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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Ecos do Retiro de Anual

Neste fim-de-semana estivemos em retiro na Casa da Sagrada Família em Praia de Mira. Ao contrário do que aconteceu em Setembro, o tempo esteve excelente. Obrigado Senhor, por teres permitido que o nosso retiro fosse vivido naquele local, assim como pelo bom tempo que nos proporcionaste, para podermos estar em comunhão e harmonia com a Natureza. Obrigado também, em nome de todos, à Equipa Coordenadora (Alfredo, Milú e Pedro), que se transformou na Equipa Trabalhadora e que nos assegurou a preparação de todas as refeições!
Nestes dois dias, reflectimos sobre três passagens da Bíblia: o encontro de Jesus com Zaqueu (Lc 19,1-10), a parábola do bom Samaritano (Lc 10, 25-37) e a parábola da figueira que não dava frutos (Lc 13, 1-9).
Na primeira passagem, Zaqueu (um publicano) queria ver passar Jesus, mas não conseguia ver nada por ser pequeno e subiu a uma árvore. E quando Jesus passa por ali, chama pelo seu nome e diz que precisa de ficar em sua casa. E Zaqueu fica cheio de alegria e desce rapidamente da árvore. Sente-se tão privilegiado, que promete dar aos pobres metade de tudo o que possui e àqueles a quem prejudicou pagará quatro vezes mais.
Na parábola do bom Samaritano, o homem assaltado, agredido e abandonado quase sem vida numa valeta, é completamente ignorado por aqueles que passam, até que chega um Samaritano que o socorre, trata, transporta e até paga a sua estadia numa estalagem, deixando para segundo plano os seus afazeres e numa atitude de enorme altruísmo, faz o que está ao seu alcance para ajudar o próximo.
Na parábola da figueira, o dono do terreno espera que ela dê frutos, mas após o terceiro ano sem nada acontecer, farta-se de esperar e manda cortá-la. Mas o vinhateiro pede que não o faça já, que espere pelo menos mais aquele ano, porque vai escavar à sua volta par a poder adubar. Talvez assim ela dê frutos.
São três passagens muito simbólicas e interligadas das quais cada um de nós deve tirar as suas próprias conclusões, mas de certeza que não conseguiremos ficar indiferentes à sua mensagem e ao seu significado.
A frase que trago comigo deste retiro é a seguinte: “… MAS um Samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão…”.
Senhor, ajuda-me a ser um MAS no caminho daqueles que são assaltados, agredidos e abandonados pela indiferença.

 

Álvaro Gomes