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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Partir ao Teu encontro...

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No passado dia 17 de Agosto eu e os meus 7 colegas do grupo Fé e Missão partimos para uma longa viagem desde Lisboa até ao aeroporto de Nampula. Não para fazer férias, mas sim para fazer um mês de experiência missionária na comunidade Comboniana de Carapira. Agora que estou de volta a Portugal, só posso dizer que foi um mês inesquecível que colocou Moçambique para sempre no meu coração!

O terreno principal da nossa missão foi o Instituto Técnico Industrial de Carapira (ITIC), onde colaborámos em diversas atividades, consoante os dons de cada um. No meu caso, sendo eu estudante de Matemática, tive a oportunidade de colaborar na revisão da contabilidade, no apoio ao setor pedagógico e no esclarecimento de dúvidas aos alunos durante o estudo noturno. Mas a nossa missão não se reduziu ao ITIC — também nos pediram que ajudássemos através de explicações às raparigas do lar das Irmãs Combonianas, e pudemos ainda participar em várias atividades da pastoral (visitas às comunidades, aos doentes, etc.). Apesar de todas estas tarefas, o que tornou este mês tão marcante não foi o pouco que eu dei mas sim o muito que recebi e aprendi em Carapira!

Acolhimento e partilha são duas palavras que contêm muita da magia deste mês de missão. É incrível a forma como a comunidade missionária de Carapira (padres, irmãs e leigos) esteve, desde a primeira hora, de portas sempre abertas para nos receber, para nos servir um café ou para ajudar no que fosse preciso. E no contacto com o povo percebi que este mesmo espírito de disponibilidade e partilha é também aquilo que melhor caracteriza a cultura do povo Macua, uma cultura riquíssima que contrasta tanto com a europeia... Enquanto que na Europa a vida é cheia de stress e as pessoas desesperam com o mínimo contratempo (um simples atraso de um autocarro, por exemplo), o que eu encontrei em Carapira foi um povo que vive sem pressas, que sabe estar e contemplar. A verdade é que nas minhas primeiras semanas em Carapira eu tive bastante dificuldade em adaptar-me a esta cultura e a este ritmo. Mas valeu a pena, porque este “abrandamento” levou-me a repensar o meu estilo de vida e a encontrar aquele silêncio interior que nos ajuda a escutar a vontade de Deus.

Viver em comunidade foi outro dos grandes desafios que eu tive que enfrentar. Durante este mês, fomos 8 jovens a fazer comunidade "a 100 por cento": fizemos as refeições juntos, rezámos juntos, trabalhámos juntos... Uma rotina que não tem nada a ver com aquilo a que eu estou habituado, pois eu saí de casa dos pais aos 17 anos (quando entrei na universidade) e acostumei-me a uma vida bastante autónoma e relativamente solitária... A adaptação não foi fácil, porque na vivência comunitária surgem constantemente situações que nos levam a errar – basta estarmos um pouco mais cansados para dizermos a palavra errada e gerarmos um desentendimento! São situações inevitáveis que surgiram de vez em quando, mas que foram sempre ultrapassadas graças à força da oração, que nos ajudou a estar mais em sintonia com Deus, a "morrer todos os dias por ir contra o próprio querer" (como diz um cântico de que nós muito gostamos!) e a sermos capazes de perdoar.

Para quem vem de um país como Portugal, é entristecedor ver que uma grande parte da população de Moçambique vive numa situação de enorme pobreza. E ainda mais triste fiquei ao dar-me conta de que a mentalidade dos países ricos é em grande medida a responsável por essa pobreza. Por exemplo, nos passeios pelo bairro fui surpreendido por ouvir tantas vezes a frase “mucunha [branco], preciso de dinheiro”, mas com o tempo percebi que isto acontece porque muitos mucunhas ajudam (dando dinheiro) apenas para tirar o peso da consciência, sem se preocuparem em criar os meios necessários para que o povo saia da pobreza e deixe de depender de esmolas. Mas fiquei cheio de alegria ao ver no terreno o grande e contínuo trabalho de caridade e amor ao próximo que é feito pelas missionárias e pelos missionários Combonianos, fiéis ao lema de S. Daniel Comboni: “Salvar África com a África!”.

