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Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Leigos Missionários Combonianos

Servindo a Missão ao estilo de S. Daniel Comboni

Relações humanas e vida em grupo - 4ª Formação FEC

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Relações humanas e vida em grupo, foi o tema da formação da FEC no fim-de-semana de 14 e 15 de Abril de 2018, ministrado pela formadora Paula Silva.

O tema foi muito interessante uma vez que nos fez reflectir sobre vários temas musicais e nos colocou questões com perguntas sobre a letra das mesmas projectando-as para a nossa vida e para a missão.

Por exemplo; a “Lista” de Oswaldo Montenegro na qual colocou 10 perguntas referentes a nós que nos fizeram relembrar o passado e reflectir no presente.

Outra foi os “Contentores” do Xutos & Pontapés com 7 perguntas que nos fez reflectir sobre a nossa partida para a missão, questionando-nos sobre o que levávamos, o que deixávamos, o que conhecíamos do lugar para onde íamos e como achávamos que nos iríamos sentir à chegada para recomeço de vida partindo do zero com o objectivo da possibilidade de se poder ir mais além e estabelecendo os objectivos da nossa permanência no voluntariado.

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Ouvimos o testemunho da Susana Querido que esteve 6 meses em Angola e pertence ao grupo missionário Ondjoyetu.

Terminamos com a Eucaristia seguida do almoço e partida para as nossas casas.

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LMC Nelly Gomes

 

 

 

Ecos da 8ª Unidade Formativa - A rezar é que a gente se entende

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“A rezar é que a gente se entende” foi o mote para a 8ª unidade formativa que decorreu no fim-de-semana de 13 a 15 de abril. Como de costume, os Missionários Combonianos abriram-nos a sua casa em Viseu, onde sempre nos sentimos bem acolhidos e em nossa casa. Damos graças a Deus por essa dádiva. A formação foi orientada pelo Carlos Barros e pela Susana Vilas Boas.

Esta unidade formativa assume uma importância à parte das restantes. Sem oração, a missão torna-se estéril e sem sentido, fragiliza-se nos momentos difíceis; sem oração, podemos ser voluntários mas não verdadeiros missionários. O nosso santo Daniel Comboni alude insistentemente à necessidade da oração, seja a sós seja em comunidade. A relação íntima com o Sagrado Coração de Jesus impregna toda a sua ação evangelizadora, a missão “nasce aos pés da cruz” e concretiza-se com o envio dos seus apóstolos por Cristo ressuscitado.

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O centro desta formação foi a Liturgia das Horas, a base da oração em comunidade e que os leigos missionários devem saber muito bem manusear para bem a praticar. As orientações da Igreja encontram-se na “Instrução Geral Sobre a Liturgia das Horas”, emanada do concílio Vaticano II, de que os excertos mais significativos se encontram no início do breviário. A sua leitura é imprescindível, dispensando-nos de aqui a resumir ou sublinhar aspetos mais relevantes.

O sino da minha infância, na Vacariça, também marcava o compasso do tempo. O sacristão (ou um familiar) não se esquecia de tocar o sino todos os dias ao nascer do sol, as “matinas” (e acordávamos), ao meio-dia (e interrompia-se o trabalho no campo para a refeição) e ao pôr-do-sol, as “trindades” (e o trabalho terminava e regressava-se a casa). E em cada um desses momentos as pessoas faziam alguma curta oração silenciosa. Nesse tempo os cristãos eram convocados, alto e bom som, a orar ao ritmo das horas; mas isto são memórias do passado que a sociedade contemporânea vai apagando.

Que esta formação constitua também um sino que nos desperta e nos convoca à oração, diálogo íntimo com o Pai, como seiva da nossa vocação e ação missionária!

