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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Ser missão na Etiópia - os primeiros olhares

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Para trás ficam Qillenso, Adola e Daaye e os meus olhos durante a viagem neste verde que contrasta com tudo o que tinha visto até agora desde que cheguei a este novo lugar onde Deus nos espera a cada um, pelo menos no abraço de uma oração que pode viajar desde bem longe (espero que desde os vossos corações). Aproveito a duração de uma viagem para tentar partilhar (nem que seja um grão) das maravilhas deste povo que tão bem me tem recebido.

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Estamos numa semana incomum. Aproveitamos que o início das aulas de Amárico apenas terá início a 3 de Junho (semana que vem) para vir conhecer as várias missões dos MCCJ e também dos LMC polacos (em Awassa) na zona sul da Etiópia.
Adis Abeba, onde reina a poluição, o ruído, o frenesim dos muitos carros e pessoas que deambulam sem regra pelas ruas. Poderia chamar-lhe uma comum cidade europeia não fosse a desordem que aqui governa. Viajar de carro é sempre uma aventura, pois a estrada aqui também pertence aos animais e pessoas (afinal, os carros chegaram depois!). De entre as várias e preenchidas ruas que aqui existem, a que me custa mais (até agora) atravessar é a indescritível Mexico Square, ponto de referência para a chegada a casa. Indescritível por não existirem palavras para desenhar a dor que me dá quando vejo aqueles corpos estendidos no meio de chão, corpos magros, sem vida a brotar, uns que não vêem, outros que não têm pés para andar. A estes corpos se encontram anexados muitas vezes o semblante de uma criança, cujo olhar perdido não passa despercebido. Faço histórias na minha cabeça que, provavelmente, são as suas. São mães desnutridas e os seus filhos. Como dói olhar e dói ainda mais não saber o que fazer!

A viagem esta semana pelo Sul da Etiópia permitiu também ter uma visão bem diferente e colorida deste grande e imenso país. À medida que viajamos de Adis Abeba para Awassa, Qillenso, Adola e Daaye, o cenário, a paisagem vão mudando os seus padrões e figuras. Se em Adis e Awassa há um manto de casas até onde a vista alcança, em Qillenso, Adola e Daaye a terra veste-se de vermelho e do verde da vegetação acabada de nascer pelo início das chuvas. Pelo caminho semeiam-se casas, estas já com uma configuração mais rudimentar e que são autênticas obras de arte. E o carro passa e os que o vêm passar olham. Olho-os também através do vidro da carrinha. Que olhar bonito! E sorriem sempre ao ver-nos a passar!

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Estou feliz pela missão que Deus nos entregou aos três e para a qual pedimos as vossas orações. A missão nunca será nossa. Também é vossa. Mais que tudo, é de Deus. Provavelmente, e conscientes disto, sabemos que os grandes e maduros frutos deste trabalho apenas (e Deus queira) serão visíveis daqui a uns largos anos.

Estou bem! A sentir tudo. As pessoas, os seus olhares, as suas palavras que muitas vezes não entendo, mas procuro responder com um sorriso, ou um olhar de ternura, ou usar as poucas palavras que já sei dizer em amárico. Tem sido um tempo de observar, ouvir, tentar perceber. Vantagens também de eu mesma não ter um nível de inglês fluente que me permita falar muito (e muito menos amárico). Tiro partido disso e acabo por escutar mais, observar mais. É tempo disso!

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A nossa passagem na rua é sempre motivo de olhares. As pessoas olham-nos, como se fossemos raros. Para as crianças é uma festa! Olham-nos e de sorriso esboçado lançam atrevidas:

- Farengi! Farengi! Ou China! China!

Na falta de saber o que fazer muitas vezes, olhamo-las e sorrimos. Estendem o braço e trocamos um aperto de mão. Ficam todas contentes de nos tocar… é recíproco! Num destes dias, em Awassa, visitámos as irmãs da Madre Teresa, e o expectável aconteceu: a mesma reação das crianças que se querem pendurar em nós... Correm na nossa direção para nos tocar a mão. E não só a mão. Os braços, a cara. E vão-se assim aproximando, deleitando-se com o nosso calor. Correm à procura do amor. E procuramos dar-lho. Na dificuldade de não saber muito amárico, digo o mesmo de sempre. Não posso limitar-me às mesmas palavras de sempre, pensava. Tento lembrar outras coisas que possa dizer, e lá me sai:

- Mndn new ?(o que é isto?) - pergunto apontando para a minha camisola.

- Makina (carro) - respondem várias, cada uma a seu tempo.

Repito a mesma pergunta para outras coisas, incluindo a cruz que trago ao peito.

E assim me vão respondendo. É uma festa para elas! E para mim. Mal sabem o quanto me estão a ensinar. Confio que são os melhores professores que poderei ter. Ficam contentes daquele pouco. Quem sabe com sede de mais, como eu.

