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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Teologia Missionária e Diálogo Inter-religioso

Neste fim-de-semana participei em mais um encontro de formação da FEC. Realizou-se em Aveiro, na Casa das Irmãs Dominicanas Santa Catarina de Sena e o tema foi “Teologia Missionária e Diálogo Inter-religioso”. Não poderia ter sido um tema mais interessante e actual (exemplo disso foi a recente visita de Bento XVI à Turquia).
Dois conceitos fundamentais quando se está em Missão, são a Aculturação e a Inculturação. A Aculturação consiste em percebermos, respeitarmos e agirmos conforme a cultura, a tradição, as regras sociais do país em que estivermos. A Inculturação, nas palavras de João Paulo II “tem como finalidade encarnar o Evangelho nas diversas culturas, transmitindo-lhes os valores evangélicos, assumindo o que nelas existe de bom e renovando-as a partir de dentro”. Em relação ao diálogo inter-religioso, João Paulo II foi o grande impulsionador deste conceito. Os expoentes máximos deste objectivo fundamental da religião cristã, foram os encontros de Assis em 1986 e 2002, entre a Igreja católica e os representantes das outras religiões mundiais. Ali foi demonstrado que homens e mulheres religiosos, sem abandonarem as suas próprias tradições podem apesar disso comprometer-se a rezar e trabalhar pela paz e o bem da Humanidade.
O amor ao próximo, que o Cristianismo professa como a regra de ouro da conduta moral: “Tudo o que desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles, pois é nisto que consistem a Lei e os profetas” (Mt 7,12) faz também parte do património doutrinal das outras grandes religiões do Mundo. Eis as máximas (frases-chave) de seis dessas religiões:

Hinduísmo: “O ponto mais elevado do dever, consiste em não fazermos aos outros o que nos causaria sofrimento se nos fosse feito a nós”. (Mahabharata, 5.15.17)

Budismo: “Não firas o próximo, para que também tu não sejas ferido”. (Udanavarga, 5,18)

Confucionismo: “O grau mais excelso da benevolência amável (jiin), consiste em não fazermos aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem a nós mesmos”. (Anaclets [Rongo], 15,23)

Hebraísmo: “Não faças ao teu companheiro aquilo que para ti é odioso: nisto se resume toda a Lei; o resto é um seu comentário”. (Talmude, Shabbat, 31 a)

Islamismo: “Nenhum de vós é um crente, enquanto não amar o seu irmão como ama a si mesmo”. (As 42 Tradições de Na-Nawawi)

Religião Tradicional Africana: “Aquilo que deres (ou fizeres) ao próximo, será dado (ou feito) também a ti”. (Provérbio Ruandês)

“Vai meu irmão, minha irmã! Lá, em tua nova Missão, em tua nova terra, em tua nova pátria, anunciarás….” Leia todo o poema-reflexão de Dom Erwin Kräutler aqui



Álvaro Gomes