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Mário Breda

“Sou pedrinha, sou Igreja” – 6ª Unidade Formativa LMC

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Nos dias 17 e 18 de Fevereiro tivemos a formação “Sou pedrinha, sou Igreja”, em Viseu. No Sábado, tivemos como formador o Pe. José Augusto Duarte Leitão, do Verbo Divino, que ao longo do dia nos foi falando de princípios da doutrina da Igreja: a centralidade da pessoa humana, o bem comum, o princípio da subsidiariedade e o princípio da solidariedade. Fomos vendo, refletindo e participando, momentos da vida da Jesus em que estes princípios se fizeram presentes e tão notórios. Fomos percebendo que estes princípios se interligam quase sempre e que nos mostram como devemos agir e relacionarmo-nos no mundo, à luz de Jesus Cristo e da Igreja. Dá-me confiança e esperança perceber que muitas das coisas que me fazem sentido e que tento ter presentes no meu dia-a-dia são consideradas pela Igreja como estruturais de uma doutrina social e caritativa. Percebi que aquilo em que acredito e para a forma como vejo a vida e a minha relação com os outros e com o mundo que me rodeia é aquilo que a Igreja defende e promove.

 

Tivemos depois um momento de oração, um pouco diferente, com recurso ao Passo a Rezar e foi tão bom! Guardo as palavras “És precioso aos meus olhos”, tento não me esquecer deste Amor que Deus tem por mim, desta valorização da minha pessoa aos seus olhos. Haverá maior alegria do que esta, de me saber amada pelo Senhor? Só Ele me salva, só Ele me conhece e é Ele que me chama pelo nome e me faz correr ao seu encontro nos outros, naqueles que se cruzam comigo. É Ele que me chama a servir, a amar, a dar. É Ele que me chama a ser Amor, como é comigo. Sei que muitas vezes estou longe deste amor pleno, sou frágil… Mas sei que sou uma pedrinha nesta Igreja do mundo, tenho o meu lugar e vou tentando dia após dia torná-lo num sítio melhor.

 

À noite vimos o filme Germinal, um filme francês que retrata a luta pelos direitos de uns trabalhadores numa mina. Foi intenso, tanto pela história que retratava, como em termos de imagem. Foi duro! Mas foi também empolgante, e fez-me pensar em tantas desigualdades e em como muitas vezes temos de nos sujeitar a certas coisas que podem não parecer bem à primeira vista, mas em que, no fundo, não perdemos a nossa integridade como pessoas, e que apenas estamos a lutar por um bem maior.

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No Domingo, tivemos connosco o ir. José Manuel que nos veio falar da urgência de unir a mente com o coração, para conseguirmos voltar à essência do Amor de Deus, que Jesus nos veio trazer. E só unindo a mente com o coração podemos olhar o mundo e podemos encontrar este Amor que transforma. O ir. José Manuel falou-nos das situações que tem acompanhado desde que está em Portugal, como a situação do Bairro da Torre ou uma comunidade de ciganos que está desalojado e sem condições, em Beja. Essencialmente falou-nos do sofrimento de pessoas que habitam no nosso país e com o qual não consegue ser indiferente. Retive a ideia de que é importante ir à causa do problema, escutar as pessoas, perceber a origem das situações de sofrimento e agir em conformidade, sempre à luz do que Jesus Cristo faria. Sempre à luz do Seu Amor.

 

Foi bonita a forma como o testemunho do ir. José Manuel veio trazer para a vida os ensinamentos que o Pe. José Augusto nos transmitiu no sábado. Foi bonito ver esta unicidade entre a “teoria” e a “prática”, como os ensinamentos da Igreja se fazem presentes no nosso dia-a-dia e principalmente se devem fazer presentes no mundo em que vivemos. Sinto que quero ser uma pedrinha viva desta Igreja e que não dá para ficar indiferente ao sofrimento do mundo. Há que agir, há que lutar, há que fazer a nossa parte! E para terminar, guardo uma ideia que o irmão nos deixou “vais para onde manda a agenda de Deus”… E é essa agenda, aquela em que reina o Amor de Deus, que comanda a nossa vida e a nossa missão no mundo. Saiba eu deixar-me levar para onde me leva a agenda de Deus.

 

Ana Isabel Sousa

Uma formação que nos falou ao coração

FEC.jpgQuando falamos do que está cheio o coração, somos capazes de tocar o coração dos outros com uma intensidade tal, que nem nos apercebemos. De facto, para além de uma grande formação sobre o voluntariado e cooperação para o desenvolvimento, La Salete, formadora do encontro, foi-nos contanto histórias sobre a sua vida em missão fantásticas, deixando-nos, na minha opinião, uma grande mensagem: é extremamente importante colocarmo-nos no lugar do outro, procurar compreender determinadas situações para que possamos relacionarmo-nos com maior abertura, respeito e amor pelos povos com quem nos cruzamos em missão.

