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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Com Maria, peregrinas do Amor

Tal como aquele que se põe a caminho e sai do conforto da sua casa, também nós, mochila às costas e com o coração repleto de certezas e dúvidas, nos pusemos a caminho… Peregrinas, numa estrada que não tem início nem fim, por caminhos já percorridos, outros que jamais percorremos. Avançamos por terrenos descobertos, por solos cheios de história, por ruas cobertas de um amor livre, avançamos com Ele, e plenas de Maria.

 

Na alma a certeza de que somos eternos peregrinos, de que somos a exemplo de Jesus, simples refugiados em busca de Deus, em busca de plenitude e liberdade…

 

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Partimos e nascemos como comunidade no mês de Maria, no mês do centenário das aparições de Fátima. Sentimo-nos enviadas por Maria. Inspiramo-nos nela, missionária do sim. Procuramos seguir os seus passos. Ser missionário é sentirmo-nos como Maria grávidas de Jesus, é ser sacrários vivos de Jesus, é levar Jesus.

Estamos longe mas sentimo-nos peregrinas do Amor e sentimo-nos a caminhar com todos quantos se reúnem em Fátima festejando a graça e a misericórdia das aparições de Nossa Senhora junto com o Papa. Sentimos que hoje, e em tantos outros dias, Maria aparece no nosso coração revestindo-nos de Graça, Amor e Misericórdia. Todos somos chamados a segui-la. Todos somos chamados a ser missionários, como ela.

 

Não tenhais medo. PIMG_20170512_173439.jpgois achaste graça diante de Deus – disse o anjo a Maria. Deus criando-nos à sua imagem olha-nos constantemente com uma ternura imensurável, encontra em cada um de nós um refúgio para habitar. Chama-nos. Envia continuamente anjos a dizer-nos para não termos medo que Deus achou graça em nós e nos convocou a ser missionários do amor. Nós respondemos-lhe tantas vezes com: Eu? Mas eu, Senhor? Nós, que tantas vezes olhamos para o lado pensando que se enganou. Nós, que tantas vezes ficamos presos nas feridas que temos dentro, nas angústias e nos caminhos que já percorremos, presos nas mágoas e imperfeições que temos e somos. Nós que tantas vezes duvidamos do chamamento de Deus. Impedindo-o de nos chamar. Confiemos. Sejamos como Maria, respondamos que SIM, levemo-lo dentro de nós para onde quer que vamos.

A missão precisa de nós. A missão chama por nós. A missão é difícil mas se vamos juntos, de mãos dadas, unimo-nos a Deus, tornamo-nos instrumento de Deus permitindo que Ele nos ame e trabalhe em nós. Digamos como Maria: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espirito se alegra em Deus meu Salvador”.

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Comunidade” Lisanga”

Aitana, David, Neuza y Paula

Comunidade: espaço onde nos aprendemos a amar

Muito mais que um amor-próprio na experiência que vivemos com Ele, é um Amor àquele que Ele envia ao nosso lado.

 

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Todos somos seres únicos ainda que criados pelo mesmo Pai. Tantos são os caminhos que traçamos até chegarmos uma ante outra. Tantas foram as pessoas que nos fizeram chegar até aqui. José Saramago disse que “chegamos sempre aonde nos esperam”.

Amar a Deus é confiar que chegamos sempre às pessoas e lugares em que Ele nos espera, ainda que com rostos, braços e características de outros. Certas estamos que são imensas as fronteiras e os limites que existem entre nós mas, Deus amando-nos torna-nos irmãos e por isso iguais. Partir é atirar-nos de um avião confiando que Deus nos ampara. Deixar tudo para trás. Começar de novo leva-nos a conhecer-nos e a reconhece-Lo em nós.

 

Claro que se trata de uma experiência pessoal com Cristo pois só desta forma, quando se vive intensamente e nos entregamos totalmente a esta experiência, nos podemos tornar cada vez mais seu instrumento. Tantas foram as pessoas que nos receberam de sorriso no rosto e braços abertos. Em todos eles podemos reconhecer o carinho, amor e alegria de Jesus Cristo. Sentimo-nos como um filho que regressa a casa.

