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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Notícias dos LMC Liliana e Flávio - Festa da colheita em Piquiá, no Brasil

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No passado domingo 9 de Junho realizou-se a Festa da Colheita na comunidade São José do assentamento João do Vale da paróquia Santa Luzía de Piquiá (Brasil), que contou com a presença de mais de 1000 pessoas das diferentes paróquias da cidade de Açailândia e do Bispo da Diocese de Imperatriz D. Vilson Basso.

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O objetivo desta grande festa, que já vai na 10ª edição, é celebrar o dom da colheita e refletir sobre a terra como local de trabalho e meio de subsistência das famílias, lembrar as suas lutas e fazerem-se um num grito que clama pela justiça no direito à terra e no respeito pela criação.

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O tema deste ano foi “Agricultura familiar em defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” Gn 2: 15.
A festa iniciou com o acolhimento na quadra desportiva do assentamento e com um café da manhã especial preparado com base nos produtos retirados da terra (macaxeira (mandioca), abóbora e diversas frutas) provenientes da partilha das diferentes comunidades que se fizeram presentes. Depois, seguiu-se a celebração da eucaristia, onde o bispo D. Vilson Basso falou da importância da agricultura familiar e do dever de lutar pela terra e denunciar aqueles que a querem usurpar. Reforçou a importância de não desistir por se tratar de uma luta justa e a necessidade de todos estarem unidos. Relembrou os 10 trabalhadores rurais assassinados numa fazenda no Estado do Pará (https://www.cptnacional.org.br/index.php/publicacoes-2/destaque/3794-chacina-em-redencao-pa-deixa-pelo-menos-10-posseiros-mortos) e todos aqueles que são perseguidos e pressionados para deixarem as suas terras.

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No momento do ofertório as diferentes comunidades apresentaram alguns dos seus produtos agrícolas no altar do Senhor em sinal de agradecimento e na esperança de uma relação mais respeitosa entre a humanidade e a criação.

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Depois de um almoço partilhado seguiram-se várias apresentações culturais, desde teatro, danças tradicionais e brincadeiras, terminando com a entrega de uma muda de Ipê a cada comunidade e o anúncio da comunidade onde será realizada a festa da colheita no próximo ano.

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LMC's Liliana Ferreira e Flávio Smitch

Regresso da nossa LMC Maria Augusta

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Eis que chegou a nossa querida LMC Maria Augusta da missão para a qual foi chamada a servir nos últimos anos, em República Centro Africana (RCA).

O seu regresso a Lisboa, ontem à tarde (dia 4 de Julho), foi marcado por uma calorosa recepção no aeroporto onde estiveram presentes a sua família e alguns LMC's.

Neste momento a Maria Augusta encontra-se em Janeiro de Baixo, Pampilhosa da Serra, junto da sua família, para um tempo de férias!

 Sê bem-vinda Maria Augusta! Obrigada pela tua generosidade, dedicação e empenho no serviço e entrega à Missão. Desejamos-te umas boas e merecidas férias!  

Lágrimas

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As lágrimas que choramos e as que ficam petrificadas no olhar seguro de Ti, seguro em Ti.

São minhas. São tuas. São nossas. É a humanidade na sua essência e à flor da pele. Pequenas partículas de um amor que suporta, em tudo crê, e em tudo vêem gestos reveladores de Deus. São metáforas de sorrisos que se olham nos olhos, fazem parte real do que somos e do que trazemos em nós de mais belo, de mais frágil, de mais verdadeiro… São essência, são expressão feliz de que, fruto de um Amor transcendente aceitamos, vivemos e somos apenas o que levamos dentro.

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É alma a transbordar de sentimento. São momentos, são pessoas e lugares que nos fizeram casa no coração. É o corpo a preparar-se, a tomar asas para voar quando os pés não bastarem. Lágrimas, lágrimas são também o abraço ao irmão que podemos ser nós. É olhar a miséria, a guerra, as tragédias e sentindo a dor de Deus, ser as suas lágrimas. Lágrimas fazem caminho.