 

O segundo encontro de formação da FEC realizou-se em Fátima, nos dias 17 e 18 de Fevereiro e foi bastante intenso. Durante a formação tivemos oportunidade de discutir sobre as desigualdades no Mundo; a riqueza e o desenvolvimento concentrados em poucos países; os conceitos de cooperação e desenvolvimento; os paradigmas do desenvolvimento; a educação para o desenvolvimento e para a cidadania global e, ainda, tivemos oportunidade de ter uma formação intensa sobre metodologia e análise de projetos.

Partilho convosco alguns pontos que achei curiosos: o conceito de Felicidade Interna Bruta que foi um conceito criado pelo rei do Butão para contrapor ao Produto Interno Bruto e que teve bons resultados; o “fairphone”, um telemóvel fabricado sem prejudicar ou escravizar todos os trabalhadores que o produzem. Ficando mais caro, a venda deste telemóvel não pretende ter lucro à custa da exploração de muitos trabalhadores, mas o seu trabalho tem uma justa remuneração, assim como as lojas de comércio justo.

No fim da tarde de sábado vimos o filme Shotting Dogs e, posteriormente, fizemos um cine fórum onde analisámos várias condutas e atitudes das personagens do filme, o que se traduziu numa partilha de ideias e de sentimentos muito bela. À noite tivemos o testemunho missionário de um casal pertencente aos Leigos da Boa Nova, que esteve durante de um ano na diocese de Pemba, em Moçambique.

É sempre uma alegria participar nestes encontros de formação, partilhar com imensas pessoas o carisma missionário e sentir a diversidade da Igreja. O facto de o encontro ser em Fátima e de ter a oportunidade de ir rezar na capelinha das aparições, ainda tornou este encontro mais especial. Quem bom é poder caminhar e crescer nestas formações que nos alargam horizontes e nos ajudam a ir compreendendo os caminhos da missão.

 

LMC Pedro Nascimento

1ª sessão de Formação FEC - Voluntariado Missionário e Espiritualidade

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"Voluntariado Missionário e Espiritualidade” foi o tema da 1ª sessão de formação para voluntários da FEC, que se realizou nos passados dias 13 e 14 de janeiro de 2018 na Casa de Saúde do Telhal (Sintra). Nela participaram alguns LMC e formandos. E assim deixamos o testemunho da Ana Raposo, participante desta formação da FEC.

No 1º encontro da FEC aprofundámos a temática " Alegria do Evangelho" que tem como mentor o Papa Francisco. Alegria do Evangelho chama-nos para uma igreja em saída para cuidar da casa comum, uma igreja que contempla o mundo na alegria, no amor e no louvor promovendo assim o bem comum e o cuidar do próximo. Fala-nos de um procurar- te em ti, o descobrir um " tu" que me faz um eu, ter como missão acolher a vontade de Deus e levar Deus que já lá está, acender a chama. Essa alegria, esse amor, foi vivido nesse fim de semana, na formação e na homilia de domingo. O brilho e a alegria que imanava o pároco e os utentes crentes apesar das suas limitações e do formador Juan Ambrosio que nos fez ver com outra perspectiva enquanto nos dissipávamos de algumas dúvidas.

Deus o amante, Jesus o amado, Espírito Santo o amor.

Deus é Amor, Alegria.

Ana Raposo

Encontro de Natal: da família de Nazaré à Família LMC

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Nos passados dias 16 e 17 de dezembro teve lugar, em Viseu, na casa dos Missionários Combonianos o encontro de Natal dos LMC, em que o tema foi “Da família de Nazaré à família LMC”. Participaram vários Leigos Missionários Combonianos, bem como os formandos. Um encontro que ficou marcado pela alegria e pelo conforto de sermos família: família comboniana; e família LMC. Uma família unida em torno do mesmo ideal – que é Cristo – e do mesmo carisma comboniano.

A manhã de sábado teve uma apresentação da LMC Sandra Fagundes sobre S. Daniel Comboni e o movimento. De seguida, houve um jogo em que tivemos a oportunidade de ir descobrindo mais sobre a Família Comboniana, sobre o sentido do Natal, sobre o Natal na missão, à medida que íamos refletindo e rezando sobre os vários pontos de reflexão. Uma experiência de diálogo, de partilha, que nos enriqueceu e nos fez ter presente em oração várias realidades distantes dos nossos olhos e toda a família comboniana.

