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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Páscoa em Moçambique...

Cheguei à missão de Carapira, no dia 26 de Março, à noite. Somos cinco leigos, eu, duas italianas, que chegaram no dia 7 de Março, e um casal brasileiro.

 No dia 28 fomos a Nacala para participar na Missa Crismal, que aqui celebram na Quarta feira Santa, por causa das longas distâncias que há entre as paróquias e a diocese de Nacala.

Ao sair da celebração, qual não foi o meu espanto, quando a senhora que fizera a 1ª leitura me chama “professora”, virei-me e vi a Rufina que estivera dois anos no lar de Mueria, do qual eu era a responsável, e também fora minha aluna. Acabo de a abraçar e aparece o Manuel, que fora colega dela. Que grande surpresa e alegria, o Manuel, hoje é padre em Alua, a minha primeira missão em Moçambique.

Era um rapaz que gostava muito de falar comigo, fazendo muitas perguntas. Também frequentava a catequese que eu dava em Português… Ainda estava a falar com eles e surge o Sunil, que foi meu aluno na 6ª classe, em 2002, meu último ano em Alua. Também é padre!

Que bom, Senhor que chamaste dois dos meus alunos a seguir-Te para servir os irmãos, para serem seus pastores. Dou-Te graças, por isso, e peço-Te, que os ajudes a eles e a todos os sacerdotes a serem-Te fiéis.

O tríduo Pascal foi passado no mato, em quatro comunidades. Participámos nas celebrações e fomos visitar os doentes que havia em cada comunidade. Dormimos na capela, onde depois celebrámos a Vigília e a Páscoa.

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Era de lá, que partíamos a pé para a comunidade e para visitar os doentes, que ficavam felizes com a nossa visita. A primeira celebração foi debaixo de uma grande mangueira onde estavam três cobras, que fizeram parar a oração por três vezes, até que uma caiu e toda a gente se pôs a fugir. Graças a Deus foi morta sem ter mordido ninguém e pudemos rezar com alguma tranquilidade.

Foram celebrações com muito canto e muita participação de todos, as pessoas caminharam uma ou duas horas para participarem nelas. Foi uma experiência inesquecível! Agradeço a Deus, a força que me deu para conseguir chegar bem até Domingo de Páscoa, pois na Sexta fera Santa me senti muito cansada.

O pároco, o padre Jairo, não pôde estar connosco, porque estava hospitalizado em Nacala, com malária. Ele tinha preparado tudo e não pôde estar presente…É assim a vida do Missionário!

Aqui está muito calor! Está- se sempre transpirado! Desde que cheguei ainda não choveu bem, vêm umas pingas, mas que não fazem nada, logo se evaporam.

Há culturas que não darão frutos senão chover mais e haverá fome…

Estamos sempre unidos pela oração.

Um grande abraço para todos, na alegria de Cristo Ressuscitado.

Moçambique

Maria Augusta, LMC