Muito mais haveria para dizer sobre esta nossa “aterragem” em Carapira. Podia falar sobre as belezas fantásticas que encontrei nas visitas à praia e à Ilha de Moçambique, ou sobre a grande festa que foi a nossa despedida, ou sobre muitas outras coisas boas. Porém, o mais importante é o que fica guardado no coração, e isso não se traduz em palavras… Agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de viver tudo isto. Moçambique: estamos juntos, na amizade e na oração!

 

Rúben Sousa

Um Inesperado plano de Deus para mudar e melhorar os meus planos!

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O meu nome é Filipe Oliveira, sou estudante universitário e tenho 19 anos e, ao fazer a caminhada com o grupo "Fé e Missão" do Movimento J IM -Jovens em Missão. Decidi abraçar uma das propostas desse caminho que era a de uma experiência missionária de um mês, na missão comboniana de Carapira, no Norte de Moçambique.

Quando penso nesse mês ... não sei o que acontecerá! Esta antecipação do concretizar de um desejo que me arde no coração enche-me de uma série de emoções! Posso dizer, resumindo o que me vem cá dentro, que estou muito entusiasmado e ansioso! Será, sem dúvida, uma oportunidade fantástica para me poder doar inteiramente; e crescer, recebendo tudo aquilo com que irei sendo tocado, como dizia o poeta: "Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." (Saint-Exupéry)

Não posso dizer, contudo, que tenho expetativas (nem boas, nem más). Não as tenho - e ainda bem, porque as coisas só fazem sentido se surgirem como uma surpresa - por isso, vou deixar-me surpreender.

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E isto de me deixar surpreender leva-me a falar dos motivos que me levam a partir. Eu gosto de fazer planos: mas raramente os cumpro, ou raramente os concretizo. Muitas vezes o que se planeia é fantástico, é bom, mas não é o plano certo. E, embora tivesse um grande desejo de viver uma experiência destas; e, assim que esta oportunidade me apareceu eu a tenha aceitado sem hesitar muito; talvez não seja aquilo que eu, quando pensava viver algo assim, tivesse pensado. E é esse o motivo que me leva a Carapira: porque eu sei que alguém pensou nisto antes de mim e quis dar a volta aos meus planos. Esse alguém é Deus. Acredito e sinto que é Ele que me "empurra" a Carapira.

A vida de um cristão é um caminho. Esse caminho, não o desenho sozinho: Deus desenha-o comigo. E houve partes do caminho que eu trilhei; e outras que foi Deus quem trilhou. E, não sei mesmo, mas olhando para esses pedaços do caminho ... a sua travessia é desconcertante! Mas, quando chegamos ao fim desse trilho, olhamos para trás e vemos que crescemos tanto ... que somos tão diferentes no fim..., mas, porque mais configurados com Deus, estamos muito melhores, felizes!

Carapira é uma parte do meu caminho que Deus me propõe; uma parte do caminho sobre a qual não tenho expetativas, porque não a planeei ao pormenor, mas que apenas sei uma coisa -que algo de muito maravilhoso terá esse trilho, porque não será atravessado sozinho.

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Preparo-me para partir com um coração vazio: pronto para receber aquilo que Deus, através das pessoas que comigo vão e com as que já lá estão e com quem farei comunidade quiser nele colocar. Assim, parto para fazer um caminho onde espero encher o coração. Um inesperado plano de Deus para mudar e melhorar os meus planos ...

 

Filipe Oliveira

Fim de Semana de Espiritualidade Missionária Comboniana

Nos dias 23, 24 e 25 de junho teve lugar na casa dos Missionários Combonianos, da Maia, o fim de semana de Espiritualidade Missionária Comboniana, que se realiza anualmente. Entre consagrados (as), LMC´S, colaboradores, membros dos cenáculos de oração, jovens do Fé e Missão, simpatizantes da Família Comboniana, reuniu-se uma vasta equipa – com participantes de norte a sul do país.

