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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Vou, sigo-O, mas não vou só!

IMG_16072017_110756_HDR.jpgFoi no dia 16 de Julho que celebrámos em comunidade, em Viseu, na paróquia de Rio de Loba, o envio da nossa LMC Neuza Francisco juntamente com a sua família e amigos, que parte em breve para a missão de Arequipa, no Peru. Partilhamos convosco o seu sentir após este grande dia de festa.

 

É com amor e gratuidade que partilho, mais um “Sim”, mais um, por entre tantos já dados até então, nesta caminhada que é a minha vida. Mais um sim, a simplesmente deixar tudo e segui-Lo. Falo-vos de um sim que nada tem de fácil, mas tudo tem de disponível, um sim que está repleto de entrega e de amor. Um “sim”, dado na humildade do que sou, e do que trago em mim. Um sim completo de perseverança na certeza de que “Deus não escolhe os mais capacitados, capacita aqueles que escolhe” (Dom António Couto)

            Este sim de que vos falo, implica deixar tudo, família, amigos deixar o conforto de uma vida que para mim, assim, não tinha sentido. E numa atitude de desapego, porque só através dele conseguimos experienciar uma relação pessoal com Cristo, sem as dependências e seguranças criadas naturalmente ao longo da nossa vida, confio no chamamento que Ele me faz a ser feliz, aqui ou por onde quer que Ele me leve. É a certeza de que caminho cada vez mais dentro de mim, para me conhecer, para poder chegar ao outro, numa relação que só é possível na certeza de que, caminhe eu por onde caminhar, Deus vai de mão dada comigo.

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            Hoje tenho uma profunda certeza de que Comboni caminha comigo no sonho de Deus para nós, e sou eu também, uma das mil vidas para a missão.

            Hoje, Ele chama-me a mais uma vez deixar o meu barco na praia e com Ele encontrar outro mar. Vou, sigo-O, mas não vou só. Levo em mim a oração de todos aqueles que cruzaram o meu caminho e semearam em mim pequenas sementes de um amor profundo que germinou e germina ainda aqui, bem dentro do meu coração. Vou, mas não vou só. Levo em mim todos os corações que cruzaram o meu caminho e me ensinaram a amar, mais e mais. Levo comigo todos aqueles, cuja história de vida se entrelaçou na minha e me levaram a conhecer um Deus misericordioso e compassivo. Guardo em mim os abraços dados no decorrer de um caminho fecundo e fértil, guardo com amor as mãos estendidas, que apesar das muitas quedas, sempre me ajudaram a levantar. Vou, mas não vou só. E como muitas vezes diz a minha avó: “vou com Deus”.

            Neste momento, sou chamada ao Perú. Sinto que mais uma vez Ele me convida a amar, a partilhar, a estar, a entregar-me, a confiar, para que com o povo ao qual sou chamada, possamos ser juntos. Ele chama-me a ir aos mais pobres e marginalizados das periferias de Arequipa. Chama-me a ser eu, e a deixar que o tesouro que trago em mim frutifique com o outro. Abraço a missão de Arequipa, como quem abraça um sonho, um sonho sonhado e esperado desde sempre. Um sonho ao qual me entreguei e entrego todos os dias. E não, não falo de uma utopia ou de algo surreal; falo sim, de um sonho de ser por inteiro, abrace eu a realidade que abraçar.

            Vou, não porque quero salvar o mundo, mas porque também eu, quero fazer parte dessas feridas abertas no mundo, ferida, composta de pessoas de carne e osso que num lugar distante, também trazem dentro de si, um pedacinho de Deus. Quero ser com eles, quero ver o rosto de Deus, na desumanidade que busca um sentido com os pés na terra e as mãos cheias de nada. Quero ver Deus nos sorrisos espontâneos de quem desconhece o amor, mas vive diariamente para louvar.

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            Caminho, na confiança, entrega e alegria de saber, que é a Cristo que eu sigo, é a Cristo que eu levo e é a Cristo que eu irei sempre encontrar. Caminho e em cada passo que dou, dou-o com a liberdade de saber que serão sempre os Seus braços misericordiosos onde me vou refugiar em cada pôr-do-sol, e será Ele a esperança que me fará erguer a cada amanhecer.

            Parto em nome de uma comunidade, em nome da Igreja, em nome de Jesus Cristo, vou anunciar o Evangelho do Amor. E neste profundo crescer em mim, em Deus e no outro peço-vos: rezem por mim!

