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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

“Só se é Missionário se formos eternamente apaixonados pela vida.”

     Findo o 1º encontro da FEC (Fundação Fé e Cooperação) que decorreu este fim de semana na Casa da Saúde do Telhal, regresso a casa e paro um pouco para arrumar as ideias e os sentimentos que brotaram neste fim de semana, dias 14 e 15 de Janeiro.

 

“Sou Cristão não para ser salvo mas para ter a consciência da graça que tenho por ser amado por Deus. E aí sou salvo: quando tenho a consciência, quando sei e sinto que Deus me ama imensamente, quando deixa de ser místico-gasoso dizer que “Deus é amor” e quando isso passa a ser pleno, concreto na minha vida quando, por exemplo, quero e faço por querer o bem do e para o outro.”

 

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     Em primeiro lugar, partilhar que o local do encontro é um lugar privilegiado, especial. A Casa da Saúde do Telhal, uma das unidades de saúde pertencentes à Ordem Hospitaleira de São João de Deus e, desta forma, ao Instituto São João de Deus, é um Centro Assistencial na área da Psiquiatria, Saúde Mental e Reabilitação Psicossocial que presta os mais variados serviços (médicos, enfermagem, psicologia, serviço social, terapia ocupacional, reabilitação, inserção social, formação, etc.) aos seus cerca de 470 utentes internados sempre com o olhar e carisma de São João de Deus. E neste sentido, o início do nosso encontro foi marcado pelo tomar conhecimento do local onde nos encontrávamos e toda a realidade subjacente ao mesmo, através do irmão Paulo Irineu, Superior da Comunidade dos Irmãos. A sua partilha foi uma dádiva e o seu rosto transparecia a paixão com que se dedicava a esta causa, a estas pessoas que, atropeladas por uma demência vivem a vida de uma forma digna. Estando nós ali, naquele meio, éramos com frequência interpelados pelos utentes da casa… e que proximidade se alcançava ali com eles. Fácil era o abraço que cada um pedia e que, de forma espontânea era trocado. Difícil era perceber o que lhes ia na mente.

 

O encontro f15977317_1582965415052579_5502143879171189918_n.jpormativo decorreu, tendo como tema central “Voluntariado Missionário e Espiritualidade”. Fomos brindados com um formador brilhante, Juan Ambrósio, Teólogo e Professor na Universidade Católica Portuguesa. Do que nos falou? Muito sucintamente sobre as “coordenadas para um caminho a partir da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium”, transmitindo-nos alguns “apontamentos para uma reflexão a partir” desta mesma Exortação e a partir da Bula Misericordiae Vultus e da Carta Apostólica Misericordia et Misera. Procurou expor o projeto do Papa Francisco para a Igreja atual, fazendo alusão aos textos por ele produzidos, enquadrando a importância do “ser missionário/cristão”, identidades indissociáveis.

 

     As ideias transmitidas e fundamentadas pelo Prof. Juan Ambrósio não foram, de certo modo, novas… no meu íntimo, já residiam e já tinha a consciência delas. Porém, ouvi-lo com todo o seu fulgor e perceber a intensidade de cada palavra do papa Francisco, deixa-me tremendamente apaixonada pelo “estilo de vida” que me foi proposto desde que nasci e que aceitei, acolhi e adotei – o ser cristã.

 

Diversos temas foram abordados, tendo como pano de fundo textos do Papa Francisco:

 

  • As propostas da Exortação Evangelli Gaudium;
  • A missão como razão de ser e estrutura da Igreja;
  • A ecologia e a preservação da Casa comum;
  • A necessidade da renovação da Igreja;
  • O olhar misericordioso (de ternura e paixão) da Igreja que acolhe todos (“onde não há descartados nem soberanos”);
  • O diagnóstico do papa Francisco da problemática dos crentes na atualidade (o individualismo egoísta e a autorreferencialidade), a terapia por ele proposta (ser DOM para o outro), respetiva metodologia (“A igreja em saída é a comunidade de discípulos missionários que primeireiam, se envolvem, acompanham, frutificam e festejam”) e MISSÃO (“anunciar a alegria do Evangelho”);
  • O anúncio da Boa Nova que tantas vezes hoje é feito com a destruição do outro (que não acredita, não tem fé) e que é errado. O anúncio da Boa Nova deve ser feito com ternura pelo outro que tem vida porque “é possível ter vida, ser feliz sem fé mas não é possível ter fé sem vida”. O anúncio da Boa Nova deve ser feito com uma profunda atração e paixão na mesma;
  • A Espiritualidade Missionária: a minha “marca d’água” (e não um simples rótulo), o meu distintivo, aquilo que me caracteriza, me dá sentido.

