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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Nós te enviamos Pedro Nascimento, ruma a Etiópia.

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E depois de um fim de semana em grande em Comunidade no Ervedal (Alentejo), paróquia que viu crescer o LMC Pedro Nascimento e que agora o envia, a nossa LMC Rufina partilha connosco a sua grande emoção.

 

Hoje o Alentejo, mais concretamente o Ervedal esteve em festa.

Já se adivinhava que fosse assim, contudo, superou e em muito as expectativas, o que também não é de estranhar, principalmente, quando encontras uma Igreja linda, primorosamente decorada, curiosamente, já a anunciar o Ano Missionário Extraordinário, e, cujo Pastor consegue, seguramente, como fruto do trabalho que, ao longo dos anos, vem desenvolvendo, congregar todas as paróquias que lhe estão confiadas a participarem de forma responsável e alegre no envio do querido Pedro Nascimento para a Etiópia.

O momento alto foi, sem dúvida a Eucaristia, presidida pelo Senhor Arcebispo D. Francisco Senra Coelho e concelebrada por outros sacerdotes convidados, nomeadamente, o P. Francisco Medeiros, Missionário Comboniano e da diocese de Viseu.

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Contou igualmente com a presença de dois Diáconos, familiares, amigos e vários elementos dos Leigos Missionários Combonianos (LMC), que, tal como o Pedro, fazem parte das "Mil Vidas para a Missão".

Seguiu-se um momento de convívio , praticamente, com todos, tendo sido servido um lauto almoço, à boa maneira alentejana e que nos deliciou.

Pedro, como LMC e alentejana não posso deixar de dar graças a Deus pelo teu envio neste Ano Missionário Extraordinário, na certeza de que será um momento de crescimento e de enriquecimento e que te permitirá desenvolver junto do povo etíope, uma missão a transbordar de amor, imbuída de carisma comboniano, e iluminada pelo sorriso que o Senhor amorosamente colocou na tua face e que adoçará essa alma alentejana que tão bem te caracteriza, nos momentos de dificuldades.

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Como diz o Papa Francisco "Missão é ir ao encontro do outro".

E, como referido na Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa para o Ano Missionário e o Mês Missionário Extraordinário “Todos, Tudo e Sempre em Missão".

Então, Vai, Amigo, Vai!

Estamos juntos! Boa Missão!

Bjs

Rufina (14-10-2018)

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Obrigada Rufina. Obrigada Pedro. Obrigada pela entrega de ambos. 

Fim de semana de Espiritualidade Comboniana

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No passado fim-de-semana, de 8 a 10 de junho, os Leigos Missionários Combonianos marcaram a presença no Fim-de-Semana de Espiritualidade Missionária Comboniana, realizado na Maia e que teve como tema São Daniel Comboni - desafio para os jovens de hoje.

O encontro iniciou na sexta-feira à noite com a apresentação de todos os participantes, de entre os quais estavam membros dos diferentes ramos da família comboniana e mais alguns amigos e colaboradores.

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A manhã de sábado iniciou com o momento de oração orientado pelos formandos dos LMC presentes.

A Secular Comboniana, Helena Laranjeiro, abriu a temática convocando todos os presentes a enumerarem uma chuva de palavras em volta da palavra Jovem. Entre as várias palavras e expressões citadas, concluiu-se que os jovens são bons e, muitas vezes, são as “pessoas” que os definem como “maus”. Ainda dentro da procura da definição de Jovens, foram feitos pequenos grupos que discutiram entre si a visão da realidade juvenil nos dias de hoje e os seus aspetos positivos e negativos.

