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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Arequipa, siempre Arequipa

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Encontramo-nos no passado fim-de-semana com a nossa comunidade LMC de Granada para avaliar este ano e programar o ano seguinte. Foi um tempo de descanso, de encontro e de convivência. Pudémos também encontramo-nos de novo com Paula e Neuza, LMC Portuguesas que se encontram em Granada na sua preparação imediata antes de partir para missão. Irão em Agosto para Arequipa, onde estivemos e onde temos o nosso coração.

Paula e Neuza além de aprenderem espanhol (que o falam maravilhosamente bem), estão a conhecer a realidade de Peru e da missão. Encontraram-se com Felix e Antonia, LMC de Barcelona que estiveram vários anos em Huánuco, na serra andina e com Isabel e Gonzalo, os nossos companheiros de missão em Arequipa.

Para nós falar com elas sobre Peru, contar-lhes a nossa experiência, mostrar-lhes fotografias, relembrar tantas pessoas e lugares, tem sido maravilhoso. Falar de Peru e de Arequipa é sempre maravilhoso. Elas vão para Arequipa e, de certo modo, nós também vamos com elas. Oxalá pudéssemos acompanhá-las em carne e osso, mas nós sentimo-nos unidos na missão e na certeza de que somos uma só família.

Estamos certos que este tempo que entregam ao serviço direto do próximo de quem mais necessita vai ser um tempo de alegria. Estamos certos que as vão acolher com tanto carinho como fizeram connosco e que elas vão derramar muito amor e muita entrega. Porque Arequipa quando se mete no coração é para sempre.

 

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(retirado de Remaradentro e traduzido por Paula Ascensão)

 

 

Partilha da vida e de saberes

IMG_20170413_144317[1].jpgO que tem em comum uma senhora russa, com mais de 70 anos, com curso superior e uma senhora da Guiné-Bissau, com cerca de 50 anos, sem nenhuma escolaridade? Ambas encontram-se em Portugal, vivem num bairro periférico da grande Lisboa e desejam aprender o português.

E é na Quinta das Mós, num espaço cedido pela Câmara Municipal para uso da Paróquia de Camarate, a partir desta necessidade bem concreta de duas pessoas, que nasce o projeto de alfabetização de adultos.

Baseado no método de Paulo Freire, adaptando-o para esta realidade específica, iniciámos as aulas nas tardes. Os níveis de aprendizagem e as necessidades são bem diferentes. Porém, neste método que busca a aprendizagem a partir da realidade, e leva a pessoa a lançar um olhar crítico sobre si mesma, possibilita essa interação, e mais do que isso, a solidariedade entre as envolvidas.

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Aos poucos outras pessoas vão agregando-se ao grupo, e abre-se uma nova turma de manhã, pois algumas das interessadas trabalham à tarde. O movimento é constante. Há abandonos por questões de trabalho, de saúde, de casa.

As duas turmas são formadas por mulheres. Um grupo acaba, persistem três. As duas do início e uma outra rapariga, mais jovem, que estudou somente até à 2ª classe.

As aulas são mais do que letras e palavras. São conversas, partilha de dificuldades, apoios e encaminhamentos para tratar documentos, encontrar casa para arrendar, traduzir conversas, esclarecer dúvidas do quotidiano, melhorar as pronúncias... Uma precisa sair de onde está, pois vive de favor e já não dá! A outra tem um quarto para lhe arrendar; uma quer aprender costura, a outra sabe e dispõe-se a ensinar; uma recebe alimentos, partilha com a outra que está sem receber vencimento... E assim seguimos, partilhando a vida e os saberes, promovendo a aprenzidagem e a valorização da pessoa, a partilha e a solidariedade! "Salvar África com África"!

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LMC Flávio Schmidt

Animação Missionária - São Mamede Infesta

20170611_180819[234].jpgFoi no passado fim de semana, dia 11 de Junho, que decorreu a nossa animação missionária na Igreja Paroquial de S. Mamede Infesta, concelho de Matosinhos. O dia apresentou-se bem soalheiro e pelas 10h começamos o programa. Confesso que me sentia um pouco apreensiva em virtude de 70% dos paroquianos terem uma idade já avançada. Será que as palavras do Carlos e da Sandra fariam eco nestes corações? Mas o Senhor toca todos e na realidade , entre as mais duas celebrações em que estivémos presentes e o terço missionário que pudemos rezar, o saldo foi muito positivo. 