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Com Amor e gratuidade,

Neuza Francisco

Notícias dos LMC Liliana e Flávio - Festa da colheita em Piquiá, no Brasil

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No passado domingo 9 de Junho realizou-se a Festa da Colheita na comunidade São José do assentamento João do Vale da paróquia Santa Luzía de Piquiá (Brasil), que contou com a presença de mais de 1000 pessoas das diferentes paróquias da cidade de Açailândia e do Bispo da Diocese de Imperatriz D. Vilson Basso.

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O objetivo desta grande festa, que já vai na 10ª edição, é celebrar o dom da colheita e refletir sobre a terra como local de trabalho e meio de subsistência das famílias, lembrar as suas lutas e fazerem-se um num grito que clama pela justiça no direito à terra e no respeito pela criação.

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O tema deste ano foi “Agricultura familiar em defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” Gn 2: 15.
A festa iniciou com o acolhimento na quadra desportiva do assentamento e com um café da manhã especial preparado com base nos produtos retirados da terra (macaxeira (mandioca), abóbora e diversas frutas) provenientes da partilha das diferentes comunidades que se fizeram presentes. Depois, seguiu-se a celebração da eucaristia, onde o bispo D. Vilson Basso falou da importância da agricultura familiar e do dever de lutar pela terra e denunciar aqueles que a querem usurpar. Reforçou a importância de não desistir por se tratar de uma luta justa e a necessidade de todos estarem unidos. Relembrou os 10 trabalhadores rurais assassinados numa fazenda no Estado do Pará (https://www.cptnacional.org.br/index.php/publicacoes-2/destaque/3794-chacina-em-redencao-pa-deixa-pelo-menos-10-posseiros-mortos) e todos aqueles que são perseguidos e pressionados para deixarem as suas terras.

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No momento do ofertório as diferentes comunidades apresentaram alguns dos seus produtos agrícolas no altar do Senhor em sinal de agradecimento e na esperança de uma relação mais respeitosa entre a humanidade e a criação.

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Depois de um almoço partilhado seguiram-se várias apresentações culturais, desde teatro, danças tradicionais e brincadeiras, terminando com a entrega de uma muda de Ipê a cada comunidade e o anúncio da comunidade onde será realizada a festa da colheita no próximo ano.

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LMC's Liliana Ferreira e Flávio Smitch

Encontro de "avaliação" e convívio - 11ª unidade formativa LMC

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Foi nos passados dias 7, 8 e 9 de Julho que decorreu na casa dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus – MCCJ – de Viseu a 11ª unidade Formativa LMC.

O sábado, dia 8, deu lugar a uma “avaliação” dos formandos, ou melhor afirmando… uma conversa entre cada um dos formandos e a equipa coordenadora sobre os passos que se vão traçando neste caminho de descoberta da vida LMC. A formação de dois anos que é proposta aos formandos que aceitam o convite de conhecer o que é ser LMC não se limita a dois meros anos. É uma formação que leva a vida. É a própria vida. Um caminho de avanços e recuos mas que, de x em x tempo merece uma atenção e uma “avaliação”, quer de cada um para consigo mesmo, quer em comunidade na partilha sobre “pontos de situação - em que ponto estou no caminho como LMC”. Ao fim do dia abraçámos uma maravilhosa chegada das LMC’s Neuza e da Paula, acabadinhas de chegar da comunidade de Granada. E connosco partilharam a sua experiência na comunidade Lisanga, que viveram com com os LMC espanhóis Aitana e David. Partilharam ainda um projeto – o projeto que irão abraçar durante os dois anos que estarão em Arequipa em missão. Este projeto terá como pano de fundo a pastoral social e serão trabalhadas situações de violência familiar, a aproximação da população ao novo centro de saúde, bem como a formação de líderes (aproveitando os que já se encontram a trabalhar na paroquia).

 Aqui deixamos um vídeo sobre o projeto em Arequipa de nome Ayllu, o nome que se designa a cada grupo familiar de uma comunidade indígena da região dos Andes.

 

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Já no domingo pudemos receber a nossa família e amigos e juntos celebrar está família que temos. A Paula e a Neuza uma vez mais falaram da sua experiência na comunidade de Lisanga, desta vez não só para LMC's mas para os restantes presentes (familiares e amigos). Seguiu-se a Eucaristia, o almoço convívio e uma tarde animada de músicas, jogos e dança.