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A segunda parte da manhã foi assinalada pelo testemunho do P. Nuno que pertenceu à pastoral universitária de Coimbra, falando sobre o seu trabalho com os jovens no dia de hoje, salientando que não nos poderemos focar no número de jovens presentes nas atividades, paróquias e movimentos, mas sim pela qualidade, sendo essa uma vantagem, uma vez que é mais fácil de trabalhar e acompanhar. Da sua experiência, evidenciou alguns dos erros comuns da Igreja, quanto animadora da comunidade, referindo que devemos falar com entusiasmo e alegria, mostrando aquilo que dizemos sobre a alegria de seguir Jesus Ressuscitado.

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 De tarde, a sessão foi orientada pelo p. Ricardo Gomes que partilhou a sua experiencia como padre jovem e também do que são Daniel Comboni já dizia a respeito dos jovens. Dividiram-se novamente os grupos para refletir e discutir alguns escritos de Comboni destinados a vocações jovens.

Ao final da tarde prosseguiu-se com a Adoração ao Santíssimo, sendo esse um momento forte do dia, uma vez que permitiu refletir e interiorizar sobre o tema, tudo o que se ouviu e partilhou.

Após a Eucaristia com a comunidade da Maia, seguimos para o churrasco em formato convívio, onde não faltaram as sardinhas assadas, o caldo verde, a música animada e uma boa dose de animação!

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 No domingo de manhã, após a oração, seguimos para um painel orientado pela irmã Arlete e com a participação do padre José Vieira (provincial dos Missionários Combonianos), Sofia Coelho, Mónica Silva e Filipe Oliveira, que uma vez ligados a diferentes grupos de jovens e modos de vida, testemunharam sobre a temática “Jovens na igreja”.

Assim, vivemos um fim de semana muito rico em partilhas, testemunhos e, sobretudo, em reflexão e oração, num ambiente muito familiar e caloroso.

Mónica Silva

Últimas notícias de Maria Augusta da Missão de R.C.A.

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A Leiga Missionária Comboniana Maria Augusta Pires, de Janeiro de Baixo, que está em missão na República Centro-Africana (na Missão de Mongoumba), aproveitou mais uma vinda à capital (Bangui) para enviar notícias. Rezemos pela paz naquele país e por todos os missionários! Eis o texto enviado por ela [para o jornal da sua paróquia, O Astrolábio]  no passado dia 25 de Maio:

Eu e todos os membros da comunidade apostólica estamos de boa saúde, graças a Deus.

Estamos em Bangui para fazer compras... a Ana tinha a viagem marcada para o dia 18, mas, como a adiou para o dia 8 de Junho, tivémos que vir na mesma, porque nos faltavam medicamentos e muitas outras coisas necessárias no dia-a-dia, e também já tínhamos a despensa quase vazia.

No dia 12 de Junho voltam o Gervelais e o pai, de Dakar. Damos graças ao Senhor porque correu bem a operação. Espero que ele esteja contente e de boa saúde.

No dia 11 de Maio, foi morto, espancado, um enfermeiro do hospital acusado de "likundu" (feitiçaria). Ficámos todos muito tristes com este acontecimento. Esperamos que seja feita justiça e que os que lhe causaram a morte sejam bem castigados, a começar pelas autoridades que lhe recusaram protecção... Pedimos ao Senhor que nos ajude a defender as pessoas apontadas de tal maldição. Já houve vários casos de pessoas acusadas e que foram protegidas pela Missão e por alguns cristãos corajosos. Que o Senhor da vida faça que tal nunca mais aconteça com ninguém e que todos os cristãos tenham a força de denunciar tais violências.

No dia 1 de Maio, em Bangui, na paróquia de Nossa Senhora de Fátima, durante a Eucaristia, foram mortas 16 pessoas e 100 ficaram feridas pelos rebeldes. Acabaram por falecer 22 pessoas, entre elas, um dos padres que estava a concelebrar. Os habitantes deste bairro continuam com muito receio de serem atacados de novo. Rezem muito por este nosso povo, que já está cansado de sofrer...