 

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A missa das 19h foi celebrada pelo Padre Dário, que deu um cunho diferente às habituais celebrações.

Identificar-me perante a minha comunidade paroquiana, como fazendo parte da Familia Comboniana deixou-me feliz. É a sensação de me encontrar no caminho certo, no caminho que o Senhor me indicou.

Obrigada Familia Comboniana por me terem recebido no Vosso seio com tanto carinho e amor fraternal.

 

 

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Maria José Martins

 

 

Lágrimas

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As lágrimas que choramos e as que ficam petrificadas no olhar seguro de Ti, seguro em Ti.

São minhas. São tuas. São nossas. É a humanidade na sua essência e à flor da pele. Pequenas partículas de um amor que suporta, em tudo crê, e em tudo vêem gestos reveladores de Deus. São metáforas de sorrisos que se olham nos olhos, fazem parte real do que somos e do que trazemos em nós de mais belo, de mais frágil, de mais verdadeiro… São essência, são expressão feliz de que, fruto de um Amor transcendente aceitamos, vivemos e somos apenas o que levamos dentro.

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É alma a transbordar de sentimento. São momentos, são pessoas e lugares que nos fizeram casa no coração. É o corpo a preparar-se, a tomar asas para voar quando os pés não bastarem. Lágrimas, lágrimas são também o abraço ao irmão que podemos ser nós. É olhar a miséria, a guerra, as tragédias e sentindo a dor de Deus, ser as suas lágrimas. Lágrimas fazem caminho.

São pureza, uma mística vivida de um amor em comunidade. Um amor que se deixa revelar e em tudo se reveste de silêncios e espaços de liberdade. Que em tudo se ampara e dá sentido. Porta aberta para o outro. Gotas de mútua compreensão de amargura, de esperança multiplicadas por quatro. São encontros de almas, abraços ao coração. São bilhetes de ida ao coração do outro, aos seus mundos indizíveis e invisíveis. São tantas vezes o toque de Deus. É Deus que nos purifica, nos faz missionários e nos prepara para a missão.

São fruto da experiência do simples viver e da entrega diária a Deus. Fazem parte do risco e em tudo moldam os nossos passos. Em tudo fazem parte de duas vidas entregues nos braços de Deus.

São lágrimas.

Serão sempre lágrimas…

(lágrimas de Deus)

 

LMC'S​ Neuza Francisco e Paula Ascenção

Ecos dos Encontros de Setembro e Outubro

Encontro de Setembro
 

O novo ano de formação teve início no fim-de-semana de 12 e 13 de Setembro. Foi bom reencontrar amigos (infelizmente nem todos conseguiram estar presentes) e dar as boas vindas à Graciete e ao Carlos, os nossos mais recentes companheiros de caminhada.

O tema deste primeiro encontro foi Jesus Cristo e o Reino, onde debatemos conteúdos como: o Reino de Deus e a Missão, O Reino de Deus e a Igreja e ainda a conferência do Pe. Carlos Carneiro sobre a Vida.

Em síntese:

- A missão é de Deus Pai que se realiza no Filho pelo Espírito Santo, o que faz de nós missionários por participação;

- Para viver em missão, mais importante que o FAZER é o SER, pois é fundamental que nos conheçamos bem, que nos aceitemos na nossa totalidade, só assim conseguimos ter uma relação mais próxima com Deus e com os outros. Como nos diz o Pe. Carlos Carneiro na sua conferência: “Ninguém pode viver fora de si… quanto mais perto de Deus mais perto de cada um de nós.”

- A Igreja é um meio ao serviço do Reino que tem como missão: difundir a Palavra de Deus, anunciar o Reino de Deus e fomentar a força da actividade missionária.

Ninguém melhor para definir o Reino de Deus que Jesus Cristo, foi o que fez nas Suas parábolas: Mc.4,26 - O Reino de Deus é como uma semente; Lc.14, 21 - O Reino de Deus é como o fermento; Mt.13, 44 - O Reino de Deus é como um tesouro escondido. O Reino de Deus é comparado a coisas pequenas e que nos podem parecer insignificantes, mas que nos conseguem surpreender de forma positiva e maravilhosa. 