   “Ser cristão é ser missionário e ser missionário é ser cristão.”

 

    Ouvir o Prof. Juan Ambrósio foi um prazer, um acreditar de que o seu sonho pode ser concretizado. Pois bem… ele sonha com “uma Igreja profundamente apaixonada por Deus e pelo ser humano, à maneira de Jesus Cristo e, por isso, uma Igreja totalmente comprometida com a construção do reino de Deus e da história humana. Uma Igreja feliz por isso”.

   

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     Por fim, partilhar convosco que o contacto com outros carismase realidades de outros que se preparam para partir para a missão ad gentes (na sua maioria, de curta duração) foi um gosto, uma riqueza pela partilha de vida que se gerou. E, sem diminuir os seus projetos que tanto valor têm, confirmo a minha certeza de que sou e quero ser vida à luz da vida de São Daniel Comboni, salvando “África com África”.

 

“A Igreja não é somente um farol (que serve para ser visto e está no “centro”, imóvel, fixa) mas sim lanternas que serve para iluminar o caminho e que está nas periferias, que vai ao encontro do outro.”

 

Por: Carolina Fiúza

Mantinham o coração fixo no horizonte!

Pela da Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Francisco convidamos a ser como os Magos, seres humanos dispostos e atentos à mudança, seres humanos em ação, a viver na esperança da existência de um Deus que levanta, perdoa e cura. De um Deus que é o caminho a verdade e a vida, na plenitude do Amor.

 

 

«Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo» (Mt 2, 2)

 

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Com estas palavras, os Magos, que vieram de terras distantes, dão-nos a conhecer o motivo da sua longa caminhada: adorar o Rei recém-nascido. Ver e adorar são duas ações que sobressaem na narração evangélica: vimos uma estrela e queremos adorar.

 

Estes homens viram uma estrela, que os pôs em movimento. A descoberta de algo inusual, que aconteceu no céu, desencadeou uma série inumerável de acontecimentos. Não era uma estrela que brilhou exclusivamente para eles, nem possuíam um DNA especial para a descobrir. Como justamente reconheceu um Padre da Igreja, os Magos não se puseram a caminho porque tinham visto a estrela, mas viram a estrela porque se tinham posto a caminho (cf. João Crisóstomo). Mantinham o coração fixo no horizonte, podendo assim ver aquilo que lhes mostrava o céu, porque havia neles um desejo que a tal os impelia: estavam abertos a uma novidade.

 

Os Magos dão-nos, assim, o retrato da pessoa crente, da pessoa que tem nostalgia de Deus; o retrato de quem sente a falta da sua casa: a pátria celeste. Refletem a imagem de todos os seres humanos que não deixaram, na sua vida, anestesiar o próprio coração.

 

Esta nostalgia santa de Deus brota no coração crente, porque sabe que o Evangelho não é um acontecimento do passado, mas do presente. A nostalgia santa de Deus permite-nos manter os olhos abertos contra todas as tentativas de restringir e empobrecer a vida. A nostalgia santa de Deus é a memória crente que se rebela contra tantos profetas de desgraça. É esta nostalgia que mantém viva a esperança da comunidade crente que implora, semana após semana, com estas palavras: «Vinde, Senhor Jesus!»

 