Estou a sentir tudo, inclusive a saudade. Ai a saudade! Essa também me habita, como é claro (não fosse eu uma portuguesa... Daquelas saudosistas e nostálgicas)! Como alguém me disse, a saudade é o amor que fica. Por isso, quero sempre que esta saudade faça parte comigo.

Têm sido dias bonitos, carregados de novidade. Também com a comunidade, o David e o Pedro. Nas nossas diferenças, vejo três peças de um puzzle que se une e que encaixam. Tem sido bonito o irmos percebendo juntos ao que somos aqui chamados a fazer. Sentimos o peso da responsabilidade de estarmos a iniciar, a semear este grão que queremos que outros venham regar, ceifar, colher. A messe aqui é grande! Porém sentimos uma grande força de querer dar passos. Que o Espírito Santo nos ilumine a dar os passos certos, nos tempos e locais certos.

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Rezem por nós, pela missão e sobretudo por este povo que nos acolhe e que procura e luta pela vida, dia a dia.

Com muito amor, 

LMC Carolina Fiúza 

Missão não é experiência, é VIDA

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Talvez a consciência que temos de nós próprios aqui diminuiu dada a grandeza do mundo ao qual te sentes chamado. Talvez a pouco e pouco nos fomos desapegando das coisas para nos apegarmos ao mundo, às pessoas, ao amor. Já não temos coisas. Já nada é nosso. Já não há nada que não possa ser dado, ser partilhado com todos os que caminham lado a lado connosco. Há muito que não somos só nós e que tudo o que somos é partilhado não só entre nós mas com o mundo. Somos parte de um todo que só tem sentido assim na partilha demorada dos dias e das vidas que somos e que sabemos ser juntos.

A paisagem traduz em muito a grandiosidade do que nos vai dentro, a grandiosidade dos pequenos milagres dos quais não somos apenas espectadores, somos o grão plantado em terra fértil, somos rega constante de vidas com sentido. Já não somos somente nós, somos mais que a soma das partes. Somos de Deus. Somos seu instrumento, somos as suas mãos, os seus pés e os seus abraços. Somos imperfeitas e feridas num mundo cheio de dor e de sofrimento onde porém com amor ousamos semear o paraíso do amor de Deus.

Em cada amanhecer saímos ao encontro do outro saímos do conforto do que não temos, nem a nós pertence vamos ao encontro do amor. Vamos na esperança que em cada rua ou esquina teremos sempre dois braços prontos a crescer connosco. Não somos nada e na nossa humildade somos o que de mais verdadeiro existe. Não conseguimos enumerar a quantidade de vidas que já cruzaram a nossa nem a quantidade de sorrisos, lágrimas e abraços que partilhamos na simplicidade da soleira da porta. É mesmo assim, o amor é despojado da superficialidade, é integro não tem cor nem raça, é porque é. E nós somos chamados diariamente a deixá-lo ser e crescer.

Damos a vida todos os dias sem horários, sem planos. Damo-nos. Tantas são as vezes em que deixamos os nossos planos porque Deus nos chama através de uma história. Tantas são as vezes em que sentimos que é o próprio Deus quem nos chama à porta através de tantos rostos, histórias e pessoas. Somos disponíveis ao amor que nos bate, que nos chama em cada momento. Somos disponíveis ao apelo de Jesus que sentimos que nos chama diariamente.

Somos terreno em crescente cultivo aberto ao cuidado do outro e aberto à possibilidade de crescer de mãos dadas no caminho de Jesus. Somos cruz carregada em ombros e braços de quem perdido não consegue caminhar. Isso é missão. Aceitar diariamente o convite de Jesus a um estilo de vida menos nosso e mais d’Ele. Não é fácil. Sabemos com a nossa vida que o caminho nada tem de fácil. Mas só assim para nós tem sentido.

Missão é vida, é a nossa vida, são as vidas deles e a vida que sabemos ser e doar no anúncio de um Evangelho vivo em cada um de nós. Somos em cada passo testemunhas de um Jesus que quer habitar na simplicidade dos nossos corações. É no saber-nos família, que cada dia, em cada visita, nos entregamos e somos mais.

A terra é árida e os montes que nos ladeiam são muitas vezes o caminho de muitos para a sua casa. Protegidas pela força imponente do vulcão Misti e Chachani de vara em mão atravessamos os limites do visível e partimos em busca do rosto de Deus nos mais distantes. Subimos e baixamos os montes, percorremos o caminho mais sinuoso. Ultrapassamos os limites físicos do nosso corpo que por vezes pede descanso. Ultrapassamos os nossos limites, certas de que é Ele a nossa força e a nossa vida. Certas que é nossa a missão de o levar e anunciar onde Ele já habita onde já há sementes d’Ele, onde já há Deus onde só falta quem lembre, quem O diga e anuncie. Ultrapassamos as nossas periferias para ir às periferias do mundo e aí ser símbolo de vida, de amor, ser símbolo d’Ele.

