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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Santa Teresinha, padroeira das missões

 

"A minha vocação é o amor..."

 

No 1º dia de Outubro recorda-se a figura de S. Teresinha, padroeira das missões.

 

Que S. Francisco Xavier seja padroeiro das Missões, não causa qualquer tipo de admiração. É compreensível: dedicou o melhor da sua vida a evangelizar os povos do extremo Oriente, desde a Índia até à China, convertendo à fé cristã e baptizando milhares de pessoas! Mas S. Teresinha, que nunca saiu de um convento, que não converteu nem baptizou ninguém, propô-la como modelo e intercessora do(a)s missionário(a)s?!

 

Mas, por muito estranho que pareça, ou talvez não, ela aí está a dar início ao mês missionário por excelência. A sua festa é celebrada, precisamente, a 1 de Outubro, data do seu nascimento para a vida eterna.

 

"...a oração é parte importante da missão, provavelmente a mais importante."

 

O facto de S. Teresinha ser considerada uma grande missionária, sendo a vida num convento de clausura particularmente dedicada ao encontro com Deus, pela oração, significa que a oração é parte importante da missão, provavelmente a mais importante. E faz sentido: a missão, antes de ser da Igreja, é de Deus. Foi Deus que iniciou o processo missionário de evangelização do mundo, enviando o Seu Filho à humanidade e, juntamente com Ele, enviando o Espírito Santo. Se a obra é de Deus é com Ele que devem ser tratados os assuntos que a ela se referem.

 

Mas há mais! O contacto de S. Teresinha com Deus, na oração, levou-a a sentir profundamente a ânsia de Deus que, como diz S. Paulo, “quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade” (1Tm. 2,4), que é Ele mesmo: a plena felicidade! Esta Irmã, fechada no convento, tinha o mundo todo no coração e desejava vê-lo totalmente envolvido pelo anúncio do Evangelho, essa Boa Notícia de que Deus ama a humanidade, com aquele amor de paixão que se revela na cruz gloriosa e ressuscitadora de Jesus.

 

S. Teresinha partilhou a paixão de Deus pela humanidade, não só rezando, mas também escrevendo aos missionários, consolando-os e animando-os a manterem-se fiéis à missão, não obstante as imensas dificuldades que encontravam, entre as quais, o martírio.

 

"O que fez de S. Teresinha uma grande missionária foi o facto

de se deixar incendiar pelo fogo do amor de Deus

 em favor da humanidade."

 

O que fez de S. Teresinha uma grande missionária foi, pois, o facto de ela se deixar incendiar pelo fogo do amor de Deus em favor da humanidade. Diz ela: “Não obstante a minha pequenez, queria iluminar as almas como os Profetas e os Doutores… Queria ser missionária, não apenas durante alguns anos, mas queria tê-lo sido desde o princípio do mundo e continuar até ao fim dos séculos… Ao considerar o Corpo de Cristo (a Igreja) não conseguia reconhecer-me em nenhum dos membros descritos por S. Paulo (1Cor. 12-13): melhor, queria identificar-me com todos eles. A caridade ofereceu-me a chave da minha vocação… A minha vocação é o amor… No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor; com o amor serei tudo; e assim será realizado o meu sonho” (Manuscritos autobiográficos).

 

P. Júlio Martins, MCCJ

Fonte: Além-Mar