não humilha, não escraviza, não aprisiona. Descobrir que o olhar de Deus levanta, perdoa, cura. Descobrir que Deus quis nascer onde não o esperávamos, onde talvez não o quiséssemos; ou onde muitas vezes o negamos. Descobrir que, no olhar de Deus, há lugar para os feridos, os cansados, os maltratados, os abandonados: que a sua força e o seu poder se chamam misericórdia. Como é distante, para alguns, Jerusalém de Belém!

 

Herodes não pode adorar, porque não quis nem pôde mudar o seu olhar. Não quis deixar de prestar culto a si mesmo, pensando que tudo começava e terminava nele. Não pôde adorar, porque o seu objetivo era que o adorassem a ele. Nem sequer os sacerdotes puderam adorar, porque sabiam muito, conheciam as profecias, mas não estavam dispostos a caminhar nem a mudar.

 

Os Magos sentiram nostalgia, não queriam mais as coisas usuais. Estavam habituados, dominados e cansados dos Herodes do seu tempo. Mas lá, em Belém, havia uma promessa de novidade, uma promessa de gratuidade. Lá estava a acontecer algo de novo. Os Magos puderam adorar, porque tiveram a coragem de caminhar e, prostrando-se diante do pequenino, prostrando-se diante do pobre, prostrando-se diante do inerme, prostrando-se diante do insólito e desconhecido Menino de Belém, lá descobriram a Glória de Deus.

 

«Vinde, Senhor Jesus!»

 

Papa Francisco 

Feliz Ano Novo!

Deus nos concede, a cada dia,

uma página de vida nova no livro do tempo.

Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.

                                                                                                            Chico Xavier

 

      Que o verdadeiro sentido do Natal continue presente em todos os dias do ano 2017 e que o amor seja um objetivo concretizado a cada passo, cada momento a cada segundo das nossas vidas...

    Neste Ano Novo que se anuncia, deixa que Jesus habite o teu coração e o transforme num lar permanente, num lar aconchegante. Recebe-O de braços abertos, deixa que Ele te ilumine e te guie pelos seus caminhos de Amor...

 

Feliz Ano Novo com Jesus no Coração!

 

 

 

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NATAL és tu, quando...

O Natal és tu, quando decides nascer de novo em cada dia e deixar Deus entrar na tua alma.
A árvore de Natal és tu, quando resistes vigoroso aos ventos e dificuldades da vida.
Os enfeites de Natal és tu, quando as tuas virtudes são cores que enfeitam a tua vida.
O sino de Natal és tu, quando chamas, congregas e procuras unir.
És também luz de Natal, quando com a tua vida iluminas o caminho dos outros com a bondade, a paciência, a alegria e a generosidade.
Os anjos de Natal és tu, quando cantas ao mundo uma mensagem de paz, justiça e amor.
És também os reis magos, quando dás o melhor que tens sem teres em conta a quem o dás.
Os cânticos de Natal és tu, quando conquistas a harmonia dentro de ti.
Os presentes de Natal és tu, quando és um verdadeiro amigo e irmão de todos os seres humanos.
Os desejos do Natal és tu, quando perdoas e restabeleces a paz, mesmo sofrendo.
A consoada és tu, quando sacias com pão e esperança o pobre que te é próximo.
Tu és a noite de Natal, quando, humilde e consciente, recebes no silêncio da noite o Salvador do mundo, sem ruído nem grandes celebrações; tu és sorriso de confiança e ternura na paz interior de um natal constante estabelecendo o reino dentro de ti.”

 

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Mensagem de Natal do Papa Francisco

 

 O Natal és tu, quando permites que Jesus entre no silêncio da tua oração, quando abres o teu coração e O acolhes com tudo o que és, quando te deixas dia após dia transformar pelo Seu amor, quando com um coração humilde e despojado de tudo aquilo que te consome segues a voz do teu coração, pois é bem lá que Ele te chama e convida a todos os dias a seres um pouco melhor que ontem. Viva o Natal que tens dentro de ti e que esse se prolonge em todos os dias da tua Vida...

 

 

 

Marisa ​chegou a Portugal com o coração cheio de Natal!

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     A Marisa terminou o seu tempo de experiência comunitária que decorreu em Cracóvia. Chegou ontem e à sua espera estavam o seu tio, a irmã, alguns LMC e amigos.​ Já se encontra junto da sua família em Viseu com quem vai partilhar esta época festiva do Natal.

Desejamos-lhe que viva este tempo sagrado na alegria e com a fé inabalável dos que acreditam num novo tempo de Paz e Amor.