Não temos muito. Vivemos simples e humildes entre o povo de Deus. Somos com eles povo de Deus. Na simplicidade e pobreza da vida que levamos habita o tesouro nos vasos de barro de cada um dos nossos corações: o amor de Deus.

É bom, muito bom deixarmo-nos emocionar com todos aqueles que compõem hoje a nossa história. É bom ser apoio e ombro é bom ser lugar de refúgio é bom podermos ser Neuza e Paula em tudo o que somos e partilhar na simplicidade esse dom que é a nossa vida. E ajudar o outro a descobrir o dom da sua. Somos aqueles que nos chegam, somos dos que nos partem, somos dos que vêm e de todos os que deixámos. E passo a passo não descobrimos a missão, somos missão. Somos uma missão que não é nossa mas daqu’Ele que nos envia todos os dias a um amor maior.

Somos duas das mil vidas para a missão de Comboni. Juntas redescobrimos novas Áfricas, novas periferias. Não nos chega o pouco, não nos chega a planície do conforto. Vamos. Juntas vamos para lá dos montes, para lá de nós. Juntas vamos ao encontro das novas periferias, aquelas onde ainda não estamos e que ainda não chegámos. Soubessem vocês, soubéssemos nós quantas Áfricas faltam descobrir, quantas periferias existem sedentas de Deus, do seu amor e desse milagre de Amor que é a Eucaristia. Por isso estamos aqui. Por isso vamos ao encontro do amor fazendo da nossa vida a missão.

Na oração diária descobrimos os caminhos a seguir, descobrirmos a beleza de uma missão sem fim, sem fronteiras, sem limites. Ele é o limite. Na verdade, Ele não tem limites. Caminhamos na certeza de que não estamos sós pois são os seus braços que encontramos a cada amanhecer e fim de dia. Caminhamos na certeza de que chegamos sempre onde Ele nos espera. E ainda que o dia seja longo e muitas sejam as histórias de vida que nos chegam e nos fazem partícipes e muitas vezes sejam as lágrimas o que partilhamos uns com os outros. A resposta é sempre a mesma. Sim, Senhor, estamos aqui, leva-nos onde queres que estejamos. E ainda que a vida nos leve para longe daqui, somos Peru no mesmo amor que nos trouxe aqui e nos faz irmãos até fim.

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do Peru com amor,
Neuza Francisco & Paula Ascenção

Notícias da missão de República Centro-Africana - Jornal Astrolábio

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Desde a Missão de Mongoumba (República Centro-Africana) a LMC Maria Augusta escreve para o Jornal da sua paróquia - O Astrolábio

Caríssimo Padre Orlando

Como está? Espero que tenha começado muito bem o novo ano e que assim seja até ao fim. Um bom 2019 para todos os seus paroquianos e sua família.

Eu tive malária na semana passada, mas, graças a Deus, estou já a recuperar. Os outros membros da comunidade estão bem.

O padre Samuel partiu, hoje, para passar as suas férias. Pedimos, ao Senhor que as passe bem e que possa voltar cheio de força e coragem para continuar a missão que lhe é confiada.

Nos dias 17 e 18 de Dezembro tivemos a visita do Cardeal. Toda a gente da paróquia ficou contente! A chegada era uma multidão... vieram muitas pessoas de outras confissões cristãs diferentes. A igreja ficou repleta de gente, para a Eucaristia, e fora dela havia quase outras tantas pessoas, demorou 5 horas! Ele falou muito bem sobre o problema de likundu* (feitiçaria) e outros problemas. A Ana e a Cristina estavam em Bangui e o Simone em Itália, eu estava com os padres para o receber. Graças a Deus correu tudo muito bem! Espero que as pessoas ponham em prática aquilo que escutaram! Visitou todas as dez paróquias da diocese. A nossa foi a penúltima, terminou a sua visita pastoral na catedral S. Jeanne d' Arc, em Mbaiki. Acabou cansado, mas muito contente com a participação que houve.

Quando viemos aqui a Bangui, na última vez, encontrámos no supermercado um polícia de Janeiro de Cima. Ele disse que já ouvira falar que estava aqui uma missionária de Janeiro de Baixo. Foi muito bom! Falou-nos que havia militares à beira do aeroporto e ontem fomos lá fazer uma visita. Receberam-nos muito bem e com grande alegria! Deram-nos medicamentos e convidaram-nos a ir la almoçar. Se Deus quiser iremos la amanhã.

Os resultados dos nossos alunos não são animadores, esperamos que melhorem neste trimestre.

Sei que tem visto e escutado muitas notícias, nada agradáveis, sobre este nosso pobre país. Graças a Deus aqui estamos em paz, mas sofremos com os nossos irmãos que estão a ser massacrados!