Era precisamente esta nostalgia que impelia o velho Simeão a ir ao Templo todos os dias, tendo a certeza de que a sua vida não acabaria sem ter nos braços o Salvador. Foi esta nostalgia que impeliu o filho pródigo a sair duma conduta autodestrutiva e procurar os braços de seu pai. Era esta nostalgia que sentia no seu coração o pastor, quando deixou as noventa e nove ovelhas para ir à procura da que se extraviara. E foi também o que sentiu Maria Madalena na madrugada do Domingo de Páscoa, fazendo-a correr até ao sepulcro e encontrar o seu Mestre ressuscitado. A nostalgia de Deus tira-nos para fora dos nossos recintos deterministas, que nos induzem a pensar que nada pode mudar. A nostalgia de Deus é a disposição que rompe com inertes conformismos, impelindo a empenhar-nos na mudança que anelamos e precisamos. A nostalgia de Deus tem as suas raízes no passado, mas não se detém lá: vai à procura do futuro. Impelido pela sua fé, o crente «nostálgico» vai à procura de Deus, como os Magos, nos lugares mais recônditos da história, pois está seguro, em seu coração, de que lá o espera o Senhor. Vai à periferia, à fronteira, aos lugares não evangelizados, para poder encontrar-se com o seu Senhor; e não o faz, seguramente, numa atitude de superioridade, mas como um mendigo que se dirige a alguém aos olhos de quem a Boa Nova é um terreno ainda a explorar.

 

Entretanto no palácio de Herodes que distava poucos quilómetros de Belém, animados de procedimento oposto, não se tinham apercebido do que estava a acontecer. Enquanto os Magos caminhavam, Jerusalém dormia; dormia em conluio com Herodes que, em vez de andar à procura, dormia também. Dormia sob a anestesia duma consciência cauterizada. E ficou perturbado; teve medo. É aquela perturbação que leva a pessoa, à vista da novidade que revoluciona a história, a fechar-se em si mesma, nos seus resultados, nos seus conhecimentos, nos seus sucessos. A perturbação de quem repousa na riqueza, incapaz de ver mais além. É a perturbação que nasce no coração de quem quer controlar tudo e todos; uma perturbação própria de quem vive imerso na cultura que impõe vencer a todo o custo, na cultura onde só há espaço para os «vencedores» e a qualquer preço. Uma perturbação que nasce do medo e do temor face àquilo que nos interpela, pondo em risco as nossas seguranças e verdades, o nosso modo de nos apegarmos ao mundo e à vida. E assim Herodes teve medo, e aquele medo levou-o a procurar segurança no crime: «Necas parvulos corpore, quia te necat timor in corde – matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração» (São Quodvultdeus, Sermo 2 de Symbolo: PL 40, 655).

 

Queremos adorar. Aqueles homens vieram do Oriente para adorar, decididos a fazê-lo no lugar próprio de um rei: no Palácio. E isto é importante: aqui chegaram eles com a sua busca; era o lugar idóneo, porque é próprio de um rei nascer num palácio, ter a sua corte e os seus súditos. É sinal de poder, de êxito, de vida bem-sucedida. E pode-se esperar que o rei seja reverenciado, temido e lisonjeado; mas não necessariamente amado. Estes são os esquemas mundanos, os pequenos ídolos a quem prestamos culto: o culto do poder, da aparência e da superioridade. Ídolos que prometem apenas tristeza, escravidão, medo.

 

E foi lá precisamente onde começou o caminho mais longo que tiveram de fazer aqueles homens vindos de longe. Lá teve início a ousadia mais difícil e complicada: descobrir que não se encontrava no Palácio aquilo que procuravam, mas estava noutro lugar: e não só geográfico, mas também existencial. Lá não veem a estrela que os levava a descobrir um Deus que quer ser amado, e isto só é possível sob o signo da liberdade e não da tirania; descobrir que o olhar deste Rei desconhecido – mas desejado – não humilha, não escraviza, não aprisiona. Descobrir que o olhar de Deus levanta, perdoa, cura. Descobrir que Deus quis nascer onde não o esperávamos, onde talvez não o quiséssemos; ou onde muitas vezes o negamos. Descobrir que, no olhar de Deus, há lugar para os feridos, os cansados, os maltratados, os abandonados: que a sua força e o seu poder se chamam misericórdia. Como é distante, para alguns, Jerusalém de Belém!

 

Herodes não pode adorar, porque não quis nem pôde mudar o seu olhar. Não quis deixar de prestar culto a si mesmo, pensando que tudo começava e terminava nele. Não pôde adorar, porque o seu objetivo era que o adorassem a ele. Nem sequer os sacerdotes puderam adorar, porque sabiam muito, conheciam as profecias, mas não estavam dispostos a caminhar nem a mudar.

