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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

2ª Encontro da FEC - Voluntariado e Cooperação para o Desenvolvimento

    Foi no passado fim de semana, 11 e 12 de fevereiro, que decorreu a 2ª sessão de formação da FEC – Fundação Fé e Cooperação – subordinada ao tema Voluntariado e Cooperação para o Desenvolvimento, desta vez em Fátima. Toda a formação foi levada a cabo por La Salete Coelho, Investigadora e técnica de projetos de Educação para o Desenvolvimento, membro da FEC e que, por sinal, já tem páginas de vida marcadas como professora em missões de longa duração em Moçambique e Guiné-Bissau. Uma verdadeira frescura de pessoa, muito cheia de vivacidade e energia!

   

   A formação começou com uma dinâmica em grupos que permitia a consciencialização para as desigualdades no Mundo, fazendo-nos refletir sobre os desequilíbrios que existem em termos de densidade populacional vs necessidades sociais (acesso à saúde, educação, financeiras, alimentares, etc.). Até aqui nada de novo! Esta era uma dinâmica por nós já conhecida com uma realidade retratada para a qual já estávamos sensibilizadas – tanto eu como a Cristina que participámos nesta formação.

 

    Seguiu-se alguma teoria sobre as visões de desenvolvimento e subdesenvolvimentoSem Título.jpg e conceções de Educação para o Desenvolvimento que foram sofrendo modificações ao longo dos anos. Esta viagem nos tempos foi importante para nos consciencializar de todo o caminho que foi feito até aqui, das mudanças de paradigma que foram ocorrendo ao longo dos tempos em relação à noção de desenvolvimento, ao ponto de, atualmente, o conceito de “Desenvolvimento sustentável” ser questionado como solução para alguns dos problemas do mundo; ao ponto de hoje surgirem “Teorias para alternativas ao Desenvolvimento”. E é nestas teorias que surgem conceitos como o FIB – Felicidade Interna Bruta -, um conceito interessante que vos convido a descobrir no seguinte vídeo https://www.youtube.com/watch?v=C0AKr3zvkHc. Nesta contextualização da dimensão das coisas, apercebi-me da importância da Educação para o Desenvolvimento, da tomada de consciência da realidade das diferentes culturas, da sua história e do respeito e, mais que isso, AMOR pela diferença. E a importância que sinto nesta Educação não é somente no sentido do desenvolvimento/desenvolver o mundo, mas também no sentido de ver mais além… em última instância, de me colocar na pele da pessoa da outra cultura, de a olhar como irmão, como ser humano que habita o mesmo planeta que eu e cuja missão é a mesma que a minha: a de concretizar um plano de Felicidade concedido por Deus. E aqui sinto residir a importância da Educação para a Cidadania Global, para o Desenvolvimento. A páginas tantas, La Salete falou-nos sobre o modo como África foi dividida em tempos, segundo interesses de países Europeus, esquecendo algo tão rico como a cultura de povos. Divisões a régua e esquadro. Falou do “mapa cor-de-rosa”, sinceramente, algo sobre o qual nunca tinha ouvido falar. Ignorância minha, ou não, e apesar de fazer parte do passado, sinto que foi um momento na história que ainda se encontra bastante vivo e que poderá, por ventura, justificar tantas revoltas, tanta coisa. E isto é importante – conhecer, saber disto é importante. É a história deles. É a nossa história também.

 

    E nesta história toda do Desenvolvimento, La Salete expôs a opinião de Dambisa Moyo, uma economista Zambiana que publicou o livro Dead Aid (“Ajuda morta”), apelando a que se terminem as ações de Cooperação e de Desenvolvimento com África pois estas estão a estragar o continente. Apercebo-me da polémica social que é c2.jpgriada em redor deste tema e o quanto de verdade podem ter as palavras da economista. E aqui reforço, sublinho, a importância que La Salete atribuiu ao DAR VOZ quando se contacta com outras culturas: nem a perspetiva neste contacto se deve reduzir a questões de desenvolvimento, nem a mentalidade deve residir no “ajudar o outro”. Tudo muda se a perspetiva for a de PARTILHAR A VIDA, com tudo o que isso envolve: seja na escuta da cultura em questão, no conhecimento da história e raízes da mesma, seja no dar o conhecimento sobre a nossa forma de viver em Cristo (que não é melhor, nem pior que a deles – é somente a nossa forma de viver).

 

“Partilhar “mundos”, imergir numa cultura, sem preconceitos; ter tempo, investigar e voltar a ter tempo para estar com o “outro”, é o que permite dialogar em paridade, mas sem falsos inculturamentos fast food. (…) Uma boa intervenção é feita com “os do território”, sem actores individuais ou institucionais. E nós? Levamos o que mais temos – dúvidas! O que já é muito bom!” 