Eu, se Deus quiser, não voltarei a Bangui antes da partida para Portugal, pois, no mês de Junho, estarei muito ocupada com as avaliações dos alunos e os trabalhos do final de ano. No dia 4 de Julho, parto de Centro África e chego a Lisboa no dia 5, à tarde. É como no ano passado. Voltarei à Missão, se Deus assim o quiser, no início de Setembro. A Cristina está animada, continua a estudar o sango [língua local].

Estamos sempre unidos pela oração, isso dá-nos muita força e coragem. Um grande abraço Missionário, do tamanho do mundo, para o Padre João e Padre Orlando e todos os féis a vós confiados. Até breve!

Com muita amizade

Maria Augusta

- in o Astrolábio

ANO V – Nº 121 – 3 de Junhode 2018

Paróquias de Cabril, Dornelas do Zêzere, Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Portela do Fôjo, Unhais-o-Velho e Vidual

Teatro solidário - uma fonte de vida

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Partilho convosco aquela que é a minha imagem matinal. Aquela imagem da minha cidade, Linda Leiria, que funciona agora como pano de fundo sobre a minha manhã de desporto na qual encontro também Deus e com Ele converso. Dialogamos sobre aquilo que decorreu no dia 4 de Março na “minha” paróquia de Santa Eufémia - um Teatro Solidário levado ao palco pelo TASE (Teatro de Animação de Santa Eufémia): Comédia a partir das Lendas de Leiria. E quão grata estou ao nosso Pai. N’Ele confiei este Teatro. E quantas não foram as vezes que me achei incapaz. Á memória muitas vezes me vinha o meu compromisso de Quaresma que assumi numa oração shemá (orações que decorrem em Leiria, onde se privilegia o canto e a oração meditada, com inspiração nos métodos de Taizé). Confiar. Confia pois “tudo podes n’Aquele que te dá força (Filipenses 4:13)”. Confia pois “Deus nunca pede nada que antes Ele já não te tenha dado”.

 (https://www.youtube.com/watch?v=tlvJehSct4g)

Enquanto corro, reavivo os momentos em que desanimei porque as coisas não estavam a correr tão bem quanto queria. Mas queira eu o que Deus quer, e acima de tudo, que este evento traga os frutos necessários à obra do Senhor, à missão em Arequipa (Projeto Ayllu) e não mais que isso.

E é difícil agradar a todos. Quero crer que tudo o que fiz foi pela Obra do Senhor. Afinal de contas, Jesus nem sempre agradou a todos. E quão difícil é, por vezes, encarcerar em nós as críticas (construtivas ou não) e acatá-las em silêncio. “Podias fazer a, ou b. Mas também poderias fazer c. Ou talvez d”. E peço perdão pelas reacções menos positivas que tive para com aqueles que, embora eu não visse de forma nítida, me queriam somente ajudar. E devo-lhes tanta graça!

 

Agarrar este evento em nome dos Leigos Missionários Combonianos foi vida. Foi vida que se gerou, não só em mim, mas também vida que se gerou em torno de relações humanas, de pessoas que querem dar(-se). E vejo com este meu olhar crente no mundo que todos (TODOS) somos capazes de amar, todos temos uma ALMA MISSIONÁRIA e (ainda que muitas vezes nos nossos recônditos) esta necessidade de amar e ser amados. E é este Amor que deve ser o motor da vida!

 

Nas semanas precedentes ao teatro fomos convidando pessoas. Muitos "Não posso", alguns "Não vou, mas compro o bilhete", uns quantos "Não sei se vou", "Eu vou", “Afinal não posso ir". Um misto de altos e baixos que foram tecendo uma plateia. Na verdade, estava com receio que a plateia também não fosse apelativa ao próprio TASE (afinal de contas, actuar num palco faz-se com mais gosto e empenho se o público for numeroso e recetivo). Contas feitas, rezava para que, pelo menos 50 pessoas preenchessem os bancos daquele auditório.

Confia Carolina. Ecoava em mim esta frase.