 

Sentimos que esta é também a nossa casa. Sentimo-nos família. Sentimos que onde houver Deus existem dois braços onde serenamente podemos construir um lar.

 

Este caminho torna-nos mais conscientes de todas as graças, de todo o Amor de Deus por nós, de tudo e todos quanto Ele coloca no nosso caminho para que o encontremos. Nunca sabemos onde Deus nos leva. Nunca sabemos às pessoas a que Ele nos faz chegar. Diz a música que chegamos onde Deus nos levar. Queremos muito chegar lá. Imaginamo-lo. Desenhamo-lo na nossa imaginação. Mas a realidade ultrapassa-nos por completo. O outro que caminha ao nosso lado ultrapassa-nos por inteiro. Os paraísos que idealizamos parecem tão pouquinhos perante a realidade, presente de Deus para nós. Vivamos. Entreguemo-nos a Deus.

 

E quando nos congelarmos com medo, angústia, dores pensando que não conseguimos, olhemos para a cama ao lado, lá está alguém a caminhar connosco ainda que em silêncio. Olhemos para a cama ao lado e entendamos que não é a pessoa, é Deus que está ali connosco a levar-nos ao colo como na estória das pegadas na areia. Iremos sempre caminhar juntos, apoiar-nos e suportar-nos.

 

Ter um companheiro de viagem é ter alguém onde constantemente encontramos o rosto e os abraços de Deus.

 

 

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Neuza y Paula

Ser missionário é ser frágil, ter feridas e ser simplesmente humano...

   

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     Partir não é ser forte é permitirmo-nos ser frágeis e deixarmo-nos guiar não por tudo aquilo que achávamos ser mas pela brisa que nos faz sentir que caminhamos com Ele. O nosso Deus é um Deus ferido não queiramos ser super heróis, corajosos e fortes….pelo contrario “quando sou frágil é que sou forte”(S. Paulo). Partir é, tal como Saulo, deixarmo-nos cair do cavalo para poder renascer para uma vida nova certas de que será uma vida com sentido. Partir é dar vida ao sonho que um dia Daniel Comboni sonhou. É ser uma das mil vidas para missão. Tal como os discípulos Deus confiou-nos a missão de partirmos duas a duas. Seremos comunidade, seremos testemunho vivo e alegre de um evangelho que nada tem de antigo.

 

Fazer tudo da nossa parte como se Deus não pudesse fazer nada e, depois, pôr toda a nossa esperança em Deus como se, da nossa parte, não tivéssemos feito nada.

Inácio de Loyola

 

 

 

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Notícias da Missão na República Centro-Africana

A Leiga Missionária Comboniana Maria Augusta Pires (de Janeiro de Baixo), que está em missão em Mongoumba, na República Centro-Africana, manda-nos notícias sempre que vem à capital (Bangui), o único lugar onde tem acesso á internet! Eis as mais recentes notícias que ela nos enviou, no passado dia 6 de Abril:

 

    Desta vez voltei mais depressa a Bangui [capital da República Centro-Africana], passado um mês. Como me sentia cansada, aproveitei para fazer exame à malária e deu positivo. Já comecei a fazer o tratamento enquanto os sintomas são ainda poucos, porque, deste modo, a reacção ao medicamento é menos forte, sofre-se menos.

    A Ana teve malária há duas semanas e sente-se cansada, porque esteve connosco uma dentista Polaca e ela acompanhou-a sempre durante quase três semanas. Extraiu muitos dentes em cada aldeia; para tratar cáries não dava, porque não pode deslocar-se com as máquinas. Graças a Deus, ajudaram muita gente que estava a sofrer. Só em Bangui podem arrancá-los e fica muito cara cada extracção: 10.000 francos ( 16 € ). Houve pessoas que extraíram dois e mesmo três dentes, pagando uma quantia simbólica de 500F (menos de um euro).

    O padre Fernando, agora, graças a Deus, está bem e o padre Jesus também. O padre Samuel teve malária no início de Março e voltou a ter na semana passada. Agora tem febre tifóide (salmonela). Terá de tomar um ou dois antibióticos. O Senhor o ajude a ficar bem… ele está a ficar desanimado… Por favor, rezem por ele!
    DSCF6632.JPGA Maria, senhora pigmeia que tem cancro, sentia-se um pouco melhor. Na semana passada começou com uma grande diarreia. Demos-lhe medicamentos para a combater, mas não passava. Então, começámos o tratamento de malária com um medicamento injectável e logo começou a passar. Emagreceu muito, agora é preciso que ela coma melhor. Damos-lhe também da nossa comida, assim varia mais e pode ser que recupere mais depressa. Continuemos todos a pedir por ela a Maria e a seu Filho Jesus.