Miguel Filipe Silva, in Orelhas Equipadas com Radar, coordenador Executivo da ONGd de Estudos Africanos da UP

 

    Ao fim da tarde do dia 11 tivemos a oportunidade de ver o filme “Shooting Dogs”, um filme que retrata o genocídio em 1994, em Ruanda, e os conflitos entre tutsis e hutus. E após o filme houve um espaço para discussão e partilha sobre o mesmo, sobre cada uma das personagens e o retrato que cada uma delas dá das diferentes pessoas envolvidas – ONU, militares, Igreja, Governo. E sim, vale mesmo a pena ver o filme!

 

    Durante a formação tivemos ainda o testemunho de Adriana Rente que aos 60 anos partiu em missão em Timor Leste por 2 meses com a Associação por Timor.

 

    A formação terminou com a abordagem ao Ciclo do projeto, às fases inerentes à construção do mesmo. E deparo-me com uma quantidade de etapas e etapazinhas, burocracias e papeladas, análises e planificações que, efetivamente, na construção de um projeto, serão fundamentais. Contudo, sinto terem o risco de caírem por terra se, como marca d’água, não existir algo maior. E de facto, mais uma vez emerge o meu sentimento de que esta marca d’água a encontro aqui, no seio da nossa família Comboniana. Terminada a formação, é de brilho nos olhos que enxergo a família Comboniana com uma realidade um tanto ou quanto diferente (e, claro, sou suspeita a afirmar isto): talvez para nós seja importante também o desenvolvimento e projetos concretos… mas o foco está num PROJETO MAIOR, num PLANO DE DEUS, num sonho de SÃO DANIEL COMBONI, o de partilhar a vida, o de acolher cada pessoa que surge no nosso caminho de missão, o de SALVAR ÁFRICA COM ÁFRICA.

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Por: Carolina Fiúza

Seminário sobre tráfico de seres humanos

   

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    A Comissão de Apoio às Vitimas de Tráfico de Pessoas (CAVITP) promoveu entre 17 e 19 de fevereiro, em Lisboa, um seminário dedicado ao tráfico de pessoas com o tema São Crianças, Não Escravos, o mesmo escolhido para o Dia Internacional de Oração pelas vítimas do tráfico humano que foi no dia 8 de fevereiro, dia de Santa Josefina Bakhita, e que se focou no tráfico de crianças meninos/meninas e adolescentes.

 

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    As facilitadoras do Seminário foram a Irmã Comboniana Gabriella Bottani, coordenadora da Talitha Kum, rede internacional da vida consagrada contra o tráfico de pessoas que tem lutado contra o tráfico humano, em colaboração com várias outras organizações, e a Dra. Cláudia Pedra, investigadora da NSIS (Netwok of Strategic and International Studies), que nos deram uma visão global e nacional deste flagelo.

 

 

    O Papa diz-nos que “uma das feridas abertas mais dolorosas (no mundo) é o tráfico de seres humanos, uma forma moderna de escravidão, que viola a dignidade, dom de Deus, em tantos dos nossos irmãos e irmãs e constitui um verdadeiro crime contra a humanidade.” O que é bastante preocupante ao olharmos para os milhões de pessoas pobres e vulneráveis em todo o mundo que são traficadas e sistematicamente manipuladas.

 

    As vítimas de tráfico humano estão expostas à exploração sexual, à servidão doméstica, ao casamento forçado, à adoção ilegal (venda de crianças), ao trabalho forçado, ao tráfico de órgãos, às práticas criminosas (crianças soldado, tráfico de droga) e à mendicância, enquanto estão sendo profundamente feridas no corpo e na mente.

 

    No nosso país, o tráfico assume inúmeras nuances, sendo as mais conhecidas para exploração laboral e sexual e ainda para mendicância e pequenos crimes. Neste último caso, muita vezes as próprias vítimas do tráfico são tidas como criminosas. Por isso é frequente encontrar vítimas de tráfico nas prisões, que se remetem ao silêncio por se sentirem ameaçadas, preferindo estrar presas a sofrer represálias dos traficante. Além disso, há uma total incapacidade de perceber/identificar este crime por parte das autoridades, o que o leva a ser tratado como se não existisse.

 

    As estatísticas oficiais tanto a nível nacional como internacional mascaram os casos reais do tráfico de pessoas. Em Portugal, as estatísticas oficiais (2015) são de 193 casos sinalizados, enquanto que um investigador policial deu uma declaração pública onde comentou os dados do seu relatório referindo cerca de 600 casos. Algo se passa ao nível dos serviços públicos, pois os relatórios não mostram o mesmo número de pessoas traficadas. Haverá gente a ganhar com esta situação? O que se pode constatar é que não há um real interesse para combater este crime.