Soubessem a emoção contida no meu coração quando, nesta tarde de Domingo que já ansiava há tanto tempo, surgem para ver o teatro cerca de 130 pessoas. E não posso deixar de agradecer aos presentes, mas também aos que estavam de outra forma, em oração, espiritualmente, em pensamento. Agradeço também ao TASE que de forma tão gratuita e generosa se dispôs a pôr o seu talento teatral a render, colocando a plateia a rir às gargalhadas (eu própria chorei a rir!). Agradeço aos vários patrocinadores (uns mencionados nos flyers, outros que preferiram o seu anonimato). E acima de tudo, agradeço a Deus pelos frutos deste Teatro Solidário que, muito além de financeiros*, são frutos vivos nas relações que se estabeleceram, no diálogo envolvido para a sua concretização, nos pensamentos que surgiram na cabeça de cada um dos colaborantes quando decidiram contribuir. Muito obrigada a todos!

Do fundo do meu coração, o meu mais profundo obrigada. E aqui nasceram mais “mil vidas para a missão”! Estou certa que em tudo o que fizemos teve a mão de Deus e de um amigo nosso, São Daniel Comboni.

LMC Carolina Fiúza

*1020€ de receita conseguida na venda de bilhetes, patrocínios, donativos e venda de artigos

 

Notícias da República Centro-Africana

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Todos os membros da comunidade apostólica estamos bem, graças a Deus. Já há muito que não comunico convosco, porque, como as estradas estão muito más, evito vir a Bangui. Hoje a viagem, com as paragens que se fazem, durou 8 horas. Tornam-se muito cansativas... Hoje, chegou uma nova LMC [Leiga Missionária Comboniana], é a Cristina que vem de Gueifães. Ela irá estudar um pouco mais o francês e, de seguida, o sango [dialecto local]. Peço ao Senhor para que ela se adapte bem e aprenda depressa o sango, para depois ir servir este nosso povo, principalmente os mais desfavorecidos que são os pigmeus. Trouxemos connosco uma rapariga de 17 anos que desde 2016 lhe começou a crescer o peito direito. Veio fazer exames mas não lhe fizeram mais nada, agora parece uma bola de futebol... No domingo começou com dores no outro e como vieram pedir ajuda, acompanhou-nos. Em princípio vão tirar-lhe todo o peito, espero que seja um fibroma e não seja canceroso, que possa ficar bem!

A Ordenação Episcopal do Padre Jesus decorreu muito bem! De Mongoumba vieram 80 pessoas e de Espanha chegaram os dois irmãos, a cunhada, dois sobrinhos e quatro amigos. Dos familiares mais próximos só faltaram os pais, porque já têm 86 anos, irão festejar o 63º aniversário de casamento no mês de Fevereiro e será o filho a celebrar a missa de Acção de Graças. Foi uma festa inesquecível! Passada uma semana foi a festa de Acção de Graças em Mongoumba. A igreja estava repleta de gente e havia muitas pessoas fora dela.

A preparar a vinda de Jesus, fizemos a novena de Natal, tendo tido uma boa participação dos fiéis.

No início de Janeiro, tivemos umas noites bem frescas, chegou aos 10 graus, que é muito frio para as pessoas, que não têm casas bem protegidas nem agasalhos para se cobrirem. Eu nunca tinha sentido aqui temperaturas tão baixas...

Sempre unidos pela oração.

Um grande abraço de amizade para todos da LMC Maria Augusta

Partida da LMC Cristina Sousa para a RCA

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Esta tarde a nossa Cristina partiu em Missão para Mongoumba, na República Centro Africana, onde se juntará à comunidade de LMC's ali presentes (a nossa Maria Augusta de Portugal, a Anna da Polónia e o Simone da Itália).

Como seria de esperar, foi um momento de fortes emoções, onde se misturavam os problemas burocráticos do peso das malas com a agitação interior natural que provoca a despedida de familiares e amigos por um período de tempo significativo como são 2 anos.

