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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Partilhar o “ser missionário” em Santa Eufémia

 

Sento-me num baloiço e Ele balança-me. É muito positivo o balanço que faço deste fim desemana de animação missionária. O baloiço pende sempre para o lado de Deus. Ele, em cada regresso do baloiço, torna a empurrar-me, dando-me a liberdade para avaliar o que foi bom e o que poderia ter sido melhor. Mas, contas feitas, balanços e contrabalanços, de coração pleno é como me sinto ao terminar este fim de semana de partilha com esta minha pequena (mas grande) paróquia de Santa Eufémia (em Leiria).

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E este partilhar, este animar a minha comunidade em conjunto com a Família Comboniana, foi nada mais que dar a conhecer experiências missionárias, um estilo de vida, o nosso estilo de vida; dar oportunidade a crianças, jovens, adultos e graúdos de (re)pensar a sua vida, a missão que lhes foi concedida por Deus aqui nesta Terra. E isto é também “Salvar África com África”. É possibilitar que cada um explore o maravilhoso potencial que tem dentro de si, que lhe foi concedido por Deus, e que, por vezes, cai no esquecimento dos dias, das rotinas, dos invernos e desertos que cada um vai atravessando.

Certo é que muitos foram os momentos nestes dois dias em que senti que tudo poderia estar a correr melhor. Falhas de comunicação, alguma desorganização, alguns momentos nos quais depositei expectativa para que decorressem melhor. Mas que foram deliciosos pela confiança que entregámos a Deus e que, por si só, faz crescer a nossa relação com o Pai e os nossos laços, a nossa união e a nossa confiança entre Família Comboniana. Confiar em Deus é não exigir nada, nada esperar e deixar que Ele nos surpreenda. Porque surpreende. Este animar a minha comunidade foi (e é) uma partilha que vai mas que também volta, dá frutos. Deu frutos. Pequenos mas saborosos. Percebemos que, para cada pessoa que se cruzou connosco neste fim de semana, seja ela mais nova ou mais velha, a nossa partilha tocou de alguma forma, deixando pequenos pontos de luz. E são estes pequenos pontos que permitem iluminar a terra, tal como as estrelas iluminam o céu.

Para mim, pessoalmente, a proximidade entre a Família Comboniana e a minha comunidade local reforça o meu sentimento de que “Salvar África com África” é também possível aqui. Dar oportunidade de relação entre a minha comunidade paroquial e a Família Comboniana é para mim motivo de emoção: é ver (“as minhas”) pessoas em relação, em partilha de vida, a cruzarem caminhos tão diferentes; é sentir que estas relações são dádivas de Deus e por Ele abraçadas; é perceber que a minha família não se sente abandonada por mim no meu “sentir-me chamada à missão ad gentes”; é ver neles o apoio, o consentimento, o amor para com o carisma de São Daniel Comboni e o acolhimento deste mesmo carisma no coração; é sentir-me (cada vez mais) parte desta família e querer que ela cresça, avance, dê frutos; é sentir-me responsável por cuidar dela, preservá-la a ela e às pessoas que nela estão contidas.

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E por tudo isto e todas estas emoções que afluem em cada um dos meus poros, estou grata a Deus e a cada um de vós que se fez presente física ou espiritualmente neste fim de semana de Animação Missionária na minha paróquia.

Tenhamos presente esta “coragem” que o Papa Francisco nos pede, “coragem para nos abrirmos a todos, (…) coragem para dar força aos passos vacilantes, para retomar o gosto de gastar-se pelo Evangelho, de readquirir confiança na força que a missão transporta consigo, (…) coragem para anunciar, não necessariamente para converter”. Coragem neste animar as nossas paróquias, unidos como família, permitindo que nelas se abram portas à missão que cada um transporta em si.

Por:Carolina Fiúza