 

    Em Portugal o tráfico de pessoas ainda é tabu, é urgente sensibilizar a população para o perigo para esta realidade. Neste momento, apesar de as Filipinas ter um elevado número de casos de tráfico de seres humanos, um jovem português de 15 anos corre um maior perigo de ser traficado do que um filipino, por não conhecer os riscos a que está sujeito.

 

    As crianças, meninos/meninas e adolescentes estão mais vulneráveis a este tipo de crime. Tendo em conta que quanto mais cedo uma pessoa é “recrutada”, mais anos é explorada e maior é o lucro para os traficantes. No centro de todo este processo está o dinheiro, por isso a impunidade deste crime, muitas vezes envolto em corrupção, o que mostra que a vida humana não têm mais valor e que o modelo de sociedade que se vive hoje está  levar à destruição. O que levanta a questão: o que está a acontecer na relação entre adultos e crianças que leva à exploração de crianças e adolescentes? Como sociedade civil temos de nos questionar e procurar caminhos de modo a resgatar valores. O desafio é colaborar juntos.

 

    Este tipo de flagelo está presente em toda a parte, quer tenhamos 20170218_124912.jpgconsciência disso ou não, e em escala muito superior àquela que nos é dada pelas estatísticas oficiais. É necessário agir e agir rápido. É necessário estar atento a esta realidade tão próxima, a indiferença não é solução, se retirarmos o irmão da nossa vida, destruimo-nos a nós próprios. A conversão individual e o trabalho em rede é fundamental para combater este crime, prova disso é o trabalho realizado pela rede internacional Talitha Kum no combate ao tráfico de pessoas. Em Portugal também precisamos unir esforços, dar a conhecer os trabalhos realizados individualmente por cada instituição e assim fortalecer uma rede de trabalho e informação de modo a termos mais ferramentas nesta luta.

 

    Já o Papa Francisco nos diz «O tráfico de pessoas é um crime contra a humanidade. Devemos unir esforços no sentido de libertar as vítimas e de deter este crime cada vez mais agressivo, que ameaça não só as pessoas como também os valores fundamentais da sociedade...» 

 

O primeiro passo é falar sobre o tema...

“COMUNIDADE: Desafio e Oportunidade”

 

Jesus subiu depois a um monte, chamou os que Ele queria e foram ter com Ele. Estabeleceu doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar, com o poder de expulsar demónios. Estabeleceu estes doze: Simão, ao qual pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais deu o nome de Boanerges, isto é, filhos do trovão; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que o entregou.

Mc 3, 13-19

 

    Foi sob o tema “Comunidade: desafio e oportunidade” que nos reunimos no 6º Encontro Formativo deste ano que decorreu no fim-de-semana 17-19 de fevereiro na Casa dos MCCJ de Viseu, onde sempre nos acolhem de portas e coração abertos. Deixo aqui um pequeno e subjetivo resumo, com as minhas impressões pessoais.

    O Encontro foi orientado pelos LMC da Comunidade De Vida do Porto - Carlos Barros, Susana Vilas Boas, Sandra Fagundes e Franquelim Lopes. Ainda não tínhamos tido um Encontro que tanto2.jpg nos aproximasse da realidade da comunidade em missão, quer na sua dimensão espiritual missionária e de relação com Cristo, quer nos aspetos mais práticos do dia-a-dia. Foi, por isso, um encontro muito importante na nossa caminhada e discernimento missionário.

    A reflexão sobre a Palavra de Deus, a partir de alguns trechos dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos, conduz-nos à escolha que Jesus fez dos Doze: os que Ele quis (não necessariamente perfeitos), para estar com Ele, para dar testemunho. Cada um pelo seu nome.

 

E nós, aqui e agora?

 

Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações (…). Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um. Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo (…)

 Act 2, 42-47

 

   Da comunidade dos primeiros discípulos para a comunidade dos leigos missionários hoje, somos levados a refletir, cada um a sós, depois a partilhar em grupo:

- Qual a minha definição de comunidade?

- Que significa viver em comunidade?

   O nosso Diretório, referencial importante em que quase tudo está previsto, é também passado em revista. Em particular, refletimos sobre todos os aspetos que dizem respeito à vida em comunidade, em especial o título IV “Os LMC Além-Fronteiras” e o título III “Comunidades de Vida”. Para não citar aqui os seus conteúdos (que qualquer um de nós tem disponível para consultar sempre que queira), refiro apenas algumas frases que foram ditas e que retive:

- o projeto não é pessoal, é de Deus

- comunidade como lugar do perdão, da alegria e da festa

- passagem do “eu” ao “nós”

- rezar o problema em grupo e depois resolvê-lo

- comunidade é viver para servir

- a comunidade na missão é uma referência para o resto da nossa vida

- não existe a Comunidade perfeita

- Diálogo constante!

