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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

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Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

APARF 35 anos na luta contra a lepra

Nos dias 4 e 5 de Julho de 2022, realizou-se em Fátima, no Hotel Domus Pacis, o XIV Encontro Nacional da APARF, para comemoração dos “35 anos na luta contra a Lepra e todas as lepras.”

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Pelas 14 horas, foi feita a recepção dos participantes e a distribuição da documentação.

Seguiu-se o discurso de Boas Vindas, pelo Dr. Vítor Borges, Presidente da Associação dos Amigos de Raul Follereau (APARF). Logo depois foram apresentados os gastos por cada Natureza de projecto que são: Lepra, Alimentação, Água, Construção de Centros e Educação. Durante estes 35 anos da APARF, foram realizados 1998 projetos, distribuídos por 54 países, tendo sido gasto um total de 19.777.455,88€.

O primeiro tema a ser tratado foi “A Lepra no Mundo – Origens e actualidade”, pelo espanhol Dr. José Ramos Echevaria- Director Clinico do sanatório de Fontilles.

A Lepra teve início na Índia, 1500 anos A.C. As pessoas tinham que estar separadas, eram chamadas impuras. Só em 1873 Armawer Hansen – descobriu o bacilo da doença, que ficou a chamar-se “bacilo de Hansen”. Estes bacilos podem permanecer vivos durante vários dias. A transmissão faz-se pelas vias respiratórias. O bacilo fica de 3 a 5 anos em incubação. Os sintomas são: aparecimento de manchas na pele, perda da capacidade de suar, perda da sensibilidade à dor, ao toque e ao calor. As partes do corpo mais afectadas são os olhos, as mãos e os pés, mas as feridas também podem aparecer no rosto, nariz, orelhas, braços e pernas. Só em 1941 apareceu o primeiro medicamento, nos E.U.A

Em cada ano são registados cerca de 127.000 novos casos. Existem ainda leprosos em 100 países, mas 95% dos casos encontram-se em 14 países. A Índia é o país com mais leprosos, cerca de metade, o Brasil encontra-se em 2º lugar.

Ouvimos, com interesse, os primeiros testemunhos: o padre Anastácio Jorge, que nasceu no Hospital Rovisco Pais, filho de uma leprosa. É missionário da Boa Nova – Moçambique. As irmãs Elisabete e Joana Carneiro, missionárias Combonianas no Sudão do Sul e ainda D. Luís Lisboa, ex. bispo de Pemba.

O Dr. Vítor Matos falou da lepra em Portugal. No reinado de D. Sancho I foi criado o Hospital de S. Lázaro em Coimbra. Em 1947 nasceu o Hospital Colónia Rovisco Pais, com capacidade para 1000 doentes, era chamado “ Aldeia terapêutica.” Em 1962 começaram a sair os doentes. A Dra. Cristina Nogueira, é a Curadora do Núcleo Museológico do Hospital Colónia Rovisco Pais- Tocha. O museu pode ser visitado.

Seguiram-se os testemunhos apresentados por:  Fátima Costa da “Associação Capulana”; Estrela Arjomil Souto- Voluntária em Cabo Delgado - Moçambique; D. José Alfredo Caires Nóbrega, bispo de Mananjary – Madagáscar.

O Sábado terminou com “ Cerimónia  de Sócios Honorários”.

No Domingo foram ouvidos os testemunhos:

 Ana Sofia Mendes, voluntária em Iapala -  “A minha experiência no Voluntariado”,

Estrella Arjomil Soto “Voluntariado: fazer o que é preciso”.

Solsef, leigos Espiritanos; Salama / Ocua, equipa missionária Arq. De Braga; Medicina + Perto, Assoc. Estud. Fac. Medicina Lisboa “Necessidades para a continuidade dos projectos de voluntariado com agentes locais, sua formação e motivação.

Encerramento: Dr. Patrícia Lopes, Presidente da mesa da A. G.

O encontro terminou com a Celebração da Eucaristia e o almoço.

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Agradecemos à Associação dos Leigos Missionários Combonianos por nos ter dado a possibilidade de participarmos neste encontro, bem hajam.

LMC´S Cristina Sousa, Élia Gomes e Maria Augusta Pires

Nota: fotos da autoria da página oficial da APARF