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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Curso de Missiologia – um presente de Deus (parte III)

Diálogo Inter-religioso

(cont.)

Já quase no término do Curso, dia 26, tivemos connosco o Frei José Nunes que nos abordou o Diálogo Inter-religioso. Neste dia perspetivamos a evolução da comunicação entre religiões ao longo dos tempos. Vemos que hoje a Igreja face às outras religiões propõe um fecundo diálogo, baseado no apreço e respeito por elas. Vemos hoje que as religiões são “vias de salvação”, não pelos seus credos, mas porque conferem a cada ser um sentido de vida. Muito há em comum entre todas as religiões.

 

“(As tradições religiosas da humanidade) merecem a atenção e estima dos cristãos, e o seu património espiritual é um convite eficaz ao diálogo, não só acerca dos elementos convergentes, mas especialmente sobre aqueles em que diferem” (Documento Diálogo e Missão)

Grupo

 

A par destes dias de reflexão e visão da história do Cristianismo e de revisão deste Ser Missionário Cristão, estiveram momentos de partilha em grupo e de reflexão sobre os diversos temas. Momentos muito ricos de partilha de cada cultura, de crescimento pessoal e como comunidade cristã.

 

 

 

EucaristiaConvívio

Uma semana também ela pincelada com a beleza de Eucaristias multiculturais, onde os tons de pele se fundiam e pintavam o quadro da Festa do Senhor, onde ecoava a música em várias línguas e onde a dança preenchia o altar.

E todos estes dias inspiradores, de grande aspiração à vocação missionária, me emocionaram e me preencheram o coração por todo o caminho que a humanidade tem feito enquanto peregrina desta Obra divina que é o Mundo, o Universo. Orgulhosamente missionária com todos aqueles ali presentes, senti-me enviada com esta chama que só Deus inflama. Deus envia-nos. Citando o Padre Adelino Ascenso no seu discurso final: mais do que “ide e ensinai”, a esta igreja missionária Deus proclama:

“Ide e escutai”.

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 LMC Carolina Fiúza

Curso de Missiologia – um presente de Deus (parte II)

Momento cultural no fim do dia 22

 (cont.)

Prosseguimos no dia 23 para o tema da Espiritualidade Missionária contando com a Dra. Teresa Messias como oradora. E o que é isto de Espiritualidade? Algo que não se reduz à vivência cristã, mas sim uma dinâmica de ser. Todos a temos enquanto seres animados de desejo de autotranscedência, de nos realizarmos, de sermos felizes. Falámos concretamente desta Espiritualidade Cristã que tem que ser sempre Missionária. Uma Espiritualidade que me liberta e que tem um sentido escatológico, ou seja, que não acaba. Citando a Dra. Teresa Messias nem no céu a experiência de Deus tem fim. E percebemos a Trindade como fonte de missão, na relação Eu-Cristo-O outro.

 

Missão não é somente fazer coisas; não é sair de um lugar; é ser pessoa; é uma possibilidade de ser vida e gerar vida no outro e na humanidade; é esvaziar-se, a kenosis de que São Paulo fala. (Dra. Teresa Messias)

 

Vimos este Deus Missão, um Deus que também se esvazia quando nos dá o seu Filho, um Deus Parentalidade, que não só é Pai, mas também Mãe, e só assim é fecundo. Um Deus que não só dá, mas que também acolhe o seu Filho, também recebe. E que isto tem tradução no meu ser missionário: quem só sabe dar, não sabe amar. É necessária esta capacidade de receber.

Assim, a Espiritualidade Missionária requer o Desinstalamento – esvaziar-me, “Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza “(2Co 8, 9) –, Confiança – na providência divina que apenas se obtém na oração, na escuta, na leitura dos sinais de Deus, “aspirai às coisas do alto e o resto ser-vos-á dado por acréscimo” (Col 3,1-4) – e Inculturação – descer a cada cultura para encontrar a novidade de Cristo.

Refletimos sobre a missão cristã, as suas potencialidades e dificuldades. Identificámos a necessidade de um êxodo contínuo, da descentralização da Igreja em si mesma – a Igreja não se prega a si, não se serve a si e não se orienta em si, mas sim voltada para Cristo. A Missão não é um fim em si mesma e uma igreja autorreferencial não é uma Igreja de Cristo. Terminámos o dia refletindo sobre qual a minha missão?, na sua dimensão pessoal, irrepetível, personalizante e carismática do seguimento de Jesus. E a resposta é um caminho processual: requer oração e escuta e só nelas percebo o que Deus vai querendo, o que é que Ele me vai propondo para cada dia.

