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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

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Peregrinação de Confiança - Encontro da comunidade Taizé, em Valência

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Confiança, disponibilidade e (re)encontro.Posso resumir nestas três palavras o que vivi no final de ano com a Comunidade de Taizé e com as outras 16 mil pessoas que abraçaram esta peregrinação.

Quem conhece a Comunidade de Taizé sabe e sente que Algo extraordinariamente transcendente opera sempre em nós. Olhamos à volta e somos todos diferentes mas estamos ali todos com o mesmo propósito, somos cristãos, podemos ser de igrejas diferentes mas todos nos juntamos à volta da Cruz e confiamos neste Deus que é Amor, e “respiramos” a Sua comunhão, cantamos pela Sua misericórdia e sorrimos e/ou

índice 5.jpgchoramos na ânsia do Seu perdão e da Sua paz e o Espírito Santo verdadeiramente actua e está e faz-se presente connosco.

A minha decisão de ir não foi nem muito pensada nem muito ponderada: “vamos!”, e assim fui sem saber bem o que me esperava, apenas disponível, não só de tempo mas principalmente de coração, e para mim é tão difícil comprometer-me e estar disponível, e depois chego ali e estamos todos reunidos cheios de alegria e confiança e é tão simples e tão acertado.

Neste encontro todos os participantes foram recebidos em famílias, o que só demonstra o quanto o povo de Valência nos quis acolher e se disponiblizou de braços abertos, o que muito agradecemos. Fiquei na Paróquia de Jesús Maestro e fui acolhida juntamente com uma jovem polaca em casa de duas Senhoras que são irmãs, umas jovens entre os 70 e 80 anos, que vivem mesmo em frente da Igreja Paroquial e que todos os dias quando acordam vão à janela e dizem: “Senhor, Jesus nosso mestre, estamos aqui para fazer a Tua vontade.”.Que simplicidade!

Todas as manhãs eramos convidados a participar no nosso pequeno grupo de partilha na nossa paróquia. No meu grupo para além de portugueses, havia polacos, espanhóis e franceses e criou-se entre nós uma relação de confiança e partilha tão íntima, profunda e rica, como se sempre nos tivessemos conhecido. Todos os dias participávamos nas três orações comunitárias, a da manhã na nossa paróquia e as outras duas com a Comunidade de Taizé,  tinhamos a possibilidade de participar em vários workshops sobre Fé e Espiritualidade/Solidariedade/Sociedade/Arte e Cultura e, para além disso, alguns de nós podiam ainda ter um trabalho. O meu serviço foi a recolha do lixo no jardim a seguir ao almoço, e foi bonito ver a interacção espontânea que se cria com o outro neste gesto, os sorrisos e os agradecimentos.

índice.jpgCada vez mais me vou apercebendo de como a nossa vida é feita destes encontros e reencontros, pelo que tento sempre apreciá-los e absorvê-los, porque a maioria deles acontece quando menos se está à espera mas curiosamente quando mais precisamos, relembrando-me que preciso confiar mais na história que o Senhor quer fazer comigo. Ele que vem sempre ao nosso encontro e sabe quando e como deve colocar estes e tantos outros encontros na vida de cada um. Porque o que vi e o que não vi mas vivi, porque os vários testemunhos que recebi naqueles dias, antes poderiam ter-me passado ao lado em vez de transformar o meu coração e de me deixar tão agradecida, trazendo no coração este tesouro: que só quando nos confiamos a Deus acolhemos e somos a misericórdia.

 

por Vanessa Pedro