A tarde teve uma outra surpresa: tivemos a oportunidade de, em vários grupos, estar e conversar com os Missionários Combonianos mais idosos que vivem na casa de Viseu sobre o Natal na missão, sobre o seu rico testemunho de vida; com as Irmãs Missionárias Combonianas, na sua casa sobre o que as mais marcou nos vários Natais vividos em missão; e em casa da família da LMC Marisa Almeida, conversando, convivendo, estando unidos a uma família que é também parte da família LMC, pois com ela partilha e vive a dedicação e o carinho pela missão. Uma tarde de união, de fazer encontro e partilha uns com os outros e com outros membros da família comboniana. Uma tarde em que fomos interpelados e desafiados por muitos testemunhos de vidas cheias, totalmente entregues à missão.

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Após a oração da tarde e o jantar, tivemos um serão de convívio em que, mais uma vez, se partilharam muitas alegrias, sorrisos, brincadeiras e música (que o padre Feliz nos deu o prazer de dar, ao tocar o seu acordeão). Tivemos até troca de prendas! E, mais uma vez, um momento de união, feito neste convívio alegre e genuíno, da família LMC e com a família comboniana.

No domingo, a LMC Susana Vilas Boas apresentou o tema “da família de Nazaré à família LMC”, com um momento de reflexão e partilha no final. Da manhã, fica uma ideia de caminho: a família LMC faz uma caminhada, como dizia Comboni, com os olhos fixos em Cristo – só assim tal caminhada faz sentido, para atingir o exemplo da família de Nazaré: a união de Maria e José, o seu serviço humilde a Jesus, a sua vontade de cumprir a vontade de Deus e a sua entrega total à Sua vontade devem ser exemplo para a família LMC, para que possa cumprir o sonho que Deus tem para ela, fazer um caminho de contínuo crescimento sempre com o intuito de servir a missão ao estilo de São Daniel Comboni.

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Terminámos o encontro de Natal com a Eucaristia, presidida pelo padre Francisco Medeiros e com a alegria de ter os pais e familiares da LMC Neuza Francisco presentes no almoço de família.

E seria precisamente essa a palavra que escolheria para resumir o encontro de Natal dos LMC: família. Na oração, na partilha, no convívio, na escuta, este encontro despertou em cada um de nós uma noção de pertença a algo maior que nós próprios, uma família espiritual que nos acolhe e nos desafia a ser mais, a fazer e viver a missão ao jeito de Comboni, com os olhos fixos em Cristo, apaixonados por Ele e pelas pessoas.

 

Filipe Oliveira

2ª Unidade Formativa LMC

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Neste que foi o 3ºfim-de-semana de Novembro, entre os dias 17, 18 e 19 os formandos dos Leigos Missionários Combonianos reuniram-se em Viseu no Seminário dos Padres Missionários Combonianos. Para mais uma unidade formativa, subordinado ao tema “Sacramentos e Vida: Que Ligação?” ministrada pela Irmã Carmo Ribeiro.

A formação iniciou-se no final do dia 17, sexta-feira, com a chegada dos formandos ao Seminário e com o habitual jantar em família.

O sábado iniciou-se com a Missa junto com a comunidade local. Posteriormente ao pequeno-almoço iniciaram-se os trabalhos com o simples mas muito cativante testemunho do Sr. P. Feliz que falou-nos das suas vivências/experiencias missionárias no Sudão. Principalmente nas áreas do ensino e da saúde. Como o próprio Sr. P. Feliz menciona ao longo do seu testemunho “o trabalho missionário não é um trabalho de salvação imediata mas sim um trabalho para a eternidade”, mostrando-nos o inesgotável trabalho de um missionário ao serviço do Senhor e do seu Reino.

Após o testemunho, iniciamos o tema principal da formação com as leituras de textos sobre os sacramentos. Ao longo das leituras, partilhas e da exposição teórica da Irmã Carmo podemos absorver alguns conceitos fundamentais ao tema. Quanto a isto, a Irmã Carmo referiu-se aos sacramentos como pilares do caminho da graça, tendo em conta que os sacramentos são fulcrais para pôr-nos em Deus e Deus em nós, ou seja, os sacramentos vem de Cristo e levam-nos a Cristo.

