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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Uma carta vinda da Etiópia

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Na nossa caixa do correio chega uma mensagem muito calorosa do nosso LMC em missão na Etiópia, desde Março de 2019, Pedro Nascimento.

 

Queridos familiares, amigas e amigos,

Espero que este e-mail vos encontre bem. Espero que toda a família esteja bem.

Graças a Deus estou bem.

Começo a sentir o forte calor, quase sempre de 40 graus que aqui se faz sentir. O calor que não se compara ao mesmo calor que sinto quando visito famílias, brinco com crianças ou trabalho com esta gente maravilhosa. Como dizia São Pedro, “como é bom estar aqui” (Mt 17,4).

Continuo envolvido na Biblioteca. Graças a Deus e à generosidade de algumas pessoas, foi possível comprar mais alguns livros para a Biblioteca. Os estudantes que aparecem podem ter acesso aos livros escolares básicos. Duas senhoras portuguesas, que aqui vieram trouxeram calculadoras e outro material. Muitas vezes procuro ter cadernos escolares e canetas e oferecer àqueles que não têm possibilidades económicas mas que revelam grande interesse. Sempre que solicitam algum livro em específico tentamos comprar. O seu tempo não é como o meu e posso ter dias em que me aparecem 2 ou 3 como ter dias em que me aparecem 20. Mas, como os compreendo. Jovens, com trabalho a fazer no campo, a estudar, com família e alguns com 2 ou 3 filhos, já. Como poderão ter tempo para a Biblioteca. A verdade é que arranjam e quando vêm estudam, há silêncio e isso deixa-me bastante alegre.

Continuo a ter um grupo fiel nas aulas de inglês e de informática. Eles gostam, têm desejo de aprender e eu, não sendo um especialista, tenho muito gosto em ensinar-lhes.

Tenho um grupo de estudo da Bíblia, em inglês, com 4 catequistas. Lemos a Bíblia, explico palavras em inglês, meditamos os textos, por vezes vemos filmes religiosos em inglês. Sinto-me muito feliz com eles.

Costumo ir brincar na escola que ainda alberga famílias refugiadas. Comprámos uma bola e isso é suficiente para reunir os jovens e para desfrutarmos de bons momentos.

Duas vezes por semana, no mínimo, acompanhamos os catequistas nas aldeias, visitamos famílias, brincamos com as crianças. São momentos que nos enchem o coração. Estar com as pessoas é fundamental na vocação missionária.

Com os Missionários Combonianos, com quem vivemos, todos os dias temos missa às 6.30 e todos os sábados fazemos uma hora de adoração eucarística. Às quintas-feiras vamos a casa das Irmãs Missionárias Combonianas, também com elas, temos uma hora de adoração eucarística e jantamos juntos. Às quartas-feiras eu e o David temos oração comunitária.

Apesar de todo este trabalho é desejo dos Leigos Missionários Combonianos, eu e o David (meu companheiro de comunidade) incluídos, iniciar uma nova presença missionária entre o povo Gumuz. Não somos os primeiros LMC na Etiópia mas somos os primeiros a trabalhar e a viver entre os Gumuz.

Assim sendo, estamos a visitar as comunidades, falamos com as pessoas, analisamos a situação concreta de cada vila e das famílias.

Infelizmente o carro que temos não nos permite esse trabalho contínuo. As estradas são péssimas e requerem uma carrinha razoável. Depois de um mês, só agora retomámos a brincar com as crianças das aldeias pois o nosso carro estava no mecânico, o que acontece com muita frequência. Para além de que continuamente estamos a pagar essas despesas. Será necessário comprar um novo carro que nos permita continuar o nosso trabalho.

Para além disso é nossa intenção construir uma casa numa das aldeias, junto das pessoas, e viver com elas. Juntamente com a casa iremos iniciar projectos. Ainda estamos a definir os projectos mas a construção de um jardim de infância para as crianças que passam o dia sozinhas, sem qualquer adulto e de um Lar de estudantes, que permita a alunos irem à escola, quando muitos não podem ir ou fazem 30 quilómetros diários para irem à escola são os projectos que nos parecem mais viáveis, tendo em conta o que já analisámos e ouvimos de jovens e adultos.

Infelizmente para realizar estes projectos será necessário dinheiro. Por isso peço a vossa oração para que possamos realizar a vontade de Deus junto deste povo lindo. Caso saibam de ONG´s que financiam este tipo de projectos, informem-nos, por favor. Toda a ajuda, por mínima que seja, é preciosa para Deus. E como sei que não estou sozinho aqui, tenho a certeza que estais comigo!

As adversidades por vezes aparecem, tais como tifo ou tifóide, mas estou alegre por ter sido enviado para este lugar onde Deus já se encontrava no meio destas pessoas.

