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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Nova sede dos LMC

 

 

Desde o dia 2 de setembro de 2012, os Missionários Combonianos deixaram a casa de Coimbra (foi arrendada a uma instituição de solidariedade social com o nome de «Círculo d' Afectos») tendo-se transferido para Calvão, concelho de Vagos, diocese de Aveiro.

 

Aqui têm a seu cuidado duas paróquias do arciprestado de Vagos: Santa Catarina e Covão do Lobo. Além desta responsabilidade, continuarão a dinamizar o grupo de colaboradores e amigos das regiões de Aveiro e Coimbra.

 

A comunidade comboniana de Calvão passou ainda a ser a sede dos Leigos Missionários Combonianos (LMC), tendo como representante do Missionários Combonianos o Padre Manuel Lopes, que também é pároco de Santa Catarina e Covão do Lobo.

 

Os outros dois combonianos que fazem parte da comunidade são os padres José Tavares e António Aparício.

 

O endereço da nova sede é:

 

Missionários Combonianos em Calvão

RUA ESTRADA NACIONAL 109, CASA nº 224

CALVÃO (Vagos) 

3840-061 CALVÃO VGS

 

Telefone: 234 783 391

Desemprego juvenil em Moçambique

  

 

"Enquanto a economia funcionar em função do lucro,

jamais resolverá as necessidades básicas

e prementes dos seres  humanos:

a maior das quais é ser feliz".  

 

 Já por várias vezes abordei neste espaço alguns problemas que afligem os jovens moçambicanos. Já aqui escrevi várias vezes, por exemplo, sobre os problemas na educação. Neste número, quero abordar um problema sério no seio dos jovens Moçambicanos: o desemprego.

 

Em Moçambique, as taxas de desemprego estão acima dos 40% nas zonas urbanas, sendo que grande parte da população jovem vive do sector informal, uma vez que o mercado tem uma série de limitações para jovens recém-formados, mesmo em áreas técnico-profissionais.

Uma alternativa que tem sido muito propagada por vários sectores da sociedade, dentre políticos, empresários, académicos, etc., é aquilo a que muitos chamam AUTO-EMPREGO. Mas o auto-emprego só existe quando estão agrupadas duas componentes: capital e conhecimento.

 

Os Jovens podem ter o conhecimento, mas a grande questão é:

onde vão buscar recursos financeiros

para arrancarem com as suas iniciativas?

 

 

Os Jovens podem ter o conhecimento, mas a grande questão é: onde vão buscar recursos financeiros para arrancarem com as suas iniciativas? Que fundo ou iniciativa existe em Moçambique para apoiar iniciativas de geração de postos de trabalho e de riqueza para a Juventude Moçambicana? Quantos jovens são empregados em Moçambique anualmente? Os números do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP) apontam para menos de 10 mil jovens anualmente, num universo de mais de 3 milhões de jovens Moçambicanos espalhados pelo País.

 

A Juventude já deu em Moçambique exemplos de coragem,

bravura, sacrifício e luta e não se deve pensar

que estas virtudes já não existem.

 

É preciso que um País respeite a sua juventude e demonstre isso com acções. A Juventude já deu em Moçambique exemplos de coragem, bravura, sacrifício e luta e não se deve pensar que estas virtudes já não existem. Não basta dizer-se que os jovens devem ir aos distritos, é preciso que os distritos tenham algo que atraia os Jovens.

 

É preciso que o Governo não defraude as expectativas dos jovens que passaram a sua vida a estudar e agora procuram emprego. É sabido, que quando a taxa de desemprego é alta, sobem proporcionalmente outros flagelos sociais. Falo por exemplo da criminalidade.

 

É sabido, que quando a taxa de desemprego é alta,

sobem proporcionalmente outros flagelos sociais.

 

Nos últimos anos, no país em geral e com mais destaque para a cidade e província de Maputo, o crime tem atingindo proporções alarmantes, e dimensões hediondas. No passado, os crimes mais regulares neste país eram os de furto de pequena escala cometido geralmente no período da noite (roubo de galinhas, brincos, celulares, assaltos a casas, etc.). Agora, sentimos nos últimos tempos uma evolução na tipificação do crime para execução de pessoas, violações de menores, tráfico de pessoas, vendas de órgãos, assaltos a mão armada de viaturas, residências, bancos, instituições públicas e privadas, etc., chegando os meliantes a matar para lograr os seus intentos, acções estas em que os criminosos executam em plena luz do dia.

