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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

AQUI, ETIÓPIA

Quando Deus coloca no nosso coração o sonho missionário, no nosso coração e mente começam a surgir ideias e desejos. Sonhamos com coisas, por vezes, tão difíceis de alcançar.

Quando chegamos ao local onde Deus nos envia, com as diferenças culturais, com os problemas de língua (mais de 60 línguas são faladas na Etiópia), as diferenças nos sistemas de educação, saúde e segurança, começamos a entender que as nossas ideias preconcebidas não passam de miragens, por vezes sem qualquer utilidade.

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Porém, se colocamos Deus como o centro da missão, compreendemos que Ele não nos pede causas impossíveis ou milagres, mas sim que sejamos testemunhas do Seu Amor (com tudo o que isso implica, incluindo dar a vida), portadores de esperança, que façamos comunhão com as pessoas. Amamos muito pouco a Deus se não amamos as pessoas.

De facto, durante este tempo na Etiópia verifico que as dificuldades são muitas, que o meu campo de trabalho fica muito limitado. Mas todos os dias me vou apercebendo que o mais importante não é o número de trabalhos que se fazem ou os projectos que se implementam. O importante é a quantidade de amor que colocamos nas relações com as pessoas! No início, saber o nome de cada um, saber a sua família, conhecer a sua história. Pequenas coisas que ajudam a criar amizade e comunhão. E como é bonito quando vou na rua e as crianças com quem jogo futebol dizem “Opetrosa” (Pedro, em gumuz).

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Durante o tempo em Addis Abeba, enquanto estudava amárico tive oportunidade de fazer voluntariado, alguns sábados, com as Irmãs da Caridade de Madre Teresa de Calcutá. Ver tanto sofrimento, fez-me sofrer imenso! Mas ajudou-me a perceber que o que fazemos, se é por amor a Jesus e aos nossos irmãos nunca será insignificante! O que fazemos não é por dinheiro, interesse ou desejo de reconhecimento! É gratuito!

A vida é um dom de Deus e todas as pessoas são para nós dom e mistério de Deus. O povo gumuz, junto de quem, agora vivo, é um dos povos mais marginalizados da Etiópia. Depois da Páscoa, devido a questões tribais, várias aldeias gumuz foram incendiadas, pessoas mortas. Durante várias semanas, no espaço das irmãs combonianas, em Mandura, viveram mais de 800 pessoas gumuz, sem casa e sem esperança. Em Guilguel Beles, os refugiados foram colocados numa escola estatal. No início, os missionários combonianos ajudaram com comida e roupas, foram visitando as pessoas. Depois o governo assumiu o controlo da situação. Ainda hoje lá estão. Famílias, imensas crianças! Quando lá vou, para cumprimentar as pessoas, sinto que somos chamados a ser portadores de esperança para aquelas pessoas, desanimadas e com medo de regressar às suas aldeias, onde não são desejados pelos povos vizinhos.

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O importante é referir que não existem barreiras ao Amor! Lembremo-nos do Hino da caridade, de São Paulo ( 1Cor 13).

Estou aqui há um mês, junto dos gumuz! Depois de ver a realidade é tempo de iniciar trabalho. Várias ideias começam a surgir! Pedimos a Deus para que o nosso trabalho seja sempre pelas e para as pessoas.

Com humildade vos peço: rezem por mim e pela minha comunidade! Rezem pela Etiópia!

Pedro Nascimento

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