Estou quase a completar um ano neste país lindo! Não duvido disso! É um país lindo! Estou feliz! Sinto-me feliz! Vivo feliz! Isso não significa que, não haja sofrimento. Significa que, apesar de todas as contrariedades que aparecem, vale a pena estar aqui, significa que Deus nos fortalece e nos dá os instrumentos necessários para realizar a sua vontade!

Continuo a ter-vos presentes na minha oração, continuo a sentir a vossa amizade bem perto de mim, continuo a aprender que a distância não quebra laços antes os fortalece, recordando-me diariamente o quanto a vossa amizade e amor são importantes para mim.

Beijinhos e abraços deste amigo que muito vos quer,

Pedro Nascimento

Encontro de Formação de Fevereiro - "O Leigo na Evangelização"

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Nos passados dias 15 e 16 de Fevereiro tivemos encontro de formação dos Leigos Missionários Combonianos, com o tema “O Leigo na Evangelização”. Tivemos a sorte e oportunidade de ser conduzidos pela ir. Conceição, Irmã Missionária Comboniana, que tão bem nos levou a ver, a conhecer e a sentir o papel do Leigo na Evangelização.

Começamos o dia com a lectio divina com base na leitura dos discípulos de Emaús e num ícone que nos ajudou a visualizar aquele encontro tão forte com Jesus. Deste encontro com os discípulos de Emaús, Jesus abriu-lhes a mente e provocou-lhes o coração, foi um encontro com Cristo, em que o Espírito Santo actua. Foi uma manhã de oração com a Palavra, que nos levou a um encontro com Jesus, e que nos ajudou também a ganhar uma ferramenta para a vida.

À tarde, tivemos uma pequena introdução da ir. Conceição sobre vários documentos da Igreja que nos falam do papel dos leigos, da importância da missão e da evangelização ou do Evangelho. E foi-nos proposto um momento de reflexão individual sobre um dos documentos da Igreja que a irmã nos facultou. O objectivo não era ler o documento na íntegra, mas sim visitá-lo, olhar os títulos dos capítulos e ler algum que nos tocasse mais. Fiquei com a exortação apostólica “Alegrai-vos e exultai”, do Papa Francisco, que por acaso já tinha lido quando saiu. Mas foi tão bom revisitar, voltar a olhar a santidade como chamamento de Deus para a minha vida e para a vida de cada um de nós. No final desta reflexão, todos partilhamos o que mais nos tocou no documento que nos calhou, e foi bonito ver como havia uma ligação em todos as partilhas, uma actualidade em todos os documentos analisados e uma profunda presença do Espírito Santo neste caminho. Para mim, foi reconhecer como o papel dos leigos é tão fundamental na Igreja e no mundo e como os desafios da vida de um leigo andam a par e passo com os desafios da santidade e do viver a fé com profundidade e seriedade no dia-a-dia.

Ao final da tarde fizemos uma oração que ajudou também a entregar todas estas reflexões, partilhas e vivências a Deus. À noite tivemos a graça de visitar a casa das Irmãs Missionárias Combonianas para um café e dois dedos de conversa. E foi tão bom.

No domingo, foi tempo de escutar o testemunho da vivência missionária da Neuza Francisco, LMC que regressou recentemente da missão de Arequipa, no Peru. Intitulou à sua partilha “Missão: Vida Acrescentada” e foi mesmo isso que nos transmitiu. Foi muito bom poder escutar o testemunho de uma LMC que viveu uma experiência diferente, na América Latina, em que tudo é tão diferente da nossa cultura e forma de ver as coisas. Mas que no fundo tudo é tão semelhante a nós porque são pessoas com amor e vida para partilhar. Foi bonito ver como a Neuza e a Paula fizeram caminho, projectos que olhavam para as necessidades daquele povo que Deus lhes colocou no caminho. E que, mesmo com todas as dificuldades e desafios da missão, o Amor em Cristo foi a peça fundamental nesta missão que viveram. Acho que este testemunho levou as nossas reflexões de sábado a uma concretização na vida e na missão. E foi bom, porque tudo estava interligado.

Terminámos com a Eucaristia, ponto sempre alto de cada encontro e de cada Domingo. Foi também um momento de agradecimento ao Pe. Francisco que nos tem acompanhado e que irá partir em missão brevemente, com a oferta de uma t-shirt dos LMC. Obrigada por toda a disponibilidade, sabedoria e partilha, Pe. Xico.

Gostava de partilhar que tivemos ao longo do fim de semana algumas palavras que nos acompanharam e que ganharam sentido a cada reflexão e partilha: encontro, relação, enamoramento e atitude. Percebi que cada uma delas por si só tem um forte impacto na vida de um cristão e mais ainda na vida de um leigo comprometido com a missão. Mas percebi ainda mais que, em conjunto, estas palavras deixam de ser só palavras mas se tornam em modo de vida e que acima de tudo transformam a vida. São chaves de ouro para um Leigo, são chaves de ouro para quem tem Deus no coração e na Vida.