 

 
 

Se o Estado não se esforçar em proporcionar emprego para os jovens, a criminalidade vai crescer cada vez mais. E parece que não se tem esforçado nada. Repare-se por exemplo nos grandes projectos de investimento estrangeiro que existem neste momento no país: para além de todas as injustiças conhecidas que são cometidas contra a população, de que benefício está a usufruir o Estado Moçambicano? Por exemplo, qual é o real papel do Investimento directo estrangeiro, principalmente os grandes projectos em curso no País, na promoção de postos de trabalho para jovens?

 

"A propriedade privada dos meios de produção é a grande causa de todos os males e calamidades que afectam a humanidade. Enquanto a economia funcionar em função do lucro (pois esse é o móbil dos capitalistas), jamais resolverá as necessidades básicas e prementes dos seres humanos: a maior das quais é ser feliz".

 

Fonte: Batuques da Savana

Por: Carlos Barros, LMC

 
 

Amizade e oração para anuncio do Reino a todos

 

 

“A beleza do Evangelho emerge da fraternidade,

do acolhimento do outro, da gratuidade e da oração.”

 

No passado dia 13 de Setembro, no auditório da casa do Montepio em Lisboa, os missionários da Consolata organizaram uma conferência com D. Henri Teissier, bispo emérito de Argel e um dos maiores especialistas das relações entre Cristãos e Muçulmanos, para promover o seu livro “Christophe Lebreton – Monge mártir e mestre espiritual para os nossos dias”.

 

Depois da projeção do filme “Dos Homens e dos Deuses" – filme inspirado na vida dos monges de Tibhirine que foram assassinados durante a guerra civil da Argélia em 1996 e em que se incluía Christophe Lebreton – D. Henry pode dar o seu testemunho acerca destes acontecimentos que viveu de muito perto e falar-nos um pouco da sua vasta experiencia no diálogo entre Cristãos e Muçulmanos.

 

Ao apresentar a amizade e a vida de oração como caminhos para o fortalecimento do diálogo entre cristãos e muçulmanos, D. Henri foi alargando a tenda da nossa perceção e mostrou que toda a beleza do Evangelho emerge da fraternidade, do acolhimento do outro, da gratuidade e da oração.

 

Por ultimo, partilho um trecho do prefácio de José Tolentino Mendonça, ao livro apresentado:

 

“Há uma revelação do cristianismo

que só a prática da amizade é capaz de proporcionar.

E nisto, o mundo, que pode até perder-se em equívocos sobre os cristãos,

não se engana.

Mesmo se for um único instante de contacto que tivermos,

tal basta para deixar transparecer uma amizade

que brilha como um relâmpago de eternidade.

A vida dos mártires de Tibhirine não foi dada em vão.”

 

 

 
 
 

 

 

Por: Pedro Moreira, LMC

 
 
 
 
 

LMC Portugal - Inscrições Abertas

 

 

"A grandeza da Missão não está naquilo que fazemos

mas n'Aquele que nos envia."

 

Os Leigos Missionários Combonianos de Portugal vão iniciar um novo ciclo de formação para leigos que queiram dedicar-se a um projeto de missão em Africa ou na América Latina por um periodo de 2 anos.

 

Os interessados deverão possuir adequada formação humana e profissional e ter capacidade de adaptação, de convivência e de trabalho em equipa.

 

Para mais informações, os interessados devem contactar:

 

Pedro Moreira, LMC

pn.moreira@hotmail.com

967 678 315

 

Pe. Manuel Lopes, MCCJ

p.lopesmc@gmail.com

916 997 545

Missão, ecologia e louvor

 

"Nada anula a beleza que nos rodeia."

 

Vivemos numa realidade dura que não podemos mudar, apenas retocar com um pouco de criatividade… apesar das dificuldades gosto do país, gosto das pessoas, gosto do que faço e dou graças a Deus por me ter enviado para esta missão.

 

Alguém dizia há tempos que a floresta só tem três cores: o azul do céu, o verde das arvores e o vermelho da terra. É verdade, mas esqueceu de mencionar as várias tonalidades de verde e todas as cores com que o Pintor pincelou esse mesmo verde, como aquela flor vermelha, só uma, mas com que cor! As árvores, de flores amarelas umas, outras de um alaranjado único, uma trepadeira de flores brancas de neve… e as borboletas, muitas, lindas… coloridas. E o silêncio na floresta, apenas quebrado pelo chilrear dos pássaros e o sussurro do vento nas copas das árvores…

 

Fazemos quilómetros a pé por veredas onde não passa uma bicicleta, saltamos por cima de troncos caídos e escorregamos na lama na época das chuvas. No meio de toda a beleza há sempre um minúsculo insecto que deixa a sua marca comichosa nos nossos braços nus, mas isso também faz parte das maravilhas da natureza que o homem teima em destruir a escusas do desenvolvimento.