 

Os Magos sentiram nostalgia, não queriam mais as coisas usuais. Estavam habituados, dominados e cansados dos Herodes do seu tempo. Mas lá, em Belém, havia uma promessa de novidade, uma promessa de gratuidade. Lá estava a acontecer algo de novo. Os Magos puderam adorar, porque tiveram a coragem de caminhar e, prostrando-se diante do pequenino, prostrando-se diante do pobre, prostrando-se diante do inerme, prostrando-se diante do insólito e desconhecido Menino de Belém, lá descobriram a Glória de Deus.

 

«Vinde, Senhor Jesus!»

 

Papa Francisco 

Feliz Ano Novo!

Deus nos concede, a cada dia,

uma página de vida nova no livro do tempo.

Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.

                                                                                                            Chico Xavier

 

      Que o verdadeiro sentido do Natal continue presente em todos os dias do ano 2017 e que o amor seja um objetivo concretizado a cada passo, cada momento a cada segundo das nossas vidas...

    Neste Ano Novo que se anuncia, deixa que Jesus habite o teu coração e o transforme num lar permanente, num lar aconchegante. Recebe-O de braços abertos, deixa que Ele te ilumine e te guie pelos seus caminhos de Amor...

 

Feliz Ano Novo com Jesus no Coração!

 

 

 

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NATAL és tu, quando...

O Natal és tu, quando decides nascer de novo em cada dia e deixar Deus entrar na tua alma.
A árvore de Natal és tu, quando resistes vigoroso aos ventos e dificuldades da vida.
Os enfeites de Natal és tu, quando as tuas virtudes são cores que enfeitam a tua vida.
O sino de Natal és tu, quando chamas, congregas e procuras unir.
És também luz de Natal, quando com a tua vida iluminas o caminho dos outros com a bondade, a paciência, a alegria e a generosidade.
Os anjos de Natal és tu, quando cantas ao mundo uma mensagem de paz, justiça e amor.
És também os reis magos, quando dás o melhor que tens sem teres em conta a quem o dás.
Os cânticos de Natal és tu, quando conquistas a harmonia dentro de ti.
Os presentes de Natal és tu, quando és um verdadeiro amigo e irmão de todos os seres humanos.
Os desejos do Natal és tu, quando perdoas e restabeleces a paz, mesmo sofrendo.
A consoada és tu, quando sacias com pão e esperança o pobre que te é próximo.
Tu és a noite de Natal, quando, humilde e consciente, recebes no silêncio da noite o Salvador do mundo, sem ruído nem grandes celebrações; tu és sorriso de confiança e ternura na paz interior de um natal constante estabelecendo o reino dentro de ti.”

 

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Mensagem de Natal do Papa Francisco

 

 O Natal és tu, quando permites que Jesus entre no silêncio da tua oração, quando abres o teu coração e O acolhes com tudo o que és, quando te deixas dia após dia transformar pelo Seu amor, quando com um coração humilde e despojado de tudo aquilo que te consome segues a voz do teu coração, pois é bem lá que Ele te chama e convida a todos os dias a seres um pouco melhor que ontem. Viva o Natal que tens dentro de ti e que esse se prolonge em todos os dias da tua Vida...

 

 

 

Marisa ​chegou a Portugal com o coração cheio de Natal!

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     A Marisa terminou o seu tempo de experiência comunitária que decorreu em Cracóvia. Chegou ontem e à sua espera estavam o seu tio, a irmã, alguns LMC e amigos.​ Já se encontra junto da sua família em Viseu com quem vai partilhar esta época festiva do Natal.

Desejamos-lhe que viva este tempo sagrado na alegria e com a fé inabalável dos que acreditam num novo tempo de Paz e Amor.

    A Marisa partirá no próximo dia 16 de Janeiro rumo à Missão de Awassa​, na Etiópia​​.

Um Santo Natal!

 

 

 

 

 

 

VOTOS DE UM SANTO NATAL

"O povo que vivia nas trevas, viu uma grande Luz" (Mt 4,16)

 

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     A Luz veio até nós! Aquele que é o Senhor da Vida, encarnou e faz resplandecer no mundo, e em cada um de nós, a Esperança e o Amor. 

     Neste Natal, os Leigos Missionários Combonianos a todos desejam um Santo e Feliz Natal, nesta certeza que Aquele que veio habitar entre nós, continua a manifestar a Sua glória, cheia de Graça e de Verdade (cf. Jo 1,14).