Padre Adelino Ascenso

 

No dia 24 fomos presenteados pela sabedoria e tranquilidade das palavras do Padre Adelino Ascenso com uma abordagem artística sobre a Literatura e teologia: a ficção de Shūsaku Endō. Ficaria ali a ouvir as suas palavras durante dias: palavras sábias, fruto de uma experiência inimaginável no Japão, no contacto com o povo e com o profundo silêncio do Tibete onde o único som audível era o tiritar dos seus próprios dentes, tal não era o frio sentido. Começou por nos fazer uma abordagem da literatura japonesa e das suas tradições, uma cultura do escondimento, do silêncio, da harmonia, da tripla insensibilidade face à morte, por exemplo. Perspetivamos de forma histórica a chegada do Cristianismo ao Japão e é aqui que entra Shūsaku Endō com a sua obra literária de romances, entre os quais O silêncio. Endō lutou toda a sua vida com questões relacionadas com a sua fé, nomeadamente com forma de ser simultaneamente, japonês e cristão. Essa luta está patente nas suas obras com temas que podem contribuir para a elaboração de uma nova imagem de Cristo e do cristianismo no Japão. E desta forma ao longo do dia o Padre Adelino estabeleceu uma ponte entre a realidade do Cristianismo no Japão e o romance “O silêncio” (filme que tivemos oportunidade de ver no fim do dia), falando sobre a apostasia, o silêncio de Deus nos diversos momentos da vida e esta salvação dos apóstatas (e de todos os homens, independentemente das suas crenças). Dotado de uma capacidade artística de se exprimir, o Padre Adelino terminou com algumas palavras que o meu caderno gravou:

 

A igreja não possui Cristo. A Sua presença não se confina à Igreja embora seja nela que se aprende a entender a presença d’Ele fora dela.”

“Só se pode conhecer Deus através das suas feridas” (citação que parte da obra de Tomas Halik, O meu Deus é um Deus ferido)

“O silêncio não é a ausência de palavras, mas sim um murmúrio de Deus para além do silêncio”.

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(cont.)

LMC Carolina Fiúza

 

 

Curso de Missiologia – um presente de Deus (parte I)

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Um presente de Deus que nos permitiu mais e melhor olhar para a obra de Deus com grande graça! Um presente de Deus foi para mim este Curso de Missiologia onde pude participar entre os dias 21 e 26 de Agosto em Fátima, uma iniciativa dos responsáveis do Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG), com o apoio das Obras Missionárias Pontifícias (OMP). Nesta formação pude ver os oceanos a cruzarem-se e unirem-se num só ponto: da cadeira onde me sento para enriquecer a minha sabedoria e apaixonar-me mais por este ser de Cristo, vislumbro uma plateia de cerca de 60 participantes dos 4 continentes – Portugal, Itália, Filipinas, Colômbia, Brasil, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Angola, Moçambique, Congo, entre outros países. Uma semana em que as cores se misturaram e fundiram para aprender e partilhar este “Ser Missionário” nos dias de hoje. Comigo estavam em comunidade o Mário Breda, a Ana Raposo, a Maria José Martins e o Luís: e que rica foi também a nossa experiência quer como comunidade, quer na partilha com os restantes participantes.

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O Curso foi todo ele muito rico em termos de conteúdo. Começámos no dia 21 (segunda feira) por abordar A missão no Evangelho de São Mateus, com D. António Couto, Bispo de Lamego. E D. António Couto apresenta-nos o primeiro dos livros do Novo Testamento pelas suas ligações com o previamente escrito no Antigo Testamento. Apresenta-nos um Evangelho onde o Perdão é marca d’água: Mateus, um cobrador de impostos, abre-se a esta conversão a Jesus Cristo pelo perdão que Este concede a todo o Homem. E assim em todo o Evangelho de Mateus estão patentes 5 discursos (em analogia ao Pentateuco do Antigo Testamento): Discurso da Montanha, Missionário, das Parábolas, Eclesial e Escatológico. E destaco o discurso Missionário (Mt 10, 6-10): “de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10, 8). Graça – a figura maternal biblíca, o olhar (materno) que podemos ter sobre cada um. D. António apelou a que, como missionários, devemos ter esta “pausa e bemol na música da nossa vida para que saibamos deixar o Espirito Santo falar” e realçou a importância de sermos missionários “sempre abertos à surpresa e com a sensibilidade apurada”.