Ainda não sabemos quando voltamos para Mongoumba...

Continuamos unidos pela oração.

Um grande abraço missionário de todos nós, para si e todos aqueles que lêem o Astrolábio.

A LMC Maria Augusta

 in o Astrolábio

ANO V – Nº 139 – 3 de Fevereiro de 2019

Paróquias de Cabril, Dornelas do Zêzere, Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Portela do Fôjo, Unhais-o-Velho e Vidual

*O problema de likundu tem a ver com aqueles que são falsamente acusados de feitiçaria e brutalmente assassinados.

Este Natal

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Ainda me lembro do cheiro molhado do Natal, do casaco vestido, das luzes cintilantes, reflexo da interioridade daqueles que vivem pelo espírito do mais amor.

Aqui é verão, o sol alumbra a magia dos sorrisos e das lágrimas partilhadas entre as vistas e os convites a ficar um pouco mais. O sol queima a paisagem e deixa transparecer a humanidade de um povo não esquecido mas lutador, deixa resplandecer o coração e a alma de todos os que me recebem de todos os que me chegam.

Aqui não sinto o cheiro dos pinheiros verdes nem o fumo da lareira acesa. Aqui o cheiro é de gente humana e humilde que partilha tudo o que tem contigo. Vivo rodeada de gente que, com o testemunho das suas vidas, acrescenta a minha e juntos somos mais de Deus. Um cheiro de espera e esperança que o amanhã, embora com dificuldades, será bem melhor que o hoje e uma vontade enorme de seguir em frente, sorrindo. Cheira a cozinha de quem prepara não uma grande ceia mas, o seu coração para receber a Jesus.

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Tenho tanto a aprender deles.

Deixo-me todos os dias comover com o testemunho das suas vidas. Vidas compostas por pessoas de carne e osso pessoas que com nada partilham o tudo e me moldam as lágrimas e os sorrisos desde aurora ao pôr do sol. Pessoas que me tocam o coração e me transformam. Não desejaria eu um Natal diferente se aqui, encontrei a família que Deus sonhou para mim. Este Natal desejo apenas ser abrigo dos corações que andam em busca de paz em busca de Deus.

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É, às vezes, esquecemo-nos que a verdadeira essência do Natal e da nossa vida está no reconhecimento diário que a nossa vida é um dom e que, o que fazemos dele, deveria ser uma opção diária pelo amor.

Neste Natal esquece os presentes com grandes invólucros e doa-te, como tempo para viver e partilhar com os que amas e busca o perdão junto daqueles que foram ao longo do ano um desafio para ti. Por aqui andarei de casa em casa a visitar aqueles que são e dão vida aos meus dias.

Neste Natal que a tua mesa seja farta, não de uma quantidade infindável de doces mas, de amor, esperança, carinho e união. Neste Natal, deixa-te ser luz na vida dos outros e agente de reconciliação e paz. Deixa-te pertencer e povoar por todos os que amas e que juntos possam agradecer o dom da vida. Neste Natal, permite que o teu coração humilde seja o berço onde renascerá Jesus.

É Natal onde quer que existe a coragem de sonhar, onde existe a ousadia de manter acordados os sonhos dos olhos fechados. Que a certeza do silêncio interior te inspire a viver uma descoberta de Deus em ti, nos outros e no mundo.

Neste Natal, farei como faço todos os dias e levarei o melhor de mim à Milágros e aos seus filhos, à Marcelina, à Célia, há Maria, à Valentina, à Ariana e os seus irmãos, ao Martim, ao Luís e a tantos outros aos quais o meu coração ardentemente me chama.

 

Votos de um Santo e Feliz Natal

Com amor e gratidão,

Neuza Francisco

Notícias da missão de RCA

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Caros amigos

Espero que todos estejam bem. Eu e todos os membros da comunidade apostólica estamos bem, graças a Deus.

O padre Fernando acaba de chegar da sua querida terra o México. Damos graças ao Senhor, que ele passou bem as suas férias e deixou toda a família de boa saúde e desejamos-lhe boa pastoral, neste ano.

Este ano começámos a escola só no dia 15 de Outubro, porque os alunos tardaram a inscrever-se. A escola pública começou uma semana mais tarde. Muitos alunos de lá vieram para a escola da missão, porque andam em classes avançadas, mas não sabem ler, nem escrever. Foram inscritos na primeira classe alunos com 10 e mais anos. Ficámos com as classes mais numerosas com uma média de 57 alunos, acho que não devemos ultrapassar o número de 50, mas assim é também mais fácil pagar aos professores. Tenho acompanhado muito a 1ª classe, para que os alunos aprendam a ler e escrever bem…

Esta semana, se Deus assim o quiser, eu e alguns elementos do grupo de jovens vamos começar a trabalhar com os alunos, que andam já há dois ou mais anos na escola e não lêem nem escrevem nada. Vai ser uma tarefa difícil, mas se eles tiverem força de vontade e com a ajuda de Deus vão conseguir aprender.