     Que este Natal seja um Natal verdadeiramente Missionário: um Natal em que todos têm lugar junto ao presépio que construímos dentro do nosso coração.

Santo Natal!

 

 

 

Já com espírito de Natal passámos mais um fim de semana juntos e em grande!

        Nos dias 9, 10 e 11 de Dezembro realizou-se, em Santarém, mais um encontro dos Leigos Missionários Combonianos.

        Já com espírito de Natal passámos mais um fim de semana juntos e em grande!

      Cada encontro começa com as boas vindas, os abraços calorosos, os risos e gargalhadas de quem se reencontra com muita alegria e espera por a conversa em dia com cada elemento desta “família” que vai crescendo em número, em partilha e amizade.

      No Sábado de manhã, depois da oração e do pequeno almoço, começamos com a exposição da leiga Rufina Garcia acerca do tema de reflexão: “Refugiados no mundo e em Portugal”. Depois de nos apresentar esta realidade tão atual, deu-nos a conhecer o seu trabalho na Cáritas de Portalegre, em jeito de testemunho, e do muito que há para fazer pelos refugiados que fogem de uma guerra, sem nada, esperando sobreviver e encontrar a paz.

Seguindo o carisma de S. Daniel Comboni, e relembrando o desafio deixado no encontro europeu dos Leigos Missionários Combonianos, temos que estar atentos a esta crise e agir em conformidade.

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         Depois fomos convidados a colocarmo-nos no lugar de um refugiado vindo de um dos vários continentes, e construirmos uma árvore de Natal com os nossos desejos/sonhos.

Só aprendendo a colocarmo-nos no lugar do “Outro “ é que podemos começar a sentir um pouco das suas dores e a despertarmos para a problemática destes refugiados.

     De seguida recebemos o testemunho de um casal de refugiados do Paquistão, a Nádia e o Milam. Contaram-nos algumas das muitas dificuldades que atravessaram e atravessam. A Nádia chegou à cerca de um ano, fruto do esforço e empenho da Cáritas, mas não fala Português porque ainda não foi possível usufruir deste direito ao ensino da língua. O Milam, neste momento desempregado e motorista de profissão, chegou a Portugal há quatro anos, depois de seis longos meses em viagem. O seu maior desejo é adquirir a carta de condução de Portugal para que possa arranjar trabalho.

       A tarde de Sábado foi preenchida com diversas atividades que nos sensibilizaram para as diferenças de poder económico dos vários continentes. Estas desigualdades são abismais!

Por fim, fomos convidados a ir ao encontro do “Amor”, com um período de tempo destinado à reflexão e oração individuais.

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       À noite tivemos um convívio animado e em união com outros leigos não presentes, como a Marisa, com quem falamos longamente via Skype. Em espírito Natalício foi feita a troca de presentinhos e de desejos.

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      No Domingo juntaram-se a nós vários familiares e amigos para a celebração da Eucaristia. Depois ouvimos o testemunho da LMC, Élia, vinda recentemente da República Centro Africana onde esteve cinco anos em missão. O tema foi: “O Natal na Missão”. A partilha da Élia, com a sua simplicidade e autenticidade, foi maravilhosa e enriquecedora, sobretudo para nós formandos que ainda não tivemos experiências de Missão. Outros leigos foram acrescentado breves partilhas de Natais vividos na Missão, no meio da pobreza mas com o verdadeiro sentido do Natal, sem materialismos, consumismos ou distrações que, nos países ocidentais, é impossível escapar. Ficou visível, em cada um de nós, o grande desejo de continuar a fazer este caminho de formação e partilha.

 

A exemplo de Maria, mãe de Jesus, coloquemos a nossa total confiança no Senhor.

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Continuação de um bom Advento para todos! Acolhamos Jesus que virá, quem sabe, na pessoa de um refugiado!

 

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Por:Glória Rocha

Passagem por Bangui

    Viemos a Bangui para buscar a LMC Irene, que vem de Kinshasa, é congolesa, e ficará cerca de um mês connosco. Ela é muito simpática! Deus permita que nós consigamos dar-lhe bom testemunho da missão e que seja, para ela,uma experiência inesquecível de bem.

