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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

“COMUNIDADE: Desafio e Oportunidade”

 

Jesus subiu depois a um monte, chamou os que Ele queria e foram ter com Ele. Estabeleceu doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar, com o poder de expulsar demónios. Estabeleceu estes doze: Simão, ao qual pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais deu o nome de Boanerges, isto é, filhos do trovão; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que o entregou.

Mc 3, 13-19

 

    Foi sob o tema “Comunidade: desafio e oportunidade” que nos reunimos no 6º Encontro Formativo deste ano que decorreu no fim-de-semana 17-19 de fevereiro na Casa dos MCCJ de Viseu, onde sempre nos acolhem de portas e coração abertos. Deixo aqui um pequeno e subjetivo resumo, com as minhas impressões pessoais.

    O Encontro foi orientado pelos LMC da Comunidade De Vida do Porto - Carlos Barros, Susana Vilas Boas, Sandra Fagundes e Franquelim Lopes. Ainda não tínhamos tido um Encontro que tanto2.jpg nos aproximasse da realidade da comunidade em missão, quer na sua dimensão espiritual missionária e de relação com Cristo, quer nos aspetos mais práticos do dia-a-dia. Foi, por isso, um encontro muito importante na nossa caminhada e discernimento missionário.

    A reflexão sobre a Palavra de Deus, a partir de alguns trechos dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos, conduz-nos à escolha que Jesus fez dos Doze: os que Ele quis (não necessariamente perfeitos), para estar com Ele, para dar testemunho. Cada um pelo seu nome.

 

E nós, aqui e agora?

 

Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações (…). Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um. Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo (…)

 Act 2, 42-47

 

   Da comunidade dos primeiros discípulos para a comunidade dos leigos missionários hoje, somos levados a refletir, cada um a sós, depois a partilhar em grupo:

- Qual a minha definição de comunidade?

- Que significa viver em comunidade?

   O nosso Diretório, referencial importante em que quase tudo está previsto, é também passado em revista. Em particular, refletimos sobre todos os aspetos que dizem respeito à vida em comunidade, em especial o título IV “Os LMC Além-Fronteiras” e o título III “Comunidades de Vida”. Para não citar aqui os seus conteúdos (que qualquer um de nós tem disponível para consultar sempre que queira), refiro apenas algumas frases que foram ditas e que retive:

- o projeto não é pessoal, é de Deus

- comunidade como lugar do perdão, da alegria e da festa

- passagem do “eu” ao “nós”

- rezar o problema em grupo e depois resolvê-lo

- comunidade é viver para servir

- a comunidade na missão é uma referência para o resto da nossa vida

- não existe a Comunidade perfeita

- Diálogo constante!

    A Comunidade é também fonte de problemas e conflitos, não o podemos omitir nem descurar. Através de vários exercícios e dinâmicas de grupo (como o “Bunker”) refletimos sobre as dificuldades da vida em comunidade e da tomada de decisão em comunidade, as quais são sempre superadas se usarmos o diálogo aberto e fraterno, mediado pela presença do amor de Cristo em cada um de nós.

    Foi também desenvolvido o tema “A Missão”, na perspetiva da organização da comunidade de leigos que partilha o mesmo espaço, em especial: a oração, a casa, as tarefas domésticas, a Carta da Comunidade, a economia. Parecem coisas demasiado básicas mas são essenciais para que a missão corra bem e possamos dar verdadeiro testemunho cristão. 

    Houve ainda tempo para, no serão de sábado, fazermos um primeiro levantamento de ideias e temas a propor à Assembleia Internacional dos LMC a realizar em 2018.

E para assistirmos ao filme “Dos Deuses e dos Homens”.

    Realço por fim, e por ser o mais importante, aquilo que constitui a seiva que alimenta a Comunidade e a Missão, ou o fermento que as faz crescer: os momentos de oração e de celebração eucarística que partilhámos em comunidade, em mais este Encontro de aprofundamento da espiritualidade missionária sob o carisma de S. Daniel Comboni.

 

Demos Graças a Deus!

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Por: Mário Breda