    A Marisa partirá no próximo dia 16 de Janeiro rumo à Missão de Awassa​, na Etiópia​​.

Um Santo Natal!

 

 

 

 

 

 

VOTOS DE UM SANTO NATAL

"O povo que vivia nas trevas, viu uma grande Luz" (Mt 4,16)

 

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     A Luz veio até nós! Aquele que é o Senhor da Vida, encarnou e faz resplandecer no mundo, e em cada um de nós, a Esperança e o Amor. 

     Neste Natal, os Leigos Missionários Combonianos a todos desejam um Santo e Feliz Natal, nesta certeza que Aquele que veio habitar entre nós, continua a manifestar a Sua glória, cheia de Graça e de Verdade (cf. Jo 1,14).

     Que este Natal seja um Natal verdadeiramente Missionário: um Natal em que todos têm lugar junto ao presépio que construímos dentro do nosso coração.

Santo Natal!

 

 

 

Já com espírito de Natal passámos mais um fim de semana juntos e em grande!

        Nos dias 9, 10 e 11 de Dezembro realizou-se, em Santarém, mais um encontro dos Leigos Missionários Combonianos.

        Já com espírito de Natal passámos mais um fim de semana juntos e em grande!

      Cada encontro começa com as boas vindas, os abraços calorosos, os risos e gargalhadas de quem se reencontra com muita alegria e espera por a conversa em dia com cada elemento desta “família” que vai crescendo em número, em partilha e amizade.

      No Sábado de manhã, depois da oração e do pequeno almoço, começamos com a exposição da leiga Rufina Garcia acerca do tema de reflexão: “Refugiados no mundo e em Portugal”. Depois de nos apresentar esta realidade tão atual, deu-nos a conhecer o seu trabalho na Cáritas de Portalegre, em jeito de testemunho, e do muito que há para fazer pelos refugiados que fogem de uma guerra, sem nada, esperando sobreviver e encontrar a paz.

Seguindo o carisma de S. Daniel Comboni, e relembrando o desafio deixado no encontro europeu dos Leigos Missionários Combonianos, temos que estar atentos a esta crise e agir em conformidade.

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         Depois fomos convidados a colocarmo-nos no lugar de um refugiado vindo de um dos vários continentes, e construirmos uma árvore de Natal com os nossos desejos/sonhos.

Só aprendendo a colocarmo-nos no lugar do “Outro “ é que podemos começar a sentir um pouco das suas dores e a despertarmos para a problemática destes refugiados.

     De seguida recebemos o testemunho de um casal de refugiados do Paquistão, a Nádia e o Milam. Contaram-nos algumas das muitas dificuldades que atravessaram e atravessam. A Nádia chegou à cerca de um ano, fruto do esforço e empenho da Cáritas, mas não fala Português porque ainda não foi possível usufruir deste direito ao ensino da língua. O Milam, neste momento desempregado e motorista de profissão, chegou a Portugal há quatro anos, depois de seis longos meses em viagem. O seu maior desejo é adquirir a carta de condução de Portugal para que possa arranjar trabalho.

       A tarde de Sábado foi preenchida com diversas atividades que nos sensibilizaram para as diferenças de poder económico dos vários continentes. Estas desigualdades são abismais!

Por fim, fomos convidados a ir ao encontro do “Amor”, com um período de tempo destinado à reflexão e oração individuais.

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       À noite tivemos um convívio animado e em união com outros leigos não presentes, como a Marisa, com quem falamos longamente via Skype. Em espírito Natalício foi feita a troca de presentinhos e de desejos.

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      No Domingo juntaram-se a nós vários familiares e amigos para a celebração da Eucaristia. Depois ouvimos o testemunho da LMC, Élia, vinda recentemente da República Centro Africana onde esteve cinco anos em missão. O tema foi: “O Natal na Missão”. A partilha da Élia, com a sua simplicidade e autenticidade, foi maravilhosa e enriquecedora, sobretudo para nós formandos que ainda não tivemos experiências de Missão. Outros leigos foram acrescentado breves partilhas de Natais vividos na Missão, no meio da pobreza mas com o verdadeiro sentido do Natal, sem materialismos, consumismos ou distrações que, nos países ocidentais, é impossível escapar. Ficou visível, em cada um de nós, o grande desejo de continuar a fazer este caminho de formação e partilha.

 

A exemplo de Maria, mãe de Jesus, coloquemos a nossa total confiança no Senhor.

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Continuação de um bom Advento para todos! Acolhamos Jesus que virá, quem sabe, na pessoa de um refugiado!

 

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Por:Glória Rocha