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Um grupinho de nove Leigos Missionários Combonianos, marcou presença. Eu participei, e agradeço a Deus a oportunidade. Foi bom!

Com a temática: “Com Maria, missionários de Jesus”, o encontro subdividiu-se em três grandes subtemas, dois apresentados durante o sábado e um terceiro que através de um painel surgiu na manhã de domingo.

 

"É de Maria que se aprende o verdadeiro sentido de ser discípulo."

O primeiro subtema denominado: “O caminho missionário de Maria”, a cargo pelo Padre Dário, Missionário Comboniano, que nos apresentou Maria como a primeira discípula, como a primeira missionária, disponível a “levar” Jesus aos outros, como exemplo de Misericórdia, contemplando a ação de Maria, o “SIM”, a visita à prima Isabel e a cada momento intervindo com pequenos cânticos de Maria. Sem dúvida um momento muito bom! E citando Papa Francisco, ficou-me esta certeza:

 

 «É necessário aprender com Maria, reviver o seu «SIM», a sua disponibilidade total para receber o Filho de Deus na sua vida, que a partir daquele momento a transformou.»

de Papa Francisco

 

Com divisão dos participantes, em grupos, foram diversos os momentos de partilha, o que nos ajudou a interagir e a conhecer outras experiências, bem como, verdadeiros testemunhos.

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O segundo subtema, chegou-nos pelas palavras da Irmã Arlete, Missionária Comboniana - “O caminho missionário de Daniel Comboni, com Maria”Vimos o percurso de São Daniel Comboni desde da entrada dele no Instituto Mazza até à sua paixão pelo povo africano, passando pela sua entrega e devoção também ao Sagrado Coração de Jesus e Maria.Com auxílio, aos escritos de Comboni, conseguimos perceber melhor esta devoção.

 

«Foste tu, divina Mãe, que me inspiraste, para o novo Plano para a Regeneração da África,(...)».

de São Daniel Comboni

 

MARIA, adotou-nos como filhos no Calvário. E como diz o Santo Padre: "Temos Mãe!" - uma mãe que nos protege e acolhe no Seu manto. Uma Mãe que tem de ser um exemplo de vida. Uma Mãe que nos mostra como seguir Jesus.

Com tempos definidos, a reflexão, os cânticos, o espaço para convívio, os momentos de oração não faltaram.

Já no domingo de manhã, depois da oração da manhã, organizada pelos Leigos Missionários Combonianos, surgiu o terceiro subtema, não menos importante: “O Lugar de Maria, no nosso Caminhar Missionário”, a jeito de um painel muito diversificado, vivemos um bocadinho o trabalho desempenhado pelos cenáculos de oração, o trabalho realizado pelos Grupos da Infância Missionária e por sua vez, esteve representado também o grupo JIM - o Movimento Jovem da Família Comboniana.

Os participantes do painel mostraram aos presentes o quanto Maria está presente em suas vidas. E como é vivida a devoção por Maria nos grupos.

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Entre os temas e reflexões, o acolhimento, surgiu com a participação de Helena Laranjeiro, Missionária Secular Comboniana.

 

Alegria e boa disposição não faltaram, até porque era fim de semana de São João!!! Os motivos para fazermos festa também não faltaram, em dia de São João, Padre Claudino, completou 44 anos de Sacerdócio, no dia 25 foi a vez de Padre Dário estar de parabéns com os seus 45 anos de Sacerdócio. Parabéns a ambos...Votos de muitos mais anos de Missão!!

 

 

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Sofia Coelho

Partilha da vida e de saberes

IMG_20170413_144317[1].jpgO que tem em comum uma senhora russa, com mais de 70 anos, com curso superior e uma senhora da Guiné-Bissau, com cerca de 50 anos, sem nenhuma escolaridade? Ambas encontram-se em Portugal, vivem num bairro periférico da grande Lisboa e desejam aprender o português.