 

Os cristãos têm uma missão vital: "Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça». Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo(…). (in homilia do Papa Bento XVI, Porto, 14 de Maio 2010)

E pela história do Cristianismo ao longo dos séculos viajámos no dia 22; uma viagem com o Dr. José Eduardo Franco como guia – O Cristianismo e Globalização: Estado, Igreja e Missionação na época moderna e contemporânea. E pudemos perceber que a história não é passado, mas sim presente.  É ela que faz cada presente. E nesta viagem percebemos o papel do povo Português através das suas descobertas por mares nunca dantes navegados para a Missionação e Evangelização da Igreja Cristã; e mais: que esta missionação foi, ao longo dos tempos, construtora da globalização que atualmente atinge o seu auge. Nesta viagem visitámos a imagem de Deus e da Igreja desde o século I – um Deus territorial de Isaac e de Jacob, o homem age apenas mediante a vontade de Deus –, passando pela disseminação do Cristianismo pelos discípulos e por missionários que acompanhavam as viagens da época dos Descobrimentos e chegando, por fim, aos dias de hoje. E atualmente percebe-se que o Evangelho pede uma Missionação inculturada: um fazer-se grego com os gregos, romano com os romanos (São Paulo), aproveitando o Cristianismo aquilo que cada cultura tem de excelência. O Evangelho deve levar à humanização e, desta forma, o Missionário é o construtor de uma humanidade nova, que chega a todos pela via, não da imposição mas, da credibilidade.

(cont.)

 

LMC Carolina Fiúza

Curso de Missiologia

 Do dia 24 a 29 de Agosto de 2009, decorreu em Fátima o curso de Missiologia. Foi uma semana intensa de formação, que nos fez (re) pensar a actividade missionária da Igreja de hoje, à luz da transformação que foi sofrendo ao longo dos tempos e, do Concílio do Vaticano II.  

Este foi o segundo ano do ciclo bienal do curso de missiologia. Foram abordados os seguintes temas:
·          Na segunda-feira - A Evangelização na Época Moderna, orientado pelo Padre David Sampaio. Foi-nos dado a perceber a evolução e transformação que a Igreja tem sofrido e, a relação desta com a Missão. Deste dia realçamos a frase: “ Para a Missão é necessário convicção e levar como bagagem o coração”;
·         Na terça-feira, o formador Frei José Nunes “agitou as águas” ao falar da Evangelização e as Religiões: O ecumenismo e o diálogo inter-religioso. Fez uma abordagem ao ecumenismo, referindo a importância de se encontrar “ a unidade pela diversidade”. A unidade em Deus de todos os cristãos reconhecendo que a diversidade eclesial das diferentes Igrejas é uma riqueza. Fez ressaltar também a importância do diálogo Inter-religioso na medida em que Deus nos convida a todos a estar ao serviço do outro;
·          Na quarta-feira Dom António Couto mostrou-nos a figura de S.Paulo como Modelo Missionário. Um Missionário que diz: “ Fui agarrado por Cristo” (Fl 3,12) e dedica-se totalmente a segui-Lo. Deste dia, fica-nos o mote: “ Vós sois a carta de Cristo.” (2 Coríntios 3:3). O que diz a tua carta?
·         Na quinta-feira, o tema - A Mulher, discípula e apóstola: figuras de missionárias, foi abordado pela Irmã Maria José Bruno, que mostrou o papel da mulher na Igreja ao longo da história e desafiou a descobrir qual o papel da mulher no anúncio do Reino de Deus fora e dentro da Igreja, actualmente;
·          Na sexta-feira o Padre José Antunes conduziu-nos pelo Repensamento pós-conciliar da missão. Apresentou-nos o que mudou na Igreja, a forma como essas mudanças foram acontecendo e, o impacto que tiveram e têm na actividade Missionária da Igreja.
·         No sábado tivemos o testemunho missionário do Padre Jorge Amaro que partilhou connosco a sua experiência na Etiópia. Foi uma partilha bastante rica. Como não poderia deixar de ser o curso terminou com a celebração da eucaristia, que foi presidida pelo Padre Durães que procedeu à entrega dos diplomas, aos finalistas.
Esta semana de formação primou pela diversidade de temas abordados, de testemunhos missionários, união e comunhão entre todos os participantes, desde leigos a consagrados, todos unidos na Santíssima Trindade.
 
Márcia e Élia
Comunidade PI

 

 

 

Ecos do Curso de Espiritualidade Comboniana

No fim-de-semana de 15 a 17 de Junho alguns de nós (Emília, Bárbara, João, Anabela e Pedro) participamos no curso de espiritualidade missionária: À escuta do Espírito – horizontes e itinerários de S. Daniel Comboni seus filhos e filhas. Neste curso participaram, não só, os LMC, mas também muitos animadores missionários ou candidatos a tal de muitas paróquias espalhadas pelo país, desde Famalicão até Lisboa, passando por Viseu, Coimbra e Santarém.