Ana Sousa

Sou pedrinha, sou igreja - encontro LMC de Janeiro

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Foi nos passados dias 17, 18 e 19 de janeiro que decorreu mais uma unidade Formativa LMC com o tema “Sou pedrinha, sou Igreja”, orientado pela psicóloga Dra. Liliane Mendonça.

A formação teve início no fim da tarde de dia 17, Sexta-feira. Depois de uma calorosa receção, lá nos fomos juntando, com troca de sorrisos, beijos, abraços e novidades!

Iniciámos o dia de Sábado com a participação do grupo na Eucaristia da Comunidade Comboniana de Viseu.

A formadora iniciou o tema apresentando a metodologia de trabalho que iria connosco desenvolver, assim como as três partes principais onde iria incidir a reflexão do grupo:

-  1ª parte: Missão.

-  2ª parte: Querigma.

- 3ª parte: Dons e talentos.

A primeira parte foi apresentada pela formadora e depois refletida individualmente, em grupo e em plenário, ao longo da manhã de sábado.

Foram brevemente apresentados quatro documentos e analisadas algumas partes dos mesmos:

1-  Plano de Comboni para a regeneração da África.

2- A exortação apostóloca  Christifideles Laici do Papa  João Paulo II, de 1988.

3- Comunicado final da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa.

4- Christus Vivit – exortação apostóliva pós- sinodal do Papa Francisco, dirigida sobretudo aos jovens.

No âmbito da missão do leigo e como resultado da celebração dos 150 anos do Plano para a regeneração da África de São Daniel Comboni, foi escrita uma mensagem, pela família Comboniana, com os principais tópicos seguintes:

 - O Plano: uma vida mais do que um documento.

- O Plano: uma resposta missionária nascida da realidade.

- O Plano: uma grande intuição.

- O Plano: Inspirado por um Encontro.

- O Plano: Uma experiência vivida pelos filhos e filhas de Comboni, alargado ao mundo e vital e atual nos dias de hoje.

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Deixo ainda uns excertos da conclusão desta mensagem deixada por toda a Família Comboniana:

“…queremos, na verdade, que na Família Comboniana de hoje haja espaço para a diversidade reconhecida na igualdade do estilo de vida; queremos aprender a reconhecer os talentos de cada grupo para fazê-los frutificar em função do Reino. “

“… Ajude-nos o nosso Pai,São Daniel Comboni que nos queria “Santos e Capazes” capazes de relações novas e verdadeiramente evangélicas, capazes de vivermos a igualdade na diversidade, fazendo causa comum com os pobres e os excluídos… só assim podemos responder de forma eficaz aos grandes desafios emergentes que o mundo nos apresenta. “

 

Quanto ao segundo documento salienta-se “a novidade cristã dada aos membros da Igreja, ao constituir para todos a raíz da sua participação no múmus sacerdotal, profético e real de Cristo e da sua vocação à Santidade no amor, exprime-se e realiza-se nos fiéis leigos segundo a ídole secular o que lhes é própria e peculiar … os fiéis leigos devem sentir-se parte viva e responsável desta tarefa, chamados como são a anunciar e a viver o Evangelho ao serviço dos valores e das exigências da pessoa e da sociedade. “

Relativamente ao terceiro documento fomos levados até ao exemplo de Cristo: «Como eu fiz, fazei vós também!» sendo o primado da missão o Amor. Assim somos convidados a sermos «todos evangelizados, todos evangelizadores».

Seguiu-se, durante a tarde, a leitura e análise do capítulo IV da exortação apostólica Christus Vivit. Depois da reflexão individual fizemos o trabalho de grupo e finalmente o plenário onde todos manifestaram o quanto se sentiram maravilhados com a leitura deste capítulo onde o papa Francisco, através de uma linguagem simples e acessível a qualquer cristão, revela o grande amor que Deus tem por cada jovem, por cada um dos seus filhos. Também tentamos identificar nas nossas paróquias situações de primeiro anúncio: “Querigma”.

Na Oração da tarde foi-nos apresentada, pela formadora, a “Lectio Divina” com os seus vários degraus e a importância de rezarmos através dela para nos sentirmos em diálogo com o Senhor. Assim, por meio da Sua Palavra e meditação da mesma, nos sentimos amados e queridos por Deus de tal forma que O levamos para a vida, tornando-nos verdadeiros cristãos e missionários.

Terminámos o dia com momentos de diálogo e convívio entre o grupo.

Iniciámos o domingo com a oração da manhã onde se refletiu na parábola dos talentos do Evangelho segundo S. Mateus 25, 14-30.

Depois, na formação fomos convidados a refletir nos talentos e dons que cada um recebeu, respondendo a um conjunto de questões que, de forma simples, nos ajudavam a conhecermo-nos melhor e a sabermos quais os motivos que nos levam a desejar ir para a missão e para quê.