E é na Quinta das Mós, num espaço cedido pela Câmara Municipal para uso da Paróquia de Camarate, a partir desta necessidade bem concreta de duas pessoas, que nasce o projeto de alfabetização de adultos.

Baseado no método de Paulo Freire, adaptando-o para esta realidade específica, iniciámos as aulas nas tardes. Os níveis de aprendizagem e as necessidades são bem diferentes. Porém, neste método que busca a aprendizagem a partir da realidade, e leva a pessoa a lançar um olhar crítico sobre si mesma, possibilita essa interação, e mais do que isso, a solidariedade entre as envolvidas.

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Aos poucos outras pessoas vão agregando-se ao grupo, e abre-se uma nova turma de manhã, pois algumas das interessadas trabalham à tarde. O movimento é constante. Há abandonos por questões de trabalho, de saúde, de casa.

As duas turmas são formadas por mulheres. Um grupo acaba, persistem três. As duas do início e uma outra rapariga, mais jovem, que estudou somente até à 2ª classe.

As aulas são mais do que letras e palavras. São conversas, partilha de dificuldades, apoios e encaminhamentos para tratar documentos, encontrar casa para arrendar, traduzir conversas, esclarecer dúvidas do quotidiano, melhorar as pronúncias... Uma precisa sair de onde está, pois vive de favor e já não dá! A outra tem um quarto para lhe arrendar; uma quer aprender costura, a outra sabe e dispõe-se a ensinar; uma recebe alimentos, partilha com a outra que está sem receber vencimento... E assim seguimos, partilhando a vida e os saberes, promovendo a aprenzidagem e a valorização da pessoa, a partilha e a solidariedade! "Salvar África com África"!

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LMC Flávio Schmidt

Lágrimas

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As lágrimas que choramos e as que ficam petrificadas no olhar seguro de Ti, seguro em Ti.

São minhas. São tuas. São nossas. É a humanidade na sua essência e à flor da pele. Pequenas partículas de um amor que suporta, em tudo crê, e em tudo vêem gestos reveladores de Deus. São metáforas de sorrisos que se olham nos olhos, fazem parte real do que somos e do que trazemos em nós de mais belo, de mais frágil, de mais verdadeiro… São essência, são expressão feliz de que, fruto de um Amor transcendente aceitamos, vivemos e somos apenas o que levamos dentro.

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É alma a transbordar de sentimento. São momentos, são pessoas e lugares que nos fizeram casa no coração. É o corpo a preparar-se, a tomar asas para voar quando os pés não bastarem. Lágrimas, lágrimas são também o abraço ao irmão que podemos ser nós. É olhar a miséria, a guerra, as tragédias e sentindo a dor de Deus, ser as suas lágrimas. Lágrimas fazem caminho.

São pureza, uma mística vivida de um amor em comunidade. Um amor que se deixa revelar e em tudo se reveste de silêncios e espaços de liberdade. Que em tudo se ampara e dá sentido. Porta aberta para o outro. Gotas de mútua compreensão de amargura, de esperança multiplicadas por quatro. São encontros de almas, abraços ao coração. São bilhetes de ida ao coração do outro, aos seus mundos indizíveis e invisíveis. São tantas vezes o toque de Deus. É Deus que nos purifica, nos faz missionários e nos prepara para a missão.

São fruto da experiência do simples viver e da entrega diária a Deus. Fazem parte do risco e em tudo moldam os nossos passos. Em tudo fazem parte de duas vidas entregues nos braços de Deus.

São lágrimas.

Serão sempre lágrimas…

(lágrimas de Deus)

 

LMC'S​ Neuza Francisco e Paula Ascenção

"Reler e reler-me - a família e o projeto de vida"

Formador Dr Miguel Villas Freitas

Foi nos passados dias 19, 20 e 21 de Maio que decorreu a 9ª unidade Formativa LMC em Viseu, com o tema “Reler e reler-me – a família e o projeto de vida”, orientado pelo psicólogo Dr. Miguel Villas Freitas.