    A Comunidade é também fonte de problemas e conflitos, não o podemos omitir nem descurar. Através de vários exercícios e dinâmicas de grupo (como o “Bunker”) refletimos sobre as dificuldades da vida em comunidade e da tomada de decisão em comunidade, as quais são sempre superadas se usarmos o diálogo aberto e fraterno, mediado pela presença do amor de Cristo em cada um de nós.

    Foi também desenvolvido o tema “A Missão”, na perspetiva da organização da comunidade de leigos que partilha o mesmo espaço, em especial: a oração, a casa, as tarefas domésticas, a Carta da Comunidade, a economia. Parecem coisas demasiado básicas mas são essenciais para que a missão corra bem e possamos dar verdadeiro testemunho cristão. 

    Houve ainda tempo para, no serão de sábado, fazermos um primeiro levantamento de ideias e temas a propor à Assembleia Internacional dos LMC a realizar em 2018.

E para assistirmos ao filme “Dos Deuses e dos Homens”.

    Realço por fim, e por ser o mais importante, aquilo que constitui a seiva que alimenta a Comunidade e a Missão, ou o fermento que as faz crescer: os momentos de oração e de celebração eucarística que partilhámos em comunidade, em mais este Encontro de aprofundamento da espiritualidade missionária sob o carisma de S. Daniel Comboni.

 

Demos Graças a Deus!

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Por: Mário Breda

Viva os Noivos

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo  suporta.

1 Coríntios 13:4-7

 

 

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É com muita alegria que desejamos as maiores felicidades aos LMC's Liliana e Flávio! Que a vossa união seja abençoada por Deus e se torne fecunda no testemunho cristão e missionário.

Dia de Comboni, dia de quem vive hoje, a essência do "Salvar África com África"

  «Eu morro, mas a minha obra não morrerá»

 

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    A 25 de janeiro de 1998, na Maia, iniciou-se o caminho de discernimento e formação para leigos que, imbuídos e movidos pelo espírito de S. Daniel Comboni, se sentiam chamados à Missão.

    Hoje, com uma dezena de formandos, continuamos a acreditar que a missão se faz por quantos se entregam e ousam dizer sim ao chamamento de Deus, seguindo os passos de Comboni, os passos deste “pai da África” que acreditou e lutou pela missão africana numa época em que todos desacreditavam deste projeto.

   Continuamos a acreditar no Plano de Comboni, continuamos firmes e conscientes no plano que Deus criou para cada um de nós. Assim sendo, e para celebrar este dia tão especial para toda a família Comboniana, nada melhor que um testemunho acerca da última unidade formativa que decorreu no passado fim de semana. O testemunho de alguém que tal como Comboni, ousa nos dias de hoje ouvir o chamamento de Deus à Missão. De quem ousa viver por amor.

 

“Comboni: Deus, a Cruz e a Missão”

 

     Tenho que vos confessar uma coisa: regressei de coração cheio. Sem dúvida que o carisma de Comboni me toca profundamente e me faz apaixonar cada vez mais pela missão, uma missão que não parte da minha vontade nem de desejos egoístas mas que vem de Deus, Aquele que tanto me ama mas que também ama tantos e tantos irmãos e irmãs esquecidos e abandonados pelos homens, mas nunca por Deus.

    Senti que todos nós vibrámos com o tema, simplesmente porque o tema nos levou a meditar muito, a reflectir sobre a nossa fé, sobre a nossa fidelidade ao sonho que Deus tem para nós e sobre a forma como desistimos facilmente dos projectos de Deus e da nossa vida!

     Foi nos dias 20 a 22 de Janeiro de 2017, em Viseu que se realizou a 5.ª unidade formativa dos LMC, com o tema “Comboni: Deus, a Cruz e a Missão”, o qual teve como formadora a Irmã Missionária Comboniana Carmo Ribeiro.  

     O encontro começou na sexta-feira à noite com a chegada dos membros do grupo de formação, vindos dos vários pontos do país. Como é bom o calor da chegada, os abraços e os beijinhos que nos aquecem o coração, os reencontros, a alegria de nos encontrarmos juntos uma vez mais. Este é, de facto, um dos grandes dons da fé e da missão: no nosso caminho, Deus coloca-nos pessoas maravilhosas, que são um grande dom de Deus para as nossas vidas.