Ainda antes do momento alto do dia, a Eucaristia, tivemos a oportunidade de dialogarmos em grupo e com a coordenadora da associação LMC, Márcia Costa, sobre as dificuldades de quem vai em missão e de quem regressa da missão, assim como, quais as atividades que queremos realizar e quais os voluntários para a concretização das mesmas.

Glória Rocha

 

UM LEIGO VOLUNTÁRIO EM MISSÃO HOSPITALEIRA EM TIMOR-LESTE

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O nosso amigo Mário, em missão em Timor-Leste com os Irmãos Hospitaleiros de São João de Deus, escreve-nos contando um pouco sobre a missão para a qual foi destinado. É com alegria e gratidão que podemos revisitar o que connosco partilha.

A missão dos Irmãos Hospitaleiros de S. João de Deus em Timor-Leste baseia-se na Casa de Formação em Díli e no Centro de Apoio à Saúde em Laclubar, distrito de Manatuto. É neste Centro que tenho estado a colaborar como voluntário desde início de outubro de 2019.

O Centro tem como missão principal o internamento temporário de pessoas com doença mental grave, com vista à sua estabilização, recuperação e reintegração familiar e social. Também faz o acompanhamento, a nível nacional e em articulação com os serviços de saúde distritais, de outros pacientes que permanecem em suas casas medicados.

Para levar a cabo estes objetivos, conta atualmente com o trabalho de uma enfermeira especialista em Saúde Mental e Psiquiatria (portuguesa), mais dois enfermeiros generalistas, de um médico de clínica geral, bem como de auxiliares de internamento, educadoras, responsável administrativa e técnicos de manutenção e apoio geral. Além disso, é também aqui o local de formação para os jovens aspirantes a futuros irmãos de S. João de Deus, no seu primeiro ano, junto dos doentes e necessitados como é o carisma hospitaleiro. Todas estas atividades estão sob a responsabilidade do Diretor do Centro e superior da comunidade de irmãos, o irmão-sacerdote José Manuel Leonardo Machado.

Qual o lugar para um leigo voluntário neste contexto? É dispensável, como apoio complementar ao quadro de pessoal? Talvez, tendo em conta os colaboradores existentes. Pode ser útil e benéfica a sua presença? Cremos que sim, como em qualquer outra situação de voluntariado, em que dar o seu tempo e afeto pode ser testemunho de amor e hospitalidade.

Em colaboração com a equipa de monitoras-educadoras, que desenvolvem várias atividades ocupacionais  com os pacientes ao longo da semana, fui procurando desde início observar, conhecer e acomodar-me de forma construtiva, no respeito pela realidade existente. Progressivamente, participo e intervenho em:

  • Atividades lúdicas, para estimulação de capacidades pessoais e promoção do bem-estar: jogos diversos, desenho e pintura, exercício físico, caminhada, canto e dança
  • Momentos de formação, sobre vários temas: promoção da saúde mental, importância da medicação, higiene pessoal e ambiental, civismo, geografia dos distritos, preparação para a alta
  • Tarefas que exercitam os pacientes para a vida do dia-a-dia na reinserção familiar: limpeza dos jardins e recolha desses lixos, ida ao mercado, ajuda na limpeza do internamento; são os pacientes que põem a mesa e lavam a loiça (rotativamente) e são ajudados a lavar a sua roupa.

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As principais limitações e dificuldades na ação voluntária, seja com os pacientes seja com os colaboradores, têm a ver com a comunicação. O conhecimento dos hábitos, tradições e valores é importante para a compreensão de atitudes e comportamentos e para não sentir estranheza perante o que é diferente.

Além disso, poder compreender e falar Tetum, a língua de comunicação natural em Timor-Leste (e que permite o diálogo entre a quase vintena de línguas locais) é uma necessidade fundamental para a integração e relação com as pessoas. Embora o Português seja também língua oficial, é conhecido e utilizado sobretudo na administração pública e contextos profissionais diferenciados (como acontece nos países que foram colonizados). Aqui no interior, apenas algumas pessoas falam um pouco em Português; não esqueçamos que, durante os 24 anos da ocupação indonésia, a língua portuguesa foi banida das escolas e a retoma demorará o seu tempo. O Português será sempre uma segunda língua, aprendida como língua estrangeira. Por isso, também os missionários, voluntários e profissionais estrangeiros devem aprender Tetum se querem uma integração plena.

Neste sentido, para além do estudo inicial que realizei antes de vir (e que acho indispensável), procuro ir aprendendo no dia-a-dia mas é sempre insuficiente para estabelecer uma conversação para além do trivial. Ter atenção que aquilo que se tenta dizer nem sempre corresponde ao que a outra pessoa entendeu.

Como voluntário psicólogo, isto limita a comunicação com os doentes, embora na sua generalidade não tenham indicação para psicoterapia, como acontece neste grau de doença. Ainda assim, a intervenção e o olhar na perspetiva psicológica da compreensão das limitações e necessidades de cada doente, das atitudes que servem e que não servem a sua recuperação e bem-estar, pode ser um contributo importante.