 

    Trouxemos uAnia-1-768x432.jpgma das órfãs a quem ajudamos com o leite, a pequena Merveille, que nasceu com 1,850 Kg. Tem agora 5 meses. Estava a crescer normalmente, pesando já cerca de cinco kilos. No dia dois apareceu com menos 900g, a avó disse que tinha tido diarreia. Mandamo-la à UNT e ficou internada. Estava desnutrida, tinha febre cada dia… O chefe do hospital, juntamente com outro Técnico de Medicina, Tenda, observaram-na e acharam que tinha meningite. Na quarta-feira foi passada a transferência para Bangui.

 

    Sexta, chegámos à Emergency, uma ONG italiana que trabalha na pediatria do hospital de Bangui, cerca do meio-dia, e saímos de lá às quatro horas. Exames de um lado para outro, radiografia aos pulmões e Merveille fica internada nos cuidados intensivos com pneumonia, sintoma de meningite, anemia, malária. Imediatamente lhe começam a dar oxigénio. Com grandes dificuldades para tirar o sangue para as análises… Que o Senhor a ajude a recuperar depressa, se for essa a Sua Vontade! Que Ele a guarde. Graças a Deus, hoje, domingo, estava um pouquinho melhor, segundo o enfermeiro!

 

    No dia 8 de Dezembro tivemos o encerramento do Ano da Misericórdia, com a participação de gente de toda a paróquia. Foi uma longa Eucaristia, três horas, mas toda a gente estava contente. Às seis horas da manhã rezámos o terço acompanhado por muitos cânticos, com a imagem de Maria na procissão passando por todas as comunidades de Mongoumba. Vislumbrava-se no rosto das pessoas grande alegria e devoção à Mãe do Céu!

 

    O Jubileu das famílias decorreu muito bem. Houve catequese para pais e filhos. Foi bom ver  na Eucaristia os pais juntos com todos os filhos, habitualmente estão todos separados. No final da missa cada casal foi buscar um casal que ainda não recebeu o Sacramento do Matrimónio, ficando com a responsabilidade de os catequisar de modo a muito em breve também eles receberem o Sacramento.

 

   Já temos carro novo! Graças à generosidade dos Missionários Combonianos de seis províncias, que partilharam connosco aquilo que lhes é oferecido pelos seus benfeitores. Agradecemos também a Deus por lhes conceder essas virtudes de ajudar, de ser solidário de amar.

Não se esqueçam de rezar por nós. Daqui rezamos por todos vós também.

DESEJAMOS A TODOS UM SANTO NATAL E UM BOM 2017 PLENO DE PAZ, ALEGRIA E MUITO AMOR.

 

Beijinhos das LMC

 

Anna e Maria Augusta (Mongoumba, RCA)

“A grandeza da missão não está naquilo que fazemos mas n`Aquele que nos envia.”

       

         Em Viseu, nos dias de 18 a 20 de novembro, decorreu o terceiro encontro formativo que teve como tema: “A Missão hoje: Como? Porquê? Para quê? A Igreja em acto.”  A LMC, Susana Vilas Boas foi a formadora desta unidade.

         A Susana começou a primeira etapa da formação por nos interpelar sobre esta frase do Padre Ivo, que depois foi o mote para todo o encontro formativo. Frase esta que nos transmitiu que somos enviados pelo Pai, que nos acompanha sempre e que é n’Ele que devemos depositar toda a nossa confiança.

 

   A mim, particularmente, deu-me a certeza que não estou numa caminhada sozinha, e que Ele me ajuda e estará sempre comigo trilhe eu o caminho que trilhar.

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    A vocação de LMC´s, tal como qualquer outra vocação cristã, não se restringe a um “Eu”, mas envolve um “Nós” e isto é muito bonito de se descobrir e de se sentir.

        

        O encontro ramificou-se em dois grandes subtemas: o 1.º Actos dos Apóstolos e o 2.º Diretório dos LMC´S.

         Gostei imenso da abordagem ao livro dos Actos dos Apóstolos. Vimos, com a Susana, toda a estrutura do livro, alguns dos acontecimentos mais significativos, aspetos históricos e depois num pequeno trabalho de grupo foi possível aprofundar alguns dos acontecimentos narrados por Lucas.

         Na tarde de sábado depois de uma partilha e interpretação dos grupos, iniciamos o segundo tema, um momento bom para esclarecimento de algumas dúvidas e alguns aspetos cruciais no caminho da formação como LMC.

