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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Ecos do encontro de formação de Janeiro

 

“O Vigário geral dos Combonianos insistiu para que

nunca abdicássemos da nossa condição de leigos.”

 

Nos dias 19 e 20 de janeiro de 2013, nos Missionários Combonianos da Maia, tivemos mais uma sessão de formação para leigos missionários combonianos.

Foi a irmã Carmo que coordenou a formação durante os dois dias e o assunto versou sobre a “Experiência de Deus em Comboni”.

 

Eu já lera as cartas de S. Daniel Comboni, que nos dão uma ideia muito concreta do que foi a sua vida. Mas limitara-me, por falta de conhecimentos, a admirar a extraordinária vida deste Santo, a sua biografia. A irmã Carmo, no entanto, orientou-nos noutra direção. Ensinou-nos quais foram os elementos fundamentais da espiritualidade de Comboni: a sua paixão pela envangelização de África pelos próprios africanos (no que foi pioneiro); a sua confiança cega de que Deus o ajudaria sempre, mesmo quando qualquer outro teria desistido com as inúmeras adversidades que constantemente se lhe deparavam; a alegria que parecia sentir por sofrer por Cristo, etc.. 

 

 

 

Estou a reler as cartas de Comboni e, desta vez, consigo já analisar dum modo muito mais abrangente e completa a sua obra. Também aprendi uma outra coisa nesta formação e que não está relacionada com a vida de S. Daniel Comboni. No domingo, a irmã Carmo pediu ao Vigário geral dos Combonianos, o padre Alberto Pelucchi (italiano) que estava de visita à Casa Comboniana da Maia, que assistisse à nossa formação.

 

“A dignidade do Batismo é para todos e,

uma vez que seguimos Jesus Cristo pelo Batismo,

devemos prosseguir uma vida missionária

 independentemente de sermos consagrados ou leigos.”

 

O padre Alberto mostrou-se interessado em conhecer individualmente os formandos e acabou a sua visita fazendo uma pequena preleção sobre a vida missionária. E insistiu para que nunca abdicássemos da nossa condição de leigos. Achei esquisito, vindo de quem vinha, esta insistência em separar os leigos dos consagrados. Sempre fui de opinião que uma estrutura bem hierarquizada (como, aliás, é a Igreja Católica), resiste muito melhor a movimentos secessionistas que uma estrutura com vários centros de comando.

 

Mas a irmã Carmo fez-me compreender que o que estava em causa era algo de muito diferente. Fez-me perceber que a dignidade do Batismo é para todos e, uma vez que seguimos Jesus Cristo pelo Batismo, devemos depois prosseguir uma vida missionária independentemente de sermos consagrados ou leigos. Espalhar o Evangelho não é apenas uma obrigação para os consagrados; e um leigo pode ter o mesmo mérito a espalhar os ensinamentos de Cristo que um padre ou uma freira.

 

 

Por: José Cruz