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Além disso, tenho ensinado Português a um grupo de jovens. E tenho articulado com a Fundação S. João de Deus a adoção para Timor-Leste do novo método de gestão das bolsas de estudo de mérito (BEM), através da Internet, e trabalhado na preparação dos conteúdos de cada bolseiro a colocar nesse sítio.

Acima de tudo isto, estou aqui porque sou cristão e porque partilho os valores da hospitalidade e da missão. Há cerca de um ano deixei de trabalhar profissionalmente, era hora de poder partir e dar algo de mim pelos irmãos em necessidade.

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa (…) ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou (…)" (1 Cor 13). A leitura da Palavra e a oração são o alimento espiritual que nos dá o amor, a vontade e a persistência, mesmo quando vacilamos ou nos parece que temos pouco para dar. Assim, participar em momentos de oração e Eucaristia - com a comunidade dos irmãos, com os pacientes e colaboradores, com a comunidade paroquial de Nossa Senhora da Graça - faz parte indispensável da missão, preenche-me de alegria e de amor, faz-me sentir parte da Igreja.

Que o Senhor da Vida, seu Filho Jesus, nossa Mãe Maria, São João de Deus e São Daniel Comboni iluminem a nossa vida no serviço constante a quem sofre ou tem necessidade!

Laclubar, 31 de dezembro de 2019

Mário Breda     

O Calor do Advento

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Vinda da Etiópia, chega até à nossa caixa de correio uma bela e sentida mensagem do nosso querido Pedro Nascimento, que, em missão, vive o primeiro Natal for de Portugal: um Natal em busca de Jesus, junto de um povo esquecido, por muitos, mas bem presente no meu coração.

Celebrámos ontem o Primeiro Domingo de Advento (em Portugal celebraram o III Domingo de Advento). Este será, certamente, o Advento mais quente da minha vida. Para além dos 35 graus que agora se fazem sentir, este será o Advento mais quente porque aqui, o tempo de preparação para o Natal está ainda protegido do consumismo exacerbado que em Portugal mata o nosso Natal.

Aqui não se gasta milhões com as luzes natalícias (muitas vezes não temos sequer electricidade ou água em casa), não se vê propaganda natalícia; não se vê a azáfama das compras de Natal e dos jantares e almoços de Natal. Aqui, simplesmente, se aguarda a chegada do Natal, em oração e contemplação, desejando que o Deus Menino nasça nestes lindos e sofridos corações. Aqui, entrego a Deus, esta realidade sofredora, que me destrói e me constrói, que me abre os olhos a uma realidade dura e bela, que me faz questionar o sentido do Natal e o modo como o vivo.

Jesus nasceu num estábulo humilde e pobre, rodeado de animais. Contemplando a realidade onde me encontro, são imensos os lugares onde Jesus poderia nascer aqui: na escola secundária, agora habitada por famílias gumuz, deslocadas de suas casas, tantas vezes sem esperança e com medo; nas famílias que visitamos e que muitas vezes nos oferecem para comer e beber do pouco que têm; na casa das crianças com quem eu e o David vamos brincar todas as semanas e que muitas aparecem descalças, sem roupa ou com as roupas rasgadas e todas as semanas a mesma roupa; na família que perdeu duas crianças, em simultâneo, na semana passada. Para todas estas realidades e muitas outras que não menciono o meu desejo é um só: Vem, Vem Senhor Jesus!

Confesso que tenho grande desejo de celebrar o Natal aqui! Será o primeiro Natal fora de Portugal, fora da família e claro que não será fácil! Mas é um Natal em busca de Jesus, junto de um povo esquecido, por muitos, mas bem presente no meu coração. Será um Natal em que também eu serei pequenino diante das dificuldades e desafios mas esperando a vinda do Príncipe da Paz, do Deus Menino, da Esperança que a todos quer iluminar.

O trabalho, aqui, começa a surgir: a biblioteca que estamos a iniciar, ainda com poucos livros (vamos comprando quando há dinheiro e quando os estudantes nos pedem algum livro em particular), mas que começa a ter vários estudantes; aulas de inglês na biblioteca; aulas de informática na biblioteca; estudo do Novo Testamento com alguns catequistas; actividades com as crianças nas aldeias; visitas e actividades com os jovens que vivem na escola secundária, deslocados de suas casas.

Sei que em Portugal estamos quase no Natal. Assim sendo, desejo a todas e todos, votos de um santo Natal, na certeza de que Deus virá e fará morada no teu coração! Que seja um Natal da Igreja Doméstica, da família e que em todos os lares haja um lugar para Jesus.