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A todos temos a agradecer a presença (física e/ou em oração). Foi um dia muito bom no qual se fez marcar a presença da união que São Daniel Comboni propôs a todos os povos. É um orgulho pertencer a uma família assim. Estamos juntos na e para a vida.

 

Com amor, Carolina Fiúza

Regresso da nossa LMC Maria Augusta

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Eis que chegou a nossa querida LMC Maria Augusta da missão para a qual foi chamada a servir nos últimos anos, em República Centro Africana (RCA).

O seu regresso a Lisboa, ontem à tarde (dia 4 de Julho), foi marcado por uma calorosa recepção no aeroporto onde estiveram presentes a sua família e alguns LMC's.

Neste momento a Maria Augusta encontra-se em Janeiro de Baixo, Pampilhosa da Serra, junto da sua família, para um tempo de férias!

 Sê bem-vinda Maria Augusta! Obrigada pela tua generosidade, dedicação e empenho no serviço e entrega à Missão. Desejamos-te umas boas e merecidas férias!  

Fim de Semana de Espiritualidade Missionária Comboniana

Nos dias 23, 24 e 25 de junho teve lugar na casa dos Missionários Combonianos, da Maia, o fim de semana de Espiritualidade Missionária Comboniana, que se realiza anualmente. Entre consagrados (as), LMC´S, colaboradores, membros dos cenáculos de oração, jovens do Fé e Missão, simpatizantes da Família Comboniana, reuniu-se uma vasta equipa – com participantes de norte a sul do país.

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Um grupinho de nove Leigos Missionários Combonianos, marcou presença. Eu participei, e agradeço a Deus a oportunidade. Foi bom!

Com a temática: “Com Maria, missionários de Jesus”, o encontro subdividiu-se em três grandes subtemas, dois apresentados durante o sábado e um terceiro que através de um painel surgiu na manhã de domingo.

 

"É de Maria que se aprende o verdadeiro sentido de ser discípulo."

O primeiro subtema denominado: “O caminho missionário de Maria”, a cargo pelo Padre Dário, Missionário Comboniano, que nos apresentou Maria como a primeira discípula, como a primeira missionária, disponível a “levar” Jesus aos outros, como exemplo de Misericórdia, contemplando a ação de Maria, o “SIM”, a visita à prima Isabel e a cada momento intervindo com pequenos cânticos de Maria. Sem dúvida um momento muito bom! E citando Papa Francisco, ficou-me esta certeza:

 

 «É necessário aprender com Maria, reviver o seu «SIM», a sua disponibilidade total para receber o Filho de Deus na sua vida, que a partir daquele momento a transformou.»

de Papa Francisco

 

Com divisão dos participantes, em grupos, foram diversos os momentos de partilha, o que nos ajudou a interagir e a conhecer outras experiências, bem como, verdadeiros testemunhos.

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O segundo subtema, chegou-nos pelas palavras da Irmã Arlete, Missionária Comboniana - “O caminho missionário de Daniel Comboni, com Maria”Vimos o percurso de São Daniel Comboni desde da entrada dele no Instituto Mazza até à sua paixão pelo povo africano, passando pela sua entrega e devoção também ao Sagrado Coração de Jesus e Maria.Com auxílio, aos escritos de Comboni, conseguimos perceber melhor esta devoção.

 

«Foste tu, divina Mãe, que me inspiraste, para o novo Plano para a Regeneração da África,(...)».

de São Daniel Comboni

 

MARIA, adotou-nos como filhos no Calvário. E como diz o Santo Padre: "Temos Mãe!" - uma mãe que nos protege e acolhe no Seu manto. Uma Mãe que tem de ser um exemplo de vida. Uma Mãe que nos mostra como seguir Jesus.

Com tempos definidos, a reflexão, os cânticos, o espaço para convívio, os momentos de oração não faltaram.

Já no domingo de manhã, depois da oração da manhã, organizada pelos Leigos Missionários Combonianos, surgiu o terceiro subtema, não menos importante: “O Lugar de Maria, no nosso Caminhar Missionário”, a jeito de um painel muito diversificado, vivemos um bocadinho o trabalho desempenhado pelos cenáculos de oração, o trabalho realizado pelos Grupos da Infância Missionária e por sua vez, esteve representado também o grupo JIM - o Movimento Jovem da Família Comboniana.

Os participantes do painel mostraram aos presentes o quanto Maria está presente em suas vidas. E como é vivida a devoção por Maria nos grupos.