         Já à noite, convivemos, brincando com um jogo de mímica sobre os Actos dos Apóstolos, momentos de partilha, conversas, … e brincadeiras.

         No domingo de manhã, foi fantástico poder ouvir Márcia Costa, que nos contou como e quando se juntou aos LMC´S, a reação da sua família, quando decidiu partir para a República Centro Africana, o que viveu e o que encontrou, foi bom ouvir a Susana também e conhecer um pouco mais de perto a realidade que enfrentaram, os desafios. Um belo testemunho também do casal  Ana e Artur Valente, que já depois da reforma dedicaram as suas vidas ao serviço das Missões.

 

                Muito bom… Magnífico perceber que não há idades específicas, que estamos todos a tempo de fazer o bem, de fazer a diferença.

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 Por: Sofia Coelho

A viagem da Vida...

 

 

 res.jpgCorrem os últimos dias da minha passagem por Londres, onde cheguei sensivelmente há mês e meio. Revejo-me neste preciso momento, enquanto escrevo, numa cena quase digna de filme: estou sentada numa estação do metro à espera daquele que me levará a casa, «a olhar para ontem» ou para «tudo» e para «nada». Vou antecipando mentalmente a viagem para a Polónia, cada vez mais próxima, mas, em simultâneo, não consigo evitar lembrar-me dos dias «por cá».

Nisto tudo, quase sem me dar conta, a expressão de aviso gravada no chão, «mind the gap[1]», chama-me à atenção. Guardar espaço…Quanto espaço é suficiente para que estejamos seguros? A partir de quando e até quando guardamos este espaço? À espera de quê? Do «momento certo»? Para ir onde? 

Repetidamente o Papa Francisco lembra-nos que somos convidados a sair da nossa comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias. Devemos sentir-nos impelidos a querer ir mais longe, mais perto, mais alto, mais fundo. A peregrinar mais.  

 

Estas semanas foram e continuam a ser essenciais neste tempo de preparação para a Missão. Para além da oportunidade de estar em lugares em que nunca estivera, de conhecer pessoas novas, do treino e aprendizagem da língua, etc. … tenho aprendido muito sobre a vida em comunidade e o espaço. Tenho aprendido que este tempo, este em que vivemos, qualquer que ele seja, é o tempo da aprendizagem. Somos aprendizes e herdeiros de um amor como o de Cristo. Ainda que por vezes possa parecer difícil, ainda que hajam momentos em que a admiração converge para a impaciência, tenho maturado a ideia que amar a Deus significa aceitar com paciência e atenção os encontros com os outros como mensagens cheias de sentido, ainda que me sinta incapaz de as compreender logo e devidamente.

 

Recordo que no primeiro dia de aulas, num dos panfletos que me foram dados pouco depois da inscrição, estava escrito num deles, com grande destaque «o presente é agora e o futuro começa agora mesmo». De facto, se não nos demitirmos estamos sempre a começar. Cada dia que o Senhor nos dá é uma bênção e um sinal de fé em nós. Nesta comunidade tenho aprendido sobre a importância de construir uma vida que não seja uma vida fechada e intransigente, a não me ficar pela linha do seguro e do cómodo, ainda que a espera e a paciência façam parte.  

 

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Confio que a minha viagem não começou aqui, nem vai acabar tão pouco aqui. Nas verdadeiras viagens, na grande viagem, não creio que as perguntas sobre o que fazemos interessem muito. Viemos, estamos e vamos. E então faz sentido a viva e concreta expressão das palavras dos Livros Santos: não temos no mundo uma morada estável. O cenário do mundo é passageiro, tudo tem uma dimensão provisória.    

 

Heidegger comparou a viagem da vida a uma pessoa que caminha numa grande floresta, onde é escuro, onde chove, onde há tempestades e nos podemos perder do caminho. Surge um relâmpago e o caminho torna-se claro por um instante. Depois escurece novamente e tudo o que a pessoa pode fazer é continuar na direção que conseguiu ver, iluminada pelo relâmpago. É também este o nosso desafio: continuar a caminhar, confiar que Deus é fiel, lembrar a forma como a luz dos momentos-chave em que Deus se manifesta nas nossas vidas.

 

 

 

[1] [advertência para os passageiros guardarem espaço de segurança entre o metro e a plataforma, permanecendo atrás da linha]

 

Por: Marisa Santos