Pedro Nascimento

Falo-vos da missão das nossas vidas

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Já muitos me conheceram. Uns pelo que escrevo. Outros pelo sorriso. Uns pelo abraço. Outros pela palavra amiga. Uns pelos conselhos. Outros pelas lágrimas. Uns por o que ouviram dizer de mim. E outros pelas minhas escolhas. Uns me julgaram pelas minhas atitudes. Outros pela valentia. Uns por aquilo em que acredito. Outros pela coragem. Uns pela ousadia. Outros por tudo aquilo que ainda não fui capaz. Sou eu. Em tudo aquilo que possam dizer e escrever de mim. Sou eu a escrever a minha história. Sou eu com a soma das minhas escolhas certas e erradas que escrevo dia a dia o meu caminho e ouso viver assim de um jeito meio atrevido a missão para a qual nasci. E tu, quem escreve a tua história?

Às vezes vivemos tanto das vidas dos outros que nos esquecemos de viver a nossa própria vida, esquecemo-nos que somos os protagonistas da nossa história e que vida depende prioritariamente de nós. No fundo somos todos humanos, todos incompletos e ao mesmo tempo todos com ânsia de que se faça história em nós e através de nós. Todos somos essa semente corajosa que ousa viver de uma maneira concreta. A nossa história não depende da opinião alheia nem do nosso passado depende das escolhas diárias que fazemos e do bem que plantamos no mundo, do bem que semeamos dentro e fora das portas da nossa casa. Essa é a verdadeira missão da minha, da tua, das nossas vidas. A missão é urgente. O Amor é urgente. O bem é urgente. Tu és urgente. E a tua vida é urgente. É urgente vermos em nós a possibilidade de um mundo melhor e saber que depende de cada um de nós a sobrevivência do amor.

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 Esta é a minha forma de ver o mundo de viver de estar de crescer no amor na fé e na esperança. Não foi o partir que me fez melhor ou pior mas sim o saber e sentir que eu com a minha vida e as minhas escolhas posso fazer do mundo um lugar habitável por todos. Fazer dos pequenos mundos que habitam ao meu lado uma casa mais feliz. Estes pequenos mundos que vão cruzando o meu e me vão fazendo amar a capacidade de sermos mundos em movimento numa única direção. O amor.

Neste mês. Não tenhas medo de olhar para ti, de pensar um pouco sobre os teus propósitos de vida de refletir sobre como cuidas tu esta casa que é comum. Que tudo aquilo que nascer do teu coração seja obra concreta na tua vida e espalhes um rasto de bem por onde passares, com quem estiveres.

Se sentes que Deus te pede mais um pouco, não hesites, não deixes que o medo te afaste a esperança não deixes que as ilusões mundanas sufoquem o teu eu. Deixa-te levar e sentirás que em todos os momentos Deus te guiará pela mão, outras que te carregará em braços.  Ainda que algumas vezes pareça ausente, distante. Ele está aqui. Ele quer fazer das nossas vidas um lugar onde todos possam encontrar um pouco mais de luz, um puco mais de amor. Um pouco mais de Deus.

Tu és missão. Uma missão no mundo e para o mundo. A missão espera-te como és. O mundo espera-te no que de melhor possas partilhar com o outro. E eu? Eu acredito em ti. Eu acredito que que tu és capaz. Eu acredito que sou missão contigo. Aqui. Aí. Onde estivermos. Se em nossos corações houver sempre o amor de Deus.

 

Com fé e esperança,

Neuza Francisco

 

 

 

 

De Laclubar, Timor-Leste

O LMC Mário Breda está neste momento em Laclubar, Timor-Leste, e escreveu-nos sobre a sua missão, no dia 7 de outubro:

"Olá!
Depois de uma semana em Dili, ontem viajei para Laclubar, aldeia nas montanhas do centro, 3h desde Dili. Uma parte em boa estrada, já reconstruida, outras partes em estrada ainda mal. Os últimos 10 km demoraram 40 minutos. Mas isso não importa. Correu bem. É aqui que vou ficar, tem o centro de internamento de pessoas com doenças mentais, dos
Irmãos S. João de Deus. Um espaço grande, vários edifícios, grande horta, animais que comem os restos, tudo aproveitado. Montanha e ar puro.

