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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Ecos do Encontro de Fevereiro

Alvaro Gomes partilha connosco as suas impressões sobre o último encontro formativo dos LMC realizado em Coimbra no mês de Fevereiro. Começa a ser constante a sua partilha e presença neste nosso blog. Um muito obrigado pela sua participação e enriquecimento deste espaço mas principalmente pela sua amizade e ideial missionário.

O quinto encontro em Coimbra teve duas partes distintas: a partilha sobre a leitura do livro “Daniel Comboni – A Força de um Ideal” de Luís Butera e o tema deste fim-de-semana “Leigos na Igreja – Espiritualidade Laical Missionária”. Foi uma partilha muito rica sobre o livro que reflecte a vida do nosso fundador Daniel Comboni e toda a sua luta , dedicação e perseverança para atingir o seu objectivo – “Salvar a África com a África”. Foi impressionante perceber que ele tinha a certeza, que após a sua morte, a sua obra iria continuar, porque não era a sua obra, mas sim uma obra de Deus. O tema deste encontro foi dividido em 3 partes distintas: Na 1.º parte - Os Leigos na Igreja, espiritualidade laical” - vimos que todos os Leigos são chamados por Deus para que concorram para a santificação do Mundo a partir de dentro, como fermento, para deste modo manifestar Cristo aos outros. Os Leigos têm de aceitar o desafio de tornar a Igreja presente nos locais e circunstâncias em que só através deles possa ser o sal da terra. Cada Leigo deve ser, perante o Mundo, uma testemunha da Ressurreição e da vida de Jesus e um sinal do Deus vivo. Na 2 .º parte – “Os Leigos na Igreja, Espiritualidade Missionária” - compreendemos que a actividade missionária não pode ter uma imagem redutora, como se esta fosse, principalmente auxílio aos pobres , contributo para a libertação dos oprimidos, promoção do desenvolvimento, defesa dos direitos humanos. A Igreja Missionária está empenhada também nessas frentes, mas a sua principal tarefa é testemunhar e anunciar a salvação de Cristo e fundar as igrejas locais. Por último, a 3.º parte - “Os Leigos na Igreja, a Cooperação na Actividade Missionária” – mostrou-nos que apenas alguns partem para a missão ad gentes, mas a responsabilidade para com a actividade missionária é de todos os cristãos. Como disse o nosso querido Papa João Paulo II - “Membros da Igreja por força do baptismo, todos os cristãos são responsáveis pela actividade missionária. Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossas que ignoram ainda o amor de Deus. A causa missionária deve ser, para cada crente tal como para toda a Igreja, a primeira de todas as causas, porque diz respeito ao destino eterno de todos os homens e responde ao desígnio misterioso e misericordioso de Deus.”

Foi um tema muito enriquecedor e também um abanão de consciência! Agora 2 notas pessoais . Quero dar graças a Deus porque a operação do nosso querido Artur não poderia ter corrido melhor e a sua recuperação vai de vento em popa. Um grande abraço para ele e um enorme beijo para a sua/nossa Ana que sempre esteve, está e estará a seu lado! Quero agradecer também a Deus pelo facto de a minha carta de apresentação já ter sido enviada ao provincial do Norte do Brasil! É o primeiro passo concreto para a minha futura partida em Missão. Peço a todos os meus queridos amigos e também companheiros nesta caminhada para rezarem por mim, para que a resposta não demore e que seja positiva!

“A participação na missão universal, portanto, não se reduz a algumas actividades isoladas, mas é o sinal da maturidade da fé e de uma vida cristã que dá fruto. Deste modo o crente alarga os horizontes da sua caridade, ao manifestar solicitude por aqueles que estão longe e pelos que estão perto: reza pelas Missões e pelas vocações missionárias, acompanha-lhes a actividade com interesse e, quando regressam, acolhe-os com aquela alegria com que as primitivas comunidades cristãs ouviam, dos Apóstolos, as maravilhas que Deus operara pela sua pregação.”

João Paulo II