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No mês de Novembro chegou o Dr. Omnimus, ortopedista, para operar como no ano passado, mas não o pôde fazer em Mongoumba, porque não conseguiu encontrar um anestesista disponível para vir aqui. As doze crianças foram operadas em Bangui e, graças a Deus, estão todas bem. Foi também amputado o dedo médio a uma senhora que tinha um cancro na extremidade do mesmo, agora ela sente-se melhor, porque tinha muitas dores.

Está connosco uma médica reumatologista, reformada polaca, ela tem ajudado essas crianças, gosta de estar com as pessoas.

Partimos de Mongoumba às 9 horas, só chegámos às 18! Damos graças a Deus que chegámos bem, é isso que é importante! Voltaremos na segunda, se Deus quiser.

 Sempre unidos pela oração.

Desejo a todos e a vossas famílias UM SANTO NATAL E UM 2019 REPLETO DE PAZ, AMOR E A GRAÇA DE DEUS MENINO.

Um abraço missionário desde África, da amiga

Maria Augusta 

Uma parte de mim chamada Peru

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Penso muitas vezes no sentido das vidas que cruzam o meu caminho. Penso muitas vezes na condição em que nos conhecemos e no quanto a simplicidade nos aproxima.

Podia enumerar uma quantidade infindável de situações que já vivi aqui. Muitas delas ultrapassadas e outras que viverei para compreender.

São já muitas as vidas que são minhas, são já muitos os sorrisos que me pertencem e os abraços que não nego e me restabelecem as forças. Na sensibilidade de apenas estar, deixo-me horas sem fim entregue às conversas de soleira da porta. A missão para mim não tem tempo.

A nossa casa tem as portas abertas, portas que se abrem para receber as maiores alegrias dos que passam e acolher os sofrimentos daqueles que buscam em nós o seu refúgio. Buscam de ti a única coisa que tens para dar, tu próprio.

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É quando a noite cai que mais gosto de rever os meus dias e ainda que muitas vezes me entregue às lágrimas, estas são de contemplação das maravilhas que Deus opera em mim e através de mim, é impossível não ver, é impossível não dar graças a Deus por tudo. São muitas as vezes em que revejo vezes e vezes sem conta os pequenos milagres e sinais que me chegaram através destas pessoas que agora são minhas.

A missão é dura, mentiria se vos dissesse que não. A missão é árida, aqui, onde a paisagem é coberta pelas chapas do que resta das casas que com os fortes ventos que se fazem sentir quase desabam. É, em Agosto parte de trabalho de um ano se desfaz quando a natureza sopra tão forte que é impossível resistir. Sem medo eles arregaçam as mangas sem desistir e, ainda que seja escasso o que têm, nada é mais forte que a vontade de continuar.

Não minto, a missão é dura. Muitas vezes chega a ser cruel, chega a doer. Ver o sofrimento no olhar destes meus irmãos e ver a incapacidade face a tantos desafios pelos quais ultrapassam. São tantas as vezes em que me limito a escutar, a dar a mão, o ombro. São tantas as vezes em que sorrimos juntos em que partilhamos esse amor de Deus tão concreto e livre ao mesmo tempo. São tantos os abraços as mãos estendidas. São tantos os momentos de silêncio e entrega ao outro na mais simplicidade de te sentares no seu chão e seres um com eles.

A missão é dura, sim. Foi nesta dureza que encontrei o sentido mais profundo da minha presença em terras peruanas. Foi nesta terra árida que depositei os meus sonhos e a minha esperança. É neste pequeno pedaço de mundo que oro dia após dia pela integridade e os direitos de um ser semelhante a mim, criado por Deus. É um constante estar frágil e entregares-te na simplicidade e humildade daquele que nada tem. Assim desinteressadamente.

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A missão é dura, mas é esta a missão que sempre sonhei é este constante descobrir quem sou e o que faço aqui. É este saber que não sou nada e ver frequentemente os milagres acontecerem assim, naturalmente. Numa confiança que nos faz carne da mesma carne.

Aos poucos tudo vai encontrando o seu lugar, aos poucos tudo acontece simplesmente nos tempos não humanos mas celestiais.

Com amor e gratidão

Neuza Francisco

Através de vocês Deus faz-me acreditar ainda mais no amor!

DSC_0073.JPGSão muitas as manhãs em que desperto pronta a fazer diferente, pronta a dar de novo o melhor de mim, pronta a deixar-me guiar em mais um dia de descoberta.

Não nego a vontade que tenho dentro de mim de mudar o mundo, não posso dizer-vos que o que se passa aqui, me é indiferente mas, em cada nova caminhada em terras peruanas desperto em mim o desejo de Deus por um mundo com mais amor.