    Na semana passada, nasceram dois gémeos cuja mãe não dá leite e que é preciso ajudar; neste momento são 9 bebés. Com a graça de Deus e a generosidade de todos aqueles que partilham o que têm para auxiliar os que precisam, podemos trabalhar com muita alegria e, assim, a partilhamos com todos os que nos rodeiam.

    Há duas semanas, quando fui visitar os doentes ao hospital, encontrei uma senhora que tinha feito cesariana e que o leite não queria vir (passados três dias). Pediram-me leite, mas eu disse que era preciso fazer tudo para que ele viesse. Então, fiz-lhe uma infusão de menta e, ao segundo dia, começou a sair um pouco; fiz mais dois dias, e o Patrice começou a mamar bem, graças a Deus. É sempre melhor o leite materno e aqui ainda mais, porque fica muito caro e as condições de higiene são muito poucas (cuidados com os biberons e a água para preparar o leite). O leite para um bebé durante um ano custa aproximadamente 400€. São pouquíssimas as famílias que têm possibilidades para o comprar.

    Durante a Quaresma, a Missa às quartas-feiras é no bairro; e às Sextas-feiras é também feita a Via Sacra no mesmo bairro. Sexta-feira virão jovens de toda a Paróquia participar nas Jornadas da Juventude. Sábado haverá formação e também animação e Domingo de Ramos será a grande festa. Na semana passada, os catecúmenos [pessoas que se preparam para receber o Baptismo] do 3ºano tiveram três dias de retiro e no domingo receberam já o óleo baptismal; como são muitos torna-se mais fácil fazer os ritos do Baptismo por etapas.

    Chegou um novo LMC [Leigo Missionário Comboniano], Simon, que é Italiano. Está a aprender o Francês aqui em Bangui e, depois, ainda não sabemos onde irá estudar o Sango [idioma local].

     Li todos os Astrolábios com grande alegria [ela recebe-os por e-mail] e rezo para que a visita de D. Virgílio venha a dar muitos frutos no futuro. Que a Visita Pastoral decorra muito bem!

Que os corações de todos os vossos paroquianos acolham as palavras do senhor Bispo com muita alebgria e desejo de melhorarem a sua vida de cristãos, serem verdadeiros testemunhos de Cristo.

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Votos de Santa Páscoa para todos.

Unidos em Cristo pela oração.

Um abraço missionário do tamanho do Mundo.

 

Maria Augusta Pires,

Jornal Astrolábio

Ressuscitou, Aleluia!

Porque procureis entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui. RESSUSCITOU!

Lc 24, 5-6

 

 

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Louvado sejas, Deus da vida.

A Tua luz vence todas as trevas.

O Teu amor ressuscitou Jesus e garante-nos ressurreição a todos nós.

Comunidade de Vida do Porto

No passado dia 2 de Abril a comunidade de vida do Porto reuniu-se para um dia de reflexão e convívio. O local de encontro foi em Espinho e, entre os passeios junto à praia e a casa da formanda Cordélia Sofia, o dia foi vivido com as palavras de S. Paulo que nos convida a reconhecer os dons que Deus nos concede e que, apesar da diversidade de dons, todos somos guiados pelo mesmo Espírito. 

 

Este dia contou com a participação dos LMC e formandos da região norte do País e abriu portas a uma ação mais forte e missionária nas atividades futuras.
 
 

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Neste tempo de Quaresma, a missão continua a marcar a nossa vida e a nossa Esperança rumo a uma Páscoa que acontece para a Salvação de todos e de cada um.

DEIXOU MARCA(S)!

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A equipa JIM realizou o retiro de 2017 para jovens na Maia e em Santarém. Ao todo participaram cerca de 60 jovens. O tema é o que nos acompanha este ano e que desejamos aprofundar com os jovens: o cuidado com a nossa “casa comum” baseados na encíclica que o papa Francisco escreveu: “Laudato si”.