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Teoricamente os sacramentos dividem-se em três: de Iniciação – Batismo, Confirmação e Eucaristia; Cura – Penitência e Unção dos Doentes e os de Serviço – Ordem e Matrimónio. Mas para nós os sacramentos, como aprofundamos neste fim-de-semana vão muito além do explicável teoricamente. Deste modo, afirmamos que para nós os Sacramentos são as pedrinhas que constroem a calçada da caminhada de um cristão para Deus, como linguagem de uma História. Os sacramentos são encontros com Deus que nos transformam e convertem.

O serão foi dedicado ao cinema. Visualizamos o filme “A vida de Jesus Cristo segundo o Evangelho de São João”. De onde retiramos uma frase de Jesus Cristo que para nós é o resumo de todo o filme “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai se não por mim”.

No Domingo iniciamos a nossa caminhada com as Laudes. Ouvimos atentamente a experiencia do casal de leigos missionários Ana e Artur Valente, primeiros leigos missionários, que fizeram as delicias dos presentes com o amor visível um pelo outro e a Deus com que falam aos formandos presentes. De entre todos os conselhos e parábolas que nos deixaram, queremos partilhar convosco a seguinte “quando Deus nós vê tão atrapalhados ele manda-nos um rebuçado e só nos diz: Descasca-o” (Sra. Ana Valente). O Domingo formativo terminou com a Eucaristia e o almoço em Família, onde ouvimos por entre brincadeiras e risos as experiências dos mais velhos, trocamos várias ideias e pontos de vista.

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Em todo este fim-de-semana, que se fez de tão intenso fugaz, oramos especialmente a Deus pelo Dom da chuva, dada a seca que o nossa país e algumas partes do mundo atravessa, para que os agricultores possam regar as suas plantações, os pastores dar de beber aos seus rebanhos e as nossas montanhas possam cobrir-se pelo manto verde novamente. Humildemente pedimos a todos vós que juntem-se a nós nesta oração pelo Dom da chuva.

 

“Quando TUDO FALHA, há um que NÃO FALHA. Que é DEUS.”

Irmã Carmo Ribeiro 20/11/2017

Laura e David Ganilo

Curso de Missiologia – um presente de Deus (parte III)

Diálogo Inter-religioso

(cont.)

Já quase no término do Curso, dia 26, tivemos connosco o Frei José Nunes que nos abordou o Diálogo Inter-religioso. Neste dia perspetivamos a evolução da comunicação entre religiões ao longo dos tempos. Vemos que hoje a Igreja face às outras religiões propõe um fecundo diálogo, baseado no apreço e respeito por elas. Vemos hoje que as religiões são “vias de salvação”, não pelos seus credos, mas porque conferem a cada ser um sentido de vida. Muito há em comum entre todas as religiões.

 

“(As tradições religiosas da humanidade) merecem a atenção e estima dos cristãos, e o seu património espiritual é um convite eficaz ao diálogo, não só acerca dos elementos convergentes, mas especialmente sobre aqueles em que diferem” (Documento Diálogo e Missão)

Grupo

 

A par destes dias de reflexão e visão da história do Cristianismo e de revisão deste Ser Missionário Cristão, estiveram momentos de partilha em grupo e de reflexão sobre os diversos temas. Momentos muito ricos de partilha de cada cultura, de crescimento pessoal e como comunidade cristã.

 

 

 

EucaristiaConvívio

Uma semana também ela pincelada com a beleza de Eucaristias multiculturais, onde os tons de pele se fundiam e pintavam o quadro da Festa do Senhor, onde ecoava a música em várias línguas e onde a dança preenchia o altar.

E todos estes dias inspiradores, de grande aspiração à vocação missionária, me emocionaram e me preencheram o coração por todo o caminho que a humanidade tem feito enquanto peregrina desta Obra divina que é o Mundo, o Universo. Orgulhosamente missionária com todos aqueles ali presentes, senti-me enviada com esta chama que só Deus inflama. Deus envia-nos. Citando o Padre Adelino Ascenso no seu discurso final: mais do que “ide e ensinai”, a esta igreja missionária Deus proclama:

“Ide e escutai”.