 

"Em noites de tempestade, no aconchego da minha casa,

penso muitas vezes nas gentes desprotegidas..."

 

Tenho feito muitos quilómetros a pé, de carro, de mota, de piroga; em trilhos da floresta, em estradas de terra, no rio; debaixo de um sol abrasador, sob chuva intensa, com temperatura amena… o pó, a humidade, as arvores caídas na estrada, nada anula a beleza que nos rodeia… Em noites de tempestade, no aconchego e segurança da minha casa de branco, penso muitas vezes nas gentes, nas suas casas de paredes de barro e telhados de folhas que são com frequência levados pelo vento deixando os habitantes desprotegidos até terem dinheiro para reparar os estragos. Mas nem tudo é mau. Já vamos encontrando muitas famílias que se preocupam em arranjar as suas casas com telhados de zinco e paredes de tijolo.

 

Estes são pequenos sinais que nos levam a ter esperança na evolução deste país, que sendo tão pobre consegue ser tão rico.

 

Por: Élia Gomes, LMC na RCA 

LMC Moçambique na TVI

 

 

No passado dia 22 de Julho, o programa Oitavo Dia da TVI apresentou a presença dos Missionários Combonianos em Moçambique. Nesta reportagem, a equipa da TVI tambem visitou a missão de Carapira onde está a comunidade LMC constituída pelo Carlos Barros e a Liliana Ferreira de Portugal, bem como o Flávio Smith do Brasil.

Aceda à reportagem clicando aqui.

 

 

 
 
 

Fidelidade a Cristo como principal metodologia missionária

Publicamos no nosso blog um pequeno trecho da entrevista dada por Dom António Couto, Bispo de Lamego, à revista Fátima Missionária, por julgarmos que destaca de forma simples e forte um dos aspetos mais importantes a termos em conta quando falamos de Nova Evangelização.

Os mais interessados poderão aceder à entrevista completa clicando aqui.

    

 

"O caminho da nova evangelização passa

não tanto por querermos inovar,

mas pela nossa fidelidade a Jesus Cristo"

 

Fátima Missionária (FM) - Fazem falta à Igreja Católica pessoas mais empenhadas, como foi São Paulo?
Dom António Couto (AC) - A Igreja precisa de seguidores radicais de Jesus Cristo. Foi o que Paulo foi. Alguém que siga Jesus Cristo de perto e não queira inventar e dizer coisas fora daquilo que é Cristo e o seu Evangelho. Paulo inovou completamente sem precisar de inovar, porque apenas imitou Jesus Cristo. Foi até hoje o maior missionário de todos os tempos.

FM- O caminho da nova evangelização passa por ai?
AC- Claro. Não tanto por querermos inovar, à procura de expressões novas, de dar resposta a esta geração de hoje, que é diferente, mas pela nossa fidelidade a Jesus Cristo. Ou seja, em vez de novidade, fidelidade. Se nós vivermos como Cristo, ao estilo de Cristo, seguramente que o mundo mudará, porque a nossa vida muda. Mudando a nossa vida, mudamos a vida dos outros. Se a nossa vida não mudar, escusamos de pensar em mudar a vida dos outros.

FM- Este ano do Curso de Missiologia registou um aumento de participação de leigos. É um bom indicador?
AC- É sempre bom que os leigos percebam que não são de segunda, em relação ao resto da Igreja. Os leigos são extremamente importantes e onde não houver leigos, a Igreja não está suficientemente implantada. Porque o leigo é aquele que leva o Evangelho ao coração do mundo. Quem é que entra nas fábricas, quem é que entra nas escolas, nas casas, nos cafés? São os leigos. Os leigos estão no coração do mundo e o Evangelho tem que chegar ao coração do mundo. Nós temos que nos rodear de muitos e bons cooperadores, como fez São Paulo. Ele podia pouco sozinho, mas se for uma rede de muita gente, será muito mais fácil levar mais longe o Evangelho.

 

Fonte: Fátima Missionária