   O collagefr.jpgtema, que foi abordado durante todo o dia de sábado e a manhã de domingo, deu-nos a conhecer um Comboni ainda muito desconhecido para nós e, partindo da experiência de Deus que Comboni fez na sua vida desafiou-nos e desafia-nos a reflectir sobre a nossa própria experiência de Deus. Com Comboni, fomos desafiados a viver uma missão que nem é tua nem é minha, mas de Deus. Sim, é Deus quem envia. Durante este fim-de-semana abordámos os pilares da vivência de Deus e da missão em Comboni, os quais serão também os nossos pilares enquanto Leigos com carisma comboniano. São eles: profundo sentido de Deus; momento carismático de Comboni; amor à cruz; a missão actuada em comunidade, qual Cenáculo de Apóstolos; “zelo” pelas coisas de Deus e pela missão; Maria, mãe da Igreja e mãe da África; São José; e, sentido de Igreja, pertença.

     Temos mesmo muito a aprender com São Daniel Comboni… Desde logo, com a sua confiança em Deus. Como o próprio referiu, “a nossa vida está nas mãos de Deus e que Ele faça o que quiser; nós, como dom irrevogável já Lha entregámos” (Escrito 434). Depois, foi muito importante conhecer o momento carismático de Comboni, isto é, o amor do Coração Trespassado de Cristo Bom Pastor. Com efeito, foi no dia 15 de Setembro

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de 1864, durante o tríduo de preparação à beatificação de Santa Margarida Alacoque que Comboni, na Basílica de São Pedro, perante o coração trespassado de Cristo, teve a sua visão que lhe permitiu elaborar o Plano de Regeneração de Nigrícia: O carisma comboniano brota da experiência que Comboni fez desse coração. Por outro lado, Comboni sempre teve um grande amor à cruz e nunca desistiu dela. Como ele disse, “as obras de Deus, nascem e crescem aos pés da cruz” (Escrito 3833). Aprendemos, ainda, sobre a importância da comunidade para Comboni, como verdadeiro Cenáculo de Apóstolos. Neste ano do centenário de Fátima, foi importante compreender a grande devoção que São Daniel Comboni tinha em Maria, recorrendo constantemente à Sua intercessão. Comboni tinha, também, devoção por São José, homem de “bom coração e intenção recta” (Escrito 7183). Por fim, ainda abordámos a importância da oração na vida de Comboni, o qual não passava mais de três horas sem levantar o seu pensamento a Deus (Escrito 4320) e o sentido de pertença à Igreja. A sua fidelidade à Santa Igreja nunca esteve em discussão e nós, membros da família comboniana devemos recordar-nos sempre disso.

     Queridos amigos e amigas, estou grato a Deus pelo dom da fé e pela chama da Missão. Também lhE agradeço imenso a oportunidade de ter conhecido Comboni e o seu extraordinário carisma que a toda a hora me convida a deixar o meu conforto para seguir a inquietação do amor e da entrega ao outro.

 

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 Por: Pedro Nascimento

 

 

 

“Só se é Missionário se formos eternamente apaixonados pela vida.”

     Findo o 1º encontro da FEC (Fundação Fé e Cooperação) que decorreu este fim de semana na Casa da Saúde do Telhal, regresso a casa e paro um pouco para arrumar as ideias e os sentimentos que brotaram neste fim de semana, dias 14 e 15 de Janeiro.

 

“Sou Cristão não para ser salvo mas para ter a consciência da graça que tenho por ser amado por Deus. E aí sou salvo: quando tenho a consciência, quando sei e sinto que Deus me ama imensamente, quando deixa de ser místico-gasoso dizer que “Deus é amor” e quando isso passa a ser pleno, concreto na minha vida quando, por exemplo, quero e faço por querer o bem do e para o outro.”

 

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     Em primeiro lugar, partilhar que o local do encontro é um lugar privilegiado, especial. A Casa da Saúde do Telhal, uma das unidades de saúde pertencentes à Ordem Hospitaleira de São João de Deus e, desta forma, ao Instituto São João de Deus, é um Centro Assistencial na área da Psiquiatria, Saúde Mental e Reabilitação Psicossocial que presta os mais variados serviços (médicos, enfermagem, psicologia, serviço social, terapia ocupacional, reabilitação, inserção social, formação, etc.) aos seus cerca de 470 utentes internados sempre com o olhar e carisma de São João de Deus. E neste sentido, o início do nosso encontro foi marcado pelo tomar conhecimento do local onde nos encontrávamos e toda a realidade subjacente ao mesmo, através do irmão Paulo Irineu, Superior da Comunidade dos Irmãos. A sua partilha foi uma dádiva e o seu rosto transparecia a paixão com que se dedicava a esta causa, a estas pessoas que, atropeladas por uma demência vivem a vida de uma forma digna. Estando nós ali, naquele meio, éramos com frequência interpelados pelos utentes da casa… e que proximidade se alcançava ali com eles. Fácil era o abraço que cada um pedia e que, de forma espontânea era trocado. Difícil era perceber o que lhes ia na mente.

