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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

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A equipa JIM realizou o retiro de 2017 para jovens na Maia e em Santarém. Ao todo participaram cerca de 60 jovens. O tema é o que nos acompanha este ano e que desejamos aprofundar com os jovens: o cuidado com a nossa “casa comum” baseados na encíclica que o papa Francisco escreveu: “Laudato si”.

Agradeço esta oportunidade de contemplar a Criação, um grande dom para acolher, cuidar, amar, respeitar, … “E Deus viu o que tinha feito, e viu que tudo era muito bom” (Gen 1). É um presente que Deus nos dá. E a pergunta pertinente que Paula Clara (secular comboniana) nos lança: O que desejamos quando damos presentes aos nossos familiares e amigos? O que Deus deseja com o presente que nos dá? E aqui ficamos em silêncio, contemplando o Senhor que é um Dom.

Gostei e saboreei o silêncio que fomos fazendo (pelo menos alguns) ao longo do dia. Fui sentindo uma intimidade a crescer entre os jovens, um silêncio fecundo. E isto foi-se percebendo pelas partilhas e sorrisos que íamos cruzando ao longo do dia.

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Depois do almoço tivemos uma excelente catequese partilhada pelo pe. Jorge Domingues (missionário comboniano) em que partilhou a figura de Maria na Criação, especialmente a sua feminilidade. E desafiou-nos a viver esta característica que todos temos, mas que por vezes anda muito escondida ou tímida. Maria cuidou de Jesus, protegeu, amou, escutou, acolheu… que bom.

Para ajudar nesta reflexão: contemplar para cuidar, vimos o filme de S. Francisco, o nosso irmão em que reforça a ideia de que tudo é um Dom, um presente que temos de cuidar e temos o exemplo de Francisco de como ele se entrega a esta vontade de Deus na sua vida.

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E passo já para domingo, e para a reflexão que partilhei: Rumo a uma espiritualidade ecológica. A este caminho de coração. Vamos sentir. Assim fomos pedir licença às flores para lhes tocar, à relva para a pisar, ao vento para respirar, ao sol para nos aquecer e iluminar. Pedir licença! Quase é um absurdo pois no dia a dia o que mais fazemos é abusar da Criação. Entramos a matar: tudo é nosso. Que errados nós andamos e só num retiro, no silêncio, na contemplação, somos capazes de “amaciar” o nosso coração, dar-nos conta da nossa pegada ecológica e desejarmos reduzí-la. Ao longo deste retiro fui-me sentindo mais meiga, mais atenta, mais dócil à palavra.

E por fim desejo agradecer à Candida, ao Rui, ao Flávio, à Liliana, ao Pedro, ao pe. Carlos que uniram as reflexões à oração da manhã, da tarde, vigília, missa. Nestes momentos tudo batia com mais força e dava mais sentido à minha refexão pessoal. É a Palavra que é Dom e se faz dom no nosso retiro.Adoração Santarem.jpg

As expectativas (de contemplar, crescer na fé, de escutar, de aprofundar, de descoberta e encontro, de pausa, de recomeçar, de falar ao coração, querer o que Ele quer, de partilha) foram ultrapassadas e vimos “que tudo é muito bom!” (Gen 1). O retiro deixou marcas e compromissos  que desejamos viver e com a graça de Deus já estamos a viver.

 

 

Como é bom CUIDAR do(s) outro(s), pois só assim sou: “Louca, mas feliz”.

 

 

 

Ir.Beta Almendra (missionária Comboniana)