 

Na sexta-feira fomos recebidos pela Comunidade da Maia, especialmente pelo Pe Claudino, anfitrião da casa e também um dos responsáveis pelo curso.

 

No sábado podemos participar em três palestras que, no fundo, resultaram também da vivência que cada uma das pessoas que as orientaram tem da espiritualidade missionária. A primeira temática foi abordada pela Adília Pascoal (Missionária Secular Comboniana) e disse respeito à mulher no espírito de Comboni na regeneração da África. Comboni, no seu tempo, foi um visionário. No Plano da Regeneração da África, Comboni apercebeu-se que precisaria das mulheres não só na retaguarda como beneméritas, principalmente na Europa, mas igualmente na linha da frente nos haréns dos muçulmanos onde a presença das mulheres era mais facilmente tolerado do que a dos homens.
Em seguida “nosso” Pedro (Leigo Missionário Comboniano) falou-nos do Catolicismo e do papel que os leigos têm na Igreja. O grande desafio lançado aos leigos foi o de se virarem para o exterior, pois a Igreja é mais do que quatro paredes. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34). Este é o grande ensinamento que nós enquanto Igreja, enquanto irmãos no sangue de Cristo devemos seguir. Os católicos estão unidos em Cristo, amam-se em Cristo, sofrem em Cristo, vivendo pelo Reino de Deus.
À tarde o Pe Claudino Ferreira (Missionário Comboniano) mostrou-nos uma facete, para alguns desconhecida, de Comboni. O título da problemática apresentada foi a animação missionária global de S. Daniel Comboni na Igreja e na Sociedade – itinerários para hoje. Evangelização e animação têm uma profunda incidência no carisma de Comboni, ele demonstra grande ânimo nesta sua missão: “só disponho de uma vida para a salvação daquelas almas, quisera ter 1000 vidas para as consumir neste fim”. A missão para Comboni faz-se em conjunto, ele descreve-a como “um pequeno cenáculo de apóstolos para a África, um ponto luminoso que envia ao centro da Nigrícia tantos raios quantos são os zelosos e virtuosos missionários que dele saem”.
O dia de trabalho terminou com uma vigília onde rezamos pelos cristãos perseguidos na Ásia, para que o Espírito Santo continue a brilhar por aquelas paragens, ainda que essa luz tente ser, constantemente, ofuscada.

No domingo começamos com os Cenáculos de Oração Missionária e o seu papel nas paróquias. O Pe Claudino explicou a todos os presentes a importância da existência destes pequenos cenáculos. A missão só é possível através de uma identificação crescente com a missão de Jesus, não é só preciso conhecê-las mas, igualmente, implicar-se nessa missão. O grande objectivo destes cenáculos é que os paroquianos animem missionariamente outros paroquianos. João P. II à data da beatificação de Comboni fala da importância de “continuar a difundir esta válida iniciativa pastoral nas paróquias para dar vigor à consciência missionária de todos os baptizados”. 

Em seguida o Pe Tavares (Missionário Comboniano) falou-nos de Antonio Roveggio – sucessor de Comboni na missão da África Central. Depois da morte prematura de Comboni o Instituto ficou “sem pai”, ninguém sabia como dar continuidade ao trabalho iniciado por Comboni. O Pe Tavares explicou-nos os grandes problemas que houve para manter vivo o ideal missionário do trabalho começado por Comboni, tendo sido os Jesuítas que alguns anos depois da sua morte assumiram o Instituto em Verona, no entanto, alguns missionários que sobreviveram a Comboni e se encontravam no Egipto não estivessem de acordo com as novas “regras” do Instituto. A juntar a tal facto a mahadia (revolta de extremistas islâmicos no Sudão) levou ao encerramento da missão no Sudão, fazendo reféns vários missionários e missionárias obrigados à conversão, pois não interessava aos extremistas criar mártires do cristianismo, por isso, estes missionários estiveram à mercê das suas atrocidades durante 17 anos. Foi neste contexto difícil que Antonio Roveggio tentou manter vivo o legado de Comboni.
Ainda antes do almoço a Irmã Dorinda (Missionaria Comboniana) deu-nos o seu testemunho, enquanto missionária no Sul do Sudão. As populações desta região vivem numa pobreza extrema: é um território onde não há nada e tudo é preciso. Ela deu-nos um exemplo, bastante, ilustrativo da vivência sudanesa do catolicismo… O catequista Paulo Shalo, durante os 21 anos de guerra manteve viva a presença de Deus, habilitando-se com isso a ser perseguido diariamente pelos extremistas islâmicos, Graças a Deus resistiu e continua o seu importante papel de evangelização nos Montes Nuba.