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Hoje já começo a cozinhar para mim e a tratar da minha roupa e das limpezas. Já me abasteci. Para além dos funcionários timorenses, há uma enfermeira portuguesa que já está habituada a tratar dela, por isso assim continuamos. Há aqui um grande mercado ao domingo, para esta região onde vive muita gente em aldeias nas montanhas que demoram horas para chegar aqui, a pé, carga à cabeça ou a cavalo. Com o tempo, espero também ir a sítios desses. Na casa dos irmãos vive o superior, irmão padre hospitaleiro, açoriano. Um irmão timorense jovem, enfermeiro. E mais 5 jovens aspirantes, timorenses, que iniciaram este ano o seu caminho de formação para se tornarem irmãos hospitaleiros. Aqui há muitas vocações de rapazes e raparigas. Dou-me muito bem com todos, são simples, alegres, inteligentes, generosos.  O povo timorense é muito espiritual, de tradição animista. Existe a fonte sagrada, árvore sagrada (vi uma em Dili onde as mamãs vão colocar o cordão umbilical do seu bebé), casa sagrada que algumas famílias têm como habitação dos espíritos dos seus antepassados. Não é bonito? Assim, a ideia de Deus, de Jesus e de Nossa Senhora é muito sentida pelas pessoas, afinal também estão vivos em espírito. A fé no Sagrado Coração de Jesus e na Imaculada Conceição estão muito enraizadas em Timor. Neste momento, aqui na paroquia de Laclubar, a imagem de Nossa Senhora está em circulação ficando uns dias em cada aldeia, com procissão entre aldeias, a pé por caminhos de montanha, com entrega no início da aldeia seguinte, tudo isto com cânticos, orações, discursos protocolares e refeições partilhadas. Não vi, mas ouvi contar ontem e já tinha lido. A imagem volta à igreja paroquial de Laclubar em fim de novembro para a festa da padroeira Nossa Senhora da Graça. Espero um dia poder participar nestes momentos que me tocam profundamente, tal como as missas a que já assisti.

Quem se evangeliza sou eu que fico profundamente impressionado com a fé das pessoas e interiormente tocado pelo Espírito. 

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Entretanto, vou aprendendo Tetum pois é indispensável para comunicar. Já me desenrasco um bocadinho. Mas a missa é em tetum, só entendo algumas palavras. Os cânticos são de uma sonoridade contagiante, igreja cheia e por fora a toda a volta; toda a gente canta, não só o coro. Os cânticos são muito bonitos, em Tetum, um ou outro em Português (também gostam de incluir). Bem, comecei por querer dizer pouco e já me alonguei.

Tenho de ir tratar do almoço que já é tarde, 13h, aqui +8. Envio fotos (poucas) da viagem de Dili para Laclubar e desta aldeia onde vou viver e fazer parte da comunidade, com amor.

Um abraço,

Mário"

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AQUI, ETIÓPIA

Quando Deus coloca no nosso coração o sonho missionário, no nosso coração e mente começam a surgir ideias e desejos. Sonhamos com coisas, por vezes, tão difíceis de alcançar.

Quando chegamos ao local onde Deus nos envia, com as diferenças culturais, com os problemas de língua (mais de 60 línguas são faladas na Etiópia), as diferenças nos sistemas de educação, saúde e segurança, começamos a entender que as nossas ideias preconcebidas não passam de miragens, por vezes sem qualquer utilidade.

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Porém, se colocamos Deus como o centro da missão, compreendemos que Ele não nos pede causas impossíveis ou milagres, mas sim que sejamos testemunhas do Seu Amor (com tudo o que isso implica, incluindo dar a vida), portadores de esperança, que façamos comunhão com as pessoas. Amamos muito pouco a Deus se não amamos as pessoas.

De facto, durante este tempo na Etiópia verifico que as dificuldades são muitas, que o meu campo de trabalho fica muito limitado. Mas todos os dias me vou apercebendo que o mais importante não é o número de trabalhos que se fazem ou os projectos que se implementam. O importante é a quantidade de amor que colocamos nas relações com as pessoas! No início, saber o nome de cada um, saber a sua família, conhecer a sua história. Pequenas coisas que ajudam a criar amizade e comunhão. E como é bonito quando vou na rua e as crianças com quem jogo futebol dizem “Opetrosa” (Pedro, em gumuz).

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Durante o tempo em Addis Abeba, enquanto estudava amárico tive oportunidade de fazer voluntariado, alguns sábados, com as Irmãs da Caridade de Madre Teresa de Calcutá. Ver tanto sofrimento, fez-me sofrer imenso! Mas ajudou-me a perceber que o que fazemos, se é por amor a Jesus e aos nossos irmãos nunca será insignificante! O que fazemos não é por dinheiro, interesse ou desejo de reconhecimento! É gratuito!

A vida é um dom de Deus e todas as pessoas são para nós dom e mistério de Deus. O povo gumuz, junto de quem, agora vivo, é um dos povos mais marginalizados da Etiópia. Depois da Páscoa, devido a questões tribais, várias aldeias gumuz foram incendiadas, pessoas mortas. Durante várias semanas, no espaço das irmãs combonianas, em Mandura, viveram mais de 800 pessoas gumuz, sem casa e sem esperança. Em Guilguel Beles, os refugiados foram colocados numa escola estatal. No início, os missionários combonianos ajudaram com comida e roupas, foram visitando as pessoas. Depois o governo assumiu o controlo da situação. Ainda hoje lá estão. Famílias, imensas crianças! Quando lá vou, para cumprimentar as pessoas, sinto que somos chamados a ser portadores de esperança para aquelas pessoas, desanimadas e com medo de regressar às suas aldeias, onde não são desejados pelos povos vizinhos.

