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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

1º Encontro dos coordenadores dos LMC de África

Os coordenadores dos Leigos Missionários Combonianos (LMC) de 12 províncias combonianas da África francófona e anglófona e Moçambique reuniram-se pela primeira vez de 10 a 16 de Dezembro, em Layibi (Uganda). Participaram-no no evento treze Sacerdotes, uma Irmã Comboniana e nove Leigos Missionários Combonianos. O objectivo principal do encontro era reflectir sobre a realidade dos LMC em África, de modo a contribuir para o seu crescimento a partir da especificidade africana, tendo presente os desafios actuais dos LMC no continente. 

 

“Considerou-se que os objectivos do encontro foram atingidos, embora tivesse ficado no ar a sensação de que a vocação dos LMC tenha ainda muito caminho a percorrer, de modo particular em África.”

 

Na casa de retiros dos missionários combonianos de Layibi-Gulu, Uganda, os 23 coordenadores combonianos e os leigos responsáveis dos LMC de África iniciaram o encontro com um momento de reflexão sobre a vocação laical, a maturidade cristã e a espiritualidade missionária do Bom Pastor, partindo de Jesus Cristo e do exemplo de São Daniel Comboni. Seguiu-se uma apresentação histórica dos LMC realçando os principais encontros internacionais já realizados e as suas respectivas conclusões.

Um dia e meio foi dedicado à escuta dos relatórios das 12 províncias combonianas africanas. Faltaram apenas representantes da Eritreia e da África do Sul. Esta enviou um relatório escrito. De seguida, fez-se um trabalho de grupo para confrontar a realidade dos LMC em África com os documentos internacionais dos LMC e, entre outros, os documentos capitulares dos Missionários Combonianos (MCCJ) que fazem referência explícita aos LMC. A apresentação histórica dos LMC e dos documentos dos MCCJ esteve a cargo dos membros da Comissão Central dos LMC que organizaram o encontro: o leigo espanhol Alberto de la Portilla; o P. Günther Hofmann, da DSP (Alemanha); e o P. Arlindo Pinto, coordenador geral dos LMC, nomeado pelo Conselho Geral dos MCCJ.

 

“Deveria-se aprofundar alguns conceitos como, por exemplo: a missão, a vocação e a identidade dos LMC; a distinção dos diversos tipos de laicado comboniano e o percurso formativo dos LMC” 

 

Como resultado deste confronto, viu-se que se deveria aprofundar alguns conceitos como, por exemplo: a missão, a vocação e a identidade dos LMC; a distinção dos diversos tipos de laicado comboniano e o percurso formativo dos LMC; e outros assuntos relacionados com a comunicação, a organização e a economia dos LMC. Insistiu-se muito na vocação por toda a vida dos LMC e na obrigatoriedade de os mesmos estarem disponíveis para partirem para fora da sua realidade geográfica e cultural. Sublinhou-se também que deveria existir uma maior comunicação entre os leigos africanos locais e os leigos vindos de outros países ou continentes e que os LMC deveriam viver, quanto possível, em comunidades de leigos internacionais, visando uma autonomia económica.

 

Criou-se a Comissão Continental Africana dos LMC, constituída por cinco membros que se devem encontrar pelo menos cada três anos: dois provinciais combonianos, um da África francófona (P. Giovanni Zaffanelli) e outro da anglófona e Moçambique (P. José Luis Rodríguez López); dois leigos africanos, um do Congo (Dido Likambo) e outro do Uganda (Otto Bartholomeo); um leigo não africano (Carlos Barros).

O próximo encontro dos LMC mais significativo é a realização da Va Assembleia Intercontinental que acontece cada seis anos. Foi já apresentado um esboço do programa desta Va Assembleia que, desta vez, terá lugar na Maia, em Portugal, de 2 a 9 de Dezembro de 2012.

 

Os participantes consideraram o encontro muito positivo, tendo dado nota positiva à organização, ao acolhimento, e à participação activa de todos os combonianos e leigos. Considerou-se que os objectivos do encontro foram atingidos, embora tivesse ficado no ar a sensação de que a vocação dos LMC tenha ainda muito caminho a percorrer, de modo particular em África. No parecer de um ou outro missionário comboniano as condições requeridas para ser membro LMC são muito ideais pelo que se deveria optar por exigências mais moderadas, pelo menos neste início da sua implantação ou consolidação no continente africano.

 

 

 

Por Pe. Arlindo Pinto, MCCJ