São pureza, uma mística vivida de um amor em comunidade. Um amor que se deixa revelar e em tudo se reveste de silêncios e espaços de liberdade. Que em tudo se ampara e dá sentido. Porta aberta para o outro. Gotas de mútua compreensão de amargura, de esperança multiplicadas por quatro. São encontros de almas, abraços ao coração. São bilhetes de ida ao coração do outro, aos seus mundos indizíveis e invisíveis. São tantas vezes o toque de Deus. É Deus que nos purifica, nos faz missionários e nos prepara para a missão.

São fruto da experiência do simples viver e da entrega diária a Deus. Fazem parte do risco e em tudo moldam os nossos passos. Em tudo fazem parte de duas vidas entregues nos braços de Deus.

São lágrimas.

Serão sempre lágrimas…

(lágrimas de Deus)

 

LMC'S​ Neuza Francisco e Paula Ascenção

“Todo tiene su tiempo y sazón, todas las tareas bajo el sol” Ecl 3, 1

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O amor em comunidade cresce como a fermentação do pão. O principal ingrediente é o tempo. O tempo que amassa com a disponibilidade que cada um dá de si em prol do outro. Não basta sabermos os ingredientes. Não basta conhecer a receita. Não basta ter bons cozinheiros. É preciso tempo. É preciso dar tempo ao tempo ou então todo o resultado será vazio, sem sentido, fútil.  Deixemo-nos moldar por Deus e ao partir do pão tornemo-nos família.

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Comunidade “Lisanga”: Neuza y Paula

A Missão na República Centro-Africana

Notícias recebidas na passada quinta-feira, dia 4 de Maio:

 

Espero que estejam satisfeitos com a visita pastoral realizada pelo senhor Bispo e que esta venha a dar muitos frutos. Aqui, o padre Jesus está doente. Esteve mal, mas, graças a Deus, já está melhor… Todos os outros membros da comunidade apostólica estamos em forma e, por isso, damos graças ao Senhor, pelo seu grande amor para connosco! O padre Samuel partirá para a Etiópia a fim de fazer exames médicos e descansar. Rogo ao Senhor, para que ao voltar venha muito bem, cheio de saúde e energia, para enfrentar de novo os desafios da Missão. Hoje mesmo ficou novamente com malária. Espero que amanhã esteja melhor, pois tem a viagem para o seu país.

Desta vez vim a Bangui para abrir uma conta para a escola. Há uma organização que dá uma ajuda e exige que tenhamos uma conta para onde eles enviarão o dinheiro.

Trouxemos connosco um casal de pigmeus com um bebé que nasceu com uma deformação no nariz para ser operado no hospital pediátrico onde esteve a pequena Merveille. Já foi operado e parece que correu bem, Deus permita que sim! Sairá na sexta-feira, voltará connosco para Mongoumba para poder ser seguido bem até não precisar de fazer o penso, porque no acampamento não há condições de higiene nem ninguém que saiba fazê-lo. Espero que o Honoré fique bem… Os pais estão muito contentes!

Ao lado do Honoré está um bebé que nasceu sem ânus, as fezes saem pela barriga. Será operado amanhã… O Senhor permita que ele fique bem, que mais tarde possa ter uma vida normal.

A Merveille, graças a Deus, está a crescer normalmente, agora!

A Maria já recuperou um pouco da malária que teve; continuem a rezar por ela.

Eu peço ao Senhor todos os dias, por todos vós, que ele vos encha da Sua Graça. Rezo a Maria para que a viagem do Papa corra muito bem e que muita gente se converta a Jesus.

Sempre unidos pela oração.

Um grande abraço Missionário para toda a gente.

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Maria Augusta

Surpresa durante a missa de envio

Quando parte um missionário, ele nunca vai sozinho!

 

Leva dentro de si a paixão pela missão, o amor desinteressado pelo próximo e o desejo de oferecer a sua vida àqueles que mais precisam. A Márcia é disso um bonito exemplo. A sua força, garra e amor ao próximo fazem dela uma pessoa muito especial, para todos aqueles que conviveram com ela durante a sua caminha de de formação rumo à missão da República Centro-Africana. 

 

Para além de todos os LMC, a Márcia também tem muitos e bons amigos que a acompanharam no desabruxar da sua fé e no amadurecimento da sua paixão pelo carisma de S. Daniel Comboni.