 

 

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Ao ver a Cristina a despedir-se e a aproximar-se das escadas rolantes que cortariam o contacto visual connosco, senti claramente que os olhares se torvavam e ainda se abraçavam, como se quiséssemos permanecer juntos mais um bocadinho, mas as escadas lá começaram a subir e a Cristina partiu.

No caminho para casa vinha impressionado pela cena (como se já não tivesse tido a graça de testemunhar outras despedidas igualmente intensas) e pensava em que tipo de força estaria no cimo daquelas escadas rolantes para atrair a Cristina com mais força que os nossos desejos de permanecer juntos mais um bocadinho.

Olhando para dentro acho que a resposta não pode ser outra que Jesus.

É Jesus que, a partir da nossa interioridade, nos chama a deixar tudo e segui-Lo... para onde Ele quiser.

É Jesus que quer sempre dar a Boa-Nova especialmente aos pobres e que, ao fazê-lo connosco, nos desafia e envolve num encontro cada vez mais profundo com Ele.

Esta decisão de partir poderá parecer a alguns egoísta.

Mas não é.

Esta decisão vem da escuta que põe a nu um imperativo de consciência de que é aquilo que devemos fazer.

É Ele que nos chama!

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A dor da separação dos nossos familiares e amigos virá justamente comprovar de que não se trata de uma decisão egoísta, mas sim altruísta, maior do que nós.

Quanto a nós, os que ficamos, apesar da saudade estamos felizes porque vemos aqueles que amamos a viver a vida em pleno... cheia de sentido.

Participaremos nesta missão de pleno direito através da oração, da saudade e do apoio que damos à decisão (mesmo que por vezes não compreendamos).

Agradeço do fundo do coração o testemunho da Cristina e da sua família, bem como a todos os LMCs e familiares que vão passando pelo aeroporto a demonstrar de forma viva que o Espírito continua a soprar onde quer e a ter impacto nas nossas vidinhas tão ocupadas do dia-à-dia.

 

Um grande abraço a todos.

Até breve Cristina!

LMC Pedro Moreira

Comunidade de Portugal - Experiência e ilusão

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As qualidades de cada uma podem enriquecer a outra.

Este tempo que passamos em comunidade, o vivemos como um período de preparação para a missão.

A ruptura com a vida conhecida até agora, trabalho, convívio com os amigos, família, prioridades de uma sociedade de consumo, etc. mudam para chegar a uma sociedade de subsistência. Fazendo-nos repensar o que de facto são prioridades e/ou necessidades de verdade.

Estando sempre focadas, na missão e com olhos fixos em Jesus o nosso planeamento comunitário começa quando nos damos conta da riqueza que temos, a experiência de uma e a ilusão da outra, permitindo-nos ultrapassar os desafios que diariamente somos confrontadas.

Medos, desânimo na aprendizagem da língua, inseguranças de não responder às expectativas e necessidades da missão, dificuldade de adaptação e todos outros pensamentos que muitas vezes nos assombram, rapidamente são ultrapassados com momentos de respeito mútuo, oração e partilha.

Com a nossa tentativa de entendimento as gargalhadas se fazem presentes, pincelando com muitas cores os nossos corações, de amor e alegria.

LMC's Cristina e Teresa

A nossa casa - Notícias das LMC Paula e Neuza

Chegar à missão é chegar a casa. Não a que nos viu crescer, outra que agora nos acolhe, onde agora dormimos, crescemos e amamos. Chegar à missão é chegar ao povo. Não o que nos viu nascer, outro que nos recebe de braços abertos como se fossemos filhas que tornaram a casa. Chegar à missão é abraçar outro povo. Não aquele que nos viu nascer mas aquele que de braços abertos se predispõe a crescer connosco. Cada pessoa é mundo e tem mundo para nos contar. Em cada pessoa encontramos Deus e é esse Deus e esse mundo que hoje pretendemos mostrar-vos. É nesta paisagem que todos os dias acordamos na confiança e adormecemos no agradecimento. Nesta missão que não é só nossa mas de todos, queremos que percorram cada dia e cada história connosco.