Agradeço esta oportunidade de contemplar a Criação, um grande dom para acolher, cuidar, amar, respeitar, … “E Deus viu o que tinha feito, e viu que tudo era muito bom” (Gen 1). É um presente que Deus nos dá. E a pergunta pertinente que Paula Clara (secular comboniana) nos lança: O que desejamos quando damos presentes aos nossos familiares e amigos? O que Deus deseja com o presente que nos dá? E aqui ficamos em silêncio, contemplando o Senhor que é um Dom.

Gostei e saboreei o silêncio que fomos fazendo (pelo menos alguns) ao longo do dia. Fui sentindo uma intimidade a crescer entre os jovens, um silêncio fecundo. E isto foi-se percebendo pelas partilhas e sorrisos que íamos cruzando ao longo do dia.

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Depois do almoço tivemos uma excelente catequese partilhada pelo pe. Jorge Domingues (missionário comboniano) em que partilhou a figura de Maria na Criação, especialmente a sua feminilidade. E desafiou-nos a viver esta característica que todos temos, mas que por vezes anda muito escondida ou tímida. Maria cuidou de Jesus, protegeu, amou, escutou, acolheu… que bom.

Para ajudar nesta reflexão: contemplar para cuidar, vimos o filme de S. Francisco, o nosso irmão em que reforça a ideia de que tudo é um Dom, um presente que temos de cuidar e temos o exemplo de Francisco de como ele se entrega a esta vontade de Deus na sua vida.

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E passo já para domingo, e para a reflexão que partilhei: Rumo a uma espiritualidade ecológica. A este caminho de coração. Vamos sentir. Assim fomos pedir licença às flores para lhes tocar, à relva para a pisar, ao vento para respirar, ao sol para nos aquecer e iluminar. Pedir licença! Quase é um absurdo pois no dia a dia o que mais fazemos é abusar da Criação. Entramos a matar: tudo é nosso. Que errados nós andamos e só num retiro, no silêncio, na contemplação, somos capazes de “amaciar” o nosso coração, dar-nos conta da nossa pegada ecológica e desejarmos reduzí-la. Ao longo deste retiro fui-me sentindo mais meiga, mais atenta, mais dócil à palavra.

E por fim desejo agradecer à Candida, ao Rui, ao Flávio, à Liliana, ao Pedro, ao pe. Carlos que uniram as reflexões à oração da manhã, da tarde, vigília, missa. Nestes momentos tudo batia com mais força e dava mais sentido à minha refexão pessoal. É a Palavra que é Dom e se faz dom no nosso retiro.Adoração Santarem.jpg

As expectativas (de contemplar, crescer na fé, de escutar, de aprofundar, de descoberta e encontro, de pausa, de recomeçar, de falar ao coração, querer o que Ele quer, de partilha) foram ultrapassadas e vimos “que tudo é muito bom!” (Gen 1). O retiro deixou marcas e compromissos  que desejamos viver e com a graça de Deus já estamos a viver.

 

 

Como é bom CUIDAR do(s) outro(s), pois só assim sou: “Louca, mas feliz”.

 

 

 

Ir.Beta Almendra (missionária Comboniana)

3º Encontro da FEC – Missão, Culturas e Religiões

Foi nos passados dias 11 e 12 de Março que decorreu a 3ª sessão de formação da FEC – Fundação Fé e Cooperação – subordinada ao tema Missão, Culturas e religiões. Desta vez, toda a formação decorreu na Casa dos Franciscanos Capuchinhos, em Fátima. O formador Ir. Vítor Lameiras, da Ordem Hospitaleira São João de Deus.

 

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Só somos confrontados com a nossa cultura, quando conhecemos outra.

 

O sábado começou com o tema da Inculturação, como desafio de aproximação. O orador fez um breve esclarecimento, acerca do conceito de inculturação. Afirmou que inculturação decorre da capacidade de entrarmos em diálogo com outras culturas e nunca, a imposição da nossa própria cultura. Está intimamente ligada aos valores da fé cristã, e a sua adaptação a um contexto cultural diferente. 