A formação teve início no fim da tarde de dia 19, Sexta-feira. Depois de uma calorosa receção, lá nos fomos juntando, com troca de sorrisos, beijos, abraços e novidades! Sim, são abraços à LMC, como eu lhes chamo, por serem bem apertados e genuínos de quem anseia encontrar-se para partilhar momentos únicos e muito enriquecedores!

 

Iniciámos o dia de Sábado com uma breve abordagem do formador, para que entendêssemos melhor o que é reler-me: fazer uma leitura pormenorizada dos acontecimentos passados e das minhas características; tomar consciência de que ninguém o faz por mim; é um tornar-me presente diante da “Presença” para um encontro comigo próprio! E como “cada um de nós se define pelas relações que mantém com o outro”, este encontro foi feito em grupo e assim encontrámos juntos os sinais desta “Presença”.

 

Em seguida, com a orientação do formador, cada elemento do grupo foi incentivado a fazer uma viagem ao seu passado, localizando-se num período da vida onde fora muito feliz! Depois de uma pausada análise dos motivos impulsionadores dessa felicidade, fomos solicitados a transportar esse estado de espírito de paz, sucesso, bem-estar, alegria, realização e felicidade, para o momento presente. Cada um foi ao encontro da sua pérola de sabedoria que desencadeou tanta felicidade nesse período que cada um reviveu. É necessário recuperar esta pérola, trazê-la para o hoje, cuidar dela!

 

Analisámos experiências bíblicas de um reler interior como por exemplo, o encontro de Jesus com os discípulos de Emaús e o encontro de Jesus com Nicodemos. São experiências onde se passa inevitavelmente pelas seguintes etapas: (1) Reformar; (2) Conformar; (3) Transformar; (4) Confirmar.

 

Quem passa por elas analisa as zonas do seu ser que precisam de ser convertidas, procura tomar a forma de Jesus, transforma-se e passa a viver em conformidade com esta transformação. Assim, sai de si, abandona as falsas seguranças e vai para uma lógica de entrega e serviço. Passa a procurar não só o que dá bem-estar, que satisfaz, mas sobretudo o que realiza e deixa marcas mais profundas no seu caráter!

 

Ao logo da manhã foram-nos proporcionados momentos de reflexão individual, seguidos de partilha a dois e, depois, com todo o grupo. Concluímos a manhã de reflexão com o visionamento do documentário “Celebrando o que o mundo tem de bom” da National Geographic, riquíssimo em mensagens relacionadas com a procura do que há de mais belo neste mundo.

 

Durante a tarde refletimos sobre as 24 forças de caráter, escolhendo cada um, aquelas que o impulsionam à ação com toda a naturalidade. Questionamo-nos, individualmente, sobre quais as energias que precisam de ser mais trabalhadas em nós próprios e quais as mais indispensáveis em terreno de Missão como LMC.

 

De seguida fizemos a reflexão individual, com questões muito concretas para responder e partilhar depois, sobre dois pontos: (1) A minha paixão; (2) O meu propósito.IMG_20052017_193108.jpgOração da Tarde

Na oração da tarde tivemos momentos de grande interioridade e partilha. Ele, Jesus Cristo, está ali connosco e o seu Espírito fala em cada um. Como é bom estarmos ali reunidos no cenáculo!

 

 

 

 

À noite, e para relaxar, sem perdermos o espírito de interiorização, vimos o filme: “O Mordomo”.

 

No Domingo surgiram mais momentos de oração e partilha.

Foram-nos apresentados 3 quadros à volta dos quais, deveríamos colocar nossa atenção e reflexão:

 

“Jesus mostra as suas feridas a Tomé!”

Quais as minhas feridas? Como assumi-las em vez de as esconder?

 

“Pegadas na areia!”

Reler momentos da minha vida em que Jesus me pegou ao colo. Com quem e através de quem?

 

“Diminuir o tamanho da minha cruz não é solução.”