 

Aqui fica uma belissima surpresa preparada pelos amigos da Márcia!

 

Bárbara Cunha

Envio da Márcia

Neste fim-de-semana de 24 e 25 de Outubro, pudemos estar presentes na Paróquia da Márcia, Valongo do Vouga, para celebrar o seu envio para a missão de Mongumba na Republica Centro Africana, juntamente com a sua Comunidade Eclesial.

 

No Sábado, começamos por participar em vários encontros de catequese onde falamos da partida da Márcia e apresentamos vários aspectos da Missão da Igreja. Estivemos presentes na Missa para as crianças, muito participada, onde se percebeu a animação da sua Paróquia. À noite, fizemos uma vigília de oração com um bom número de pessoas.

 

No Domingo foi o grande dia, a igreja estava cheia para participar na Missa de envio presidida pelo Pe. Luís Filipe Dias, Missionário Comboniano que, para além de já ter trabalhado naquela paróquia, foi um dos responsáveis pela construção das fundações do nosso Movimento em Portugal.

 

A Eucaristia foi carregada de sentido e vivida com muita emoção. Para alem do significado que tem a partida da Márcia, foi sublinhado o papel dos que ficam, especialmente dos familiares e amigos mais próximos, que também são convidados a olharem para este acontecimento com os olhos da fé e a entregarem todas as dificuldades a Deus para participar desta forma tão especial na Missão da Igreja.

 

Foi muito bom poder ter participado neste fim-de-semana missionário, por tudo o que representa a partida de mais uma missionária de Jesus para o Mundo, mas também pelo convívio com todos aqueles que se sentem próximos da Márcia e participaram da festa.

 

A forma como a família da Márcia nos abriu as portas foi tocante, dando-nos o privilégio de assistir, tanto à alegria de vê-la a dar um passo tão importante, como à saudade que o afastamento que se aproxima promete a todos.

 

Agradecemos a hospitalidade de toda a comunidade de Valongo do Vouga que foi maravilhosa pelo entusiasmo demonstrado nas Eucaristias. Agradecemos ao Pe. João Paulo, pároco de Valongo do Vouga, pela disponibilidade, abertura e participação sentida. Finalmente agradecemos à Família da Márcia pela alegria e hospitalidade com que nos recebeu. 

 

Todos juntos pedimos ao Senhor que, por intercessão de Maria e Comboni, acompanhe sempre a Márcia pelos caminhos da Missão, que mantenha o seu coração aberto aos Seus Desígnios e os nossos fervorosos na oração para que tudo corra segundo a Sua vontade.

 

                                                                                                          Pedro Moreira

LMC       

 

Dia de Comboni

No passado dia 10 de Outubro, dia de São Daniel Comboni, os Missionários Combonianos organizaram na sua casa de Coimbra, uma comemoração deste acontecimento que congregou o Sr. Bispo de Coimbra Dom Albino Cleto, a comunidade comboniana (Pe. Germano, Pe. Paulo e Ir. Francisco), Leigas Missionárias Combonianas (Márcia, de partida para a República Centro-Africana, Sandra e Élia), amigos, colaboradores, sacerdotes, religiosos e religiosas da diocese de Coimbra.

A festa iniciou-se com a celebração da Eucaristia, presidida por D. Albino Cleto, onde nos unimos a toda a Igreja, e em especial a toda a família comboniana, para celebrar a vida e a obra de São Daniel Comboni e agradecer a Deus por continuarem a existir pessoas que se entregam ao seu ideal e ao seu carisma.

Em seguida reunimo-nos à volta de outra mesa, onde também em comunhão, almoçámos e confraternizámos celebrando assim em festa este dia tão especial para todos.

 

Nesse dia D. Albino disse: “… hoje não devemos apenas levar/dar o nosso amor aos outros através de obras ou bens, devemos acima de tudo levar a Fé! Levar a Fé, a Esperança e a Caridade como São Daniel Comboni fez…”

Comboni no seu tempo enfrentou realmente grandes perigos, doenças e contrariedades mas nunca desistiu porque o que o impelia verdadeiramente era a Fé, a Esperança e a Caridade. Podemos comprovar isso nas palavras que ele escreveu a seus pais: “Teremos que sofrer, suar, morrer, mas o pensar que se sofre e morre por amor de Jesus Cristo e da salvação das almas mais abandonadas do mundo é demasiado consolador para nos fazer desistir da grande empresa”.