 

Liliana
 

 

Encontro de Outubro

 

Mais um encontro se realizou no fim-de-semana de 17 e 18 de Outubro, que teve como tema a Assertividade. Neste novo encontro juntou-se ao grupo mais um elemento, a Sofia, que vem da zona do Porto (Vila do Conde).

No dia 17, começamos por partilhar um momento bonito que nos aconteceu nos últimos tempos, passando depois para a definição de assertividade, que não é mais que um “acto de defender os direitos pessoais e exprimir pensamentos, sentimentos e convicções de forma apropriada, directa e honesta, de modo a não violar os direitos dos outros” em suma significa afirmar-se.

Como nos diz S. Mateus no seu evangelho “Seja este o vosso modo de falar: sim, sim, não, não.” (Mt.5, 37). É essencial cultivar a simplicidade no modo de falar. Para nós cristãos é importante que tenhamos coragem de uma auto-avaliação na oração a Jesus Cristo, sobre o modo como nos afirmarmos perante os outros e nós próprios de modo a crescer no amor e na humildade.

A assertividade pode não ser uma característica inata ou um traço de personalidade que alguns de nós possuem e outros não, mas é uma aptidão que pode ser aprendida e trabalhada ao longo da vida.

Ser assertivo é ser empático e torna-nos mais feliz. E é algo que devemos procurar, por mais difícil que possa parecer, apenas temos de ser persistentes e sempre nós próprios.

Um aspecto que é importante ter em conta é que ninguém é 100% asserti vo com todas as pessoas e em todas as situações.

 

 

Depois da discussão sobre a temática dedicámo-nos à preparação da Festa Missionária da Casa de Coimbra e ao já tradicional jogo da canastra. Após do jantar participamos na Vigília Missionária na Sé Nova de Coimbra, presidida pelo Bispo de Coimbra D. Albino Cleto. E no dia 18 tivemos a Festa Missionária.

 

Sandrina e Liliana

 

 

 


 

Eco(s) do encontro de Julho

Os futuros LMC rumaram a Coimbra, dias 18 e 19 de Julho, para os últimos momentos de formação deste ano Pastoral.
 Findo o primeiro ano de formação para a maioria e o fim do segundo para a Márcia, foi tempo de fazer o balanço do ano e reflectir um pouco sobre o rumo de cada um. Tempo, também, para preparar a vinda dos nossos familiares no dia 19, a peregrinação a Fátima no próximo sábado dia 25 de Julho e o encontro em Granada de 3 a 9 de Agosto. Apesar de algum trabalho não poderiam faltar, claro, os nossos momentos de convívio onde é imprescindível o “jogo da canastra”, as nossas brincadeiras e sempre tempo para “dois dedos” de conversa.
Sábado, 18 de Julho, foi um dia importante para a Márcia, que festejou o seu aniversário e nos presenteou com um delicioso bolo de chocolate.
 
 19 de Julho, recebemos carinhosamente todos os nossos familiares, alguns LMC e alguns colaboradores dos LMC, que nos alegraram com a sua simpática presença! Vimos em conjunto um filme sobre S. Daniel Comboni, a Lucília partilhou connosco a sua experiência de missão. Seguiu-se a celebração da Eucaristia com a participação de todos, onde a Márcia manifestou perante todos a sua vontade em partir para a República Centro Africana. Após confortar e alimentar a alma, fomos saciar as “barriguinhas” num almoço onde convivemos e trocamos agradáveis experiências.
Concluiu-se um ano pastoral de uma forma muito agradável, que deixa um “bichinho” que anseia por novos episódios dos LMC e formandos que partilharemos aqui.
Verónica

 

