Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

TEMPO DE QUARESMA

Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Com início na quarta-feira de Cinzas e término na quarta-feira da Semana Santa, o tempo da Quaresma é uma dessas ofertas. Estamos falando de um período de quarenta dias que antecede a Páscoa, festa maior do cristianismo: a Ressurreição de Cristo. Pela reflexão somos convidados a confrontar as nossas vidas com a mensagem cristã contida nos Evangelhos, visando o crescimento em todos os sentidos. Ao usufruir das riquezas que a Quaresma oferece, o cristão é conduzido à prática dos princípios essenciais de sua fé, com o objetivo de melhorar a sua vida e o ambiente ao seu redor. Podemos dizer que simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.
O que devemos fazer neste tempo de Quaresma? A Igreja propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de Cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus: "O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo..." (Mc 1, 15). Ele se manifesta nos sinais de justiça, paz e amor em toda a humanidade. A prática do amor torna-se expressão essencial na vida da Igreja e dos cristãos, conforme nos recorda o papa Bento XVI em sua primeira encíclica, intitulada "Deus é Amor". Durante a Quaresma, a Igreja propõe o jejum como uma maneira de educar-se e perceber que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Numa sociedade de consumo, ante a escandalosa desigualdade social, o jejum ganha maior significado. A busca do equilíbrio é um grande desafio num mundo de desejos ilimitados. É oportuno recordar que nenhuma prática de piedade tem sua finalidade em si mesma, mas deve resultar em ações concretas para melhorar a vida a em sociedade. Nesse sentido, torna-se indispensável a participação dos cristãos na caminhada dos movimentos sociais, na política e no exercício da cidadania.


Jaime Carlos Patias, imc


Fonte:
Adital