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Entre os temas e reflexões, o acolhimento, surgiu com a participação de Helena Laranjeiro, Missionária Secular Comboniana.

 

Alegria e boa disposição não faltaram, até porque era fim de semana de São João!!! Os motivos para fazermos festa também não faltaram, em dia de São João, Padre Claudino, completou 44 anos de Sacerdócio, no dia 25 foi a vez de Padre Dário estar de parabéns com os seus 45 anos de Sacerdócio. Parabéns a ambos...Votos de muitos mais anos de Missão!!

 

 

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Sofia Coelho

"A medida do amor é amar sem medida" - Matrimónio da Andreia Martins e do Filipe

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E que felicidade este fim de semana! Deus abençoe estas duas vidas que se uniram com o Sacramento do Matrimónio, sábado dia 24 de Junho: a nossa querida Andreia Martins e o Filipe. A celebração decorreu em Casais Robustos (aldeia do distrito de Santarém), terra da Andreia.

 

 

 

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"Feliz do homem que tem uma mulher virtuosa, porque será dobrado o número dos seus dias. A mulher forte é a alegria do seu marido: ele passará em paz os anos da sua vida. Como o sol que brilha no alto dos céus, assim é a beleza da mulher virtuosa, como ornamento da sua casa!" (citando excertos da 1ª Leitura, Livro do Eclesiástico 26, 1-4.16-21)

 

"Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. (...) Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito." (citando excertos da 2ª Leitura, 1ª S. João, 4, 7-12)

 

 

 

 

 

 

Que ambos juntos, unidos pelos amor de Cristo, "permaneçam no Seu amor, guardando os Seus mandamentos e amando-se como Ele os ama" (citando o Evangelho, João 15:9-12).

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Aproveitando a frase que tomava o seu lugar na boda, "A medida do amor é amar sem medida" (Santo Agostinho). Pois que se amem desmedidamente e que este amor gere vida ao vosso redor. Os Leigos Missionários Combonianos estão unidos a vós em oração e como família.

 

Com Amor, Carolina Fiúza.

Partilha da vida e de saberes

IMG_20170413_144317[1].jpgO que tem em comum uma senhora russa, com mais de 70 anos, com curso superior e uma senhora da Guiné-Bissau, com cerca de 50 anos, sem nenhuma escolaridade? Ambas encontram-se em Portugal, vivem num bairro periférico da grande Lisboa e desejam aprender o português.

E é na Quinta das Mós, num espaço cedido pela Câmara Municipal para uso da Paróquia de Camarate, a partir desta necessidade bem concreta de duas pessoas, que nasce o projeto de alfabetização de adultos.

Baseado no método de Paulo Freire, adaptando-o para esta realidade específica, iniciámos as aulas nas tardes. Os níveis de aprendizagem e as necessidades são bem diferentes. Porém, neste método que busca a aprendizagem a partir da realidade, e leva a pessoa a lançar um olhar crítico sobre si mesma, possibilita essa interação, e mais do que isso, a solidariedade entre as envolvidas.

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Aos poucos outras pessoas vão agregando-se ao grupo, e abre-se uma nova turma de manhã, pois algumas das interessadas trabalham à tarde. O movimento é constante. Há abandonos por questões de trabalho, de saúde, de casa.

As duas turmas são formadas por mulheres. Um grupo acaba, persistem três. As duas do início e uma outra rapariga, mais jovem, que estudou somente até à 2ª classe.

As aulas são mais do que letras e palavras. São conversas, partilha de dificuldades, apoios e encaminhamentos para tratar documentos, encontrar casa para arrendar, traduzir conversas, esclarecer dúvidas do quotidiano, melhorar as pronúncias... Uma precisa sair de onde está, pois vive de favor e já não dá! A outra tem um quarto para lhe arrendar; uma quer aprender costura, a outra sabe e dispõe-se a ensinar; uma recebe alimentos, partilha com a outra que está sem receber vencimento... E assim seguimos, partilhando a vida e os saberes, promovendo a aprenzidagem e a valorização da pessoa, a partilha e a solidariedade! "Salvar África com África"!