 

A tarde prosseguiu após um almoço partilhado, falámos sobre a Missão e culturas em Diálogo. E aqui tivemos a oportunidade de refletir sobre muitos pré-conceitos que poderão existir sobre as outras culturas e que, acima de tudo, os valores evangélicos patentes em todo o mundo e em todas as culturas, são os mesmos. Não são valores “só dos cristãos” mas sim, valores universais. E que valores evangélicos são estes? São valores que nos permitem o diálogo entre culturas: acima de tudo, o amor (“amar até ao limite de amar o inimigo e de dar a vida”), a tolerância, a humildade, o espirito, a doação, a aceitação, o sacrifício, a confiança, a fé, o ser fiável, a capacidade de escuta ativa, a abertura ao “diferente”, o desapego. Certos de que a nós compete-nos semear, não no compete colher.

 

Tendo a perfeita noção de que, a missão não existe enquanto mecanismo de fuga e a partida, essa, exige uma inteireza da nossa parte, exige um coração aberto ao novo, uma disponibilidade total da nossa alma, exige honestidade e humildade, valores enraizados no mandamento maior: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos Amei”

 

A certeza única que nos acompanha é a certeza do amor, um amor gratuito, este é o principal valor que dará vida à missão.

 

Em seguida, vimos um vídeo sobre a experiência de missão da Catarina Lopes (da equipa da FEC) Timor-Leste. E deste vídeo, fica-nos a imagem de uma grande Missionária. Verdade seja dita: em todas as formações a Catarina nos surpreende e nos faz pensar sobre algo, sobre a sua experiência Missionária e sobre os frutos que nela foram produzidos. Do vídeo ficaram-nos algumas frases que escrevia no seu diário de bordo durante a missão lá e que partilhou connosco:

 

"Aqui (em Timor Leste) chora-se a morte porque se celebra a Vida."

"Compete-nos semear. Não nos compete colher."

"Achei que ia salvar o Mundo (...). Descobri que o Mundo me salvou a mim."

 

E após este vídeo emocionante, mãos à obra: prosseguimos com uma atividade prática de "Tu a tu". Ou seja: o irmão Vítor lançou o desafio de falarmos um par sobre os nossos valores através das mãos. E aqui se desenrolou uma atividade interessante de conhecimento do outro e da sua forma de se dar a conhecer através das mãos. O que, acima de tudo, requer uma atitude de escuta ativa e de "não julgamento" do outro. No fim, cada um transmitiu ao grupo aquilo que o outro lhe tinha falado de si quer com palavras, quer com as mãos. Concluímos que as mãos e o modo como elas se relacionam com o mundo falam muito de nós e que é necessário olhar o outro sem preconceito. Um olhar que, certamente, é necessário quando estamos em relação entre culturas, em inculturação, envolvidos, dentro da outra cultura.

 

E mais uma atividade prática nos foi proposta pelo irmão Vítor em grupos em que havia um grupo (que encarnou uma população portuguesa específica) com necessidades específicas e um outro grupo de missionários. O objetivo era que o grupo com necessidades informasse o grupo de missionários quais as necessidades que tinham e que, desta forma, o grupo de missionários primeiro identificasse quais as capacidades/valências/dons que tinha, de que forma poderia responder às necessidades solicitadas, quais as características da população em causa (ritmo de vida, cultura, tradição, costumes, escolaridade, etc.) e, em segunda instância, em conjunto com o outro grupo concretizasse um plano de ação/missão com objetivos, metodologia e tempo. Desta atividade sortiram várias conclusões, nomeadamente: a existência de uma dificuldade de comunicação entre grupos e intra grupo, a importância da atitude de humildade de saber dizer "eu não consigo".