 

O encontro f15977317_1582965415052579_5502143879171189918_n.jpormativo decorreu, tendo como tema central “Voluntariado Missionário e Espiritualidade”. Fomos brindados com um formador brilhante, Juan Ambrósio, Teólogo e Professor na Universidade Católica Portuguesa. Do que nos falou? Muito sucintamente sobre as “coordenadas para um caminho a partir da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium”, transmitindo-nos alguns “apontamentos para uma reflexão a partir” desta mesma Exortação e a partir da Bula Misericordiae Vultus e da Carta Apostólica Misericordia et Misera. Procurou expor o projeto do Papa Francisco para a Igreja atual, fazendo alusão aos textos por ele produzidos, enquadrando a importância do “ser missionário/cristão”, identidades indissociáveis.

 

     As ideias transmitidas e fundamentadas pelo Prof. Juan Ambrósio não foram, de certo modo, novas… no meu íntimo, já residiam e já tinha a consciência delas. Porém, ouvi-lo com todo o seu fulgor e perceber a intensidade de cada palavra do papa Francisco, deixa-me tremendamente apaixonada pelo “estilo de vida” que me foi proposto desde que nasci e que aceitei, acolhi e adotei – o ser cristã.

 

Diversos temas foram abordados, tendo como pano de fundo textos do Papa Francisco:

 

  • As propostas da Exortação Evangelli Gaudium;
  • A missão como razão de ser e estrutura da Igreja;
  • A ecologia e a preservação da Casa comum;
  • A necessidade da renovação da Igreja;
  • O olhar misericordioso (de ternura e paixão) da Igreja que acolhe todos (“onde não há descartados nem soberanos”);
  • O diagnóstico do papa Francisco da problemática dos crentes na atualidade (o individualismo egoísta e a autorreferencialidade), a terapia por ele proposta (ser DOM para o outro), respetiva metodologia (“A igreja em saída é a comunidade de discípulos missionários que primeireiam, se envolvem, acompanham, frutificam e festejam”) e MISSÃO (“anunciar a alegria do Evangelho”);
  • O anúncio da Boa Nova que tantas vezes hoje é feito com a destruição do outro (que não acredita, não tem fé) e que é errado. O anúncio da Boa Nova deve ser feito com ternura pelo outro que tem vida porque “é possível ter vida, ser feliz sem fé mas não é possível ter fé sem vida”. O anúncio da Boa Nova deve ser feito com uma profunda atração e paixão na mesma;
  • A Espiritualidade Missionária: a minha “marca d’água” (e não um simples rótulo), o meu distintivo, aquilo que me caracteriza, me dá sentido.

   “Ser cristão é ser missionário e ser missionário é ser cristão.”

 

    Ouvir o Prof. Juan Ambrósio foi um prazer, um acreditar de que o seu sonho pode ser concretizado. Pois bem… ele sonha com “uma Igreja profundamente apaixonada por Deus e pelo ser humano, à maneira de Jesus Cristo e, por isso, uma Igreja totalmente comprometida com a construção do reino de Deus e da história humana. Uma Igreja feliz por isso”.

   

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     Por fim, partilhar convosco que o contacto com outros carismase realidades de outros que se preparam para partir para a missão ad gentes (na sua maioria, de curta duração) foi um gosto, uma riqueza pela partilha de vida que se gerou. E, sem diminuir os seus projetos que tanto valor têm, confirmo a minha certeza de que sou e quero ser vida à luz da vida de São Daniel Comboni, salvando “África com África”.

 

“A Igreja não é somente um farol (que serve para ser visto e está no “centro”, imóvel, fixa) mas sim lanternas que serve para iluminar o caminho e que está nas periferias, que vai ao encontro do outro.”

 

Por: Carolina Fiúza

Mantinham o coração fixo no horizonte!

Pela da Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Francisco convidamos a ser como os Magos, seres humanos dispostos e atentos à mudança, seres humanos em ação, a viver na esperança da existência de um Deus que levanta, perdoa e cura. De um Deus que é o caminho a verdade e a vida, na plenitude do Amor.

 

 

«Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo» (Mt 2, 2)

 

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Com estas palavras, os Magos, que vieram de terras distantes, dão-nos a conhecer o motivo da sua longa caminhada: adorar o Rei recém-nascido. Ver e adorar são duas ações que sobressaem na narração evangélica: vimos uma estrela e queremos adorar.

 

Estes homens viram uma estrela, que os pôs em movimento. A descoberta de algo inusual, que aconteceu no céu, desencadeou uma série inumerável de acontecimentos. Não era uma estrela que brilhou exclusivamente para eles, nem possuíam um DNA especial para a descobrir. Como justamente reconheceu um Padre da Igreja, os Magos não se puseram a caminho porque tinham visto a estrela, mas viram a estrela porque se tinham posto a caminho (cf. João Crisóstomo). Mantinham o coração fixo no horizonte, podendo assim ver aquilo que lhes mostrava o céu, porque havia neles um desejo que a tal os impelia: estavam abertos a uma novidade.

