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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

“Todo tiene su tiempo y sazón, todas las tareas bajo el sol” Ecl 3, 1

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O amor em comunidade cresce como a fermentação do pão. O principal ingrediente é o tempo. O tempo que amassa com a disponibilidade que cada um dá de si em prol do outro. Não basta sabermos os ingredientes. Não basta conhecer a receita. Não basta ter bons cozinheiros. É preciso tempo. É preciso dar tempo ao tempo ou então todo o resultado será vazio, sem sentido, fútil.  Deixemo-nos moldar por Deus e ao partir do pão tornemo-nos família.

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Comunidade “Lisanga”: Neuza y Paula

Festas missionárias em Aveiro e Coimbra

Os Missionários Combonianos organizaram nas suas casas do Calvão e de Coimbra as tradicionais Festas Missionárias de Outubro, e como em anos anteriores, tiveram a colaboração dos leigos missionários Combonianos na preparação, acolhimento e animação.

Começamos por fazer referência à festa de Aveiro que teve lugar no dia 4 de Outubro e reuniu cerca de 100 pessoas entre colaboradores, amigos e benfeitores.

Iniciou-se com a reflexão sobre a mensagem do Santo Padre Bento XVI para o dia mundial das missões 2009, “As nações caminharão à sua luz”, e o testemunho do Pe Claudio Gomes na R.D. Congo. Seguindo-se a eucaristia, onde se continuou a reflexão e deu-se ênfase à actividade missionária da Igreja nas paróquias. Tivemos a notícia do falecimento da mãe do Ir. Francisco, rezamos para que o Senhor a acolha no Seu Reino e que dê força, coragem e esperança à sua família. 

Depois do almoço partilhado, foi dada a oportunidade aos participantes de contactarem com a realidade missionária dos leigos através do testemunho da LMC Sandra Fagundes, que falou da sua experiência de dois anos ligada ao ensino na missão de Carapira em Moçambique.

Sandra e sua mãe

No dia 18 de Outubro realizou-se, mais uma vez, a Festa Missionária da casa de Coimbra, que surpreendeu a todos pela grande adesão de colaboradores e amigos. A festa iniciou com o testemunho do Irmão Francisco, que partilhou a sua experiência missionária na Zâmbia, onde esteve 12 anos. Seguiu-se a celebração da Eucaristia, presidida pelo Pe. Germano, que na homilia falou da crescente importância da colaboração de todos (consagrados, leigos,…) para a difusão do Reino de Deus. Foi ainda lembrada a mensagem do Papa para o dia Mundial das Missões, e a LMC Márcia, que está de partida para a Republica Centro África. 

 Depois do almoço partilhado, houve muita animação, este ano com uma surpresa para todos, a actuação do Rancho Folclórico do Hospital de Sobral Cid, a que agradecemos a sua participação, mas antes desta actuação houve momentos de grande alegria protagonizados pelos nossos colaboradores e amigos – canções, anedotas e declamações de poemas. A festa terminou com um belo momento de oração.

 

 

Élia, Liliana e Sandrina

Formandas dos LMC

 

Dia de Comboni

No passado dia 10 de Outubro, dia de São Daniel Comboni, os Missionários Combonianos organizaram na sua casa de Coimbra, uma comemoração deste acontecimento que congregou o Sr. Bispo de Coimbra Dom Albino Cleto, a comunidade comboniana (Pe. Germano, Pe. Paulo e Ir. Francisco), Leigas Missionárias Combonianas (Márcia, de partida para a República Centro-Africana, Sandra e Élia), amigos, colaboradores, sacerdotes, religiosos e religiosas da diocese de Coimbra.

A festa iniciou-se com a celebração da Eucaristia, presidida por D. Albino Cleto, onde nos unimos a toda a Igreja, e em especial a toda a família comboniana, para celebrar a vida e a obra de São Daniel Comboni e agradecer a Deus por continuarem a existir pessoas que se entregam ao seu ideal e ao seu carisma.