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 LMC Carolina Fiúza

Curso de Missiologia – um presente de Deus (parte II)

Momento cultural no fim do dia 22

 (cont.)

Prosseguimos no dia 23 para o tema da Espiritualidade Missionária contando com a Dra. Teresa Messias como oradora. E o que é isto de Espiritualidade? Algo que não se reduz à vivência cristã, mas sim uma dinâmica de ser. Todos a temos enquanto seres animados de desejo de autotranscedência, de nos realizarmos, de sermos felizes. Falámos concretamente desta Espiritualidade Cristã que tem que ser sempre Missionária. Uma Espiritualidade que me liberta e que tem um sentido escatológico, ou seja, que não acaba. Citando a Dra. Teresa Messias nem no céu a experiência de Deus tem fim. E percebemos a Trindade como fonte de missão, na relação Eu-Cristo-O outro.

 

Missão não é somente fazer coisas; não é sair de um lugar; é ser pessoa; é uma possibilidade de ser vida e gerar vida no outro e na humanidade; é esvaziar-se, a kenosis de que São Paulo fala. (Dra. Teresa Messias)

 

Vimos este Deus Missão, um Deus que também se esvazia quando nos dá o seu Filho, um Deus Parentalidade, que não só é Pai, mas também Mãe, e só assim é fecundo. Um Deus que não só dá, mas que também acolhe o seu Filho, também recebe. E que isto tem tradução no meu ser missionário: quem só sabe dar, não sabe amar. É necessária esta capacidade de receber.

Assim, a Espiritualidade Missionária requer o Desinstalamento – esvaziar-me, “Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza “(2Co 8, 9) –, Confiança – na providência divina que apenas se obtém na oração, na escuta, na leitura dos sinais de Deus, “aspirai às coisas do alto e o resto ser-vos-á dado por acréscimo” (Col 3,1-4) – e Inculturação – descer a cada cultura para encontrar a novidade de Cristo.

Refletimos sobre a missão cristã, as suas potencialidades e dificuldades. Identificámos a necessidade de um êxodo contínuo, da descentralização da Igreja em si mesma – a Igreja não se prega a si, não se serve a si e não se orienta em si, mas sim voltada para Cristo. A Missão não é um fim em si mesma e uma igreja autorreferencial não é uma Igreja de Cristo. Terminámos o dia refletindo sobre qual a minha missão?, na sua dimensão pessoal, irrepetível, personalizante e carismática do seguimento de Jesus. E a resposta é um caminho processual: requer oração e escuta e só nelas percebo o que Deus vai querendo, o que é que Ele me vai propondo para cada dia.

Padre Adelino Ascenso

 

No dia 24 fomos presenteados pela sabedoria e tranquilidade das palavras do Padre Adelino Ascenso com uma abordagem artística sobre a Literatura e teologia: a ficção de Shūsaku Endō. Ficaria ali a ouvir as suas palavras durante dias: palavras sábias, fruto de uma experiência inimaginável no Japão, no contacto com o povo e com o profundo silêncio do Tibete onde o único som audível era o tiritar dos seus próprios dentes, tal não era o frio sentido. Começou por nos fazer uma abordagem da literatura japonesa e das suas tradições, uma cultura do escondimento, do silêncio, da harmonia, da tripla insensibilidade face à morte, por exemplo. Perspetivamos de forma histórica a chegada do Cristianismo ao Japão e é aqui que entra Shūsaku Endō com a sua obra literária de romances, entre os quais O silêncio. Endō lutou toda a sua vida com questões relacionadas com a sua fé, nomeadamente com forma de ser simultaneamente, japonês e cristão. Essa luta está patente nas suas obras com temas que podem contribuir para a elaboração de uma nova imagem de Cristo e do cristianismo no Japão. E desta forma ao longo do dia o Padre Adelino estabeleceu uma ponte entre a realidade do Cristianismo no Japão e o romance “O silêncio” (filme que tivemos oportunidade de ver no fim do dia), falando sobre a apostasia, o silêncio de Deus nos diversos momentos da vida e esta salvação dos apóstatas (e de todos os homens, independentemente das suas crenças). Dotado de uma capacidade artística de se exprimir, o Padre Adelino terminou com algumas palavras que o meu caderno gravou:

 

A igreja não possui Cristo. A Sua presença não se confina à Igreja embora seja nela que se aprende a entender a presença d’Ele fora dela.”

