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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Ainda ecos do encontro de Novembro

 

 

No passado fim de semana de 12 – 13 de Novembro fui à casa dos Missionários Combonianos da Maia.

 

Era o meu 2º encontro de formação pois candidatei-me a Leigo Missionário Comboniano. Ainda estou no princípio. O tema era “Os Leigos e a Evangelização” e como formador tivemos o Pedro Moreira.

A formação propriamente dita correu muito bem. O tema era apelativo, evidentemente, e o Pedro, para além da parte teórica, ainda conseguia torná-lo mais interessante pois complementava-o com episódios da sua vida como leigo missionário em Moçambique.

Mais uma vez fiquei espantado com a maneira acolhedora e simpática com que me receberam. Já no primeiro encontro de Outubro, em Coimbra, foi das coisas que mais me marcou: eu não conhecia ninguém mas, em pouco tempo, senti-me logo à vontade. Como não estou habituado a sentir-me logo tão integrado ao conhecer um grupo de pessoas pela primeira vez, não pude deixar de pensar na razão de tal ter acontecido. Na realidade, nem sequer foram “forçadamente” atenciosos para comigo. Parecia, isso sim, que já nos conhecíamos. Terá sido todo aquele ambiente muito calmo que nos rodeava?

Na Maia sucedeu exatamente o mesmo.

 

Não quero terminar sem falar de dois assuntos.

 

O primeiro foi a homilia do Missionário Comboniano, padre Francisco, na missa de domingo às 9h00. Por muito que me custe confessar, a verdade é que muitas vezes me distraio durante as homilias. Mas nessa homilia daquele Evangelho dos talentos, o padre Francisco conseguiu prender a minha atenção do princípio ao fim. Tenho pena de não ser capaz de encadear todas aquelas ideias como ele o fez. No seminário deve haver uma disciplina qualquer que depois os ajuda a discorrer daquele modo. Custa-me acreditar que seja inato. Depois, na formação, verifiquei que o Pedro também tinha apreciado a homilia. Estivemos a analisá-la mas, a mim, o que mais me impressionara, para além do conteúdo, fora a fluidez do discurso.

 

O segundo assunto relaciona-se com um período de convívio que tivemos a seguir ao jantar de sábado. O padre Paulo, o Henrique, a Maria Augusta e a Susaninha resolveram que me iam ensinar a jogar à canasta. Achei o jogo muito complicado e chegámos à conclusão que o melhor seria eu ficar de fora e ir vendo como eles jogavam. O que se seguiu é difícil de explicar. A Susana espreitava, à descarada, as cartas do padre Paulo, que era um adversário dela. Estava de tal modo espantado que ainda cheguei a perguntar ao padre Paulo se a Susana podia fazer aquilo. O padre Paulo encolhia os ombros como quem diz: “não há crise, eu vou ganhar de qualquer maneira” (a interpretação da atitude do padre Paulo é da minha inteira responsabilidade). E a verdade é que ganhou mesmo e por muito, ele e o Henrique.

 

Agora sinto uma certa ansiedade pelo próximo encontro de Dezembro, em Coimbra.

Tenho de reconhecer que a formação até agora tem excedido as minhas expetativas.

 

Por José Cruz

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