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O importante é referir que não existem barreiras ao Amor! Lembremo-nos do Hino da caridade, de São Paulo ( 1Cor 13).

Estou aqui há um mês, junto dos gumuz! Depois de ver a realidade é tempo de iniciar trabalho. Várias ideias começam a surgir! Pedimos a Deus para que o nosso trabalho seja sempre pelas e para as pessoas.

Com humildade vos peço: rezem por mim e pela minha comunidade! Rezem pela Etiópia!

Pedro Nascimento

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Batizados e Enviados | A Missão na ação Evangelizadora do Cristão.

No passado fim de semana, 28 e 29 de setembro de 2019, em Fátima, teve lugar as Jornadas Missionárias Nacionais deste ano.

Intituladas com a temática: “Batizados e Enviados. A Missão na ação Evangelizadora do Cristão.”

As jornadas situaram-se precisamente entre o Mês Missionário Extraordinário convocado pelo Papa Francisco, para outubro e no ano Missionário declarado com a temática: “Todos, Tudo e Sempre em Missão.”

As jornadas surgem assim, como mais um marco importante para a caminhada de cada Missionário, de cada batizado.

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Os Leigos Missionários Combonianos não faltaram à chamada e assim estivemos representados.

Com alegria e ardor missionário, por meio de diversas conferências ficou notória a urgência de uma reflexão sobre a Missão da Igreja no Mundo, sobre um dinamismo evangelizador e universal.

Conferencistas de excelência, que nem D. Manuel Linda, Pe. Eloy Bueno, Pe. José Silva, D. António Couto, D. José Cordeiro, deixaram a certeza de um caminho já iniciado que precisa de ser continuado. Que existem tarefas comunitárias mas também individuais: A responsabilidade é de cada Cristão.

Trabalhou-se conceitos como Interculturalidade e aculturação.

Padre José Silva, Missionário do Verbo Divino, mostrou-nos como urge derrubar muros… “Missão é derrubar muros.”

Nestas jornadas, ficou clara a intensa relação entre os sacramentos de iniciação cristã com a Missão.

D. António Couto, com recurso aos Atos dos Apóstolos – Pentecostes, mostrou-nos que o grande protagonista e mestre dos novos tempos é o Espírito Santo. Chega mesmo a dizer que são precisos “novos Pentecostes”… que são precisos “novos Pentecostes”, em Fátima, Lamego, Lisboa…

Ainda no sábado pelas 21h30, a todos foi possível ver, ouvir e sentir missão, foi a vez dos mais jovens contarem as suas experiências em contexto missionário, jovens que fizeram formação com a FEC.

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De forma descontraída, demostraram com as suas palavras e pequenos vídeos e fotos como foi bom, partilharem suas vidas. De louvar a atitude de serviço, empenho e dedicação destes jovens, jovens missionários de coração generoso.

No domingo de manhã teve lugar a conferência de D. José Cordeiro, Bispo de Bragança, que a todos falou da importância da Eucaristia e da Oração para a Missão.

“Sem liturgia não há missão; sem Oração não há Missão.” D. José Cordeiro, dá ênfase e afirma que a Eucaristia é fonte e ponto culminante em toda a Evangelização.

Durante todo o evento, entre os temas, foi possível sempre um pouco de convívio e existiram momentos com dinâmicas engraçadas por parte de um grupinho de Jovens Sem Fronteiras.

Como não podia deixar de ser, as Jornadas Missionárias chegaram ao fim com a Eucaristia partilhada pelos presentes.

Gostaria de terminar esta pequena partilha, fazendo o eco de um pensamento que só os “adultos” na fé talvez entendam: “Se o coração não arde, os pés não andam.”

Um abraço amigo,

Sofia Coelho

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Casamento dos LMC: Laura & David

No fim de semana 7 e 8 de Setembro, alguns LMC e formandos rumaram até à ilha da Madeira para partilhar um momento especial com dois formandos LMC, a Laura e o David. Pudemos partilhar com eles o dia do seu casamento e alguns dos preparativos, juntamente com a sua família e amigos. Foram dias especiais, de alegria e de partilha, de amor e de fé. Foram dias intensos, mas definitivamente inesquecíveis.

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No sábado dia 7 de setembro, pelas 15h celebrou-se o casamento da Laura e do David, na Paróquia do Cristo Rei na Ponta do Sol. Foi uma cerimónia bonita, com simplicidade e emoção próprias de um momento destes de união. Foi acompanhado por um coro infantil que trouxe uma jovialidade e alegria especiais a esta celebração. Foi sem dúvida um momento onde Deus se fez presente nas famílias, nos amigos e principalmente no rosto da Laura e do David.

Que esta união e compromisso os faça crescer na fé e na intimidade com Deus, como casal. E que S. Daniel Comboni interceda sempre por eles e pela família que agora iniciam!

Sejam felizes!

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