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LMC Flávio Schmidt

Animação Missionária - São Mamede Infesta

20170611_180819[234].jpgFoi no passado fim de semana, dia 11 de Junho, que decorreu a nossa animação missionária na Igreja Paroquial de S. Mamede Infesta, concelho de Matosinhos. O dia apresentou-se bem soalheiro e pelas 10h começamos o programa. Confesso que me sentia um pouco apreensiva em virtude de 70% dos paroquianos terem uma idade já avançada. Será que as palavras do Carlos e da Sandra fariam eco nestes corações? Mas o Senhor toca todos e na realidade , entre as mais duas celebrações em que estivémos presentes e o terço missionário que pudemos rezar, o saldo foi muito positivo. 

 

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A missa das 19h foi celebrada pelo Padre Dário, que deu um cunho diferente às habituais celebrações.

Identificar-me perante a minha comunidade paroquiana, como fazendo parte da Familia Comboniana deixou-me feliz. É a sensação de me encontrar no caminho certo, no caminho que o Senhor me indicou.

Obrigada Familia Comboniana por me terem recebido no Vosso seio com tanto carinho e amor fraternal.

 

 

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Maria José Martins

 

 

Dia da Família Comboniana

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Foi no passado dia 10 de Junho, dia do Anjo de Portugal, que nos reunimos com vários membros das diversas realidades da Família Comboniana -  Missionárias Seculares Combonianas, Irmãs Missionárias Combonianas e Missionários Combonianos - para, com muita alegria, celebrarmos pela primeira vez o DIA DA FAMÍLIA COMBONIANA. O evento decorreu em Óis da Ribeira (Fermentelos - Águeda) e éramos cerca de 50 missionários e missionárias. 

Após abraços de quem se reencontra e revê em espírito de família, o programa começou com a Eucaristia que decorreu numa das divisões da casa dos Combonianos de Fermentelos. Confesso, um local que a mim tanto me fez lembrar um verdadeiro cenáculo de Jesus pela simplicidade que primava em todo o espaço! 

 

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Seguiu-se o almoço de farnel partilhado e um convívio na Pateira de Óis da Ribeira, onde pudémos desfrutar do agradável dia solarengo entre conversas, partilha de vida, músicas e muita natureza. Engraçado foi assemelhar também toda a beleza da Pateira, na qual existe um vasto lago, ao Lago do Garda junto do qual São Daniel Comboni cresceu.

 

 

 

 

 

 

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 Um dia de convívio para celebrar a fertilidade do carisma comboniano nos 150 anos da fundação dos Missionários Combonianos. E "como são belos os pés que anunciam a paz", poder estar mais perto de cada pessoa que constitui esta grande Família e apaixonar-me ainda mais por ela, pela grandiosidade do coração de cada um que ali esteve naquele dia. 

 

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com Amor, Carolina Fiúza

Lágrimas

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As lágrimas que choramos e as que ficam petrificadas no olhar seguro de Ti, seguro em Ti.

São minhas. São tuas. São nossas. É a humanidade na sua essência e à flor da pele. Pequenas partículas de um amor que suporta, em tudo crê, e em tudo vêem gestos reveladores de Deus. São metáforas de sorrisos que se olham nos olhos, fazem parte real do que somos e do que trazemos em nós de mais belo, de mais frágil, de mais verdadeiro… São essência, são expressão feliz de que, fruto de um Amor transcendente aceitamos, vivemos e somos apenas o que levamos dentro.

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É alma a transbordar de sentimento. São momentos, são pessoas e lugares que nos fizeram casa no coração. É o corpo a preparar-se, a tomar asas para voar quando os pés não bastarem. Lágrimas, lágrimas são também o abraço ao irmão que podemos ser nós. É olhar a miséria, a guerra, as tragédias e sentindo a dor de Deus, ser as suas lágrimas. Lágrimas fazem caminho.

São pureza, uma mística vivida de um amor em comunidade. Um amor que se deixa revelar e em tudo se reveste de silêncios e espaços de liberdade. Que em tudo se ampara e dá sentido. Porta aberta para o outro. Gotas de mútua compreensão de amargura, de esperança multiplicadas por quatro. São encontros de almas, abraços ao coração. São bilhetes de ida ao coração do outro, aos seus mundos indizíveis e invisíveis. São tantas vezes o toque de Deus. É Deus que nos purifica, nos faz missionários e nos prepara para a missão.

São fruto da experiência do simples viver e da entrega diária a Deus. Fazem parte do risco e em tudo moldam os nossos passos. Em tudo fazem parte de duas vidas entregues nos braços de Deus.

São lágrimas.

Serão sempre lágrimas…

(lágrimas de Deus)

 

LMC'S​ Neuza Francisco e Paula Ascenção