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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

A nossa casa - Notícias das LMC Paula e Neuza

Chegar à missão é chegar a casa. Não a que nos viu crescer, outra que agora nos acolhe, onde agora dormimos, crescemos e amamos. Chegar à missão é chegar ao povo. Não o que nos viu nascer, outro que nos recebe de braços abertos como se fossemos filhas que tornaram a casa. Chegar à missão é abraçar outro povo. Não aquele que nos viu nascer mas aquele que de braços abertos se predispõe a crescer connosco. Cada pessoa é mundo e tem mundo para nos contar. Em cada pessoa encontramos Deus e é esse Deus e esse mundo que hoje pretendemos mostrar-vos. É nesta paisagem que todos os dias acordamos na confiança e adormecemos no agradecimento. Nesta missão que não é só nossa mas de todos, queremos que percorram cada dia e cada história connosco.

 

LMC's Paula e Neuza

 

 

Notícias da Liliana e do Flávio - missão de Piquiá

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Fui visitar uma mina a céu aberto, a maior mina do mundo de extração de ferro situada na serra de Carajás. Quando cheguei fiquei impressionada com a sua grandeza, coloquei um olhar técnico sobre aquela exploração e pensei: em tempos daria tudo para trabalhar num local como este... Depois olhei a realidade daquele espaço e senti uma dor muito grande, lembrei-me de todos aqueles que são afetados pelos impactos por ela provocados ao longo de centenas de quilómetros. Não foi por acaso que viajámos uma noite inteira para visitar esta mina: é que entre a Serra de Carajás e o Porto de São Luís está o Piquiá.

 

 

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E no Piquiá, missão onde nos encontramos, sentimos bem de perto os impactos sócio-ambientais por ela causados. O material extraído nesse local é transportado de comboio para o Piquiá para ser trabalhado nas várias siderúrgicas aqui instaladas e depois encaminhado novamente de comboio para o porto de São Luís de onde sai para diferentes destinos do mundo.

Piquiá é um bairro da periferia de Açailândia, MA, e divide-se em Piquiá de Cima, onde nós vivemos, e Piquiá de Baixo, onde as siderúrgicas estão instaladas nos quintais das casas.

Os habitantes de Piquiá de Baixo sofrem diariamente com a poluição proveniente destas indústrias. Com a chegada do Verão a poluição está a aumentar e todos os dias é possível ver nuvens negras a sair das chaminés sem qualquer tipo de controlo de emissões e sem qualquer tipo de fiscalização por parte do governo. É impressionante a quantidade de pó de ferro que anda no ar, e o incômodo que provoca no nosso bem estar e saúde. Nas visitas que fiz às famílias de Piquiá de Baixo, não pude ficar indiferente às histórias de vida e sofrimento vividas por esta comunidade devido à poluição e ao impacto ambiental destrutivo provocado neste que era um pequeno paraíso.

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Ao longo dos anos as lutas têm sido muitas, a população juntou-se para lutar pelo que é seu de direito, um ambiente saudável e limpo para viver e, pouco a pouco, tem feito as suas conquistas nesta luta contra gigantes por uma moradia digna. Neste momento já tem um terreno e um projeto para a construção de um novo bairro, o Piquiá da Conquista, distante do foco da poluição. Agora o maior entrave é a burocracia, mas a esperança continua viva...

Piquiá de Baixo, reassentamento já!

 

LMC Liliana Ferreira

Primeiros dias da LMC Marisa em Moçambique (parte III)

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Quinta feira, 17 de agosto de 2017

Esta manhã fui pela primeira vez ao bairro, à comunidade. No caminho de regresso o meu coração vinha cheio de alegria. Brinquei com as crianças. Àquelas que me falavam em macua, não consegui compreender o que me diziam. Assim como elas não me compreendiam também. Mas rimos e brincamos, e com esta alegria de sermos crianças conseguimos assegurar afetivamente alguma comunicação não verbal. Com as crianças, até agora, pelo menos, tem funcionado…

Ao passar na entrada da escola, à conversa com Sérgio estava uma senhora. Cumprimentamo-nos:

- Salama! Ihàli?

- Salama! Khinyuwo?