Tenho consciência de que sempre que tento diminuir a minha cruz perco a oportunidade de crescer a nível humano e espiritual?

        

Individualmente definimos um propósito para ser levado para casa como desafio e ponto de esforço, tendo em vista que só comprometendo-nos com a mudança poderemos ser felizes!

 

Em conclusão: Só me encontrando comigo, vendo como sou realmente, quais as minhas feridas, que cruz carrego eu e colocando tudo nas mãos de Deus, deixando-me transformar, é que aprenderei a ser o melhor de mim para o mundo, percorrerei o caminho que me levará à Missão e a ser feliz nesta missão à qual estou destinada!

Foto Grupo

 

Glória Rocha

“Todo tiene su tiempo y sazón, todas las tareas bajo el sol” Ecl 3, 1

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O amor em comunidade cresce como a fermentação do pão. O principal ingrediente é o tempo. O tempo que amassa com a disponibilidade que cada um dá de si em prol do outro. Não basta sabermos os ingredientes. Não basta conhecer a receita. Não basta ter bons cozinheiros. É preciso tempo. É preciso dar tempo ao tempo ou então todo o resultado será vazio, sem sentido, fútil.  Deixemo-nos moldar por Deus e ao partir do pão tornemo-nos família.

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Comunidade “Lisanga”: Neuza y Paula

Festas missionárias em Aveiro e Coimbra

Os Missionários Combonianos organizaram nas suas casas do Calvão e de Coimbra as tradicionais Festas Missionárias de Outubro, e como em anos anteriores, tiveram a colaboração dos leigos missionários Combonianos na preparação, acolhimento e animação.

Começamos por fazer referência à festa de Aveiro que teve lugar no dia 4 de Outubro e reuniu cerca de 100 pessoas entre colaboradores, amigos e benfeitores.

Iniciou-se com a reflexão sobre a mensagem do Santo Padre Bento XVI para o dia mundial das missões 2009, “As nações caminharão à sua luz”, e o testemunho do Pe Claudio Gomes na R.D. Congo. Seguindo-se a eucaristia, onde se continuou a reflexão e deu-se ênfase à actividade missionária da Igreja nas paróquias. Tivemos a notícia do falecimento da mãe do Ir. Francisco, rezamos para que o Senhor a acolha no Seu Reino e que dê força, coragem e esperança à sua família. 

Depois do almoço partilhado, foi dada a oportunidade aos participantes de contactarem com a realidade missionária dos leigos através do testemunho da LMC Sandra Fagundes, que falou da sua experiência de dois anos ligada ao ensino na missão de Carapira em Moçambique.

Sandra e sua mãe

No dia 18 de Outubro realizou-se, mais uma vez, a Festa Missionária da casa de Coimbra, que surpreendeu a todos pela grande adesão de colaboradores e amigos. A festa iniciou com o testemunho do Irmão Francisco, que partilhou a sua experiência missionária na Zâmbia, onde esteve 12 anos. Seguiu-se a celebração da Eucaristia, presidida pelo Pe. Germano, que na homilia falou da crescente importância da colaboração de todos (consagrados, leigos,…) para a difusão do Reino de Deus. Foi ainda lembrada a mensagem do Papa para o dia Mundial das Missões, e a LMC Márcia, que está de partida para a Republica Centro África. 

 Depois do almoço partilhado, houve muita animação, este ano com uma surpresa para todos, a actuação do Rancho Folclórico do Hospital de Sobral Cid, a que agradecemos a sua participação, mas antes desta actuação houve momentos de grande alegria protagonizados pelos nossos colaboradores e amigos – canções, anedotas e declamações de poemas. A festa terminou com um belo momento de oração.

 

 

Élia, Liliana e Sandrina

Formandas dos LMC

 

Dia de Comboni

No passado dia 10 de Outubro, dia de São Daniel Comboni, os Missionários Combonianos organizaram na sua casa de Coimbra, uma comemoração deste acontecimento que congregou o Sr. Bispo de Coimbra Dom Albino Cleto, a comunidade comboniana (Pe. Germano, Pe. Paulo e Ir. Francisco), Leigas Missionárias Combonianas (Márcia, de partida para a República Centro-Africana, Sandra e Élia), amigos, colaboradores, sacerdotes, religiosos e religiosas da diocese de Coimbra.