 

Os Magos dão-nos, assim, o retrato da pessoa crente, da pessoa que tem nostalgia de Deus; o retrato de quem sente a falta da sua casa: a pátria celeste. Refletem a imagem de todos os seres humanos que não deixaram, na sua vida, anestesiar o próprio coração.

 

Esta nostalgia santa de Deus brota no coração crente, porque sabe que o Evangelho não é um acontecimento do passado, mas do presente. A nostalgia santa de Deus permite-nos manter os olhos abertos contra todas as tentativas de restringir e empobrecer a vida. A nostalgia santa de Deus é a memória crente que se rebela contra tantos profetas de desgraça. É esta nostalgia que mantém viva a esperança da comunidade crente que implora, semana após semana, com estas palavras: «Vinde, Senhor Jesus!»

 

Era precisamente esta nostalgia que impelia o velho Simeão a ir ao Templo todos os dias, tendo a certeza de que a sua vida não acabaria sem ter nos braços o Salvador. Foi esta nostalgia que impeliu o filho pródigo a sair duma conduta autodestrutiva e procurar os braços de seu pai. Era esta nostalgia que sentia no seu coração o pastor, quando deixou as noventa e nove ovelhas para ir à procura da que se extraviara. E foi também o que sentiu Maria Madalena na madrugada do Domingo de Páscoa, fazendo-a correr até ao sepulcro e encontrar o seu Mestre ressuscitado. A nostalgia de Deus tira-nos para fora dos nossos recintos deterministas, que nos induzem a pensar que nada pode mudar. A nostalgia de Deus é a disposição que rompe com inertes conformismos, impelindo a empenhar-nos na mudança que anelamos e precisamos. A nostalgia de Deus tem as suas raízes no passado, mas não se detém lá: vai à procura do futuro. Impelido pela sua fé, o crente «nostálgico» vai à procura de Deus, como os Magos, nos lugares mais recônditos da história, pois está seguro, em seu coração, de que lá o espera o Senhor. Vai à periferia, à fronteira, aos lugares não evangelizados, para poder encontrar-se com o seu Senhor; e não o faz, seguramente, numa atitude de superioridade, mas como um mendigo que se dirige a alguém aos olhos de quem a Boa Nova é um terreno ainda a explorar.

 

Entretanto no palácio de Herodes que distava poucos quilómetros de Belém, animados de procedimento oposto, não se tinham apercebido do que estava a acontecer. Enquanto os Magos caminhavam, Jerusalém dormia; dormia em conluio com Herodes que, em vez de andar à procura, dormia também. Dormia sob a anestesia duma consciência cauterizada. E ficou perturbado; teve medo. É aquela perturbação que leva a pessoa, à vista da novidade que revoluciona a história, a fechar-se em si mesma, nos seus resultados, nos seus conhecimentos, nos seus sucessos. A perturbação de quem repousa na riqueza, incapaz de ver mais além. É a perturbação que nasce no coração de quem quer controlar tudo e todos; uma perturbação própria de quem vive imerso na cultura que impõe vencer a todo o custo, na cultura onde só há espaço para os «vencedores» e a qualquer preço. Uma perturbação que nasce do medo e do temor face àquilo que nos interpela, pondo em risco as nossas seguranças e verdades, o nosso modo de nos apegarmos ao mundo e à vida. E assim Herodes teve medo, e aquele medo levou-o a procurar segurança no crime: «Necas parvulos corpore, quia te necat timor in corde – matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração» (São Quodvultdeus, Sermo 2 de Symbolo: PL 40, 655).

 

Queremos adorar. Aqueles homens vieram do Oriente para adorar, decididos a fazê-lo no lugar próprio de um rei: no Palácio. E isto é importante: aqui chegaram eles com a sua busca; era o lugar idóneo, porque é próprio de um rei nascer num palácio, ter a sua corte e os seus súditos. É sinal de poder, de êxito, de vida bem-sucedida. E pode-se esperar que o rei seja reverenciado, temido e lisonjeado; mas não necessariamente amado. Estes são os esquemas mundanos, os pequenos ídolos a quem prestamos culto: o culto do poder, da aparência e da superioridade. Ídolos que prometem apenas tristeza, escravidão, medo.