E não deu para mais. Se não contasse com a ajuda de Sérgio, não teria percebido o que a senhora me tentava comunicar. Por um lado, sentia-me agradecida: pela senhora que, mesmo compreendendo que eu precisava de tradução sistemática, não desistiu de falar comigo e de me contar como estava a família e saúde; pela pessoa que me acompanhou e traduziu pacientemente a conversa. Por outro lado, sentia-me envergonhada por não conseguir alcançar o que me estava a ser dito (não só ali, naquele bocadinho, mas durante toda a manhã, e noutros momentos singulares durante a semana, exemplarmente, na eucaristia de Domingo que fora celebrada em língua Macua).

“Depender de traduções exige paciência e humildade… ajoelha-te Marisa, faz-te pequena e sente-te grata”, consolei-me. 

-- -- -- --

Voltei a casa. Estava a arrumar umas coisas quando ouço uma voz jovem:

- Hoti? (Dá licença?)

- Hotìni (faça favor), respondi.

Abri a porta e uma jovem esperava-me com um sorriso. “Oh, bolas! Estou sozinha em casa… se me vem pedir ajuda para o que quer que seja, eu não sei como lhe responder porque ainda não conheço nada…”, pensava enquanto saía...

- Sou Ancha, ouviste falar de mim? Vim me apresentar e dar as boas vindas…

Lá conversamos durante um bocado. «Tempo» … as pessoas aqui conversam e “gastam” tempo uns com os outros - desinteressadamente. Aquele preliminar foi mais uma lição. Aprende, Marisa.

À despedida disse-me qualquer coisa em macua. Não compreendi nem consegui devolver-lhe uma resposta. “Tenho que aprender qualquer coisa de macua… é o mínimo que sinto que posso fazer, para já, como reconhecimento a tamanha hospitalidade do povo…”, disse para mim mesma ao entrar em casa.

Ainda assim… apesar do desconforto que podemos sentir quando não sabemos alguma coisa, não saber «nada» também traz alguma saúde interior e criatividade.

Arequipa, siempre Arequipa

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Encontramo-nos no passado fim-de-semana com a nossa comunidade LMC de Granada para avaliar este ano e programar o ano seguinte. Foi um tempo de descanso, de encontro e de convivência. Pudémos também encontramo-nos de novo com Paula e Neuza, LMC Portuguesas que se encontram em Granada na sua preparação imediata antes de partir para missão. Irão em Agosto para Arequipa, onde estivemos e onde temos o nosso coração.

Paula e Neuza além de aprenderem espanhol (que o falam maravilhosamente bem), estão a conhecer a realidade de Peru e da missão. Encontraram-se com Felix e Antonia, LMC de Barcelona que estiveram vários anos em Huánuco, na serra andina e com Isabel e Gonzalo, os nossos companheiros de missão em Arequipa.

Para nós falar com elas sobre Peru, contar-lhes a nossa experiência, mostrar-lhes fotografias, relembrar tantas pessoas e lugares, tem sido maravilhoso. Falar de Peru e de Arequipa é sempre maravilhoso. Elas vão para Arequipa e, de certo modo, nós também vamos com elas. Oxalá pudéssemos acompanhá-las em carne e osso, mas nós sentimo-nos unidos na missão e na certeza de que somos uma só família.

Estamos certos que este tempo que entregam ao serviço direto do próximo de quem mais necessita vai ser um tempo de alegria. Estamos certos que as vão acolher com tanto carinho como fizeram connosco e que elas vão derramar muito amor e muita entrega. Porque Arequipa quando se mete no coração é para sempre.

 

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(retirado de Remaradentro e traduzido por Paula Ascensão)

 

 

Partilha da vida e de saberes

IMG_20170413_144317[1].jpgO que tem em comum uma senhora russa, com mais de 70 anos, com curso superior e uma senhora da Guiné-Bissau, com cerca de 50 anos, sem nenhuma escolaridade? Ambas encontram-se em Portugal, vivem num bairro periférico da grande Lisboa e desejam aprender o português.

E é na Quinta das Mós, num espaço cedido pela Câmara Municipal para uso da Paróquia de Camarate, a partir desta necessidade bem concreta de duas pessoas, que nasce o projeto de alfabetização de adultos.

Baseado no método de Paulo Freire, adaptando-o para esta realidade específica, iniciámos as aulas nas tardes. Os níveis de aprendizagem e as necessidades são bem diferentes. Porém, neste método que busca a aprendizagem a partir da realidade, e leva a pessoa a lançar um olhar crítico sobre si mesma, possibilita essa interação, e mais do que isso, a solidariedade entre as envolvidas.