Em seguida reunimo-nos à volta de outra mesa, onde também em comunhão, almoçámos e confraternizámos celebrando assim em festa este dia tão especial para todos.

 

Nesse dia D. Albino disse: “… hoje não devemos apenas levar/dar o nosso amor aos outros através de obras ou bens, devemos acima de tudo levar a Fé! Levar a Fé, a Esperança e a Caridade como São Daniel Comboni fez…”

Comboni no seu tempo enfrentou realmente grandes perigos, doenças e contrariedades mas nunca desistiu porque o que o impelia verdadeiramente era a Fé, a Esperança e a Caridade. Podemos comprovar isso nas palavras que ele escreveu a seus pais: “Teremos que sofrer, suar, morrer, mas o pensar que se sofre e morre por amor de Jesus Cristo e da salvação das almas mais abandonadas do mundo é demasiado consolador para nos fazer desistir da grande empresa”.

Sempre me identifiquei muito com o carisma de Comboni porque no seu lema "Ou África ou a morte” vejo a radicalidade e a intensidade da sua entrega à missão; no seu plano de “Salvar a África com a África” noto que era um homem visionário e defensor dos direitos humanos; ao dizer que o missionário deve ser ”santo e competente” e viver de um “grande amor a Deus, que leva a um grande amor ao próximo” é notório que Jesus Cristo era o centro da sua vida e que o trabalho e as dificuldades nunca o fariam desistir.

 

Que a vida e obra de São Daniel Comboni, um dos maiores missionários da igreja, continue a inspirar cada vez mais pessoas para que a sua profecia: “eu morro mas a minha obra não morrerá” continue sempre actual, através da doação da vida de homens e mulheres que escolhem segui-lo, e a Jesus Cristo, entre os povos mais necessitados na fé e mais abandonados pela sociedade.

 

Ester Alexandra

 

 

 

Moçambique

 Estive em Moçambique nos anos de 2004 e 2005 na missão de Mangunde como Leiga Missionária Comboniana. A missão fica a 300kms da cidade da Beira para interior. Colaborei como professora no Projecto ESMABAMA dando aulas na escola da missão, trabalhando com os professores no aperfeiçoamento da sua prática pedagógica, ajudando no lar feminino e dando-me sempre que possível e oportuno.  

Este ano tive a graça de puder voltar a Moçambique e fiquei muito contente de constatar que o país está crescendo a todos os níveis: político, económico, social e no número e no empenho das suas comunidades cristãs. Foi com imensa alegria que verifiquei também que a maioria dos meus antigos alunos se encontram a estudar, ou até já são meus colegas, e continuam activos nas suas paróquias. Que gratificante para a missão de Mangunde e para todos os que lá se deram e continuam a dar das mais diversas formas!

Não quero com isto dizer que já não são precisos mais missionários em Moçambique, bem pelo contrário! Ainda há comunidades que não sentiram o Amor e a Misericórdia do Senhor, jovens que buscam uma luz para seguir, crianças que se querem sentir amadas incondicionalmente pelo Pai.

Peço orações e coragem para que aumente o número de missionários e para que os que se encontram em missão sejam sinal de simplicidade, fervor e total disponibilidade, à semelhança do nosso fundador São Daniel Comboni.

Tabonga! (Obrigada na língua local)

 

Maria Lucília Marques

 

Encontro com antigos alunos, hoje a fazer uma licenciatura, na Beira

 

PORTUGUÊS COM SOTAQUE

Poucos dias após a minha chegada ao Brasil, fui a uma rádio comunitária juntamente com um dos padres. Apresentei-me, disse que vinha de Portugal e que ficaria naquela comunidade por dois anos. No dia seguinte, passaram por casa um rapaz e duas raparigas que me tinham ouvido na rádio e queriam conhecer-me. O rapaz perguntou-me, espaçando cada sílaba: «Vo-cê fa-la por-tu-guês?» E eu respondo: «Eu sou de Portugal. Claro que falo português!!!» E continuei explicando que estava a falar português com um sotaque brasileiro para me fazer entender. Aqui muita gente pensa que em Portugal se fala uma língua completamente diferente da variante brasileira do português.