“Só se pode conhecer Deus através das suas feridas” (citação que parte da obra de Tomas Halik, O meu Deus é um Deus ferido)

“O silêncio não é a ausência de palavras, mas sim um murmúrio de Deus para além do silêncio”.

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(cont.)

LMC Carolina Fiúza

 

 

Curso de Missiologia – um presente de Deus (parte I)

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Um presente de Deus que nos permitiu mais e melhor olhar para a obra de Deus com grande graça! Um presente de Deus foi para mim este Curso de Missiologia onde pude participar entre os dias 21 e 26 de Agosto em Fátima, uma iniciativa dos responsáveis do Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG), com o apoio das Obras Missionárias Pontifícias (OMP). Nesta formação pude ver os oceanos a cruzarem-se e unirem-se num só ponto: da cadeira onde me sento para enriquecer a minha sabedoria e apaixonar-me mais por este ser de Cristo, vislumbro uma plateia de cerca de 60 participantes dos 4 continentes – Portugal, Itália, Filipinas, Colômbia, Brasil, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Angola, Moçambique, Congo, entre outros países. Uma semana em que as cores se misturaram e fundiram para aprender e partilhar este “Ser Missionário” nos dias de hoje. Comigo estavam em comunidade o Mário Breda, a Ana Raposo, a Maria José Martins e o Luís: e que rica foi também a nossa experiência quer como comunidade, quer na partilha com os restantes participantes.

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O Curso foi todo ele muito rico em termos de conteúdo. Começámos no dia 21 (segunda feira) por abordar A missão no Evangelho de São Mateus, com D. António Couto, Bispo de Lamego. E D. António Couto apresenta-nos o primeiro dos livros do Novo Testamento pelas suas ligações com o previamente escrito no Antigo Testamento. Apresenta-nos um Evangelho onde o Perdão é marca d’água: Mateus, um cobrador de impostos, abre-se a esta conversão a Jesus Cristo pelo perdão que Este concede a todo o Homem. E assim em todo o Evangelho de Mateus estão patentes 5 discursos (em analogia ao Pentateuco do Antigo Testamento): Discurso da Montanha, Missionário, das Parábolas, Eclesial e Escatológico. E destaco o discurso Missionário (Mt 10, 6-10): “de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10, 8). Graça – a figura maternal biblíca, o olhar (materno) que podemos ter sobre cada um. D. António apelou a que, como missionários, devemos ter esta “pausa e bemol na música da nossa vida para que saibamos deixar o Espirito Santo falar” e realçou a importância de sermos missionários “sempre abertos à surpresa e com a sensibilidade apurada”.

 

Os cristãos têm uma missão vital: "Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça». Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo(…). (in homilia do Papa Bento XVI, Porto, 14 de Maio 2010)

E pela história do Cristianismo ao longo dos séculos viajámos no dia 22; uma viagem com o Dr. José Eduardo Franco como guia – O Cristianismo e Globalização: Estado, Igreja e Missionação na época moderna e contemporânea. E pudemos perceber que a história não é passado, mas sim presente.  É ela que faz cada presente. E nesta viagem percebemos o papel do povo Português através das suas descobertas por mares nunca dantes navegados para a Missionação e Evangelização da Igreja Cristã; e mais: que esta missionação foi, ao longo dos tempos, construtora da globalização que atualmente atinge o seu auge. Nesta viagem visitámos a imagem de Deus e da Igreja desde o século I – um Deus territorial de Isaac e de Jacob, o homem age apenas mediante a vontade de Deus –, passando pela disseminação do Cristianismo pelos discípulos e por missionários que acompanhavam as viagens da época dos Descobrimentos e chegando, por fim, aos dias de hoje. E atualmente percebe-se que o Evangelho pede uma Missionação inculturada: um fazer-se grego com os gregos, romano com os romanos (São Paulo), aproveitando o Cristianismo aquilo que cada cultura tem de excelência. O Evangelho deve levar à humanização e, desta forma, o Missionário é o construtor de uma humanidade nova, que chega a todos pela via, não da imposição mas, da credibilidade.

(cont.)

 

LMC Carolina Fiúza