 

E foi lá precisamente onde começou o caminho mais longo que tiveram de fazer aqueles homens vindos de longe. Lá teve início a ousadia mais difícil e complicada: descobrir que não se encontrava no Palácio aquilo que procuravam, mas estava noutro lugar: e não só geográfico, mas também existencial. Lá não veem a estrela que os levava a descobrir um Deus que quer ser amado, e isto só é possível sob o signo da liberdade e não da tirania; descobrir que o olhar deste Rei desconhecido – mas desejado – não humilha, não escraviza, não aprisiona. Descobrir que o olhar de Deus levanta, perdoa, cura. Descobrir que Deus quis nascer onde não o esperávamos, onde talvez não o quiséssemos; ou onde muitas vezes o negamos. Descobrir que, no olhar de Deus, há lugar para os feridos, os cansados, os maltratados, os abandonados: que a sua força e o seu poder se chamam misericórdia. Como é distante, para alguns, Jerusalém de Belém!

 

Herodes não pode adorar, porque não quis nem pôde mudar o seu olhar. Não quis deixar de prestar culto a si mesmo, pensando que tudo começava e terminava nele. Não pôde adorar, porque o seu objetivo era que o adorassem a ele. Nem sequer os sacerdotes puderam adorar, porque sabiam muito, conheciam as profecias, mas não estavam dispostos a caminhar nem a mudar.

 

Os Magos sentiram nostalgia, não queriam mais as coisas usuais. Estavam habituados, dominados e cansados dos Herodes do seu tempo. Mas lá, em Belém, havia uma promessa de novidade, uma promessa de gratuidade. Lá estava a acontecer algo de novo. Os Magos puderam adorar, porque tiveram a coragem de caminhar e, prostrando-se diante do pequenino, prostrando-se diante do pobre, prostrando-se diante do inerme, prostrando-se diante do insólito e desconhecido Menino de Belém, lá descobriram a Glória de Deus.

 

«Vinde, Senhor Jesus!»

 

Papa Francisco 

Feliz Ano Novo!

Deus nos concede, a cada dia,

uma página de vida nova no livro do tempo.

Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.

                                                                                                            Chico Xavier

 

      Que o verdadeiro sentido do Natal continue presente em todos os dias do ano 2017 e que o amor seja um objetivo concretizado a cada passo, cada momento a cada segundo das nossas vidas...

    Neste Ano Novo que se anuncia, deixa que Jesus habite o teu coração e o transforme num lar permanente, num lar aconchegante. Recebe-O de braços abertos, deixa que Ele te ilumine e te guie pelos seus caminhos de Amor...

 

Feliz Ano Novo com Jesus no Coração!

 

 

 

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NATAL és tu, quando...

O Natal és tu, quando decides nascer de novo em cada dia e deixar Deus entrar na tua alma.
A árvore de Natal és tu, quando resistes vigoroso aos ventos e dificuldades da vida.
Os enfeites de Natal és tu, quando as tuas virtudes são cores que enfeitam a tua vida.
O sino de Natal és tu, quando chamas, congregas e procuras unir.
És também luz de Natal, quando com a tua vida iluminas o caminho dos outros com a bondade, a paciência, a alegria e a generosidade.
Os anjos de Natal és tu, quando cantas ao mundo uma mensagem de paz, justiça e amor.
És também os reis magos, quando dás o melhor que tens sem teres em conta a quem o dás.
Os cânticos de Natal és tu, quando conquistas a harmonia dentro de ti.
Os presentes de Natal és tu, quando és um verdadeiro amigo e irmão de todos os seres humanos.
Os desejos do Natal és tu, quando perdoas e restabeleces a paz, mesmo sofrendo.
A consoada és tu, quando sacias com pão e esperança o pobre que te é próximo.
Tu és a noite de Natal, quando, humilde e consciente, recebes no silêncio da noite o Salvador do mundo, sem ruído nem grandes celebrações; tu és sorriso de confiança e ternura na paz interior de um natal constante estabelecendo o reino dentro de ti.”

 

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Mensagem de Natal do Papa Francisco

 

 O Natal és tu, quando permites que Jesus entre no silêncio da tua oração, quando abres o teu coração e O acolhes com tudo o que és, quando te deixas dia após dia transformar pelo Seu amor, quando com um coração humilde e despojado de tudo aquilo que te consome segues a voz do teu coração, pois é bem lá que Ele te chama e convida a todos os dias a seres um pouco melhor que ontem. Viva o Natal que tens dentro de ti e que esse se prolonge em todos os dias da tua Vida...

 

 

 

Marisa ​chegou a Portugal com o coração cheio de Natal!

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     A Marisa terminou o seu tempo de experiência comunitária que decorreu em Cracóvia. Chegou ontem e à sua espera estavam o seu tio, a irmã, alguns LMC e amigos.​ Já se encontra junto da sua família em Viseu com quem vai partilhar esta época festiva do Natal.

Desejamos-lhe que viva este tempo sagrado na alegria e com a fé inabalável dos que acreditam num novo tempo de Paz e Amor.

    A Marisa partirá no próximo dia 16 de Janeiro rumo à Missão de Awassa​, na Etiópia​​.

Um Santo Natal!