Eco(s) do encontro de Maio

Manejo de Sentimentos – Festa Missionária da Casa de Coimbra
 
No fim-de-semana de 16 e 17 de Maio, tivemos mais um encontro em Coimbra, cujo tema foi “Manejo de Sentimentos”. Desta vez com menos tempo para dedicar à temática, já que no domingo tivemos a Festa Missionária da Casa de Coimbra, mas foi o suficiente para nos mostrar a sua pertinência na formação.
Abordamos conteúdos como: o Amor e a sua importância; definição e distinção de diálogo e discussão; a importância do diálogo; definição de sentimentos e a sua origem; motivos que nos levam a reprimir os sentimentos; como gerir e aceitar os nossos sentimentos.
Para mim foi bastante interessante, como que a continuação do encontro anterior “Eneagrama” onde deparámos com um processo de auto-conhecimento muito gratificante e onde foram gerados sentimentos, nem todos fáceis de entender e assumir, o que acontece na nossa vida diária mas não tão intensamente.
Neste fim-de-semana foram-nos dadas ferramentas para ajudar a gerir e entender melhor os sentimentos e a forma como reagimos a cada um deles, pois cada sentimento é uma revelação do que temos dentro de nós e só temos a aprender com eles. É necessário entender que, não existem sentimentos maus nem bons, a forma como reagimos a cada um deles é que pode ser positiva ou negativa, e ninguém nos pode provocar sentimentos, apenas estimular ou despertar os que temos latentes ou adormecidos dentro de nós.
No final foi-nos entregue um texto – O Convite – que termina da seguinte forma e sobre o qual vale a pena reflectir: “Quero saber se consegues estar só contigo mesmo e se verdadeiramente gostas da companhia que te fazes nos momentos vazios.” (Oriah Mountain Dreamer)
 
No Domingo tivemos a Festa Missionária da Casa de Coimbra que iniciou com o testemunho apaixonante do Pe. José Júlio que chegou em Novembro de Moçambique. Seguiu-se a celebração da Eucaristia, presidida pelo Pe. Joaquim que foi bastante emotiva pela sua despedida, já que irá partir em breve para a sua missão do coração, na Zâmbia. Na Eucaristia foi-nos transmitido que a comunidade de Coimbra é de momento de 5 elementos: Pe. Paulo Emanuel, Pe. Joaquim, Pe. Germano, Pe. Boaventura e o Irmão Francisco.
Depois do almoço partilhado tivemos uma tarde de convívio onde os colaboradores foram convidados a mostrar os seus talentos, e talentos não faltaram: fados, cantigas populares portuguesas e brasileiras, anedotas, e até nós participámos com uma pequena representação da história tradicional “O Velho, o Rapaz e o Burro”. Depois de toda esta animação nada melhor que um momento de reflexão para finalizar, e foi o que se seguiu, com uma bela oração inspirada em S. Paulo.
E é com S. Paulo que vos deixo.
1 Coríntios 13, 1-13
 
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
3 Ainda que eu reparta todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
4 O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
5 nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
6 Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
9 Pois o nosso conhecimento é imperfeito,
e imperfeita é também a nossa profecia.
10 Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era criança,
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
12 Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
13 Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança, o amor;
mas a maior de todas é o amor.
 
Liliana

"Caminhando ao ritmo do Eneagrama"

Novas pegadas marcaram o percurso de formaçao dos futuros LMC no fim-de-semana de 25 e 26 de Abril. Desta vez na casa de Santarém, a Celina, a Sandrina, a Márcia, a Verónica, o Henrique, o Zé Manel, a Maria, a Hélia e a Liliana rumaram para um novo fim-de-semana de formação e convívio.

Um fim-de-semana marcado por diversas emoções causadas, sobretudo, por uma experiência nova para todos, o eneagrama. Conduzidos pela psicóloga Margaret, rumamos ao conhecimento da essência da personalidade de cada elemento do grupo. Através da partilha e análise de experiências, vivenciamos intensos momentos que nos permitiram atingir um conhecimento mais profundo de nós próprios e dos restantes elementos do grupo. Uma experiência importante que permitirá criar laços de amizade mais coesos entre os membros do grupo. 

Dois dias que apesar de intensos a nivel de processamento de novas informações, passaram a correr e deixaram-nos ansiosos pelo próximo encontro a 16 e 17 de Maio.

 

Verónica Guarda

 

 

A alegria e a amizade estão sempre presentes nos encontros!!

Ecos do Congresso Missionário

Alguns dos LMC estiveram presentes no Congresso Missionário Nacional que decorreu em Fátima entre os dias 3 e 7 de Setembro. Regressados a casa é hora de colocar as ideias em ordem e olhar para o caminho de futuro que há a percorrer...