A festa iniciou-se com a celebração da Eucaristia, presidida por D. Albino Cleto, onde nos unimos a toda a Igreja, e em especial a toda a família comboniana, para celebrar a vida e a obra de São Daniel Comboni e agradecer a Deus por continuarem a existir pessoas que se entregam ao seu ideal e ao seu carisma.

Em seguida reunimo-nos à volta de outra mesa, onde também em comunhão, almoçámos e confraternizámos celebrando assim em festa este dia tão especial para todos.

 

Nesse dia D. Albino disse: “… hoje não devemos apenas levar/dar o nosso amor aos outros através de obras ou bens, devemos acima de tudo levar a Fé! Levar a Fé, a Esperança e a Caridade como São Daniel Comboni fez…”

Comboni no seu tempo enfrentou realmente grandes perigos, doenças e contrariedades mas nunca desistiu porque o que o impelia verdadeiramente era a Fé, a Esperança e a Caridade. Podemos comprovar isso nas palavras que ele escreveu a seus pais: “Teremos que sofrer, suar, morrer, mas o pensar que se sofre e morre por amor de Jesus Cristo e da salvação das almas mais abandonadas do mundo é demasiado consolador para nos fazer desistir da grande empresa”.

Sempre me identifiquei muito com o carisma de Comboni porque no seu lema "Ou África ou a morte” vejo a radicalidade e a intensidade da sua entrega à missão; no seu plano de “Salvar a África com a África” noto que era um homem visionário e defensor dos direitos humanos; ao dizer que o missionário deve ser ”santo e competente” e viver de um “grande amor a Deus, que leva a um grande amor ao próximo” é notório que Jesus Cristo era o centro da sua vida e que o trabalho e as dificuldades nunca o fariam desistir.

 

Que a vida e obra de São Daniel Comboni, um dos maiores missionários da igreja, continue a inspirar cada vez mais pessoas para que a sua profecia: “eu morro mas a minha obra não morrerá” continue sempre actual, através da doação da vida de homens e mulheres que escolhem segui-lo, e a Jesus Cristo, entre os povos mais necessitados na fé e mais abandonados pela sociedade.

 

Ester Alexandra

 

 

 

Moçambique

 Estive em Moçambique nos anos de 2004 e 2005 na missão de Mangunde como Leiga Missionária Comboniana. A missão fica a 300kms da cidade da Beira para interior. Colaborei como professora no Projecto ESMABAMA dando aulas na escola da missão, trabalhando com os professores no aperfeiçoamento da sua prática pedagógica, ajudando no lar feminino e dando-me sempre que possível e oportuno.  

Este ano tive a graça de puder voltar a Moçambique e fiquei muito contente de constatar que o país está crescendo a todos os níveis: político, económico, social e no número e no empenho das suas comunidades cristãs. Foi com imensa alegria que verifiquei também que a maioria dos meus antigos alunos se encontram a estudar, ou até já são meus colegas, e continuam activos nas suas paróquias. Que gratificante para a missão de Mangunde e para todos os que lá se deram e continuam a dar das mais diversas formas!

Não quero com isto dizer que já não são precisos mais missionários em Moçambique, bem pelo contrário! Ainda há comunidades que não sentiram o Amor e a Misericórdia do Senhor, jovens que buscam uma luz para seguir, crianças que se querem sentir amadas incondicionalmente pelo Pai.

Peço orações e coragem para que aumente o número de missionários e para que os que se encontram em missão sejam sinal de simplicidade, fervor e total disponibilidade, à semelhança do nosso fundador São Daniel Comboni.

Tabonga! (Obrigada na língua local)

 

Maria Lucília Marques

 

Encontro com antigos alunos, hoje a fazer uma licenciatura, na Beira