Sempre me identifiquei muito com o carisma de Comboni porque no seu lema "Ou África ou a morte” vejo a radicalidade e a intensidade da sua entrega à missão; no seu plano de “Salvar a África com a África” noto que era um homem visionário e defensor dos direitos humanos; ao dizer que o missionário deve ser ”santo e competente” e viver de um “grande amor a Deus, que leva a um grande amor ao próximo” é notório que Jesus Cristo era o centro da sua vida e que o trabalho e as dificuldades nunca o fariam desistir.

 

Que a vida e obra de São Daniel Comboni, um dos maiores missionários da igreja, continue a inspirar cada vez mais pessoas para que a sua profecia: “eu morro mas a minha obra não morrerá” continue sempre actual, através da doação da vida de homens e mulheres que escolhem segui-lo, e a Jesus Cristo, entre os povos mais necessitados na fé e mais abandonados pela sociedade.

 

Ester Alexandra

 

 

 

Moçambique

 Estive em Moçambique nos anos de 2004 e 2005 na missão de Mangunde como Leiga Missionária Comboniana. A missão fica a 300kms da cidade da Beira para interior. Colaborei como professora no Projecto ESMABAMA dando aulas na escola da missão, trabalhando com os professores no aperfeiçoamento da sua prática pedagógica, ajudando no lar feminino e dando-me sempre que possível e oportuno.  

Este ano tive a graça de puder voltar a Moçambique e fiquei muito contente de constatar que o país está crescendo a todos os níveis: político, económico, social e no número e no empenho das suas comunidades cristãs. Foi com imensa alegria que verifiquei também que a maioria dos meus antigos alunos se encontram a estudar, ou até já são meus colegas, e continuam activos nas suas paróquias. Que gratificante para a missão de Mangunde e para todos os que lá se deram e continuam a dar das mais diversas formas!

Não quero com isto dizer que já não são precisos mais missionários em Moçambique, bem pelo contrário! Ainda há comunidades que não sentiram o Amor e a Misericórdia do Senhor, jovens que buscam uma luz para seguir, crianças que se querem sentir amadas incondicionalmente pelo Pai.

Peço orações e coragem para que aumente o número de missionários e para que os que se encontram em missão sejam sinal de simplicidade, fervor e total disponibilidade, à semelhança do nosso fundador São Daniel Comboni.

Tabonga! (Obrigada na língua local)

 

Maria Lucília Marques

 

Encontro com antigos alunos, hoje a fazer uma licenciatura, na Beira

 

PORTUGUÊS COM SOTAQUE

Poucos dias após a minha chegada ao Brasil, fui a uma rádio comunitária juntamente com um dos padres. Apresentei-me, disse que vinha de Portugal e que ficaria naquela comunidade por dois anos. No dia seguinte, passaram por casa um rapaz e duas raparigas que me tinham ouvido na rádio e queriam conhecer-me. O rapaz perguntou-me, espaçando cada sílaba: «Vo-cê fa-la por-tu-guês?» E eu respondo: «Eu sou de Portugal. Claro que falo português!!!» E continuei explicando que estava a falar português com um sotaque brasileiro para me fazer entender. Aqui muita gente pensa que em Portugal se fala uma língua completamente diferente da variante brasileira do português.

 

Rapidamente consegui ultrapassar esta pequena diferença entre as duas variantes da língua portuguesa. Já me encontro no Brasil há mais de um ano e graças a Deus não senti grandes dificuldades na minha adaptação. Desde o primeiro dia que me sinto em casa, porque tanto a comunidade comboniana, como as pessoas daqui, me receberam com muita alegria e carinho. Também não foi difícil adaptar-me ao clima (quase sempre acima dos 30 graus) nem à alimentação (à base de arroz com feijão e carne de vaca ou de frango).

 

A minha missão situa-se no estado do Maranhão, no Nordeste interior, numa cidade chamada Açailândia.  

Álvaro

LMC - Açailândia

 

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