Não, não vim aqui para trazer-lhes a fórmula secreta para a felicidade ou dizer-lhes o secredo de uma vida sem sofrimentos, até porque a fórmula é uma vida com Deus. Vim, anunciar-lhes que o amor é possível na luta diária pelas suas sobrevivências e nas sucessivas histórias de superação, que o sofrimento faz parte do caminho mas que Deus nos chama a ser felizes. Vim para partilhar convosco o que sou e pouco que sei de Deus. Vim para ser convosco. E se alguma dúvida houvesse eu aprendo convosco todos os dias que esse amor pouco a pouco transforma o nosso coração, dá vida às nossas vidas.

É nas visitas à Melchora e ao Policarpo que encontro um Cristo que espera sempre a nossa chegada, é na Maria que vejo um Deus que nos envia aos mais frágeis e abandonados, é no Leonardo que vejo o quanto Deus ama, atravessando os mundos humanamente construídos, ama a diferença de cada um de nós e está nessa mesma capacidade de sermos diferentes, de sermos nós. É na Soledade que vejo diariamente um testemunho de vida de serviço e entrega aos outros. É na Raquel que vejo um verdadeiro testemunho de Maria, mãe que apesar dos obstáculos duros leva a vida adiante só com os seus quatro filhos. No Juan encontro um Deus que espera o teu abraço e o teu sorriso, na alegria do anúncio do Evangelho com a vida, um Deus que te envia a ser vida na vida dos outros. Na Janet encontro a força no constante cuidar a família com amor. E é no olhar de esperança da pequena Ariana que encontro o sentido da minha presença aqui.

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É nos abraços que dou e recebo que todos os dias sinto os braços de Deus que me incentivam a levar dia após dia o Seu olhar misericordioso ao sofrimento dos meus irmãos e plantar neles a esperança não de um caminho sem dor, mas de uma presença que está, e se faz presente, em cada momento das nossas vidas juntos.

Estes são para mim os pequenos milagres da vida. Aqueles que nem sempre com a rotina dos dias conseguimos ver ou sentir. Sinto no silêncio das noites a presença misteriosa de Deus numa cultura que desconhece o amor como expressão bélica do dicionário mas que todos os dias são testemunho vivo de um amor que se doa e vive gota a gota.

E, no levar a vida em conjunto convosco encontro o sentido da minha missão. O sentido da partilha da vida e do querer em cada dia crescermos juntos num amor que não vive para ser falado mas para dar testemunho no serviço e entrega ao outro, no desafio de sermos nós e nos deixarmos moldar pela presença do outro.

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E, muitas vezes sem dizer uma palavra, ser parte da construção de um mundo melhor, de um mundo com mais amor possível e concretizável de dentro para fora.

Vocês são a prova viva de que o amor é possível e capaz, em nós e através de nós.
Com amor e gratidão
Neuza Francisco

A beleza da missão imperfeita

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“A grandeza da missão não está em nós, mas n’Aquele que nos envia”

(Pe. Ivo)

 

Um ano de missão. Quanto tempo cabe neste tempo? Quantas vidas couberam nas nossas vidas? Quantos braços couberam nos nossos braços? Quanta vida demos. Quanta vida recebemos. Deixamos de planear a vida para permitir que a vida nos planeasse, para deixar que Deus nos tocasse e as pessoas nos encontrassem. Deixamo-nos encontrar tal e como somos nas nossas feridas, cicatrizes e imperfeições. Assim somos, assim nos entregámos à missão juntas e imperfeitas. Caminhámos certas que “todos estamos feridos, é por aí que entra a luz” não quisemos nunca ser perfeitas. Pelo contrário deixámos que Deus tocasse na nossa imperfeição e dela fizesse caminho até aos irmãos, agora amigos e vizinhos. Agora a nossa família.

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A beleza de uma missão imperfeita está em nós, reside em nós. A beleza não está no momento instantâneo em que te apercebes que a tua missão és tu mesmo e a tua vida mas sim, na capacidade de fazer caminho contigo e pouco a pouco sem medo e deixando que as tuas feridas, cicatrizes ou fragilidades transpareçam como algo que também constitui o teu ser, algo que faz parte. A missão é assim, um caminho a um, contigo mesmo, a dois, porque tu sabes que foste escolhido por um amor maior, a três tu Deus e o outro, na certeza de que o outro existe para fazer caminho contigo.

Permites-te ser, permites conhecer um pouco mais de ti e deixares-te descascar pouco a pouco, e chegar ao outro sempre pronto a caminhar com ele. E, neste seres tu frágil de mão dada com Deus, chegas ao outro e outro chega-te da forma mais imperfeita e completa. É neste caminho a três que encontramos os outros, os irmãos. Os que agora são a nossa casa e caminham connosco. São eles que de forma imperfeita nos completam, aumentam e acrescentam. É o ser imperfeitos que nos faz encontrar os outros caminhando e crescendo com cada pessoa que cruza o nosso caminho. Desta maneira, missão não é somente ensinar ou aprender mas caminhar e crescer juntos sabendo que a imperfeição das partes forma a perfeição do todo. Assim é a lógica de Deus que nos fez de tal maneira que necessitássemos do outro para amar, ser, viver e ser feliz.

