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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

(Di)gerir conflitos

Este fim-de-semana mais um pequeno passito para a missão!

 

Estivemos todos em Coimbra a tentar gerir os nossos conflitos... Não andamos todos à batatada :) mas andamos, sim, a tentar gerir os nossos conflitos internos! Bem mais complicados do que os conflitos externos.... Como tão bem dizia a Maria de Lurdes esta gestão implica um auto-conhecimento... Conhecermo-nos antes de apontarmos o dedo ao outro! Afinal! Quando o fazemos mantemos 4 dedos apontados para nós…

Essa con / sciente / zação implica razão e afecto. Há três dimensões que Deus nos legou com o nosso nascimento: amor, verdade e beleza. Como não temos a perfeição do Criador saímos constantemente destas dimensões... Saímos a todas as horas destas dimensões... E os conflitos surgem quando violamos estes princípios.

Não temos a perfeição do criador! Mas, sem dúvida, almejamos a cada dia tornarmo-nos pessoas melhores e melhores pessoas… por isso este encontro foi um desafio.

Jesus disse-nos "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 13, 34). Se o ser humano - se nós! - fossemos capazes de amar, o AMOR seria a única ferramenta que precisaríamos para vivermos a vida. O grande problema é que não somos capazes de nos amar a nós mesmos!

Tudo isto tem a ver com os conflitos. Sempre que nos deparamos com um conflito devemos colocá-lo dentro de nós. Entrar em diálogo connosco, fazer uma audição interna para que melhor possamos amadurecer o que estamos a sentir. Só depois, com base no bom senso, deveremos agir.

"Amai os vossos inimigos"(Mt 5, 44). Tendemos a procurar esses inimigos fora de nós. No exterior. Em regra esquecemo-nos de procurar os nossos inimigos dentro de nós próprios, dentro do nosso coração. Mas é lá que se encontram os nossos inimigos. A nossa superficialidade leva-nos a colocar sempre o problema no exterior. No entanto, de todas essas vezes que procuramos os nossos "males" no exterior deveríamos, antes, virarmo-nos para o interior e encontrar esses inimigos... sem dramas... nem flagelações! Depois de descobertos temos de trabalhá-los, temos de nos amar como somos!

Se calhar não aturamos os outros porque não nos aturamos a nós próprios. Se calhar não suportamos a desorganização dos outros, porque a nossa organização deixa muito a desejar. Se calhar não podemos com determinada pessoa porque também nos custa poder connosco próprios.

Neste fim-de-semana tivemos também a oportunidade de escutar o maravilhoso testemunho da Sandra, acabadinha de chegar de Carapira… para uma merecidas férias! É complicado explicar o que se vive quando alguém vai ou regressa de missão… É uma mescla de bons sentimentos. É um querer saber tudo! É reviver para alguns e para os outros um desejo enorme de também partir, de também estar lá. Obrigada Sandra por teres partilhado connosco um pouco do teu dia a dia na missão.

Bárbara