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Aos poucos outras pessoas vão agregando-se ao grupo, e abre-se uma nova turma de manhã, pois algumas das interessadas trabalham à tarde. O movimento é constante. Há abandonos por questões de trabalho, de saúde, de casa.

As duas turmas são formadas por mulheres. Um grupo acaba, persistem três. As duas do início e uma outra rapariga, mais jovem, que estudou somente até à 2ª classe.

As aulas são mais do que letras e palavras. São conversas, partilha de dificuldades, apoios e encaminhamentos para tratar documentos, encontrar casa para arrendar, traduzir conversas, esclarecer dúvidas do quotidiano, melhorar as pronúncias... Uma precisa sair de onde está, pois vive de favor e já não dá! A outra tem um quarto para lhe arrendar; uma quer aprender costura, a outra sabe e dispõe-se a ensinar; uma recebe alimentos, partilha com a outra que está sem receber vencimento... E assim seguimos, partilhando a vida e os saberes, promovendo a aprenzidagem e a valorização da pessoa, a partilha e a solidariedade! "Salvar África com África"!

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LMC Flávio Schmidt

Animação Missionária - São Mamede Infesta

20170611_180819[234].jpgFoi no passado fim de semana, dia 11 de Junho, que decorreu a nossa animação missionária na Igreja Paroquial de S. Mamede Infesta, concelho de Matosinhos. O dia apresentou-se bem soalheiro e pelas 10h começamos o programa. Confesso que me sentia um pouco apreensiva em virtude de 70% dos paroquianos terem uma idade já avançada. Será que as palavras do Carlos e da Sandra fariam eco nestes corações? Mas o Senhor toca todos e na realidade , entre as mais duas celebrações em que estivémos presentes e o terço missionário que pudemos rezar, o saldo foi muito positivo. 

 

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A missa das 19h foi celebrada pelo Padre Dário, que deu um cunho diferente às habituais celebrações.

Identificar-me perante a minha comunidade paroquiana, como fazendo parte da Familia Comboniana deixou-me feliz. É a sensação de me encontrar no caminho certo, no caminho que o Senhor me indicou.

Obrigada Familia Comboniana por me terem recebido no Vosso seio com tanto carinho e amor fraternal.

 

 

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Maria José Martins

 

 

Lágrimas

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As lágrimas que choramos e as que ficam petrificadas no olhar seguro de Ti, seguro em Ti.

São minhas. São tuas. São nossas. É a humanidade na sua essência e à flor da pele. Pequenas partículas de um amor que suporta, em tudo crê, e em tudo vêem gestos reveladores de Deus. São metáforas de sorrisos que se olham nos olhos, fazem parte real do que somos e do que trazemos em nós de mais belo, de mais frágil, de mais verdadeiro… São essência, são expressão feliz de que, fruto de um Amor transcendente aceitamos, vivemos e somos apenas o que levamos dentro.

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É alma a transbordar de sentimento. São momentos, são pessoas e lugares que nos fizeram casa no coração. É o corpo a preparar-se, a tomar asas para voar quando os pés não bastarem. Lágrimas, lágrimas são também o abraço ao irmão que podemos ser nós. É olhar a miséria, a guerra, as tragédias e sentindo a dor de Deus, ser as suas lágrimas. Lágrimas fazem caminho.

São pureza, uma mística vivida de um amor em comunidade. Um amor que se deixa revelar e em tudo se reveste de silêncios e espaços de liberdade. Que em tudo se ampara e dá sentido. Porta aberta para o outro. Gotas de mútua compreensão de amargura, de esperança multiplicadas por quatro. São encontros de almas, abraços ao coração. São bilhetes de ida ao coração do outro, aos seus mundos indizíveis e invisíveis. São tantas vezes o toque de Deus. É Deus que nos purifica, nos faz missionários e nos prepara para a missão.

São fruto da experiência do simples viver e da entrega diária a Deus. Fazem parte do risco e em tudo moldam os nossos passos. Em tudo fazem parte de duas vidas entregues nos braços de Deus.

São lágrimas.