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Não há Missão Universal sem Igreja Local, nem há Igreja Local sem Missão Universal, pois quando falamos em Missão falamos no cerne da mensagem que Jesus deixou aos apóstolos: "Ide e anunciai a Boa Nova a todos os Povos" (Mc 16,15).

"Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles" (Mt 18,20). É na Igreja Local, na paróquia, em cada uma das paróquias que todos nós nos devemos empenhar. A aposta na paróquia como rosto missionário foi uma das linhas força apontadas pelos conferencistas.

 

"A missão da Igreja resume-se ao anuncio do amor infinito com que Deus ama todos os homens e que exprime, de forma total e radical, no Seu Filho Jesus Cristo e no amor com que nos amou, ao dar a vida por nós. A missão é o anúncio desse amor, procura levar todos os homens a sentirem-se amados: amados porque perdoados; amados porque convidados para novos horizontes de liberdade; amados porque sentiram um sentido novo na vida, um novo horizonte de esperança. Ao sentirem-se amados, os seus corações abrem-se para o amor a Deus e aos irmãos”, afirmou o Cardeal Patriarca de Lisboa que, no entanto, alerta que a “Igreja só pode anunciar o amor, amando e deixando-se amar”, levando aos homens “a força transformadora do amor de Jesus Cristo”.

 

O grande desafio é, pois, o do amor. Só amando o Pai poderemos anunciar a sua palavra, dar a nossa própria vida como testemunho desse amor.

A vivência comunitária, na família, na paróquia, na diocese é o testemunho mais crível do anúncio do amor de Deus. A Missão é tarefa indelegável de cada cristão. Esta concretiza-se no espaço e no tempo da história humana, conhecendo e amando aqueles a quem se é enviado.

 

Estando nós em plena vivência do ano Paulino, A figura de Paulo foi-nos apresentada como modelo a seguir na urgência de Evangelizar - "Ai de mim se não evangelizar" (1Cor 9, 16).

Inspirados pelo modelo de Paulo saibamos também nós seguir o seu exemplo e responder ao chamamento de Deus com um "sim".

Conclusões do Congresso Missionário Nacional aqui.

Ecos do último encontro

No fim-de-semana de 12 e 13 de Julho tivemos o último encontro de formação. No Sábado de manhã e início da tarde discutimos o tema a Missão em Mudança, tema que já tinha sido trabalhado por alguns de nós para apresentação no ateliê que tivemos em Maio no Luso pelo IIº Grande Encontro dos Jovens e Festa das Famílias. Tivemos a presença de uma pessoa nova, a Sara, que conhecemos precisamente nesse Domingo, no Luso.
O resto da tarde foi de avaliação em relação aos dois últimos anos de formação, e onde foram ouvidas e colhidas algumas opiniões importantes.
A nova Equipa Coordenadora vai reunir-se durante 4 dias em Agosto precisamente para delinear o próximo ano de formação e fazer alguns ajustes necessários para que a nossa formação seja ainda melhor.
Depois do jantar voltamos a reunir para preparar a Eucaristia do dia seguinte e fazer uma pequena surpresa ao Padre Alfredo com uma apresentação powerpoint com fotos que alguns de nós previamente seleccionamos. Foi uma singela homenagem de todos nós ao enorme espírito Missionário que ele teve á frente do Movimento durante estes anos.
No Domingo de manhã, fizemos a recepção aos pais (estiveram presentes os meus pais, os pais do Pedro e os familiares da Maria Augusta).
Às 10:30 a Susana deu o seu testemunho. Foi bonito ver e especialmente sentir a enorme paixão que ela tem por Mongoumba!!! E penso que transmitiu isso mesmo para todos os presentes.
Às 12:00 foi tempo de celebrarmos a nossa Eucaristia. Linda como sempre e como só nós a sabemos viver e celebrar… No fim, na Acção de Graças, lemos alguns mail’s que os leigos em missão nos enviaram, a Vânia, a Emília, o Álvaro, a Sandra e a Maria Augusta. Deu-se ainda o passar de testemunho simbólico, do Padre Alfredo para o Padre Paulo.
Depois do almoço, bastante animado por sinal, tivemos a habitual tarde de convívio.



Carlos Barros