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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

O(s) sentido(s) do desenvolvimento

No último fim-de-semana alguns de nós participamos no 2º encontro da FEC. Este encontro debruçou-se essencialmente sobre os Projectos de Cooperação para o Desenvolvimento.

Neste encontro participaram mais uma vez muitos voluntários missionários dos mais variados institutos missionários e ONGD. Sinal de que o espírito santo continua a soprar no coração de cada um que esteve este fim-de-semana em Aveiro e lhe diz “Vai. Parte. Lá é o teu lugar!”. Curioso, também, é que apesar de nos encontrarmos poucas vezes, e de sermos mais do que aqueles que somos em cada um dos grupos em que participamos, estabelece-se entre nós uma relação bastante próximo: nas conversas; nas cumplicidades criadas, nas risotas gerais, nas partilhas que fazemos seja nos corredores, seja à mesa do almoço ou jantar… Seja a beber o café da nossa amiga Márcia, que se revelou uma verdadeira “taberneira”.

A manhã de sábado foi dedicada à apresentação de alguns conceitos teóricos de desenvolvimento, bem como a evolução do conceito ao longo do século XX. Desde o desenvolvimento sustentado – conceito puramente economicista, passando pelo desenvolvimento sustentável assente no paradigma ambientalista que surgiu entre o Clube de Roma em 1972. Até ao desenvolvimento integrado que procura criar as sinergias indispensáveis para que possa ser possível no terreno aplicar “todos” os desenvolvimentos.
No início da tarde de sábado e como era de desenvolvimento que falávamos não podíamos passar sem falar dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). A Sandra da FEC fez-nos uma exposição interessante sobre estes objectivos e falou-nos da importância da sociedade civil se comprometer, igualmente, para que possa ser possível alcançar estes objectivos até 2015. Num resumo breve pretende-se com os ODM tornar o mundo melhor para todos aqueles que vêem a cada dia as suas condições de vida degradarem-se. Entre estes destaca-se a situação dos milhões de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia; a situação das crianças que não têm acesso às condições de saúde mínimas; bem como a situação das mulheres e mães.

A parte mais interessante do encontro chegou na tarde de sábado. A construção de projectos de cooperação para o desenvolvimento. Tivemos a orientar esta parte do encontro a Joana que já tem uma longa experiência na construção deste tipo de projectos. Depois de nos ter explicado de forma introdutória os principais conceitos e metodologia(s) de projecto fez-nos arregaçar as mangas e pôr as mãos na massa. Divididos em grupos tivemos que apresentar aos restantes grupos o “nosso” projecto de cooperação para o desenvolvimento que iríamos desenvolver junto da comunidade onde estávamos em missão. Gostei, pessoalmente, desta forma de trabalho! Tivemos, nós próprios, nos diferentes grupos de discutir e chegar a um consenso sobre quais as áreas prioritárias de intervenção na nossa comunidade, sobre como fazer o projecto, que público-alvo escolher, etc. Foi uma experiência interessante! Só espero que quando todos nós chegarmos à missão saibamos ouvir a comunidade local e perante todas as necessidades que nos vão apresentar, saibamos optar pela necessidade mais premente.

No serão de sábado estivemos todos reunidos para alcançar os ODM no tempo determinado. Nele tivemos de mostrar os nossos dotes artísticos através do desenho e da mímica. Entre muita risota, precipitação, ohhh’s e ai’s… Lá chegamos ao fim! Foi um jogo interessante. Espero que em 2015 também possamos dizer que o cenário mundial mudou em relação àquilo que é hoje, 6 anos e 351 dias antes da data prevista para o alcance desse mundo mais justo, democrático e igualitário.

No domingo falamos sobre o que nos leva a partir. Lemos a carta que a Maria escreveu ao António e a partir dela olhamos para dentro de nós mesmos e analisamos as reais motivações e as ideias motivações para partir. No trabalho de grupo que realizamos, no meu grupo, todos concordamos em relação às motivações ideias para partir. As motivações reais escrevemo-las a um amigo ou familiar. A escrita é a memória das coisas, por isso teremos para recordar amanhã aquilo que escrevemos ontem sobre a nossa partida.

Peço a Deus que nos acompanhe sempre nesta caminhada e que nos alerte se houver alguma luz vermelha de alerta no cockpit das nossas motivações reais para partir. Amén.

 

 

 

Bárbara