Serão sempre lágrimas…

(lágrimas de Deus)

 

LMC'S​ Neuza Francisco e Paula Ascenção

Ecos dos Encontros de Setembro e Outubro

Encontro de Setembro
 

O novo ano de formação teve início no fim-de-semana de 12 e 13 de Setembro. Foi bom reencontrar amigos (infelizmente nem todos conseguiram estar presentes) e dar as boas vindas à Graciete e ao Carlos, os nossos mais recentes companheiros de caminhada.

O tema deste primeiro encontro foi Jesus Cristo e o Reino, onde debatemos conteúdos como: o Reino de Deus e a Missão, O Reino de Deus e a Igreja e ainda a conferência do Pe. Carlos Carneiro sobre a Vida.

Em síntese:

- A missão é de Deus Pai que se realiza no Filho pelo Espírito Santo, o que faz de nós missionários por participação;

- Para viver em missão, mais importante que o FAZER é o SER, pois é fundamental que nos conheçamos bem, que nos aceitemos na nossa totalidade, só assim conseguimos ter uma relação mais próxima com Deus e com os outros. Como nos diz o Pe. Carlos Carneiro na sua conferência: “Ninguém pode viver fora de si… quanto mais perto de Deus mais perto de cada um de nós.”

- A Igreja é um meio ao serviço do Reino que tem como missão: difundir a Palavra de Deus, anunciar o Reino de Deus e fomentar a força da actividade missionária.

Ninguém melhor para definir o Reino de Deus que Jesus Cristo, foi o que fez nas Suas parábolas: Mc.4,26 - O Reino de Deus é como uma semente; Lc.14, 21 - O Reino de Deus é como o fermento; Mt.13, 44 - O Reino de Deus é como um tesouro escondido. O Reino de Deus é comparado a coisas pequenas e que nos podem parecer insignificantes, mas que nos conseguem surpreender de forma positiva e maravilhosa. 

 

Liliana
 

 

Encontro de Outubro

 

Mais um encontro se realizou no fim-de-semana de 17 e 18 de Outubro, que teve como tema a Assertividade. Neste novo encontro juntou-se ao grupo mais um elemento, a Sofia, que vem da zona do Porto (Vila do Conde).

No dia 17, começamos por partilhar um momento bonito que nos aconteceu nos últimos tempos, passando depois para a definição de assertividade, que não é mais que um “acto de defender os direitos pessoais e exprimir pensamentos, sentimentos e convicções de forma apropriada, directa e honesta, de modo a não violar os direitos dos outros” em suma significa afirmar-se.

Como nos diz S. Mateus no seu evangelho “Seja este o vosso modo de falar: sim, sim, não, não.” (Mt.5, 37). É essencial cultivar a simplicidade no modo de falar. Para nós cristãos é importante que tenhamos coragem de uma auto-avaliação na oração a Jesus Cristo, sobre o modo como nos afirmarmos perante os outros e nós próprios de modo a crescer no amor e na humildade.

A assertividade pode não ser uma característica inata ou um traço de personalidade que alguns de nós possuem e outros não, mas é uma aptidão que pode ser aprendida e trabalhada ao longo da vida.

Ser assertivo é ser empático e torna-nos mais feliz. E é algo que devemos procurar, por mais difícil que possa parecer, apenas temos de ser persistentes e sempre nós próprios.

Um aspecto que é importante ter em conta é que ninguém é 100% asserti vo com todas as pessoas e em todas as situações.

 

 

Depois da discussão sobre a temática dedicámo-nos à preparação da Festa Missionária da Casa de Coimbra e ao já tradicional jogo da canastra. Após do jantar participamos na Vigília Missionária na Sé Nova de Coimbra, presidida pelo Bispo de Coimbra D. Albino Cleto. E no dia 18 tivemos a Festa Missionária.

 

Sandrina e Liliana

 

 

 


 

Eco(s) do encontro de Julho

Os futuros LMC rumaram a Coimbra, dias 18 e 19 de Julho, para os últimos momentos de formação deste ano Pastoral.
 Findo o primeiro ano de formação para a maioria e o fim do segundo para a Márcia, foi tempo de fazer o balanço do ano e reflectir um pouco sobre o rumo de cada um. Tempo, também, para preparar a vinda dos nossos familiares no dia 19, a peregrinação a Fátima no próximo sábado dia 25 de Julho e o encontro em Granada de 3 a 9 de Agosto. Apesar de algum trabalho não poderiam faltar, claro, os nossos momentos de convívio onde é imprescindível o “jogo da canastra”, as nossas brincadeiras e sempre tempo para “dois dedos” de conversa.
Sábado, 18 de Julho, foi um dia importante para a Márcia, que festejou o seu aniversário e nos presenteou com um delicioso bolo de chocolate.
 