 

Já à noite ouvimos o testemunho Missionário da Daniela Pereira da Juventude Hospitaleira, que partilhou a sua experiência de missão de um ano, em Moçambique. Uma experiência que a marcou para a vida, pelo menos era isso que reflectiam os seus olhos e a fragilidade da sua voz. O sábado terminou com a oração no Santuário de Fátima. Bem junto de Maria, houve oportunidade de refletir acerca de tudo o que ouvimos, e entregar-lhe o dia seguinte.17191397_1649721365043650_4779940407367523601_n.jp

 

O Domingo começou com trabalho de grupo à semelhança daquilo que tinha sido feito no sábado: um trabalho no qual nos foi proposto uma dinâmica na qual haviam também dois grupos – um grupo de missionários que se preparavam para missão e do qual eram selecionados 4 candidatos para partir; um outro grupo que encarnou um povo de África à sua escolha. O grupo dos “Africanos” selecionou a República Democrática do Congo, identificando como problemáticas a exploração infantil e as condições de saúde. Apresentadas as problemáticas aos missionários “candidatos”, estes apresentaram-se a si e as suas motivações/capacidades/dons. Esta foi uma dinâmica ativa que nos permitiu, entre outras, alcançar uma perspetiva das dificuldades que a formação implica, nomeadamente: a dificuldade no encontro das necessidades especificas do país uma vez que não sabemos muitas coisas especificas de outras culturas; há muitos candidatos mas nem todos podem ir: um momento difícil na formação – o aceitar-se frágil, incompleto, a caminho, incapaz e que isso não é mau. Quando perdemos a capacidade de questionar, perdemos a capacidade de viver intensamente o Dom da vida. Quem Ama, Erra.

O encontro findou da melhor forma, com a Eucaristia no Santuário de Fátima.

 

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Por: Carolina Fiúza e Neuza Francisco

Renúncia Quaresmal

É tempo de Quaresma! 
 
As cinzas lembram-nos do nada que somos face à grandeza de Deus! Contudo, este Deus que é Grande, faz-se pequeno e companheiro de jornada daqueles que sofrem. Assim, neste tempo em que nos predispomos a morrer para, em Cristo, ressuscitar na manhã de Páscoa, é um tempo favorável para nos fazermos próximos daqueles que mais sofrem.
 
Queremos lançar-vos um desafio:
Como sabeis, muitas são as necessidades do mundo. Necessidades às quais vamos, como missionários, procurando responder e, muitas vezes, esta ajuda passa por uma comparticipação monetária. De facto, muitas vezes se fala de dinheiro para a missão. 
Nesta Quaresma, propomos-nos, mais uma vez, a ajudar as mulheres do Quénia, em vista a uma maior dignificação destas num país que se vê abraços com tantas lutas internas que colocam o "ser mulher" no fundo da pirâmide social.
Como habitualmente, este não é apenas um projecto nosso. Toda a Família Comboniana, une-se numa iniciativa conjunta que visa a promoção destas mulheres, nomeadamente, através de:
  1. Curso de Educação Adulta para 90 mulheres, com sessões de duas horas, duas vezes por semana.
  2. Curso de costura para 20 mulheres, com sessões de duas horas, três vezes por semana.
  3. Formação Integrada, com uma sessão de uma hora, duas vezes por semana.
  4. Plantação anual de 12 árvores por cada membro do grupo (fazendo face às necessidades ecológicas deste planeta que é casa comum de toda a Criação)
 
O projecto chama-se "Deus escutou o clamor de ADU..." e, os detalhes do mesmo, podem ser consultados no Flayer que segue em anexo.
 
Recordamos que, todos os anos, a Família Comboniana, se une - com grande generosidade - num projecto comum. Também nós queremos, generosamente, colaborar com esta causa que nos provoca e interpela enquanto missionários e enquanto membros da Família Comboniana. Neste sentido, pedimos que a vossa renúncia quaresmal possa ser direccionada para este projecto, se possível, até ao dia 9 de Abril. 
Esta colaboração pode ser feita de duas formas:
  1. Entregue directamente à Sandra (ecónoma dos LMC) ou aos membros da Equipa Coordenadora nos nossos encontros;
  2. Pelo NIB: 0036 0131 9910 0030 1166 0 (deverá, no entanto, neste último caso, avisar-se a Sandra, por telefone, +351966592658, ou por e-mail - leigos.combonianos@gmail.com -, para sabermos de quem é a oferta e, se for caso disso, passar o respectivo recibo).
 
Juntos vivemos e fazemos a Quaresma tornar-se em anúncio vivo do Evangelho, sobretudo, através da dignificação humana e do cuidado pela nossa Terra, para uma vida abundância para todos os povos.
 