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LMC Paula e Neuza

Uma mensagem do Pedro Nascimento para os seus amigos

43950203_1138699312948356_854667323326332928_n.jpgQuantas não são as preces que já se elevam ao mais alto dos céus, intercedendo pelo LMC Pedro Nascimento que no passado fim de semana foi enviado rumo à missão em Etiópia?! Pois foi com grande alegria que celebrámos em comunhão com ele e com a paróquia que desde cedo o acompanhou no crescimento na fé cristã - paróquia do Ervedal (Alentejo).

No fim da Eucaristia de envio, o Pedro discursou orante as seguintes palavras que hoje partilhamos:

Queridos amigos e amigas,

Hoje, de um modo especial, uma palavra inunda o meu coração: obrigado!

Obrigado a Deus pelo grande amor que me tem, pelo Seu perdão constante e pela Sua grande paciência para com as minhas fragilidades!

Obrigado à minha família simplesmente pelo que são para mim, pelo que fizeram de mim, por tanto amor recebido! Diz-nos Saint Exupéry: “foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a tornou tão importante para ti”. Foi o tempo que me dedicaram que vos torna tão importantes para mim. Peço ao Senhor que vos fortaleça e rogo à Mãe do Céu que vos acolha no seu regaço, vos proteja e vos dê a paz de coração! Não estão sós, nem eu irei só. Acompanhar-nos-á o Senhor e o Seu Amor, acompanhar-nos-á o amor que me têm e o amor que vos tenho. Nunca tenham medo. Como nos dizia São Daniel Comboni, “não podemos temer nunca quando temos uma mãe poderosa e amorosa que roga por nós”.

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Obrigado à minha paróquia, aqui representada pelo pároco, mestre e amigo, cónego Júlio Rodrigues. Foi nesta comunidade que recebi o Baptismo, a Eucaristia e a Confirmação. Foi aqui que fui catequizado, que dei os primeiros passos na fé, que aprendi os valores do Reino. Posso afirmar que a minha partida para a Etiópia é consequência desta comunidade, que me tornou filho de Deus, me ajudou a sentir-me Igreja e a viver em Igreja. Que São Barnabé acompanhe este seu filho, que o venera!

Estendo este agradecimento às comunidades de Figueira e Barros, Fronteira, Vale de Maceiras e Vale de Seda. Obrigado por tudo o que partilhámos e vivemos juntos, pelo que rezámos, pelas tantas vezes que louvámos o Senhor, pela amizade fraterna. Todos somos missão e a vossa presença aqui é uma presença missionária!

Obrigado Senhor Arcebispo, meu pastor, pela presença amiga. Obrigado por ser um bispo missionário, que desde o início convocou Évora para a missão. Consigo, também eu digo: “Não é a Igreja que faz a missão, é a missão que faz a Igreja”.

Obrigado queridos amigos. Cada um de vós é uma graça para mim, sois dons que Deus me tem dado. Obrigado pela vossa presença que é sinal de Amor e que tanto me enternece o coração. “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós; deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”.

Obrigado à família comboniana por tudo o que tem feito por mim, por me ajudar a perceber a vocação de Deus na minha vida, por tudo o que me ajudou a viver, pelas experiências de fé fantásticas que me proporcionou. Que o Senhor nos ajude a viver a missão segundo o carisma de São Daniel Comboni, que possamos ser as mil vidas que Comboni queria dedicar à missão. Obrigado especial aos Leigos Missionários Combonianos, movimento ao qual pertenço e com o qual caminho na vivência da minha vocação laical, missionária e comboniana. Que o Senhor nos ajude a ser santos e capazes, tal como nos pedia Comboni. Queridos LMC, sendo fracos, é na graça de Deus que somos fortes, santos e capazes.

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Queridos amigos e amigas, a missão faz-se com os pés dos que partem, os joelhos dos que rezam, as mãos dos que repartem e com a generosidade das comunidades que enviam.

Para mim, o mais importante da missão é a oração e a leitura da Palavra de Deus. Sem oração não há missão. Por isso vos peço: rezem por mim! Rezem pela minha fragilidade, pela minha pequenez. Peçam ao Senhor que me acompanhe, me fortaleça e me ajude a amar com gestos e, se necessário com palavras, o povo para onde me envia, que eu saiba amar e tenha compaixão das pesssoas, que eu não tenha medo de me enlamear e de me ferir, por amor às pessoas que passarão a ser a minha comunidade. Agradeço a vossa generosidade!

