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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Um Inesperado plano de Deus para mudar e melhorar os meus planos!

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O meu nome é Filipe Oliveira, sou estudante universitário e tenho 19 anos e, ao fazer a caminhada com o grupo "Fé e Missão" do Movimento J IM -Jovens em Missão. Decidi abraçar uma das propostas desse caminho que era a de uma experiência missionária de um mês, na missão comboniana de Carapira, no Norte de Moçambique.

Quando penso nesse mês ... não sei o que acontecerá! Esta antecipação do concretizar de um desejo que me arde no coração enche-me de uma série de emoções! Posso dizer, resumindo o que me vem cá dentro, que estou muito entusiasmado e ansioso! Será, sem dúvida, uma oportunidade fantástica para me poder doar inteiramente; e crescer, recebendo tudo aquilo com que irei sendo tocado, como dizia o poeta: "Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." (Saint-Exupéry)

Não posso dizer, contudo, que tenho expetativas (nem boas, nem más). Não as tenho - e ainda bem, porque as coisas só fazem sentido se surgirem como uma surpresa - por isso, vou deixar-me surpreender.

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E isto de me deixar surpreender leva-me a falar dos motivos que me levam a partir. Eu gosto de fazer planos: mas raramente os cumpro, ou raramente os concretizo. Muitas vezes o que se planeia é fantástico, é bom, mas não é o plano certo. E, embora tivesse um grande desejo de viver uma experiência destas; e, assim que esta oportunidade me apareceu eu a tenha aceitado sem hesitar muito; talvez não seja aquilo que eu, quando pensava viver algo assim, tivesse pensado. E é esse o motivo que me leva a Carapira: porque eu sei que alguém pensou nisto antes de mim e quis dar a volta aos meus planos. Esse alguém é Deus. Acredito e sinto que é Ele que me "empurra" a Carapira.

A vida de um cristão é um caminho. Esse caminho, não o desenho sozinho: Deus desenha-o comigo. E houve partes do caminho que eu trilhei; e outras que foi Deus quem trilhou. E, não sei mesmo, mas olhando para esses pedaços do caminho ... a sua travessia é desconcertante! Mas, quando chegamos ao fim desse trilho, olhamos para trás e vemos que crescemos tanto ... que somos tão diferentes no fim..., mas, porque mais configurados com Deus, estamos muito melhores, felizes!

Carapira é uma parte do meu caminho que Deus me propõe; uma parte do caminho sobre a qual não tenho expetativas, porque não a planeei ao pormenor, mas que apenas sei uma coisa -que algo de muito maravilhoso terá esse trilho, porque não será atravessado sozinho.

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Preparo-me para partir com um coração vazio: pronto para receber aquilo que Deus, através das pessoas que comigo vão e com as que já lá estão e com quem farei comunidade quiser nele colocar. Assim, parto para fazer um caminho onde espero encher o coração. Um inesperado plano de Deus para mudar e melhorar os meus planos ...

 

Filipe Oliveira

Com Maria, Missionários de Jesus

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“Não podemos temer nunca quando temos uma mãe poderosa e amorosa que vela por nós”, disse-nos um dia São Daniel Comboni. Maria é a Mãe que nunca nos abandona, que sempre nos escuta, que sofre connosco e nos ama como filhos.

No ano em que comemoramos o centenário das aparições de Fátima; que os MCCJ celebram os 150 anos da fundação do Instituto; e em Portugal celebramos os 70 anos da presença comboniana no país, motivos não faltaram para que, no passado dia 22 de Julho de 2017 se realizasse, uma vez mais, a Peregrinação da Família Comboniana ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, com o lema, “Com Maria, missionários de Jesus”.

Este ano iniciámos a peregrinação com a oração do terço, na capelinha das aparições, onde apesar das inúmeras pessoas que ali se encontravam, pudemos vivenciar momentos de profundo silêncio e de oração.

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Depois da oração do terço, celebrámos a Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade, presidida pelo Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos. Numa celebração litúrgica simples, mas abundante no amor a Deus Pai e no amor fraterno entre todos os membros da Família Comboniana, recordo as palavras do D. António Francisco, durante a homilia, convidando-nos a sentir a missão, “não como um título de glória. A vossa glória está na cruz de Cristo, vivo e ressuscitado, que o missionário comboniano leva nas suas mãos como seta a indicar o seu caminho e bússola a guiar os seus passos”.

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Durante a hora de almoço, à volta do Centro Paulo VI, era visível a alegria de tantas pessoas, os rostos alegres, os maravilhosos reencontros, a união fraterna, o amor de uns para com os outros… Confesso que me sinto privilegiado em sentir tanto amor e carinho sempre que participo na Peregrinação da Família Comboniana, privilegiado por presenciar a generosidade das pessoas, por escutar testemunhos de vida lindíssimos, por ver famílias inteiras alegres por fazerem parte desta grande família, por poder conhecer pessoas fantásticas cujo coração está cheio do amor de Deus.

Durante a tarde, reunidos no Centro Paulo VI, estivemos todos juntos, como família. No fim, antes de partirmos, realizámos a celebração de envio dos missionários que irão partir: Pe. Abílio Simães, MCCJ, Ir. José Neto, MCCJ, Ir. Gebaynesh Mutti, IMC, e, ainda, as nossas queridas LMC, Neuza Francisco e Paula Ascenção. Como referiu o D. António Francisco, durante a homilia, “parti com a certeza da bênção da Mãe de Deus e Mãe da Igreja, Senhora de Fátima, a Senhora mais brilhante que o sol que ilumina todas as manhãs da missão. Senti a protecção dos santos pastorinhos Francisco e Jacinta, que se ofereceram a Deus para que a mensagem aqui recebida actualize o Evangelho no nosso tempo e em todo o mundo. Também eles com o seu belo testemunho de santidade nos ensinam a ser: “Com Maria, missionários de Jesus””.

 

Pedro Nascimento