 

 

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UM RETIRO QUE NOS LEVA A SABOREAR A VIDA

O Silêncio é um dom de Deus, um dom capaz de dar muitos frutos a quem se atreve a “perder” tempo para ganhar vida de qualidade, uma vida plena que só Jesus nos pode dar. Ainda estou a saborear tudo o que escutei, meditei e senti no Retiro de Quaresma organizado pelos Leigos Missionários Combonianos e orientado pelo padre Horácio Rossas, MCCJ.

 

Conforme nos foi referido no início, este tempo de Quaresma e, de modo particular, o tempo que estivemos em retiro, é um tempo que Deus nos deu a graça de tirarmos, para “perder” tempo com Jesus. Mas, no fundo, quem quis perder tempo connosco foi o próprio Jesus. É incrível não é? Jesus quis perder tempo comigo e com todos os que se atreveram a ir ao Seu encontro. Alguém tão importante como Jesus, alguém que é Deus, não só quer sabe de mim e quer estar comigo, como é Ele quem quer perder tempo comigo!

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Fomos, pois, convidados, a reflectir sobre várias passagens bíblicas que nos foram propostas! Foi intenso! Foi emocionante! Como já tive oportunidade de referir, a vida espiritual precisa de momentos de grande silêncio exterior e de grande trabalho interior! E este retiro foi muito fértil em momentos de reflexão, em momentos de encontro pessoal com Deus e em momentos de sentirmos o Seu amor puro, de tal modo grandioso, como aquele momento em que deixou o nosso coração limpo, após o sacramento da reconciliação. 

 

Nada é por acaso e de certeza que não foi por acaso termos começado por escutar, no início do retiro, as palavras do salmo 63:

 

“Ó Deus, Tu és o meu Deus! Anseio por ti! A minha alma tem sede de ti”.

 

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Recordo-me de reflectirmos sobre a nossa insistência em querermos fazer tudo por nós próprios. Os discípulos atiraram as redes e não apanharam nada! Mas quando aparece Jesus… Ah quando aparece Jesus, tudo muda! Afinal é Ele que torna tudo possível nas nossas vidas! Que bom é compreender que todos os meus medos, todas as minhas inseguranças, todos os obstáculos podem ser ultrapassados se confiar em Deus, num Deus que é amor e que nos ama até à última gota de amor.

 

Por outro lado, fomos convidados a meditar até que ponto permitimos que Deus nos ame… O discípulo amado posso ser eu, podes ser tu! O discípulo amado é todo aquele que permite que Deus entre na Sua vida e se deixa ser por Ele amado! É que o amor de Deus é um dom gratuito! Ele não nos ama porque somos bonitos ou porque só fazemos o bem! Ele ama-nos como somos! Ama-nos com as nossas limitações! Ama-nos com os nossos erros! Sinceramente, sentir que Deus me ama, apesar de todas as minhas fragilidades e de todos os meus erros, dá-me uma alegria e uma paz interior que só podem vir de Deus…. Não devemos nunca resistir ao amor de Deus! Devemos, antes, deixarmo-nos amar assim como somos!

 

Fomos, ainda, convidados a meditar no Cristo Ressuscitado pois quem não faz a experiência de Cristo ressuscitado ainda não deu um salto na fé.

 

A fé na ressurreição dá-nos um olhar novo sobre a realidade. Passamos a olhar a vida de modo diferente!

 

Acredito, sinceramente, que este retiro me tenha ajudado muito no crescimento da minha fé! Sinto, de verdade, que me encontrei com Deus várias vezes ao longo do fim-de-semana: nas várias explicações da palavra de Deus; nas meditações pessoais; na Eucaristia; na Reconciliação; na contemplação da natureza…

 

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Terminámos o retiro com a celebração da Eucaristia dominical! Tal como a samaritana, todos dissemos a Jesus, “Senhor dá-me dessa água”. Afinal tudo é por Ele! Obrigado Jesus por nos teres convidado a passar este lindo retiro contigo! És importante para mim, és importante para nós, Leigos Missionários Combonianos! Gostamos muito de ti! Na Eucaristia dominical, assistimos ainda ao compromisso da LMC Cristina Sousa. Também ela faz parte do Plano que Comboni sonhou, também ela, é uma das mil vidas para a missão..   

 

 

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Por: Pedro Nascimento