Etiópia é o destino para onde Deus me envia. Sabem porque parto? Acredito e confio que essa seja a vontade de Deus para mim.

Às várias questões que me colocam: porque vais? Porquê agora? Não gostas do que fazes? Porque deixas a advocacia – curiosamente faz hoje 3 anos que fiz a minha agregação? A todas elas tenho uma só resposta: Sei em quem pus a minha confiança! A decisão que tomei é a resposta às várias inquietações que Deus colocou no meu coração. Depois de muito discernimento, de muita luta interior, de muitas dúvidas e medos, decidi abrir o meu coração e seguir a Sua vontade. Digo-lhE como o profeta Isaías: “eis-me aqui Senhor, envia-me!”. E porque sei em quem pus a minha confiança, também sei que, tal como aconteceu com os profetas de Emaús, o Senhor caminhará comigo a meu lado, será o meu Deus e eu serei o seu filho muito amado. Quando me perguntam se vou sozinho de Portugal, digo sempre que não! Se Deus está comigo, se eu sou templo do Espírito Santo, como poderei ir só?

Tenho consciência de que esta partida terá várias dificuldades: a língua, nova cultura, os medos, a saudade…. Mas, também nesta comunidade, tive exemplos fantásticos de amor, de entrega e de fidelidade na dificuldade que muito me ensinaram e prepararam para agora. Recordo-me, em especial, de um membro desta comunidade. Seu nome era Fausto. Um homem de uma fidelidade a Deus incrível. Apesar das dores, dos problemas de saúde, nunca deixou de participar na Eucaristia. Caiu muitas vezes ao chão no caminho, aleijou-se… Mas sempre foi fiel a Deus e sempre quis viver Deus. Nunca o ouvi queixar-se de dores e era impossível não as ter… Não havia um único dia em que não rezasse o terço. Não sabia ler nem escrever, mas sabia mais de Deus do que eu algum dia saberei… As suas dificuldades eram muitas, mas a sua fidelidade e amor a Deus eram maiores!

Por isso, peço ao Senhor que me ajude a ser fiel ao caminho que escolheu para mim pois, como dizia o Pe. Ivo Martins, missionário comboniano, “a grandeza da missão não está naquilo que fazemos mas naquEle que nos envia”.

LMC Pedro Nascimento

 

Nós te enviamos Pedro. Por ti e pela missão rezamos. 

 

Nós te enviamos Pedro Nascimento, rumo a Etiópia.

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E depois de um fim de semana em grande em Comunidade no Ervedal (Alentejo), paróquia que viu crescer o LMC Pedro Nascimento e que agora o envia, a nossa LMC Rufina partilha connosco a sua grande emoção.

 

Hoje o Alentejo, mais concretamente o Ervedal esteve em festa.

Já se adivinhava que fosse assim, contudo, superou e em muito as expectativas, o que também não é de estranhar, principalmente, quando encontras uma Igreja linda, primorosamente decorada, curiosamente, já a anunciar o Ano Missionário Extraordinário, e, cujo Pastor consegue, seguramente, como fruto do trabalho que, ao longo dos anos, vem desenvolvendo, congregar todas as paróquias que lhe estão confiadas a participarem de forma responsável e alegre no envio do querido Pedro Nascimento para a Etiópia.

O momento alto foi, sem dúvida a Eucaristia, presidida pelo Senhor Arcebispo D. Francisco Senra Coelho e concelebrada por outros sacerdotes convidados, nomeadamente, o P. Francisco Medeiros, Missionário Comboniano e da diocese de Viseu.

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Contou igualmente com a presença de dois Diáconos, familiares, amigos e vários elementos dos Leigos Missionários Combonianos (LMC), que, tal como o Pedro, fazem parte das "Mil Vidas para a Missão".

Seguiu-se um momento de convívio , praticamente, com todos, tendo sido servido um lauto almoço, à boa maneira alentejana e que nos deliciou.

Pedro, como LMC e alentejana não posso deixar de dar graças a Deus pelo teu envio neste Ano Missionário Extraordinário, na certeza de que será um momento de crescimento e de enriquecimento e que te permitirá desenvolver junto do povo etíope, uma missão a transbordar de amor, imbuída de carisma comboniano, e iluminada pelo sorriso que o Senhor amorosamente colocou na tua face e que adoçará essa alma alentejana que tão bem te caracteriza, nos momentos de dificuldades.

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Como diz o Papa Francisco "Missão é ir ao encontro do outro".

E, como referido na Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa para o Ano Missionário e o Mês Missionário Extraordinário “Todos, Tudo e Sempre em Missão".

Então, Vai, Amigo, Vai!

Estamos juntos! Boa Missão!

Bjs

Rufina (14-10-2018)

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Obrigada Rufina. Obrigada Pedro. Obrigada pela entrega de ambos.