 

Rapidamente consegui ultrapassar esta pequena diferença entre as duas variantes da língua portuguesa. Já me encontro no Brasil há mais de um ano e graças a Deus não senti grandes dificuldades na minha adaptação. Desde o primeiro dia que me sinto em casa, porque tanto a comunidade comboniana, como as pessoas daqui, me receberam com muita alegria e carinho. Também não foi difícil adaptar-me ao clima (quase sempre acima dos 30 graus) nem à alimentação (à base de arroz com feijão e carne de vaca ou de frango).

 

A minha missão situa-se no estado do Maranhão, no Nordeste interior, numa cidade chamada Açailândia.  

Álvaro

LMC - Açailândia

 

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Julho em Moçambique

No início do mês de Julho, terminou mais um curso! Mais 12 pessoas puderam adquirir conhecimentos sobre a área de informática para melhorar o seu currículo! Nesta 5ª fase de cursos,  destaco a participação da Ir. Carolina (à minha frente na fotografia), que depois do curso preparou cânticos para as reuniões das Legionárias de Maria e já elaborou um relatório do respectivo grupo. Entretanto também soube de uma anterior aluna que foi pr omovida da cozinha para a secretaria e diz que se sente à vontad e para trabalhar no computador. A utilidade do curso para os jovens não se vê tão depressa, porque está muito difícil arranjar trabalho. Na missão, os resultados demoram a ver-se, mas eles acontecem!

 

Em meados de Julho realizou-se a Assembleia dos Leigos Combonianos Moçambique, em Carapira – Nampula. Província de Moçambique onde o verde é mais verde, a pobreza e a humildade se nota e se sente mais, e também onde as doenças prevalecem.


Vânia

LMC - Maputo
 

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Missionário comboniano condecorado

O missionário comboniano português P. Alfredo Ribeiro Neres foi condecorado pelo Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, pela ocasião do dia 10 de Junho, Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas. O P. Alfredo Neres tem desenvolvido a sua actividade missionária no Congo, ao serviço dos mais pobres e abandonados.
A cerimónia da sua condecoração, teve lugar em Kinshasa, na Embaixada de Portugal com uma pequena celebração. Presentes estiveram o Núncio apostólico Mons. Giovanni Daniello, o Sr. Embaixador de Portugal no Congo Dr. João Perestrello e o Sr. Secretário de Estado da Justiça, Dr. João Tiago da Silveira. Estiveram também presentes a Sra. Secretária da Embaixada D. Fernanda Ramalheira e alguns missionários combonianos.
Ao Sr. Secretário de Estado da Justiça, o P. Alfredo pediu que levasse uma mensagem de agradecimento ao senhor Presidente da República; ao mesmo tempo pediu-lhe para comunicar ao Sr. Presidente um desejo seu, nomeadamente que a sua condecoração fosse “um símbolo do reconhecimento do Estado Português pelo trabalho que todos os missionários Portugueses estão a realizar no mundo”.
Para nós, combonianos mais jovens, que o tivemos como Mestre no Noviciado, o P. Alfredo tem sido sempre uma fonte de inspiração; esta condecoração é mais um estímulo para nós que, com ele, aprendemos muito a ser missionários.
 

 

Palavras do Pe Horácio (comboniano a trabalhar na Zâmbia) sobre o trabalho e testemunho do Pe Alfredo.

(Nota: na foto, o P. Alfredo com o Sr. Secretário de Estado da Justiça, Dr. João Tiago da Silveira.)

Visita a Mongoumba - Republica Centro África

Pe. Paulo visitou Susana e Mª Augusta em Mongoumba - Republica Centro África. Eles partilham connosco esses dias que passaram juntos.

  

Desde a minha entrada na equipa de coordenação dos LMC se vinha a falar na importância de fazer uma visita à comunidade dos LMC de Mongoumba na Republica Centro África.

