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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

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Que Estrela os guiou até nós?

Dia de Reis. Ontem o celebrámos este dia no qual 3 Reis Magos viajaram de diferentes partes, guiados por uma Estrela, para visitar em Ação de Graças o Menino que acabara de nascer, trazendo no regaço presentes para o Adorar. É sobre estes Reis, esta Estrela e estes Presentes que nos escreve a LMC Rufina Garcia que há vários anos se dedica ao acolhimento de emigrantes e refugiados ilegais em Portugal. Que Magos, que estrelas e que presentes nos chegam até nós, hoje, neste dia de Reis?

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Queridos LMC

Porque hoje é Dia de Reis e não só...
 
Que Estrela os guiou até nós?
 
A proximidade com o dia de Reis e, ou, talvez não, leva-me a reflectir um pouco, e, segundo a tradição cristã, naquele dia em que Jesus Cristo, recém nascido, recebeu a visita de alguns Magos, guiados por uma estrela.
E o primeiro pensamento, perante a origem destes Magos, permite, desde logo, perceber como, desde sempre, Jesus, na sua Infinita Bondade, tinha presente todos os povos, aliás, quase ousando perguntar, quem são e/ou o que simbolizam estes Magos, se não, o reconhecimento de Jesus por todos os povos do Mundo e a Luz que a todos deve iluminar?
Mas, falando destes Reis Magos, como foram designados, no séc. III, os presentes que traziam consigo, o incenso, o ouro e a mirra, e, independentemente do uso e das pessoas a quem se destinavam, mais uma vez, a diversidade surge, não como um factor de separação, embora me pareça importante referir, que, no ritual da antiguidade, o ouro era o presente digno de um rei, e, ainda, como é importante, perceber como estes presentes eram elementos agregadores e em nada diminuíram a beleza da simbologia do Evangelista Marcos sobre a narração do Nascimento de Jesus Cristo.
E, se no Natal, o Presépio, o nosso presépio, hoje, representado de mil formas, continua a fazer cada vez mais memória de uma Família que desesperadamente procurava abrigo para Eles e para o Filho que havia de nascer.
Passados, tantos, tantos anos, igualmente, num momento em que Refugiados e Migrantes, caminham, só Deus sabe como e para onde, também à procura de abrigo, deixo a pergunta: que Magos são estes que chegaram e continuam a chegar até nós, como se o Natal fosse todos os dias, e que estrela os guiou ou continua a guiar e que presentes/dores trazem consigo?
Não sei se alguma vez tivemos tempo para nos debruçarmos sobre este fenómeno, inclusive, se essa agitação humana e diária conseguiu em algum momento deixar-nos comodamente, meio anestesiados e indiferentes, até, perante um cenário mundial que a todos deveria envergonhar, e isto, porque somos responsáveis uns pelos outros, e, sem demora, deveríamos encontrar a forma certa de Cuidar uns dos outros e de proporcionarmos aquele bem estar a que todos temos direito e que deveria ser capaz de quebrar os ambientes mais gélidos, pois calor, seja em que circunstância for, é e será sempre sinal de Vida.

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Normalmente, ouvimos falar destes problemas e associamo-los a países distantes, gente muito diferente de nós, quantas vezes teremos até a tentação de nos considerarmos superiores a toda essa gente, que, para nós não tem nome, quase não tem rosto e, principalmente, gente em quem tão pouco conseguimos ver pessoas, e, mais difícil ainda, perceber e descobrir, que tal como nós, têm um nome, um rosto, uma família, um país, e, que as suas vidas, a sua história nos deveriam merecer o maior respeito.

Sim, que estrela os trouxe e continua a trazer até nós e que presentes carregam?
Claro, que não trazem nem ouro, nem incenso, nem mirra.
São Pessoas que trazem desenhadas no rosto as situações e os problemas mais inimagináveis e em que o seu olhar espelha um grito impressionante de ajuda, que nos diz que a estrela que os terá guiado, chama-se Esperança e que a Luz que esperam encontrar, passará, seguramente, por cada um de nós.

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Então, que todos nós saibamos Acolher essas estrelas de mil cores que hoje e cada vez mais caminham pelo Mundo, de uma forma tão injusta, desumana, insegura, movida por tantos interesses que assustam e que não percebemos.

E que neste Novo Ano, todos nós possamos entender que essas Pessoas são Estrelas com um brilho único, fazem parte do Universo que somos cada um de nós e que, também elas, são um pouco do brilho que, também, nós próprios, precisamos, de forma a que, hoje e sempre, saibamos ser essa Luz de Esperança, que brilha sem cessar, capaz de Cuidar e de Amar todos, como Pessoas!
 
LMC, Rufina Garcia

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