 19 de Julho, recebemos carinhosamente todos os nossos familiares, alguns LMC e alguns colaboradores dos LMC, que nos alegraram com a sua simpática presença! Vimos em conjunto um filme sobre S. Daniel Comboni, a Lucília partilhou connosco a sua experiência de missão. Seguiu-se a celebração da Eucaristia com a participação de todos, onde a Márcia manifestou perante todos a sua vontade em partir para a República Centro Africana. Após confortar e alimentar a alma, fomos saciar as “barriguinhas” num almoço onde convivemos e trocamos agradáveis experiências.
Concluiu-se um ano pastoral de uma forma muito agradável, que deixa um “bichinho” que anseia por novos episódios dos LMC e formandos que partilharemos aqui.
Verónica

 

Eco(s) do encontro de Maio

Manejo de Sentimentos – Festa Missionária da Casa de Coimbra
 
No fim-de-semana de 16 e 17 de Maio, tivemos mais um encontro em Coimbra, cujo tema foi “Manejo de Sentimentos”. Desta vez com menos tempo para dedicar à temática, já que no domingo tivemos a Festa Missionária da Casa de Coimbra, mas foi o suficiente para nos mostrar a sua pertinência na formação.
Abordamos conteúdos como: o Amor e a sua importância; definição e distinção de diálogo e discussão; a importância do diálogo; definição de sentimentos e a sua origem; motivos que nos levam a reprimir os sentimentos; como gerir e aceitar os nossos sentimentos.
Para mim foi bastante interessante, como que a continuação do encontro anterior “Eneagrama” onde deparámos com um processo de auto-conhecimento muito gratificante e onde foram gerados sentimentos, nem todos fáceis de entender e assumir, o que acontece na nossa vida diária mas não tão intensamente.
Neste fim-de-semana foram-nos dadas ferramentas para ajudar a gerir e entender melhor os sentimentos e a forma como reagimos a cada um deles, pois cada sentimento é uma revelação do que temos dentro de nós e só temos a aprender com eles. É necessário entender que, não existem sentimentos maus nem bons, a forma como reagimos a cada um deles é que pode ser positiva ou negativa, e ninguém nos pode provocar sentimentos, apenas estimular ou despertar os que temos latentes ou adormecidos dentro de nós.
No final foi-nos entregue um texto – O Convite – que termina da seguinte forma e sobre o qual vale a pena reflectir: “Quero saber se consegues estar só contigo mesmo e se verdadeiramente gostas da companhia que te fazes nos momentos vazios.” (Oriah Mountain Dreamer)
 
No Domingo tivemos a Festa Missionária da Casa de Coimbra que iniciou com o testemunho apaixonante do Pe. José Júlio que chegou em Novembro de Moçambique. Seguiu-se a celebração da Eucaristia, presidida pelo Pe. Joaquim que foi bastante emotiva pela sua despedida, já que irá partir em breve para a sua missão do coração, na Zâmbia. Na Eucaristia foi-nos transmitido que a comunidade de Coimbra é de momento de 5 elementos: Pe. Paulo Emanuel, Pe. Joaquim, Pe. Germano, Pe. Boaventura e o Irmão Francisco.
Depois do almoço partilhado tivemos uma tarde de convívio onde os colaboradores foram convidados a mostrar os seus talentos, e talentos não faltaram: fados, cantigas populares portuguesas e brasileiras, anedotas, e até nós participámos com uma pequena representação da história tradicional “O Velho, o Rapaz e o Burro”. Depois de toda esta animação nada melhor que um momento de reflexão para finalizar, e foi o que se seguiu, com uma bela oração inspirada em S. Paulo.
E é com S. Paulo que vos deixo.
1 Coríntios 13, 1-13
 
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
3 Ainda que eu reparta todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
4 O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
5 nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
6 Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
9 Pois o nosso conhecimento é imperfeito,
e imperfeita é também a nossa profecia.
10 Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era criança,
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
12 Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
13 Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança, o amor;
mas a maior de todas é o amor.
 
Liliana