Encontrei uma comunidade muito entusiasmada, com espírito missionário e introduzida no ambiente social e religioso daquele país.

O seu trabalho está voltado sobretudo para a educação e a saúde, mas também colaboram com o Pe. Luigi na visita às comunidades da paróquia.

Têm seis escolas que visitam regularmente procurando criar um compromisso da comunidade local na educação dos seus filhos e ajudam no melhoramento das estruturas escolares, abrindo poços e outras actividades.

Na missão têm um centro de saúde com um enfermeiro e procuram geri-lo para bem de todos mas sobretudo dos mais pobres. Dão uma maior atenção ao grupo dos Pigmeus que é muitas vezes rejeitado e utilizado pelo povo de descendência Banto. Têm também outros pequenos postos de saúde espalhados pelo território da missão os quais visitam frequentemente. Têm um centro para deficientes onde executam 200 fisioterapias por mês. Este centro é único na diocese de M’baiki.

Já existe um bom número de cristão que parecem (sobretudo no centro) muito bem organizados e participativos. No dia de Páscoa houve 40 baptizados os quais, a maior parte eram jovens.

                                                                   Pe. Paulo Emanuel

Equipa Coordenadora LMC Portugal

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Susana mostra o seu contentamento pela revisão do Directório dos LMC Portugal

Recebi com alegria o resultado da última revisão do directório dos LMC em Portugal. Na verdade, ele transmite bem, não um número de “regras de conduta”, mas o que, realmente, é um LMC no seu coração. Claro que há um caminho a percorrer em alguns aspectos que ainda, por razões práticas, não conseguimos concretizar, mas, com esperança, vamos co coragem e alegria trilhando este caminho tão bem descrito neste directório, a fim de viver em plenitude a nossa vocação Laical, Missionária e Comboniana.

Sinto-me pois alegre como membro dos LMC portugueses, sempre de coração aberto à internacionalização, pois todos somos família: família em Cristo e em Comboni.

Actualmente, em Missão, aceito este directório com fé, alegria e esperança.

Despeço-me fraternamente no coração do Cristo sempre presente em nós.

Susana Vilas Boas

LMC - Mongoumba

 

 

Missão em Maputo!

Cá estou de volta, depois de algum tempo de férias em casa. Tudo continua da mesma maneira, ou pelo quase da mesma maneira.

Durante este ano, continuo com as mesmas tarefas: dar aulas de informática, catequese e acompanhar a pastoral juvenil, para além de realizar algumas tarefas para a paróquia e para a escola. Um desses trabalhos foi fazer um trabalho sobre as crianças órfãs da nossa escola. É muito triste dizer que em cerca de 500 crianças, existem cerca de 60  crianças órfãs de pai, ou de mãe ou mesmo dos dois…
 
Vânia Costa, LMC
Benfica, Maputo
Moçambique
 
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Regresso a Mongumba

 

 

Olá amiguinhos!

Como vão as coisas? Cá estou eu de volta a casa depois destas minhas “curtas e merecidas” férias!
Na verdade, o tempo passou depressa e quase nem deu para estar com vocês, mas… o pouco tempo que passamos juntos, foi bem passado, não foi?

Pois é, aterrei no aeroporto de Bangui às 5 horas da manhã de 11 de Setembro. Do lado de fora, esperava-me um Missionário Comboniano que, indo para M’bata, me perguntava se eu queria boleia e, de M’bata, o Pe. Luigi me daria boleia até casa. Claro que a meio da tarde já estava eu em Mongoumba com a Rosanna e a Maria Augusta.

Como as sebes da Missão, da Da ti Ndoye (Centro de deficientes) e da Caritas está a ser comida pelas térmitas, a Rosanna e eu pensamos ir a Batalimo (a 18 km de casa) tentar pedir uma ajuda para conseguir a madeira necessária para refazer as sebes.
O carro parecia não pegar…
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