 

LMC's Paula e Neuza

 

 

Oração pelo Brasil

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O grito dos(as) excluídos(as), é um movimento que sai às ruas no dia 7 de setembro, dia que se comemora a independência do Brasil. Este grito é uma manifestação do povo que procura mostrar que o governo não representa a vontade popular, mas pelo contrário, defende os interesses das elites. Na impossibilidade de realizar esta manifestação simbólica e não podendo ficar indiferentes a esta causa, realizámos na paróquia Santa Luzia, uma vigília de oração pelo Brasil na noite do dia 6.

 

Foi um momento muito bonito e carregado de simbolismo, no qual unimos os nossos corações a Cristo e lembrámos o sofrimento dos que são perseguidos e de todos os que vêem os seus direitos negados. Pedimos por um país mais justo e uma vida mais digna.

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Neste momento de encontro com a comunidade e com Deus senti o meu coração em louvor, dando graças por este povo:

... que se une em oração;

... que não baixa os braços perante as adversidades;

... que não só aponta o dedo, mas também se manifesta perante governantes corruptos;

... que não perde a esperança;

... que me ensina todos os dias que parar é morrer, que sofrer é viver e que o amor é sempre possível.

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LMC Liliana Ferreira

 

 

Notícias da Liliana e do Flávio - missão de Piquiá

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Fui visitar uma mina a céu aberto, a maior mina do mundo de extração de ferro situada na serra de Carajás. Quando cheguei fiquei impressionada com a sua grandeza, coloquei um olhar técnico sobre aquela exploração e pensei: em tempos daria tudo para trabalhar num local como este... Depois olhei a realidade daquele espaço e senti uma dor muito grande, lembrei-me de todos aqueles que são afetados pelos impactos por ela provocados ao longo de centenas de quilómetros. Não foi por acaso que viajámos uma noite inteira para visitar esta mina: é que entre a Serra de Carajás e o Porto de São Luís está o Piquiá.

 

 

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E no Piquiá, missão onde nos encontramos, sentimos bem de perto os impactos sócio-ambientais por ela causados. O material extraído nesse local é transportado de comboio para o Piquiá para ser trabalhado nas várias siderúrgicas aqui instaladas e depois encaminhado novamente de comboio para o porto de São Luís de onde sai para diferentes destinos do mundo.

Piquiá é um bairro da periferia de Açailândia, MA, e divide-se em Piquiá de Cima, onde nós vivemos, e Piquiá de Baixo, onde as siderúrgicas estão instaladas nos quintais das casas.

Os habitantes de Piquiá de Baixo sofrem diariamente com a poluição proveniente destas indústrias. Com a chegada do Verão a poluição está a aumentar e todos os dias é possível ver nuvens negras a sair das chaminés sem qualquer tipo de controlo de emissões e sem qualquer tipo de fiscalização por parte do governo. É impressionante a quantidade de pó de ferro que anda no ar, e o incômodo que provoca no nosso bem estar e saúde. Nas visitas que fiz às famílias de Piquiá de Baixo, não pude ficar indiferente às histórias de vida e sofrimento vividas por esta comunidade devido à poluição e ao impacto ambiental destrutivo provocado neste que era um pequeno paraíso.

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Ao longo dos anos as lutas têm sido muitas, a população juntou-se para lutar pelo que é seu de direito, um ambiente saudável e limpo para viver e, pouco a pouco, tem feito as suas conquistas nesta luta contra gigantes por uma moradia digna. Neste momento já tem um terreno e um projeto para a construção de um novo bairro, o Piquiá da Conquista, distante do foco da poluição. Agora o maior entrave é a burocracia, mas a esperança continua viva...

Piquiá de Baixo, reassentamento já!

 

LMC Liliana Ferreira