Não pensem, no entanto, que apesar de o fim-de-semana ter sido de trabalho intenso não houve tempo para o convívio entre todos os participantes no encontro. Foram também organizados plenários de discussão realizados nas diferentes tribos africanas (à boa maneira missionária!) em que fomos divididos… Bem como momentos de profunda oração.

 

Este encontro serviu para alimentar o nosso espírito católico e missionário, abrindo-nos horizontes sobre qual o caminho a seguir na vida e no mundo: amar.

 

Bárbara Cunha

Ecos do curso de espiritualidade missionária comboniana

Nos dias 24 a 26 de Junho sete dos LMC participaram no curso de Espiritualidade Comboniana realizado na Maia, Porto. Pedimos que um deles partilhasse connosco como viu e viveu este curso. A Milú aceitou o convite e aqui deixamos a sua reflexão. Um muito e grande obrigado a ela pela partilha.

 

ESPIRITUALIDADE COMBONIANA

 

"A inspiração de Daniel Comboni vem do alto e ele deixa-se moldar, envolver, transformar por Aquele Jesus que contempla, fazendo a sua vontade que se torna tão clara e se concretiza no seu amor e entrega à sua tão querida África. Foi assim, numa atitude de reflexão e contemplação à maneira de Comboni que alguns LMC participaram no Curso de Espiritualidade Comboniana, juntamente com representantes da família Comboniana ligados às várias casas espalhadas pelo país. Com o Pe. Joaquim Valente percorremos os caminhos de Comboni integrando a sua vocação e missão na história do seu tempo em que a igreja se encontrava ainda tão fechada e de costas voltadas ao que de novo surgia no mundo; analisamos a riqueza e profundidade das suas cartas que relatam as suas viagens, as “suas lutas” para que a igreja se abra ao mundo e acolha a África como a pérola negra que completa o seu diadema. Reflectimos sobre as verdades defendidas por D. Comboni que continuam tão actuais pois a hora da salvação da África é também hoje e os africanos têm muito para dar ao mundo e à Igreja. Por isso foi tão enriquecedora, a presença da Luísa, uma africana de Cabo Verde que está há já alguns anos a viver em Lisboa e que connosco partilhou um pouco da sua vida. Na sua forma simples de falar ela foi-nos contando como vive e partilha a sua vida oferecendo aos outros o melhor de si, construindo já neste mundo o Reino dos Céus. Daniel Comboni convidou os missionários do seu tempo e convida os “seus missionários” de hoje, a olharem o mundo com os olhos de Jesus Cristo que deve ser a sua principal força para que a sua entrega seja sempre com Ele e em nome d`Ele sejam quais forem as dificuldades e fadigas porque para os que amam a Deus, o suor e as lágrimas com que regam as suas obras serão de alegria e satisfação ( D.Comboni)."

Maria de Lurdes Maravilha (Milú), LMC

 

Curso de Espiritualidade Comboniana

Para as pessoas do movimento LMC inscritas no Curso de Espiritualidade Comboniana, não esquecer a data do início do Curso que é 24 de Junho à noite (com o Jantar).


O local do encontro será na nossa casa da Maia (Missionários Combonianos), escolhido por ter maior capacidade de quartos para o acolhimento dos participantes. Mas mesmo assim este Curso está sujeito a um limitado número de participantes.


A orientação do encontro está a cargo do P. Joaquim Valente, que será coadjuvado pelo P. Alfredo Neres, Irmã Maria do Carmo, Dr. Valente e D. Ana, Helena e Adília.


Agradecemos, às pessoas do movimento LMC que estão inscritas neste Curso, que confirme (ou melhor que reconfirme) a sua participação e se estará presente para o jantar de Sexta-feira à noite ou não, para o endereço dos Leigos Missionários Combonianos: lmc@combonianos.pt


O Curso termina na tarde de Domingo dia 26 de Junho onde todos os que já participaram nos Cursos anteriores, em Coimbra (2002), na Maia (2003) ou em Fátima (2004), são fortemente convidados a participar. Com a presença destes nossos amigos e amigas poderemos viver um dia verdadeiramente cheio de muita alegria missionária.


Este Curso de Espiritualidade Comboniana é organizado pelos três Institutos Missionários Combonianos (Irmãs Combonianas, Missionárias Seculares, Missionários Combonianos) e pelos Leigos Missionários Combonianos.


O Tema de este ano é: “Postulatum e carta aos Bispos do Vaticano I: Comboni Evangelizador (na Europa e na África)”.